sexta-feira - 04/01/2013 - 13:45h
Isso é incrível!

Prefeita exige e ônibus vão retomar atividades

A Prefeitura Municipal de Mossoró (PMM) determinou que as empresas que suspenderam as atividades de quatro ônibus das linhas Juvenal Lamartine, Abolição, Boa Vista e Belo Horizonte retomem os serviços imediatamente, e abriu um processo de advertência contra as empresas por descumprimento da lei que diz que qualquer suspensão de serviços públicos seja comunicada previamente ao Poder Executivo.

O comunicado foi feito pela própria prefeita Cláudia Regina (DEM), durante reunião com representantes das empresas para tratar do problema, hoje pela manhã, no Palácio da Resistência.

A própria prefeita, ao centro, comanda reunião. Isso é incrível (Carlos Costa)

A prefeita disse que considera justas algumas reivindicações dos empresários, mas não concorda com a suspensão ilegal dos serviços. “Não posso permitir que uma lei seja descumprida desta forma. A gestão pública municipal não abre mão da defesa dos direitos do cidadão mossoroense”, afirmou.

A promotora de Defesa do Consumidor, Ana Ximenes, que participou da reunião, também considerou ilegal a atitude das empresas que suspenderam os serviços sem comunicado oficial à Prefeitura. “As empresas deveriam comunicar previamente à prefeitura a suspensão de atividades. Não é admissível que se trate a gestão pública como refém”.

Advertência

A promotora também expediu recomendação às empresas para que retornem imediatamente às atividades dos ônibus paralisados e à prefeitura que mantenha a sanção de advertência contra elas.

As empresas, representadas pelo gerente da Cidade do Sol, Amaro Duarte, e pelo subgerente da Sideral, Veridiano Francisco da Silva, falaram dos problemas financeiros que afetam as empresas e alegaram que a suspensão das atividades aconteceu porque os ônibus seriam submetidos a uma revisão mecânica, e ao final da reunião, confirmaram que os ônibus voltariam à normalidade a partir da próxima segunda-feira.

O presidente do Sintrom, Francisco de Assis, também falou das necessidades do setor e pediu o apoio da nova gestão na solução dos problemas que acometem o serviço público atualmente. “Queremos o apoio da prefeita para mudarmos esta realidade do transporte público de Mossoró”, disse.

O vereador Genivan Vale, que representou a Câmara Municipal, parabenizou a prefeita pela iniciativa rápida em ouvir os empresários.

Participaram também da reunião, o consultor geral do município, Olavo Hamilton, a procuradora jurídica do município, Rafaela Burlamarqui, secretário municipal do Desenvolvimento Urbano, Alexandre Lopes e o subsecretário de Transito e Transportes, Marlos Ciarlini Rosado.

Com informações da Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Mossoró.

Nota do Blog – Estou estupefato: no atual governo municipal de Mossoró, a prefeita eleita e de direito comanda reuniões, dá ordens, concede entrevistas sem intervenção de assessores e evita intermediários.

Nem tudo está perdido. Durante 16 anos, Mossoró elegia uma pessoa e outra mandava, num estelionato político-eleitoral absurdo. A glória!

Que os anjos da boca mole digam amém!

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Categoria(s): Administração Pública
sábado - 01/12/2012 - 21:21h
Mossoró

Cláudia diz estar tranquila e que não infringiu lei

O Jornal de Hoje

A situação de Cláudia Regina, do DEM, não está fácil. Afinal, apesar de ter vencido as eleições sobre a adversária Larissa Rosado, do PSB, ela é alvo de seis representações do Ministério Público Eleitoral por compra de votos e uso da máquina pública e pode ter o registro cassado antes mesmo da diplomação.

Preocupada? Cláudia Regina garante que não. Tanto que ela segue trabalhando normalmente junto à equipe de transição para quando assumir a Prefeitura de Mossoró. Pelo menos, foi o que ela garantiu em entrevista a O Jornal de Hoje.

“Nós fomos notificados apenas segunda-feira (tem cinco dias para apresentar a defesa). Respeito todas as instituições, o Ministério Público, a Justiça Eleitoral, mas tenho certeza que fizemos uma caminhada limpa. Tenho convicção que a campanha foi limpa, pautada no respeito”, afirmou ela.

Ressaltou ainda que sua trajetória política isenta de qualquer irregularidade e afirmando que, inclusive, conhece a legislação (por ser advogada) e, por isso, não a infringiria.

“Sempre fiz reuniões com eleitores”, garantiu Cláudia Regina, mas ressaltando que não está falando, especificamente, dessas reuniões denunciadas pelo MPE.

Assessoria

“Não vou entrar nesse mérito, porque isso será feito pela assessoria jurídica”, acrescentou, reafirmando que, mesmo com essas denúncias, não mudou em nada o planejamento e o trabalho desse período.

“Não vejo porque ter mudado. Não teria porque mudar. Confio que a diplomação será na data marcada (18 de dezembro) e sigo trabalhando porque não cabe a mim alterar o trâmite desse momento”, afirmou Cláudia Regina que, inclusive, segue tendo reuniões com a equipe de transição em Mossoró e até já foi a Brasília se reunir com membros do Governo Federal para conseguir recursos.

Além das denúncias de uso da máquina municipal, o MPE também relatou que Cláudia Regina foi favorecida pela gestão estadual, quando a governadora Rosalba Ciarlini nomeou a filha do vereador Chico da Prefeitura, do DEM, para que fosse garantido o apoio dele a candidatura Democrata – Chico estava insatisfeito por não ter sido ele o escolhido para ser candidato.

Com relação a essas denúncias, as promotoras que a assinaram as representações, Ana Ximenes e Karine Crispim, afirmaram que as provas são robustas e que, por isso, não há dúvidas que o voto não foi “livre” em Mossoró. Por isso, além de pedir a cassação do registro (ou da diplomação, caso a decisão seja depois do dia 18) de Cláudia Regina e Wellington Filho, as promotoras solicitam, também, a realização de uma nova eleição.

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Categoria(s): Política
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sábado - 10/11/2012 - 10:17h
Mossoró

Promotoras pedem cassação de Cláudia e nova eleição

Através das 33ª e 34ª promotorias eleitorais de Mossoró, o Ministério Público Eleitoral (MPE) entrou com seis pedidos de cassação de registro de candidatura da prefeita eleita Cláudia Regina (DEM) e do vice Wellington Filho (PMDB).

As promotoras eleitorais Karine Crispim e Ana Ximenes produziram farto, diversificado e contundente material embasando os procedimentos.

Caberá ao juiz eleitoral José Herval Sampaio Júnior da 33ª Zona Eleitoral se pronunciar sobre as matérias. É a primeira instância de uma contenda judicial que promete se arrastar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com “estada” no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Peleja para alguns anos, que se diga.

As petições envolvem os candidatos, além do chefe de Gabinete da Prefeitura de Mossoró, agitador cultural Gustavo Rosado (PV); secretário Desenvolvimento Territorial e Meio Ambiente, Alexandre Lopes; empresário Edvaldo Fagundes; vereador Chico da Prefeitura (DEM) e outros personagens de menor envergadura social e política, como servidores públicos municipais que estariam a serviço dos candidatos governistas.

Compra de votos

Também pesa acusação contra a governadora Rosalba Ciarlini (DEM), por uso da máquina pública. A propósito, utilizar a estrutura estatal do estado e do município são alguns dos ingredientes contantes nas demandas, onde se sobressai a suposta compra de votos em diversos casos.

No trabalho de apuração dos fatos, exumação de documentos e provas, bem como flagrante em hipotéticos delitos, houve até mesmo atuação da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Colaborou sobremodo com o Ministério Público Eleitoral (MPE) .

As promotoras pedem, ainda, realização de nova eleição municipal e investigação paralela da Promotoria do Patrimônio Público no tocante à prática de improbidade administrativa.

Apesar do trabalho do Ministério Público Eleitoral ter ocorrido em plena sucessão da prefeita de direito Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”, ela não aparece em qualquer implicação delituosa. De novo emerge seu irmão e prefeito de fato Gustavo, além de outros personagens.

Saiba mais detalhes clicando AQUI e AQUI.

Nota do Blog – Tive acesso a parte desse material, denso, do MPE. Há pouco mais de uma semana fui informado de que o MPE teria essa disposição.

Promessa de muito barulho daqui para frente.

Por anos, que se diga.

Anote, por favor.

Depois volto ao tema de forma mais amiúde.

P.S (11 de Novembro de 2012, às 6h15)Um reparo ao texto original desta postagem: Os procedimentos em epígrafe desencadeados pelo MPE estão na verdade na mesa do juiz da 34ª Zona Eleitoral, Pedro Cordeiro. Ele é que apreciará as petições.

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Categoria(s): Eleições 2012 / Política
segunda-feira - 02/07/2012 - 09:14h
Desabafo

Promotores reagem contra cerco ao Ministério Público

Dois promotores de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte desabafam, nessa ainda nublada manhã de segunda-feira (2). Usam as redes sociais contra o cerco que o Ministério Público vem sofrendo na esfera institucional.

Forças atrasadas e parceiras (ou participantes) da corrupção, não querem esse órgão exercendo seu poder fiscalizador e investigativo.

– Querido Congresso Nacional, acabe com o crime de Caixa 2 para que o Ministério Público e a Polícia Federal não percam tempo e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não nos envergonhe mais. Obrigado. – afirmou o promotor Peres Filho.

E acrescentou: “Pior é o desconforto de ler que Justiça Eleitoral acha que papeis entregues dão direito à quitação de contas. Deviam usar outra palavra.”

Acompanhe o Blog também pelo Twitter clicando AQUI.

– MP é tão perseguido pelo Congresso Nacional que surgiu a Frente Parlamentar em Defesa do Ministério Público. Todos os anos MP enfrenta diversas tentativas no Congresso Nacional de castração de suas atribuições. Não somos pop no Congresso Nacional. Nossos inimigos também definem quem somos – reage a promotora Ana Ximenes.

“Perseguição da PEC da Impunidade é prova de como investigações do MP incomodam poderosos. MP tem uma fibra e uma essência nascidas no movimento pela redemocratização do país, que jamais vai abandonar a luta por justiça para todos. Não é à toa que a nossa lei de ação civil pública data de 1985, o último ano da ditadura. Somos a síntese de um movimento social sólido”, argumentou.

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quinta-feira - 31/05/2012 - 17:26h
"Operação Vulcano"

Promotora diz que “já se pode afirmar que há cartel”

“Agora já se pode afirmar que há cartel na revenda de gasolina em Mossoró: há provas! Provas são o que não faltam na Operação Vulcano: estou estafada de ler os autos e satisfeita com o nível e profundidade da investigação”.

Ximenes: sim, "há um cartel"

Essas declarações acima são da promotora da Defesa do Consumidor de Mossoró, Ana Ximenes, que a infindáveis anos empreende uma cruzada contra preços abusivos e assemelhados no ‘concorrido’ setor de combustíveis automotivos do município.

Segunda ela, “desde ontem estudo o inquérito policial da Operação Vulcano (que eclodiu ontem, por ação da Polícia Federal, com apoio subsidiário do Ministério Público). Havia fundamento para prisões e buscas”.

Ela lembra, o que este Blog citou ontem em primeira mão: o Conselho Administrativo de Direito Econômico do Ministério da Justiça (CADE), participou de forma suplementar da força-tarefa. Existiam elementos indicando a formação de cartel em Mossoró, a partir de formação de grupo com esse fim – envolvendo empresários da área de combustíveis.

O QUE É UM CARTELÉ um acordo explícito ou implícito entre concorrentes para, principalmente, fixação de preços ou cotas de produção, divisão de clientes e de mercados de atuação ou, por meio da ação coordenada entre os participantes, eliminar a concorrência e aumentar os preços dos produtos, obtendo maiores lucros, em prejuízo do bem-estar do consumidor.

“Há tantas provas a confrontar com os depoimentos, inclusive oriundas das buscas, que o doutor Eduardo Bonfim (delegado federal responsável pela operação) precisará de todos os 5 dias da prisão temporária”, estima.

A promotora lembra que “buscas da Operação Vulcano foram submetidas à análise previa de especialistas do Cade, ao parecer do MP e ao crivo do juiz Cláudio Mendes (3ª Vara Criminal)”.

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Em resposta à nota oficial da Câmara de Mossoró, que considerou a busca e apreensão nesse poder algo descabido, ela fustiga: “Será que todos estes órgãos e instituições têm ‘fetiches’ e são contrários ao Estado Democrático de Direito?”

Quando o Projeto de Lei da Prefeitura de Mossoró, nº 057/2011, tramitava na Câmara Municipal, criando facilidades para um cartel impedir a livre concorrência, Ana Ximenes reagiu. Chegou a ameaçar entrar com procedimento legal, arguindo inconstitucionalidade da matéria.

Ao mesmo tempo, a Polícia Federal já rastreava reuniões, diálogos telefônicos e outros movimentos de personagens da política e da vida empresarial mossoroense. Levantava elementos que indicariam a existência do cartel.

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Categoria(s): Administração Pública / Economia / Justiça/Direito/Ministério Público
quinta-feira - 05/04/2012 - 18:54h
Via crucis sertaneja

Dona-de-casa morre após longas horas de sofrimento

Ministério Público e Polícia Civil passam a apurar possível 'omissão de socorro' no Tarcísio Maia

Uma simples dona-de-casa de Felipe Guerra, moradora do Sítio Pindoba, (a 80km de Mossoró), Rita Maria Batista, 56, morreu às 9h de hoje no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), depois de uma longa agonia entre sua cidade a essa unidade de saúde. Não suportou uma sequência de descasos e maus-tratos. De desrespeito à vida.

Existem suspeitas, fortes indícios – na verdade, de que ela morreu por omissão de socorro médico no HRTM.

O caso foi publicado por este Blog (veja AQUI ou em postagem mais abaixo), a partir de enfoque do jornalista Cézar Alves no portal Nominuto.com.

Rita chegou a passar por cirurgia, mas hoje – não resistiu. Em Mossoró, a ‘Metrópole do Futuro’, não existia sequer um leito de UTI para acomodá-la no pós-operatório.

O caso será investigado pela Polícia Civil, provocada pela promotora de Justiça Ana Ximenes.

A promotora esteve ontem no HRTM apurando os maus-tratos a Rita – ao lado de membros da Polícia Civil. Recolheu elementos que podem levar o Ministério Público a considerar que ela foi vítima de omissão de socorro. A dona-de-casa só foi levada para uma cirurgia após agonizar por cerca de 30 horas.

Rita deu entrada no HRTM às 13h de terça-feira (3). Um clínico geral a medicou e pediu o parecer de um cirurgião, o que só foi feito às 11h do dia seguinte. Quase 24 horas tinham se passado. A ordem era para cirurgia de forma imediata. Havia perigo de morte.

Mesmo com o Centro Cirúrgico do HRTM estando sem ocupação e com três cirurgiões disponíveis, no local, Rita não foi atendida.

Às 18h de ontem (quarta-feira, 4), o cirurgião Wagner Langue passou a fazer parte do plantão e levou-a imediatamente para o Centro Cirúrgico. Fez o procedimento sozinho, mesmo quando não se recomenda essa postura, porque o outro médico – Adail Vale – faltou.

A partir da conclusão da cirurgia, havia necessidade de uma UTI para a paciente. Não havia um leito disponível no local, no Hospital Wilson Rosado, na Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR) ou Hospital da Mulher. Hoje, às 9h, a humilde dona-de-casa de Felipe Guerra não resistiu à sua própria via crucis.

Em plena Semana Santa, dona Rita Maria Batista acabou crucificada pelo descaso, pelo desrespeito, pelo desdém com a vida humana.

Ah, ia esquecendo de informar a ‘grande’ enfermidade que a levou a óbito: ‘megacólon’ (privação). Isso mesmo. Uma obstrução intestinal.

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Categoria(s): Administração Pública / Saúde / Segurança Pública/Polícia
  • Repet
quinta-feira - 05/04/2012 - 10:59h
Vergonha

Promotora e polícia atuam para garantir cirurgia em hospital

Por Cézar Alves (Nominuto.com)

A história da dona de casa Rita Maria Batista, de 56 anos, residente no Sítio Pindoba, distante 10 km da área urbana de Felipe Guerra, que está internada em estado grave no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), em Mossoró, é um retrato do caos que vivenciamos na saúde.

Rita não teve acesso a qualquer atendimento de saúde preventiva, em Felipe Guerra. Segundo a filha dela, “quando sente alguma coisa ruim vai ao hospital da cidade, que geralmente não tem médico e as enfermeiras enviam para o HRTM, em Mossoró”.

Foi o caso. Rita, com ‘megacolo’ (privação), chegou ao HRTM terça-feira. Ficou agonizando num ambiente chamado ‘repouso feminino’ por quase 20 horas. “Minha mãe gritava de dor e olhavam pra gente e nem sinalizava. A gente pedia socorro e nada”, diz Talita Bezerra Batista.

O primeiro diagnóstico foi de um clínico geral. Já apontava um quadro muito grave, necessitando urgente de cirurgia. Foi solicitado um diagnóstico de um cirurgião. Este diagnóstico só foi feito nesta quarta-feira, apesar da urgência. Previa cirurgia imediatamente.

E, apesar de o HRTM ter três cirurgiões de plantão e um centro cirúrgico vazio, a cirurgia não foi realizada. No final da tarde, um deles chegou a dizer à família da vítima que não iria fazer porque estava quase no fim de seu plantão. Ia sair e pronto.

O caso chegou ao conhecimento da promotora de Justiça Ana Ximenes e deste repórter. Confirmada a história, a promotora Ana Ximenes chamou o delegado Antônio Caetano Baumann de Azevedo, para investigar suposto crime de omissão de socorro.

O cirurgião Wagner Langue, ao assumir o plantão da noite, imediatamente levou sozinho (tinham que ser 2) a paciente para o centro cirúrgico (o médico Adail Vale faltou ao trabalho). Até meia-noite, não tínhamos o resultado da cirurgia, se Rita teria sobrevivido.

Enfermeiros e técnicos de enfermagem disseram que este tipo de comportamento dos médicos é comum no HRTM e que foi muito boa a ida da promotora, do delegado e deste repórter ao HRTM para presenciar pessoalmente uma das razões do caos, de mortes.

Ou seja, além da falta de estrutura, de espaço, medicamentos, outros fatores deixam a população sem o tão valioso atendimento médico para viver. Este é o cenário que enfrenta um cidadão de baixa renda. “Se fosse um cidadão rico, não faltava atendimento. Mas como é carente, viram as costas”, reclama a promotora de Justiça Ana Ximenes.

Nota do Blog do Carlos Santos – Deparo-me com um relato jornalístico como este e fico me perguntando se é mesmo verdade que tudo isso esteja ocorrendo em Mossoró, ‘a terra da liberdade’ e de outros epítetos fantasiosos.

Francamente.

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Categoria(s): Saúde / Segurança Pública/Polícia
segunda-feira - 17/10/2011 - 09:41h
"Metrópole do Futuro"

Herodes voltou! Herodes voltou! Cuidado com seus bebês

Mossoró, “a metrópole do futuro”, chega ao paroxismo da contradição.

Temos uma versão “moderna” do Herodes bíblico que inibe o nascimento do próprio futuro.

Os donos do poder não param de criar dificuldades para funcionamento de pelo menos mais 3 leitos de UTI Neonatal, que garantam a vida de crianças, em sua maioria de origem pobre. Hoje, só existem 3 na Casa de Saúde Dix-sept Rosado, onde nascem cerca de 600 crianças/mês.

Hoje pela manhã, via Twitter, a promotora pública Ana Ximenes e o secretário todo-poderoso da Cidadania do município, Chico Carlos (PV), pré-candidato a prefeito, batiam boca devido emperramento de processo para credenciamento dos leitos.

Ela questionando que após atendimento de todas as exigências documentais, o Município continuava suplementando embargos, postergando decisão.

Pobre Mossoró!

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sábado - 24/09/2011 - 22:49h
Mossoró "deles"

Proposta para saúde será ironia ou cinismo?

Desabafo da promotora da Saúde de Mossoró, Ana Ximenes, em seu Twitter:

– Eu espero que na próxima campanha eleitoral não haja nenhuma menção a projetos para saúde. Seria de irônico se não fosse cínico.

Nota do Blog – Se essa visão fosse manifestada por este Blog poderia parecer desmedida; talvez até resultasse em mais um processo judicial.

Outros, até poderiam considerá-la, uma bravata.

Muitos não entendem a diferença entre consciência social e arroubo.

Por isso chegamos onde chegamos.

Acompanhe o Blog do Carlos Santos, com notas e comentários exclusivos, também pelo Twitter. Clique no endereço abaixo:

www.twitter.com/bcarlossantos

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Categoria(s): Administração Pública / Saúde
segunda-feira - 19/09/2011 - 23:57h
Saúde em Mossoró

Promotora pede audiência à governadora Rosalba Ciarlini

Promotora da Saúde, em Mossoró, Ana Ximenes assinala que não ensarrilha as armas. Segue sua cruzada, para garantia de funcionamento a contento de estruturas de saúde no município.

– Vamos ser a metrópole das UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento) e UBSs (Unidades Básicas de Saúde)? – indaga ela.

– E existe metrópole sem hospital de urgência e emergência, sem maternidade? – insiste.

Ela adianta que “hoje pedi audiência à governadora Rosalba Ciarlini (DEM). Estou aguardando a resposta.”

Nota do Blog – O funcionamento da Casa de Saúde Dix-sept Rosado e do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) estão na pauta de trabalho da promotora.

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domingo - 11/09/2011 - 09:49h
Pelo Twitter

Promotora pressiona em prol da saúde; secretário não se cala

Para a promotora pública Ana Ximenes, “atraso nos pagamentos dos médicos do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) é fogo amigo”.

Indignada, ela é ríspida. Contundente. Fala rispidamente, mas em forma de conselho à governadora Rosalba Ciarlini (DEM), usando seu endereço na rede de microblogs Twitter: “Ponha para fora esses inimigos da sua gestão”.

A verborragia da promotora atinge em cheio o secretário da Saúde do Estado, médico Domício Arruda: “Queria que Domício Arruda se envergonhasse de não pagar em dia médicos do HRTM e Rosalba Ciarlini de manter essa prática de governo anterior.”

Domício Arruda, também pelo Twitter, à manhã de hoje, não deixou a cobrança da promotora da Saúde, de Mossoró, sem resposta:

– Sem nenhuma vergonha dos meus atos. Os trâmites burocráticos existem e eu sou escravo das leis.

Ana Ximenes até se oferece para lutar à melhoria da saúde pública de Mossoró e região, falando diretamente para a governadora: “Se a senhora quiser ajuda, me diga quem está boicotando o HRTM que eu processo na hora”.

Também faz uma indagação pertinente, para medir o nível de prioridade do Estado em relação à saúde pública: “Será que os servidores da SESAP (Secretaria Estadual da Saúde Pública) recebem com atraso de dois meses como médicos do HRTM?

A promotora ainda acrescenta: “Por favor, não deixe a única maternidade de Mossoró e UTI Neonatal naufragarem. Ponha fora da SESAP quem causa os atrasos dos pagamentos do HRTM.”

Ela não se dá por satisfeita. “Governadora, a senhora ganha eleições por causa de quem usa e não de quem destrói o HRTM. Fique do nosso lado!”, convoca.

Domício, tem resposta na ponta da língua, deixando claro que topa puxar esse cabo-de-guerra: “Doutora, pode cobrar responsabilidades do servidor Domicio Arruda Câmara Sobrinho, matrícula 2690-5.”

Nota do Blog – E em Mossoró… tudo continua como dantes.

 

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Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público / Saúde
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