sexta-feira - 27/02/2026 - 09:22h
Escândalo do INSS

Supremo e CPI do INSS quebram sigilos de Lulinha

Lulinha seria sócio oculto do "Careca do INSS" (Foto: Reprodução)

Lulinha seria sócio oculto do “Careca do INSS” (Foto: Reprodução/Arquivo Poder 360)

Do Canal Meio para o BCS

O filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luiz, conhecido pelo apelido de Lulinha, voltou à berlinda. Acusado por diversas vezes de usar o nome do pai em operações pouco ortodoxas, Lulinha teve seu sigilo bancário e fiscal quebrado pela CPI do INSS. A sessão que aprovou a quebra dos sigilos de outras 86 pessoas, incluindo a de um ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master, foi tumultuada.

Após o requerimento ser aprovado, parlamentares trocaram socos e ao menos dois deles, Rogério Correia (PT-MG) e Luiz Lima (Novo-RJ), foram retirados da sessão pela Polícia Parlamentar. Lulinha já havia tido seus sigilos quebrados pelo ministro do STF André Mendonça em janeiro, bem antes do pedido da CPI. O pedido foi feito ao Supremo pela Polícia Federal, que suspeita do envolvimento de Lulinha no esquema de desvio dos benefícios pagos a aposentados. (Globo)

A briga entre parlamentares governistas e da oposição foi registrada em vídeo. Veja aqui. (UOL)

A Polícia Federal havia pedido a quebra do sigilo de Lulinha ao STF por conta das referências ao filho do presidente Lula em mensagens de WhatsApp, passagens aéreas e no depoimento de uma testemunha. A suspeita é que Lulinha teria atuado como “sócio oculto” do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. A defesa de Lulinha negou qualquer vínculo com o instituto e classificou as citações como “ilações”. (Estadão)

E o governo reagiu. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, classificou como “golpe” a quebra de sigilo bancário e fiscal de Lulinha na CPI do INSS. Segundo Gleisi, a deliberação foi conduzida de forma irregular pelo presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG). “Foi uma votação simbólica, sem contagem individual de votos. Consideramos que é nula”, afirmou.

Governistas articulam junto ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a tentativa de anular o ato. Aliados do Planalto alegam que detinham maioria entre os titulares presentes, mas não puderam solicitar nova verificação nominal porque o instrumento já havia sido usado anteriormente pela oposição na mesma sessão. (Folha)

Irmãos de Toffoli

Em meio à confusão no Congresso, o ministro André Mendonça autorizou que José Eugênio Dias Toffoli e José Carlos Dias Toffoli não compareçam à CPI do Crime Organizado no Senado. Os dois são irmãos do ministro Dias Toffoli. A decisão atende a pedido da defesa, que argumentou que ambos foram convocados na condição de investigados e, portanto, não são obrigados a prestar depoimento.

Mendonça aceitou o pedido afirmando que, como são investigados, os irmãos de Toffoli têm assegurado o direito constitucional de não produzir prova contra si mesmos. (g1)

Vinícius Torres Freire: “O acordão para ‘abafar o caso’ está com desarranjo. Balançam os acertos tácitos ou explícitos de proteger amigos e comparsas nos casos do Master, da roubança do INSS e até dos esquecidos fundos secretos da Reag”. (Folha)

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Categoria(s): Política
quinta-feira - 26/02/2026 - 09:40h
Escândalo do INSS

Lulinha pode virar dor de cabeça para o pai na corrida eleitoral

Lula já falou sobre hipotético envolvimento do filho Lulinha (Foto: Veja/Reprodução)

Lula já falou sobre hipotético envolvimento do filho Lulinha (Foto: Veja/Reprodução)

Do The News para o BCS

As investigações sobre o esquema de descontos ilegais em aposentadorias do INSS ganharam um novo patamar.

De acordo com uma reportagem do Metrópoles, dois ex-dirigentes da instituição estão em fase avançada de delação premiada e teriam citado Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, além de políticos, no esquema de descontos ilegais em aposentadorias.

O esquema investiga o desvio de dinheiro de aposentados por meio de entidades que realizavam descontos indevidos em benefícios. A PF suspeita que o esquema tenha movimentado dezenas de milhões em propinas para servidores e políticos entre 2023 e 2024.

No centro da trama está Antônio Camilo Antunes, que você já ouviu falar como o “Careca do INSS”, que também negocia uma delação.

Mensagens obtidas nas investigações indicam pedidos de pagamentos de R$ 300 mil à empresa de Roberta Luchsinger, herdeira milionária e amiga de Fábio.

No fim do ano passado, um ex-funcionário de Antônio afirmou ainda que o lobista teria pago R$ 25 milhões, além de uma “mesada” de R$ 300 mil, ao filho do presidente.

A defesa de Fábio nega qualquer envolvimento e já solicitou acesso ao processo no STF para saber se ele aparece como investigado.

Caso o envolvimento de Lulinha com o caso se comprove, o fato pode ter um reflexo negativo para Lula nas eleições no final do ano.

O presidente, inclusive, tem visto Flávio Bolsonaro encostar nas pesquisas, chegando a aparecer tecnicamente empatado com ele no 2° turno.

Em dezembro do ano passado, Lula declarou que “Se tiver filho meu envolvido em fraude, será investigado”.

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Categoria(s): Política
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
segunda-feira - 22/12/2025 - 14:00h
Investigação

CPMI do INSS quer convocar “Lulinha”, filho de Lula

Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Reprodução)

Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Reprodução)

Do Poder 360

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) deve começar o ano de 2026 pressionando por uma convocação de Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Lulinha, como é conhecido, foi citado 3 vezes em decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que autorizou nova fase da operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal na 5ª feira (18.dez.2025).

O documento diz que houve 5 pagamentos de R$ 300 mil feitos por Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS e tido como o principal articulador das fraudes na Previdência, para a lobista Roberta Luchsinger, amiga próxima de Lulinha. Ele aparece na investigação como “filho do rapaz”.

A oposição reagiu imediatamente a essa informação. Já na 6ª feira (19.dez), o relator da CPI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), protocolou um requerimento para convocar Lulinha a prestar depoimento perante a comissão parlamentar de inquérito, na posição de testemunha.

“Elementos para a convocação existem e ninguém está acima da lei”, disse Gaspar ao Poder360 no domingo (21.dez). “Os pedidos de convocação estão protocolados, aguardando o retorno dos trabalhos e a definição de pauta pelo presidente do colegiado.”

“Se tiver filho meu metido nisso, ele será investigado”, afirmou o presidente Lula na quinta-feira (18), em evento com jornalistas.

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Categoria(s): Política
quinta-feira - 11/09/2025 - 21:10h
INSS

CPMI quebra sigilos de lobista, ex-diretores e entidades de aposentados

Careca do INSS é o nome mais citado nas apurações (Foto: Saulo Cruz/Agência Senado)

Careca do INSS é o nome mais citado nas apurações (Foto: Saulo Cruz/Agência Senado)

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou 399 requerimentos nesta quinta-feira (11): um acordo entre governistas e oposicionistas priorizou a quebra de sigilo de pessoas e empresas vinculadas a associações de aposentados, e também de sindicatos e entidades supostamente envolvidos em fraudes contra beneficiários da Previdência. Uma das pessoas que teve os sigilos bancário e fiscal quebrados foi Antônio Carlos Camilo Antunes, que ficou conhecido como o “Careca do INSS”.

Além disso, há entre os requerimentos aprovados solicitações de relatórios de inteligência financeira (RIFs) ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Também há pedidos de documentos e relatórios sobre visitas a instituições como Câmara dos Deputados, Palácio do Planalto, Receita Federal, Tribunal de Contas da União (TCU) e Controladoria-Geral da União (CGU), entre outras.

Os parlamentares da CPMI aprovaram ainda requerimentos de informações sobre inquéritos policiais e processos judiciais relacionados a fraudes.

Requerimentos excluídos

A pauta inicial previa a votação de 406 requerimentos, mas sete deles foram deixados de fora. O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), explicou que os requerimentos excluídos não foram considerados porque solicitavam quebra de sigilo fiscal e bancário de pessoas que não fazem parte do inquérito da Polícia Federal.

Entre os alvos dos pedidos excluídos estavam os ex-ministros da Previdência Carlos Lupi e Ahmed Mohamad (José Carlos) Oliveira, além da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais (Fetaemg). 

— Os [requerimentos] que foram retirados se referem a quebras de sigilo de quem não está nos inquéritos da Polícia Federal. Todos os [requerimentos] que estão aqui [aprovados], todas as informações que foram solicitadas estão já definidas pela Polícia Federal. Aqueles que não têm marco temporal não terão o sigilo quebrado até que surja uma notícia que possa nos embasar — declarou o presidente da CPMI.

Viana ressaltou que, em todos os pedidos de quebra de sigilo e de relatórios da Coaf, serão considerados dois critérios: a data de celebração dos acordos de operação técnica (das associações em questão com o INSS) e o marco temporal (contando a partir de 2015 até a presente data).

Fonte: Agência Senado

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Categoria(s): Política
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