sexta-feira - 28/10/2016 - 09:37h
Anuário Brasileiro de Segurança Pública

RN e Natal se destacam entre áreas mais violentas do país

Do Portal noar

O Rio Grande do Norte aparece no Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública como um dos estados mais violentos do Brasil.

Os números indicam que Sergipe, com 57,3 mortes violentas intencionais a cada grupo de 100 mil pessoas, é o estado mais violento do Brasil, seguido por Alagoas (50,8 mortes para cada grupo de 100 mil) e o Rio Grande do Norte (48,6). Os estados que registraram as menores taxas de mortes violentas intencionais foram São Paulo (11,7 a cada 100 mil pessoas), Santa Catarina (14,3) e Roraima (18,2).

Sob outra perspectiva, o RN lidera entre os estados que mais aumentaram o número de mortes violentas foram (elevação de 39,1%). Amazonas (19,6%), e Sergipe (18,2%) aparecem depois. Os que mais diminuíram foram Alagoas (queda de 20,8%), o Distrito Federal (-13%), e o Rio de Janeiro (-12,9%).

De acordo com o diretor-presidente do fórum, a grande maioria dos oito estados que têm programas de redução de homicídios teve diminuição no número de mortes violentas: Alagoas (-20,8%), Bahia (-0,9%), Ceará (-9,2%), Distrito Federal (-13%), Espírito Santo (-10,7%), Pernambuco (+12,4%), Rio de Janeiro (-12,9%), e São Paulo (-11,4%).

Estado contesta

Responsáveis respectivamente pela maior elevação na taxa de mortes e pela liderança no ranking das mais violentas, as Secretarias de Segurança do Rio Grande do Norte (Sesed) e de Sergipe contestaram a metodologia de coleta de dados.

O 10° Anuário Brasileiro da Segurança Pública, organizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), classificou Natal como a capital mais violenta do país, com um aumento de 97% no número de homicídios entre 2014 e 2015. A pesquisa também registrou uma crescente de 39,1% no número de Mortes Violentas Intencionais.

A pasta potiguar classificou as informações como “erradas”. Disse que, ao contrário do que apontou o levantamento, houve redução de 1.774 crimes violentos letais intencionais, em 2014, para 1.663 casos no ano seguinte, queda de 6,3%. A secretaria sergipana disse ser rigorosa na apuração de dados sobre o número de vítimas.

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Categoria(s): Segurança Pública/Polícia
quarta-feira - 12/11/2014 - 07:45h
Constatação

Homicídios no Brasil superam os da Guerra do Vietnã

Do jornal El País (Espanha)

Oscar Vilhena, diretor da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV), qualifica constantemente de “preocupantes” os dados divulgados no Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Os números de mortes violentas no Brasil são comparáveis aos dados de países em guerra, lamenta o professor de Direito Constitucional.

Vilhena: políticos não tratam caso com seriedade (Foto: El País)

Vilhena defende uma reestruturação e a integração das polícias para melhorar os indicadores de violência e coloca o desafio nas mãos do Congresso Nacional, embora advirta que os parlamentares não têm levado a questão a sério:

“Há um lobby muito forte das próprias polícias, que defendem seus interesses corporativos, que, ao meu ver, não atendem à população” – afirma.

O Brasil tem seis assassinatos por hora, a maioria envolvendo homens negros e pardos.

Cerca de 11.000 pessoas que foram mortas em confrontos com a polícia, é um número muito superior ao de outras democracias. Como também é alto o número de policiais mortos.

Apenas 33% dos brasileiros confiam na polícia e só 32% confiam no Poder Judiciário.

Pergunta. Qual é o dado que mais lhe preocupa entre os apresentados no Anuário Brasileiro de Segurança Pública?

Resposta. Inúmeras coisas são preocupantes, mas o que deveria nos mobilizar imediatamente é a questão dos homicídios. O Brasil tem mantido um padrão profundamente preocupante para uma democracia. Especialmente para uma democracia que vem enfrentando outros problemas, como a pobreza, a desigualdade, a educação e, no entanto, na área de segurança, não consegue fazer progressos consistentes.

E continua: “Em alguns Estados, como é o caso de São Paulo, Minas Gerais ou Pernambuco, tem havido uma redução muito substantiva dos homicídios. São Paulo, nos anos 2000, reduz quase 70% dos homicídios, mas isso significa que em outras regiões do Brasil houve um aumento. Esse é um ponto essencial e que tem consequências do ponto de vista de vidas humanas perdidas, que somam mais de um milhão de vítimas nos últimos 20 anos, com consequências econômicas graves. As pessoas estão deixando de investir, seja o grande investidor como o pequeno, porque sabem que há riscos de ser vítima de violência no país.”

Pergunta. E dos Governos estaduais?

Resposta. No caso dos Governos dos Estados, não precisam ficar esperando que venha a reforma. Os exemplos que nós temos de Pernambuco, em alguma medida de São Paulo, e de Minas Gerais, é que você consegue avançar em uma integração operacional entre as polícias com resultados positivos. Não devemos negligenciar que São Paulo tem um índice de homicídios de menos da metade do índice brasileiro, e essa curva declinante é fruto de um conjunto de esforços: controle de armas, policiamento comunitário, integração das polícias, qualificação do departamento de homicídios… Isso é o que precisa ser feito: gestão.

Veja entrevista completa AQUI.

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