sexta-feira - 10/06/2016 - 06:02h
Apodi

Paralisação de servidores leva protesto à Câmara Municipal

Servidores públicos de Apodi, em greve desde o dia 1 de junho, ocuparam nesta quinta-feira (9) a Câmara Municipal da cidade. Os trabalhadores lutam, entre outras coisas, por reajuste salarial, já que estão com defasagem há 3 anos.

Protesto teve manifestação em Câmara (Foto: cedida)

A ocupação do Legislativo teve o objetivo de chamar a atenção dos vereadores para o problema e conseguir o apoio dos parlamentares para a causa do funcionalismo público apodiense.

A paralisação do funcionalismo público de Apodi tem o apoio da Federação dos Trabalhadores em Administração Pública Municipal do Rio Grande do Norte (FETAM/RN).

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Apodi (SINTRAPMA), publicou Carta Aberta à População explicando os motivos da paralisação.

Com informações da Fetam/RN.

Compartilhe:
Categoria(s): Administração Pública
segunda-feira - 16/05/2016 - 11:34h
Apodi

Evento político junta ‘adversários’ à disputa municipal

Dois pré-candidatos a prefeito do Apodi estiveram participando de evento comum nesse domingo (15), na sede da Associação de Moradores do Rio Novo no Apodi, discutindo vários temas. Educação, segurança e politicas publicas para a juventude foram tratadas durante plenária do Partido Humanista da Solidariedade (PHS).

Souza participa de evento que reuniu "adversários" no Apodi (Foto: cedida)

Eliésio Gomes, o “Eliésio do Bom” (PHS) e José Pinheiro (SD) discutiram os temas propostos e manifestaram sintonia para uma composição à campanha municipal deste ano.

“Talvez vocês estejam se perguntando, vocês estão juntos? Eu reafirmo nossa união em prol de Apodi, em nome da unidade da oposição, por isso vamos deixar que o povo diga o que realmente quer para Apodi”, relatou o ex-prefeito Pinheiro.

Maturidade política

Para o ex-vereador Eliésio Gomes (PHS), a união entre ele e Pinheiro “é uma prova de maturidade”. É um caminho “para o melhor à sociedade, sem proselitismo, sem revanchismo, e acima de tudo com união, procurando defender a resolução de problemas que afetam cotidianamente a sociedade.”

O deputado estadual Manoel Cunha Neto, “Souza” (PHS), foi um dos oradores e debatedores. Prometeu que já esta semana estará em Natal encaminhando pleitos e apreensões apresentadas no encontro, em favor da comunidade apodiente.

O encontro teve a presença dos pré-candidatos a prefeitos de Apodi, José Pinheiro (SD) e Eliésio Gomes (PHS), o Eliésio do Bom”; os vereadores Ângelo de Dagmar (SD), Hortência Regalado (PSDB), Gidélia Costa diretora da Escola Zenilda Gama, Advogado Igor Bandeira, Gerson Gomes presidente da Associação, Mayara Morgania coordenadora do MJPOP, Marcos Tavares presidente do PHS em Apodi e pré-candidatos a vereadores dos dois partidos.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
  • San Valle Rodape GIF
sexta-feira - 08/04/2016 - 18:40h
Ricardo Holanda de Paiva

Pistoleiro é morto em confronto com a polícia em Apodi

Investigado por crimes de pistolagem no Rio Grande do Norte e Paraíba, o pistoleiro Ricardo Holanda de Paiva foi morto por volta de 12h30 de hoje em Apodi. Ele tinha 32 anos e era natural de Almino Afonso.

Ricardo Holanda teria reagido à abordagem (Foto: reprodução)

Foi atingido com vários disparos em confronto com a polícia.

A operação fora coordenada pelo delegado de Apodi, Renato da Silva Oliveira e pelo capitão Inácio Brilhante Araújo Filho, com apoio do comandante da 2ª Companhia de Policia Militar de Apodi, tenente Júlio Batista e policiais do Grupo Tático Operacional (GTO) de Apodi e Alexandria.

Ricardo vinha morando em Apodi e levando uma vida comum, como cidadão aparentemente dentro da lei. Vinha sendo investigado pelo delegado Renato Oliveira e pelo capitão Inácio Brilhante, pela prática de crimes de pistolagem em vários municípios da Grande Oeste Potiguar e Alto Sertão Paraibano.

Várias mortes

De acordo com o capitão Inácio Brilhante, Ricardo Holanda era investigado por envolvimento em várias mortes, inclusive do vereador de Patu, Alexandrino Suassuna Barreto Filho, do seu irmão o mecânico Paulo Henrique Suassuna Barreto, conhecido por Fufuca, de 44 anos, agropecuarista Ademar Taveira, da cidade de Alexandria no Alto Oeste, um triplo homicídio em um bar no município paraibano de Brejo do Santos/PB, e outro homicídio entre os municípios de João Dias e Catolé do Rocha.

Segundo o delegado Renato Oliveira, os policiais foram até a casa do suspeito averiguar uma denúncia de que ele teria matado uma pessoa em Frutuoso Gomes, mas Ricardo Holanda teria reagido e começou a atirar contra os militares. Houve troca de tiros e o suspeito acabou baleado.

O suspeito foi socorrido pelos policiais do Grupo Tático Operacional (GTO) de Apodi e Alexandria, levado para o Hospital Regional Hélio Morais Marinho em Apodi, mas morreu ao ser atendido na unidade de saúde.

Força policial surpreendeu pistoleiro em Apodi à tarde de hoje (Foto: reprodução)

Ricardo Holanda de Paiva respondia a processo na Comarca de Almino Afonso, mas estava morando em Apodi, onde mantinha uma vida social normal.

“Ele veio morar em Apodi para desfaçar suas atividades criminosas, pois em Apodi, era tido como cidadão de bem, e não despertava suspeita, inclusive sua esposa mantinha um salão de beleza”, comentou o capitão Inácio Brilhante.

Com informações do Por Trás das Grades.

Compartilhe:
Categoria(s): Segurança Pública/Polícia
terça-feira - 09/02/2016 - 21:17h
Economia

Combustível tem preços ‘fechados’ na região Oeste

Combustível está praticamente “fechado” de Mossoró ao sertão, beicinho com Paraíba.

Gasolina comum oscila entre R$ 3,92 e R$ 3,95.

Vi nessa segunda-feira (8) de Mossoró até Luís Gomes.

Em outros tempos era possível encontrar maiores diferenças para cima na menores cidades. Hoje, não.

Passando por Felipe Guerra, Apodi, Itaú, Severiano Melo, São Francisco do Oeste, Pau dos Ferros, Rafael Fernandes, Major Sales, José da Penha e Luís Gomes os preços têm esse pequeno hiato.

Fechado.

Compartilhe:
Categoria(s): Economia
  • Execom - PMM - Banner - Março de 2026
segunda-feira - 19/10/2015 - 12:57h
Apodi

Tac tenta preservar áreas verdes de município

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), por intermédio da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Apodi, firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o prefeito deste município – Flaviano Monteiro (PCdoB). No TAC, o gestor se compromete a adotar todas as medidas cabíveis para coibir o uso indevido de áreas verdes no município.

A elaboração do documento levou em consideração a ausência da devida arborização na área urbana municipal, como vias e logradouros públicos, constatada por investigação resultante do Inquérito Civil Público nº 06.2012.002422-9.

O prefeito recebeu o prazo de 90 dias para elaborar, aprovar e publicar Manual de Arborização Urbana do Município de Apodi, que deverá estabelecer critérios e condições para a arborização em áreas livres públicas, áreas verdes de loteamentos, logradouros públicos e terrenos a serem edificadas vias públicas.

O Manual deverá ter ampla divulgação e publicização, inclusive através do site oficial do Município.

Saiba mais detalhes AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público
domingo - 14/06/2015 - 09:08h

Indígenas da Ribeira do Apodi e a opressão branca

Por Marcos Pinto

Saga de verdadeiro genocídio, em que a indiada tapuia paiacu bramiu o arco, a borduna e o tacape contra a pólvora e o aço viril do elemento branco, usurpador dos territórios por eles ocupado há séculos.

No começo, leis patriarcais davam como legado de honra aos fidalgos colonizadores o sacrifício da liberdade nativa. O silvícola era o homem “res”, ou o espécime de evoluído primata.

Na visão do povoador, o indígena nada possuía de humano, a não ser ser conformação física de membros ou a expressão rudimentar da palavra. Daí, a origem do entrevero entre o Padre Philipe Bourel com os curraleiros,que não respeitavam os princípios cristãos empregados como fator de catequização. Configurava-se, assim, a saga indígena configurada entre a cruz e a espada.

Na concepção tacanha e autoritária da gente branca, o índio podia ser trocado ou vendido; podia ser negociado como um simples animal, cujo valor estaria condicionado à sua capacidade de produzir. Podia ser morto ao talante do senhor que o detinha sob sua posse, sem que para isso houvesse a mediação da justiça. Essa situação aos poucos se modificou.

De sofrido a indignado o índio passou a inconformado e rebelde, o que desencadeou violenta reação sob forma de vindita, culminando nos grandes embates verificados nas margens da lagoa do Apodi, no ano de 1698, e na violenta refrega ocorrida na margem da lagoa do “Apanha-Peixe”, em que tombaram mortos os irmãos João Nogueira e Baltazar Nogueira, fato histórico conflagrado no dia 17 de Novembro de 1688.

Estes mesmos índios foram conduzidos no dia 12 de junho de 1761 para a vila de Portalegre. A pedido do governador de Pernambuco, o juiz de Recife, Dr. Miguel Caldas Caldeira de Pina Castelo Branco, foi enviado à vila de Portalegre para demarcar a terra para os índios Paiacu que viviam na ribeira do Apodi. Em 1762, os Paiacu, aldeados na Missão Paiacu(hoje Pacajus- Ceará) vieram acrescentar-se comunidade índígena de Apodi aldeada em Portalegre. Este fato causou conflitos entres os índios e os moradores da vila.

A presença dos índios Paiacus da Aldeia do Lago Pody na então serra dos Dormentes, que depois passou a serra de Portalegre está registrada no documento datado de 3 de novembro de 1825, que fala da prisão e fuzilamento dos índios na vila de Portalegre. Os índios Luíza Cantofa e João do Pêga, incentivadores da revolta indígena contra os moradores da vila, conseguiram escapar.

Mais tarde, quando dormia a sesta debaixo de frondoso cajueiro, Cantofa foi despertada pelo povo, abriu um pequeno oratório e começou a rezar o ofício à Nossa Senhora. Quando um dos brancos cravou em seu peito um punhal, a velha Cantofa caiu lavada de sangue, sua neta Jandy caiu também, desmaiada à seus pés.

Os brancos se retiraram sem ferir à Jandy. No dia seguinte a índia Cantofa foi sepultada no mesmo lugar de sua morte, nas proximidades da Fonte da Bica. Segundo os antigos, por muito tempo tal lugar foi considerado assombrado. Não se soube mais do paradeiro de Jandy.

Em todos estes embates, resta configurado que a nação indígena fugia aos rigores do baraço, escondendo-se nas brenhas e nos socavões inacessíveis da serra. Sobrevivia ou sucumbia atropelado pelas perseguições, ou castigado pelas enfermidades. Restava a notícia, a informação a correr de grupo em grupo, a denunciar o flagelo branco.

Morrer, então, debaixo do cutelo escravizante ou morrer premido pelo rigor das matas, nenhuma diferença fazia em termos de extermínio. Em 1637 tivemos revolta dos nativos do Ceará, que mantinham estreitos vínculos de amizade e parentesco com os tapuias paiacus do Apodi. Revoltaram-se contra os portugueses e aliaram-se aos invasores holandeses, entregando-lhes nos pulsos as algemas da espoliação.

Nos primeiros momentos do expurgo, favorecidos pelo despreparo da comunidade indígena, o poderio branco funcionou como se fosse um rolo compressor, esmagando e aplainando os espaços onde deveria se fixar a nossa civilização.

O índio então resistiu. Primeiro, isoladamente, e depois sob a égide de uma fortificada aliança com os índios do Assu e do Ceará, passando a espalhar o terror, sem reservas de preferências e sem limitações de ódio.

Em 1686, ou porque se subestimasse o poderio indígena, concentrado nas regiões do baixo Jaguaribe, com reflexo nas ribeiras do Assú e Apodi, ou porque o receio da invasão à sede da Capitania riograndense tinha impulsos de violência, decidiu o Capitão-Mór do Rio Grande a fazer guerra contra os tapuias paiacus que habitavam a ribeira do Assu. No cometimento dessa expressão de força residiu a explosão do grande conflito. Partiu o Capitão Manoel de Abreu Soares em busca da região indicada, levando consigo um contingente de 120 ordenanças e índios da aldeia do Camarão (Natal).

Chega ao ponto predeterminado. Flanqueia a Ribeira do Assu, tentando com essa estratégia alcançar os sucessos imaginados, porém, nada encontra além da desoladora exposição de terror. Tudo estava devorado pelo fogo. Somente ossadas humanas tinha subsistido à fúria selvagem. Soares mandou dar sepultura às ossadas e prosseguiu em busca do Apodi, onde a fortaleza selvagem tinha instaladas suas bases hostis.

Em Apodi travou-se fragorosa luta durante a qual se escoou um período de quatro meses apresentando contra os nativos apenas baixas que não correspondiam as ataques.

Soares de Abreu é substituído por Manuel da Silva Vieira, e a situação se modifica em favor do gentio indígena, que após infligir-lhe fragorosa derrota, obrigou-o a refugiar-se nos esteios da Casa Forte, no Assu. (FONTE: “A Guerra nos Palmares” – Ernesto Enes – Vol. 127 – Coleção Brasiliana. “A Guerra dos Bárbaros” – Taunay).

Marcos Pinto é advogado e escritor

Compartilhe:
Categoria(s): Artigo
  • San Valle Rodape GIF
domingo - 07/06/2015 - 14:54h

Poucas e boas do Nêgo Fuxico

Por Marcos Pinto

A  cidade  de  Apodi   é  conhecida  como  sendo  reduto  de  pessoas  inteligentes  e  ao  mesmo  tempo  hilárias, com  reconhecida  prodigalidade  em  colocar  apelidos  em   pessoas  e  lugares.  No  contexto  das  imagens  cotidianas  da  cidade  e  do  sítio  “Soledade”, não  há  quem  não  tenha  conhecido  a  folclórica  figura  do  “Nêgo”  Fuxico.

Nunca  frequentou  uma  sala  de  aula, o  que  não  o  impediu  de  desenvolver  uma  capacidade  de  raciocínio  rápido, que  o  livrou  de  inúmeras  situações  difíceis  de  resolver. Era detentor  de  imaginação  fértil  em  “tiradas  espirituais”.

No tempo  em  que  raros   eram os   meios  de  transporte  para  condução  de  cargas  e  passageiros  para  Mossoró,  era utilizado o conhecido  caminhão-misto  do Sr. Derim Leite. Vez  por outra  o  Fuxico  aboletava-se  na  carroceria, onde  atuava  como  espécie  de  ajudante-de-caminhão,  auxiliando  o  Derim  no  processo  de  carga  e  descarga, geralmente  composta por  caprinos, suínos e  garajaus  de  galinha, que eram  vendidos  na  feira  dos  animais, em  Mossoró.

Após  a  entregadas  mercadorias, o  Derim  estacionava  seu  caminhão-misto  em  frente  ao  hotel  Santa  Luzia, no  centro da  cidade, situado  defronte  onde  hoje  está  instalada  a  loja  de  material  elétrico  conhecida  como  “Parque  Elétrico”, proximidades  do  Cine  Pax,  no centro da  cidade.

Irmão gêmeo

Numa dessas  viagens, eis que  o  Fuxico, aproveitando-se  da  providencial  constatação  feita  pela  esposa  do  dono do  hotel, de que  ele  atuava  como  ajudante  do  Derim  Leite, resolveu  usar  dessa  prerrogativa  para  almoçar  fartamente, solicitando  um  apetitoso  bolo  “Felipe”  acompanhado  com  doce de  leite.

Após essa  comilança, se  dirigiu  para  a  dona  do  hotel, com  ares  de  confiança, fazendo  a  observação  de  que  na  próxima  viagem  pagaria  a  despesa, no  que  teve  a  concordância  da  mesma.  Transcorreu  um  ano  e  nada  do  Nêgo Fuxico  aparecer  em  Mossoró  para  pagar  tal  despesa.  Astuto, e  contando  com  o  longo  decurso  do tempo, Fuxico  resolver  ir   à  Mossoró, como  sempre  “abancado”  na  carroceria   do  caminhão-misto  de  Derim.

Contando  com  o longo  tempo  como  fator  de esquecimento  da  dívida, Fuxico  voltou  ao  hotel  “Santa  Luzia”, onde  desceu  do  caminhão  de  forma  lépida  e  fagueira, com  intenção de  almoçar, e  contrair mais  uma  dívida.  Quando  a dona  do  hotel  viu  o  Nêgo  Fuxico, muito  bem  sentado  em  uma  das  mesas, junto  a  alguns    conterrâneos, de  longe  interpelou-o  nos seguintes  termos:

–  Sim, você  é  o  Negro  Fuxico, que  no  ano  passado  me  enganou  com  um  almoço  e  uma  merenda!

Sem  demonstrar  nenhuma  contrariedade  e  muito  menos  aperreio, além  de  uma  inusitada  indiferença, eis  que  o  Nêgo  Fuxico  saiu-se  com  essa   artimanha/munganga:

–   Já  sei  que  foi  uma  presepada   feita  pelo  meu  irmão  gêmeo!   –  para  arrematar  logo  a  seguir:

–    Senhora,  eu  sou  Chafurdo!  Aquele  cabra  ruim  do  meu  irmão  é  acostumado  a  fazer  esse  tipo  de  coisa  e  quem  leva   a   culpa  sou  eu.  Pode    botar  o  almoço  que  eu  sou  um  homem  de  vergonha.

Convencida, a  dona  do  hotel  pôs  o  almoço,  confiante  de  que  o  dito  Nêgo  Chafurdo  iria  pagar  quando  retornasse.   E  assim  o  Nêgo  Fuxico  enganou  duas  vezes  a  dona  do  hotel  Santa  Luzia.

Desnecessário  dizer  que  nunca mais  ele  pôs  os  pés  naquele  hotel.

“Rádio Fuxico”

Certo  dia  do  ano  de  2008, durante  o  período  da  campanha  eleitoral  para Prefeito,  o  Nêgo  Fuxico, que  residia  no  sítio  “Soledade”, resolveu  ir  até  à  cidade, como  sempre  à  pé, sem  a  preocupação  de  esperar  uma  carona.  Quando chegou  alí  pelas  imediações  da  mercearia  de  Tetéia  de  Sêo  Ademar  Caveja, eis que  Fuxico  viu e  ouviu  duas  mulheres   discutindo  por causa  de  política, ressaltando  que  em  uma  rádio  da  cidade  só  se  divulgava  mentiras, ocasião em  que  uma  delas   sapecou  uma  observação  vexatória:

–   Aquela  rádio  é  só  de  ‘fuxico’!.

Aproveitando  a  deixa, o Nêgo  Fuxico  não  se  fez  de  rogado  e   com  tamanha  espirituosidade  disparou:

–  Vocês  ouviram  bem, não  foi?  Eu agora  sou  dono  de  uma  “ráida”.

A  turma  que  presenciou  tal  cena  caiu  numa   “gaitada”  generalizada.

Vaca e proibição

Durante  a  grande  seca  do  ano  de  1970  era  costume  do  Nêgo  Fuxico  descer  a  serra, vindo  dos  lados  do  sítio “Soledade”, e passar  dentro  das  terras  do  Sr.  Mário  de Freitas, alí  pelas  bandas  do  sítio  “Córrego”, diminuindo  a  distância para  chegar  à  cidade.  Sem  nenhum  motivo  plausível, Mário  de  Freitas  proibiu  o  Nêgo  Fuxico   de  passar  por dentro  de  sua fazenda.

Como   Deus  sempre  cria  situações  que  corrigem  as  injustiças  cometidas  contra  os  mais  humildes, não  é  que, passados  poucos  dias, o  Nêgo  Fuxico  ia  passando  pelo  corredor  que  passa  defronte  ao quintal  da  casa  do  Sr. Mário  de Freitas,  quando  ouviu  o  mesmo  lhe  chamar,  para  o  ajudar  a  levantar  uma  vaca  que  tinha  caído  de  tão  magra.  Impassível  e  sem  mais  delongas,  Fuxico  respondeu:

–   Bote  a  vaca  “praquí”  que eu  ajudo!   Você  não  disse  que   tô  proibido  de  pisar  em  suas  terras ?.

Desconfiado  e  meio  sem  jeito, só  restou  ao  Mário  engolir  à  seco  a  inteligente  resposta  de  Fuxico.

Aquela compra

De  certo, resta  comprovado  que  o  Nêgo  Fuxico  era  dado a  umas  presepadas.  Conta-se  que, certa  feita, o  Nêgo Fuxico  fez  umas  compras no  fiado, em  uma  bodega, na  cidade  de  Mossoró, tendo  passado  cerca  de  05 anos  sem retornar  para  efetuar  o  competente  pagamento.  Sabedor  de que  o  dono  da  dita  bodega  tivera  uma  “trombose” (AVC), tendo  ficado  sem  a  capacidade  de  falar  e  prostrado  em  uma rede, resolveu  Fuxico  fazer  nova  investida  no quesito  compras  fiado.

A  bodega  tinha  um  balcão  de  madeira, e  ao  lado, um  espaço  que  dava  para  um  corredor  da  casa, onde  o  velho  se  encontrava  deitado  na  rede. Ao  ver o  Fuxico  sendo  atendido  pela  sua  esposa, eis  que  o velho  pronuncia  uma  palavra  que  não  dava  pra  se  entender, ao  mesmo  tempo  em  que  olhava  para  Fuxico, esfregando  o  dedo  polegar  com o dedo  indicador, em  um  gesto que  significava  a  pergunta:  “Cadê  o  pagamento  daquela  compra  que  você  fez?”.

Intrigada  com  aquele  gesto  do  marido, a  velhinha  perguntou  ao  Fuxico:

–  O  que  é  que  o  meu  velho  tanto  gesticula  pra  você?.

Sem  se  “tocar”, Fuxico  saiu  com  mais  uma  de  suas  tiradas  “filosóficas”:

–   Ele  tá  dizendo  que  faz  muito  tempo  que  a  gente  não se  via!.

O  resultado  é  que  O  Fuxico  terminou  comprando  fiado  mais  uma  vez,  e  novamente  terminando  por  nunca  pagar as  dívidas.

Fuxico  era   afrodescendente,  posto  que  era  neto  paterno  do  ex-escravo  Lúcio  Agostinho da  Silva, e  neto  materno  de  Joana  Silva, filha  do  ex-escravo  Jacó  Felício  de  Oliveira.

O nome  civil  de  Fuxico  era  “Francisco da Silva”, e  nasceu  em  Apodi, a  26 de  Junho  de  1926.

Faleceu  no  final  do  ano  de  2010.

Amenidades  que  já  vão dobrando  as  esquinas  do  tempo.

Marcos Pinto é advogado e escritor

Compartilhe:
Categoria(s): Crônica
domingo - 24/05/2015 - 08:03h

Imprescindível Marco Regulatório do potencial hídrico do Apodi

Por Marcos Pinto

É incontestável e atual a corriqueira afirmativa de que a minha amada terrinha Apodi é a ”Capital da Água” do estado. A assertiva prende-se às qualidades de pureza da água, beirando o grau da nossa apreciada água mineral, bem como ao fato de que está sendo o principal polo fornecedor do precioso líquido, para quase todas as cidades do médio e alto Oeste potiguar.

Ao mesmo tempo que nós apodienses inflamos o peito, com justificado orgulho, por sermos detentor desse importante perfil aquífero, ficamos entregues a uma silente concepção no que consiste a interrogação da nossa estranha esquiva em gerirmos com competência e sobriedade técnica o nosso reconhecido e tão louvado potencial hídrico. Espanta-nos o fato de que, conforme dados extra-oficiais, cerca de 150 caminhões-pipa saem diariamente abastecidos com a apreciada água apo diense para abastecer e sanear a escassez da água de cidades localizadas nas regiões do médio-oeste e alto Oste potiguar.

Diante a incontestável realidade de que estamos vivendo um triênio das famosas ”secas-verdes” – que são aquelas em que há uma formação de pastagens para consumo dos nossos animais, porém, sem enchimento de nossos açudes, barreiros e lagoas, não há como negar que nosso orgulho bairrista da ostentação de nosso potencial hídrico está literalmente ”banhando” nosso amado rincão com um indiferentismo doentio, que se espraia com raios de luz perseguindo a escuridão de nossa ignorância.

Essa injustificada indiferença é aproveitada pelo oportunismo dos vendedores da nossa água. Simplesmente perfuram pequenos poços artesianos, onde alcançam o lençol freático em pouca profundidade, cerca de 150/200 metros, e passam a venderem, de forma aleatória e sem controle, somente ávidos em auferirem recursos econômicos, sem a neces sária preocupação e precaução para um iminente exaurimento do lençol freático.

É PRECISO que, não somente nós apodienses, mas todas as autoridades constituídas do estado e do país, atentem para esse consumo não-controlado do nosso conhecido Aquífero-Assu, uma vez que a sua principal fonte de recarga que é a nossa Mãe-Lagoa de Apodi está totalmente seca, por omissão voluntariosa das ex-governadoras Wilma de Faria (PSB) e Rosalba Ciarlini, bem como dos prefeitos José Pinheiro, Gorete Pinto e o atual Flaviano Monteiro, que não envidaram esforços no sentido de reconstruírem a ombreira direita da barragem construída no leito do rio Apodi,destruída na enchente do ano 2008.

Essa pequena barragem faz o represamento da água oriunda da comporta aberta da barragem Santa Cruz, que com o refluxo abastece a lagoa via comportas da ponte da Br-405.

Somente em Dezembro de 2014 é que houve um grito de protesto pela calamitosa situação da lagoa de Apodi, quando a Colônia de Pescadores Z-48 por seu profícuo presidente fez a apresentação de projeto para representantes do governo do estado/ Secretaria de Recursos hídricos e sociedade apodiense, contendo números, custos e dificuldades para a recuperação da referenciada barragem.

O que ocorre é a falta de conhecimento e conscientização de nossas reais potencialidades hídricas, como componente da área do famoso Aquífero-Açu. Há que nos preocuparmos com a iminente queda no nível do nosso lençol freático.

É preciso que o Sr. Prefeito do município de Apodi envie, de forma célere, um Decreto-Normativo à Câmara Municipal estabelecendo um marco regulatório quanto ao consumo e venda do nosso indispensável líquido, inclusive fixando a cobrança de Royalties para consumidores e compradores via carros-pipa. Assim penso e tenho dito.

Marcos Pinto é advogado e escritor

Compartilhe:
Categoria(s): Artigo
  • Repet
sexta-feira - 02/01/2015 - 08:31h
Fenômeno

Apodi tem homicídios reduzidos em 50% em 2014

O município de Apodi registrou uma queda acentuada no número de crimes de homicídios durante o ano de 2014, quando comparado com o ano anterior. O fato surpreendeu até o especialista em segurança pública Ivênio Hermes.

Ele disse que o município está registrando o contrário do que é visto diariamente em todo o estado.

Em 2014, a Polícia Militar registrou setes crimes violentos letais e intencionais em Apodi, metade do que foi registrado em 2013, considerado o ano mais violento da história do município.

Migração

De acordo com Ivenio Hermes, essa redução se dá devido à atuação do poder público municipal e da polícia local, que provoca naturalmente a migração do crime.

“A redução dos homicídios, haja vista que não houve um investimento por parte do estado na polícia e em políticas públicas, é consequência da migração natural do crime, onde o crime que estaria acontecendo em Apodi migrou para outra cidade próxima. Outra causa dessa redução seria o comportamento dos gestores municipais”, concluiu.

Para manter essa redução no número de homicídios, o estudioso diz que é importante o investimento em medidas socioculturais e educativas, tirando os jovens da ociosidade.

Com informações da Prefeitura do Apodi.

Compartilhe:
Categoria(s): Segurança Pública/Polícia
segunda-feira - 17/11/2014 - 08:38h
Campus

Ordem de serviço assegurará obra da Uern em Apodi

O reitor da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN), Pedro Fernandes, confirmou para o dia 8 de dezembro a assinatura da ordem de serviço para o início das obras do campus da UERN em Apodi. A cerimônia contará com a presença de várias autoridades.

Fábio: emendas (Foto: Assesoria)

O deputado federal Fábio Faria (PSD/RN), responsável pela emenda que destinou recursos para o campus; governador eleito, Robinson Faria (PSD), além da senadora eleita Fátima Bezerra (PT/RN), confirmaram presença no ato solene que terá seu cerimonial ainda definido.

Recursos

“A cada passo que damos, esse sonho da Uern de Apodi se torna mais real. Vamos garantir que uma geração de estudantes do município e da região da Chapada, que hoje precisa se deslocar quilômetros para continuar os estudos em Mossoró, possa estudar mais perto de casa. Isso só foi possível pela parceria com o prefeito, Flaviano Monteiro (PC do B), e a Universidade. Depois dessa assinatura, é contar os dias para vermos o prédio ser erguido”, comemorou Fábio Faria.

Desde 2011, para atender ao pedido dos moradores da Chapada do Apodi, o deputado Fábio Faria iniciou a indicação de emendas para garantir recursos para as obras. No total, cerca de 25 milhões em emendas foram apresentadas, sendo que R$ 4 milhões já foram liberados para o início das obras e também reestruturação de outros campi da Universidade, como o de Mossoró.

Com informações da Assessoria de Imprensa de Fábio Faria.

Compartilhe:
Categoria(s): Educação
  • Repet
segunda-feira - 03/02/2014 - 10:06h
Fórmula

Apodi fará Carnaval com redução de custo e apoio privado

O prefeito de Apodi, Flaviano Monteiro (PCdoB), prepara o que deve ser o maior carnaval da história da cidade e, ao mesmo tempo, o mais barato. Essa é a equação que ele adianta, como fórmula do sucesso do evento de grande repercussão financeira pro município.

Multidão deve ocupar ruas da cidade

“Pode parecer difícil fechar esta conta, mas é o que está sendo feito pela equipe que organiza a mais importante festa de rua do médio e alto Oeste potiguar”, comenta o prefeito.

Flaviano trabalha com um orçamento próprio de R$ 500 mil o que, proporcionalmente, se torna um valor bem abaixo dos orçamentos anteriores desde que a Prefeitura assumiu o carnaval de Apodi em 1996. Para complementar os gastos, que realmente são bem maiores do que este, o prefeito decidiu buscar patrocínios com marcas de renome, como fazem os grandes eventos festivos do Brasil.

Questão obrigatória

Ao invés de dar concessão, assumir os Camarotes, podendo, com isso, arrecadar a outra parte dos recursos necessários para o evento. Sem falar nas diversas taxas que são pagas por comerciantes, ambulantes e outros que também utilizam o espaço do carnaval e que fazem girar muito dinheiro na cidade antes, durante e depois deste período.

A medida divide opiniões na cidade, sobretudo porque as pessoas não estão acostumadas de ver as prefeituras conquistando outras alternativas de arrecadação. No entanto, de acordo com Flaviano Monteiro, depois do evento não só a população vai perceber que isso é possível, como esta atitude passará a ser uma questão obrigatória para qualquer gestor.

“O carnaval é importante, gera renda, emprego, mas isso não significa que a Prefeitura precise comprometer tudo que tem. O carnaval é para o povo, mas é importante que eles entendam que são eles quem pagam a despesa e o nosso papel como gestor é apresentar alternativas de redução dessa conta”, disse.

O carnaval de Apodi será lançado oficialmente na próxima sexta-feira (7), data em que serão divulgadas as atrações e programação.

A festa acontece entre os dias 28 de fevereiro e 4 de março, no calçadão da lagoa com expectativa de público recorde.

Com informações da Prefeitura do Apodi.

 

Compartilhe:
Categoria(s): Administração Pública
quarta-feira - 13/11/2013 - 14:02h
História da vida real

Soldado José Gurgel, nosso herói de verdade

Eis que surge um herói de verdade nesse pindorama potiguar: soldado José Gurgel Pinto.

Mesmo de folga, saiu em defesa do Apodi na madrugada da última terça-feira (12), sob cerrado tiroteio desencadeado por assaltantes de um banco.

Foi baleado e durante longas horas não tinha um leito de UTI para receber a devida assistência hospitalar.

É a antítese daquele servidor público que não dá expediente, e ainda recebe por hora-extra e plantão sem trabalhar.

Viva o soldado Gurgel!

Mas estranhamente, quase ninguém influente sai em defesa do nosso herói. Não ouço discursos eloquentes, vozes veementes e  louvações ao seu destemor.

Alguém procurou saber como está sua família material, psicológica e fisicamente?

Cadê twittaço desse ou daquele lado político para exaltá-lo e em mobilização por seu restabelecimento?

Ao sair do hospital, com saúde (amém!), o soldado Gurgel precisa ser condecorado por bravura.

Melhor ainda é respeitá-lo e à tropa, tão vilipendiada.

Confesso minha particular afeição por esses heróis anônimos, da coxia. São peças secundárias e invisíveis no enredo da história da humanidade.

Gente que tece a vida real com sangue, suor e lágrimas.

Quero conhecer esse herói. Espero ladeá-lo para fotografia; pedir seu autógrafo.

Soldado Gurgel dignifica o humano, lustra a própria farda.

Compartilhe:
Categoria(s): Crônica / Segurança Pública/Polícia
  • San Valle Rodape GIF
segunda-feira - 17/06/2013 - 16:06h
Hoje

Servidores da Prefeitura do Apodi decidem fazer greve

Do portal O Vale do Apodi

Depois de varias tentativas de negociação com a Prefeitura do Apodi, os Agentes de Comunitários de Saúde e de Endemias, Técnicos de Educação, Vigilantes e outros servidores da Prefeitura Municipal de Apodi, se reuniram na manhã dessa segunda-feira (17). Resolveram fazer greve.

O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Apodi, professor João Bosco, anunciou greve por tempo indeterminado – por decisão desses segmentos.

A Assembleia foi iniciada às 8 horas, no auditório da Casa de Cultura Popular de Apodi, onde  João Bosco fez uma explanação sobre as reivindicações dos servidores da municipalidade.

“Temos de tomar a decisão a partir deste momento, pois as propostas foram feitas e até agora, o prefeito Flaviano Monteiro (PCdoB) não nos deu respostas”, disse João Bosco. O presidente do Sindicato disse ainda: “A luta agora é para manter o Plano de Cargos”.

De acordo com o sindicalista João Bosco, para o prefeito cumprir a lei devia dar um reajuste de 30%. O Sindicato baixou a reivindicação para 24% e depois para 8%, isso para tentar evitar a greve. Mas o prefeito Flaviano Monteiro ofereceu um aumento de 4 a 5%, proposta que foi totalmente rejeitada pelos servidores.

Durante a realização da assembleia, o presidente fez um apelo aos servidores e vereadores do município, para se fortalecer o movimento e assim, trazer mais pessoas para a luta que se inicia.

Dos 12 vereadores com acento na Câmara Municipal de Apodi, apenas o vereador Laete Oliveira prestigiou o evento e prometeu dar total apoio as reivindicações dos servidores.

 

Compartilhe:
Categoria(s): Administração Pública
quarta-feira - 17/04/2013 - 17:29h
Em Brasília

Vereadores do Apodi apresentam pleitos a Henrique Alves

O deputado Estadual Gustavo Fernandes (PMDB) acompanhou a comitiva de 10 vereadores de Apodi durante a audiência com deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB). O encontro foi nesta terça-feira (16), na presidência da Câmara dos Deputados.

Na ocasião, o presidente da Câmara Municipal de Apodi, Evangelista Menezes, pediu o apoio do deputado Henrique Alves para três projetos do município, todos eles subscritos pelos demais vereadores.

Entre os projetos solicitados, o principal deles é uma proposta de transposição das águas da barragem de Santa Cruz para a lagoa do Apanha Peixe. A água chegaria de um reservatório ao outro, por gravidade, através do rio Umarí.

Lajedo de Soledade

Os vereadores pediram, ainda, o apoio de Henrique Alves para a construção de um teatro municipal e a revitalização da estrutura de visitação do Lajedo de Soledade, principal atração turística do município. Os projetos contam com a parceria da Petrobras.

A Câmara Municipal de Apodi não tem sede própria. Atendendo aos vereadores, o deputado vai propor a união da bancada federal do Rio Grande do Norte para que os parlamentares destinem emendas individuais ao município, em diversas áreas, e com o valor equivalente ao das emendas individuais, a prefeitura construa o prédio com recursos previstos no orçamento.

Além de Evangelista Menezes (PR), estiveram com o presidente da Câmara dos Deputados, os vereadores Bráulio Ribeiro (PMN), Chico de Marinete (PC do B), Costa Neto (PPS), Filho Neto (PPS), Genivan Varela (PD do B), Hortência Regalado (PSDB), Júnior Souza( PMDB), Laerte Oliveira (PMN) e Soneth Ferreira (PDT) .

Com informações da Assessoria de Imprensa de Gustavo Fernandes.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
  • Repet
domingo - 14/04/2013 - 09:05h

Holandeses podem ter alcançado terras do Apodi?

Por Marcos Pinto

A leitura  amiúde  e  pacienciosa  dos  livros  que  enfocam  o  período  do  domínio  holandês  no  Rio  Grande  do  Norte  aponta  para  uma  excepcional  probabilidade  deste  povo  batavo  ter  pisado  o  solo  Apodiense,  durante  o  seu  domínio  em  terras  potiguares.

Cronistas  dos  Sécs.  XVI  e  XVII  como  GABRIEL  SOARES  DE  SOUZA, AMBRÓSIO  FERNANDES  BRANDÃO e  FREI VICENTE  DO  SALVADOR  assinalaram  informações  a  respeito  da  Capitania  do  Rio  Grande, todavia, restritas  ao  litoral  e  adjacências.

Foi  a  presença  holandesa  na  Capitania  que  propiciou  o  envio  de  dois  emissários ao  sertão, com  o  objetivo  de  dotar de  garantias a aliança  flamenga  com os  grupos  indígenas  do  interior.

O  primeiro  é  uma  figura  emblemática  comentada  pela  historiografia  regional. Referimo-nos  a  JACOB  RABI, judeu  alemão  que  veio  para  o  Brasil  em  1637  com  MAURÍCIO  DE  NASSAU  e que  esteve  com  os  Tapuias  Paiacus da  nação  Tarairiús  no  sertão  por  um  período  de  quatro  anos, durante  os quais  chegou  a  casar  com  uma  índia  de  nome  Domingas, compartilhando  dos  hábitos  nativos  e  assumindo  comportamentos  indígenas.

Escreveu  uma  crônica  sobre  o  viver  desses  índios, contendo  informações  sobre  seu  hábitos cotidianos  e  as  terras  que  habitavam.  Esse  relato  foi  presenteado a  Maurício  de  Nassau  e serviu  de  base  para  as descrições  posteriores  de   GASPAR  BARLÉUS, GEORGE  MARCGRAVE, JOHN  NIEUHOF  e  GUILHERME  PISO.

RABI  atravessou  o  Rio  Grande  do  Norte  com  uma  força  de  160  holandeses  e centenas  de  índios. Os  colonos  ficaram  aterrorizados. Alguns  pagaram  Rabi  para que  não  os  importunasse. Outros  se  refugiaram  em fortificações  e  muitos  foram  mortos.

Os  colonizadores  consideravam  RABI  “quase  bárbaro  como  estes  indômitos  e  cruéis  gentios,  que  com  eles  havia  muito  tempo  morado  no  sertão, e  exercitado  seus brutos  e  depravados  costumes.   Os  tapuias  paiacus  se  deram  conta  pela  primeira  vez  da  presença  dos  holandeses  quando  uma  nau  holandesa, que  navegava  ao  largo  da  costa  do  Ceará, capturou  um  português  e soltou 25  homens, mulheres  e  crianças tapuias  que  ele  estava  levando  para  serem  vendidos  como  escravos  no  RN.

Durante  alguns anos os tapuias  vinham  comerciando  com  os  portugueses,  trocando  cativos  por  mercadorias.

Em  1630  os  portugueses  já  exploravam  salinas  naturais  nas  imediações  de  Areia  Branca. O  renomado  historiador  VINGT-UN  ROSADO  escreveu  um  livro  intitulado “OS  HOLANDESES  NAS  SALINAS  DO  RIO  MOSSORÓ”, em  co-autoria  com sua  esposa  Professora  América  Rosado (Vide  Google – Arquivo  PDF).

Conta  que  os  rios  que  delimitavam  a  produção  salineira  de  GEDEON MORRIS DE JONGE e seus continuadores  pseudo  descobridores  das  salinas  são  o  IWIPANIM, O  MEIRITUPE  e  o  WARAROCURY.  Na  linguagem  travada  dos  Tarairiús  o  primeiro  é  o UPANEMA, com  outra  barra, entulhada  no  correr  do tempo.

O  Upanema  passou  a  receber  o  nome  de  APODI, caindo  no  atlântico  em  Areia  Branca.

Mas  a  zona  das  salinas, sabidamente  identificada  pelo  português  desde  fins  do  Séc. XVI, é  que teve  rápida  ocupação  pela  mão  dos  holandeses, ajudados  pela  indiada  que  depois  se  revoltou e  matou  os  brancos. Essa  era  a  zona  das  únicas  salinas  holandesas, terras  litorâneas  no  município  de  Areia  Branca.

As  salinas de  Macau  não  foram  trabalhadas  pelos  flamengos. O  Holandês  ADRIANO  WERDONCK,  que  era  morador  no  Recife  desde  o  ano  de  1618, deixou  informações  sobre  as salinas  da  região  de  Areia  Branca, cuja  descrição  está  inserida  num  livro  de  memória  intitulado “DESCRIÇÃO  DAS  CAPITANIAS  DE  PERNAMBUCO, ITAMARACÁ, PARAÍBA  E  RIO  GRANDE”, apresentado  ao  Conselho  Político  do  Brasil, em  20  de  Maio  de  1630.

Esta  memória  foi  publicada  na  Revista  do  Instituto  Arqueológico  e  Geográfico  Pernambucano –  Ano  1901 – nº 55, traduzida  pelo  historiador  ALFREDO  CARVALHO.

Eis  um  trecho  do  depoimento  WERDONCKIANO  sobre  as  salinas  do  Rio  Apodi (Upanema, daquele  tempo):

“Quando  ali  há  falta  de  sal, o Capitão-Mór  do  dito  Forte  do  Rio  Grande  manda  uma  ou  duas  barcas  de  45  a  50  toneladas  a  um  lugar  a  60  milhas  mais  para  o  Norte  onde  há  grandes  e  extensas  salinas  que  a  natureza  criou  por  si. Alí  podem  carregar, segundo  muitas  vezes  ouvi   de  barqueiros  que  dalí  vinham  com  carregamento  de  sal mais  de  mil  navios com  sal  que  é  mais  forte  do  que  o  espanhol  e  alvo  como  a  neve.”

Vejamos  o  que  nos diz  outro  credenciado  historiador  potiguar  FRANCISCO  FAUSTO  DE  SOUZA:

“Um  fato  inédito da  invasão  holandesa  foi  a  rebelião  tapuia  de  1644, com  a  destruição  do  Forte  de  Paneminha (atual  rio  do  Carmo)  e  o  trucidamento  de  GEDEON  MORRIS  e  de  todos os seus  companheiros.  Alguns  tapuias,   nessa  época, de  volta  do  Outeiro  da  Cruz, no  Maranhão, onde  tinham  estado  em  combate, empenharam-se  em  luta  com  os  trabalhadores  nas  salinas  de  Mossoró,  degolando  indistintamente  a  quantos  alí   encontravam. “(FONTE: Vide  livro “BREVE  NOTÍCIA  SOBRE  A  PROVÍNCIA  DO  RIO  GRANDE  DO  NORTE” (autor: FERREIRA  NOBRE).

É  possível que tenham  sido  os  tapuias  paiacus  que  habitavam  as  margens  da  lagoa  e  do  rio  PODY  os  autores  deste  massacre.  É possível  que  estes  holandeses  tenham  adentrado  os  sertões  do  Apodi, acompanhados pelo  JACOB  RABI, nestas  barcaças  que  tinham  a  capacidade  de  carregar  até  50  toneladas  de  sal.

Marcos Pinto é advogado, pesquisador e historiador

Compartilhe:
Categoria(s): Artigo
domingo - 17/03/2013 - 06:08h

Tributo ao historiador Valter de Brito Guerra

Por Marcos Pinto

O município de Apodi é detentor da emblemática realidade de ser e ter sido berço de exponenciais figuras culturais e artísticas. Desnecessário elencar o vasto rol dessas personalidades do pretérito e do presente.

Analisando-se com acuidade todos os historiadores conterrâneos que perlustraram o venerando chão da pesquisa, delineando perfís personalísticos de pessoas que dignificaram os anais da história Apodiense, restará comprovado que todos eles foram detentores de hábitos recatados e estilos sóbrios, avessos à badalações e ao incenso.

O abnegado e profícuo historiador Valter de Brito Guerra foi uma dessas exponenciais figuras. Deus conferiu-lhe extraordinários dotes de espírito, evidenciados na suave conversação, no trato afável, na discrição sem malícia, no arrojo sem ruído, na singular constância do bem.

Quando investido em funções de mando sempre dispunha com suavidade. Cumpria sem estrondo e executava com acerto. Ao primeiro contato com ele, observava-se a mansuetude dos homens de bem como característica peculiar, intrínseca.

Não era um espírito simplesmente contemplativo, posto que ocupava-o o lado prático, a aplicação possível das metas a serem objeto de êxitos. A exemplo do intelectual conterrâneo José Matins de Vasconcelos, foi poeta, contista, romancista, historiador e genealogista, sendo certo que não chegou a publicar trabalhos de cunho genealógico.

Dotado de inteligência ímpar, com a tenra idade de dez anos foi o responsável pela elucidação da autoria material do assassinato do líder político Coronel Francisco Ferreira Pinto, trágico fato ocorrido às 20h30 do dia 02 de Maio de 1934.

Aos primeiros albores do dia seguinte, pessoas designadas pelo então Delegado de Polícia efetuaram serviços de rastejamento do cavalo utilizado pelo assassino, tendo sido apreendido o animal e conduzido para o terreno amurado do prédio da Intendência Municipal, que é o mesmo prédio da atual Prefeitura Municipal.

Ao ver o ajuntamento de pessoas defronte à Delegacia de Polícia, que procuravam descobrir a quem pertencia o cavalo, dirigiu-se para lá, onde reconheceu, de pronto, o cavalo do ex-guarda civil Roldão Maia, cujo animal ele sempre cuidava quando Roldão visitava Apodi, no que recebia gorjetas para banhá-lo na lagoa e colocá-lo para pastar na margem.

De forma sutil, o menino Valter chamou o Delegado para falar-lhe em particular, ocasião em que afirmou ter certeza do real dono do citado animal.

Informação importante que propiciou condições imediatas para início do competente Inquérito Policial.

Descendia de tradicionais famílias do Rio Grande do Norte – Pinto e Brito Guerra, e do Ceará, especificamente de Aracatí – Bezerra de Menezes, através do patriarca Joaquim Bezerra de Menezes (Aracati-1835/Apodi-13.04.1904).

Valter nasceu dentro desse manancial histórico, a 12 de Agosto de 1923, em uma residência vizinha à Casa Paroquial, na Rua N. Sra. da Conceição. Filho do Advogado Provisionado Carlos Borromeu de Brito Guerra e de Maria Bezerra Guerra.

Casou com sua prima Antônia Lopes, filha do líder político e farmacêutico Antonio Lopes Filho e de Armandina de Góis Lopes, deixando honrada e profícua prole.

A sua estirpe genealógica evidencia a particularidade de ter sido bisneto (Lado paterno) de dois Deputados Provinciais do RN (cargo atual de Deputado Estadual), os Coronéis patenteados da Guarda Nacional Antônio Ferreira Pinto (1832-1909) e Lino Constâncio de Brito Guerra (1846-1932).

Lino era casado com sua tia materna Maria Idalina de Oliveira, e era filho legítimo do Conselheiro do Império e Barão do Assu Luis Gonzaga de Brito Guerra e de Mafalda Gomes de Freitas.

Em uma incursão que fiz no livro “Alferes Teófilo Olegário de Brito Guerra – Um memorialista esquecido” – de autoria do renomado historiador Raimundo Soares de Brito – Coleção Mossoroense – Vol. CXXXII – Ano 1980 “, e andanças pelos meus alfarrábios, pude traçar o seguinte tratado genealógico dos “Brito Guerra”, até o nosso homenageado.

Vejamos: José Daniel de Lira – Casou com Olímpia de Menezes Correia da Cunha, e foram pais de: F.01- Manoel da Anunciação Lira – Casou com Ana Filgueira de Jesus, filha do Capitão Manoel Carneiro de Freitas e Delfina Filgueira de Jesus. Foram pais de: N.01- Simão Gomes de Brito (1790-1827) – Casou a 12.01.1814 com Maria Madalena de Medeiros (Do Seridó) filha de Manoel Antonio Dantas Corrêia (1769-1840) e Maria José de Medeiros.

Foram pais de: BN.01- Luis Gonzaga de Brito Guerra (1818-1896) – Casou em primeira núpcias com Maria Mafalda de Oliveira, filha do Tenente-Coronel Antonio Francisco de Oliveira (1772-1871) e de Mafalda Gomes de Freitas. Foram pais de: TN.01- LIino Constâncio de Brito Guerra (23.09.1846/13.05.1932) – Casou com Maria Idalina de Oliveira, filha do Tenente-Coronel Antonio Francisco de Oliveira e D. Quitéria Ferreira de São Luís (1822-1897).

Antonio e Quitéria (natural de Aracati-CE) são troncos genealógicos dos muitos Gurgel Guerra, Brito Guerra, Gurgel de Oliveira e Gurgel de Brito. Foram pais de: QN.01- Domingos Ernesto de Brito Guerra (1866-1912). Casou com d. Maria Clara Ferreira Pinto, filha do Coronel Antonio Ferreira Pinto e dona Claudina Pinto. Foram pais de: PN.01- Carlos Borromeu de Brito Guerra (Carlinho/Carrim – 1893-1965) – Casou com Maria Bezerra de Menezes, filha de Adrião Bezerra de Menezes e de Francisca Cândida de Noronha. Foram pais de: HN.01- Valter de Brito Guerra – Casou em primeira núpcias com Antonia Nair Lopes, filha de Antonio Lopes Filho e de Armandina de Góis Lopes. Casou em segunda núpcias com Zilmar Moura, e são pais de: (Dentre outros): SN.01- Djaíne Guerra – Funcionária Pública do Estado do Ceará.

Tem curso superior concluído em Mossoró-RN. A exemplo do pai, é dotada de vasto cabedal de inteligência.

Quando faleceu o renomado historiador Câmara Cascudo perguntaram: E Agora? A quem iremos perguntar sobre a vasta história do RN?

Nesse mesmo diapasão pergunto: E agora, que estão evolados os laboriosos e profícuos historiadores conterrâneos José Leite e Valter de Brito Guerra, a quem iremos perguntar sobre a densa historiografia da vetusta Ribeira do Apodi ?

Apodi de São João Batista e Nossa Senhora da Conceição, aos 16 de Março de 2013.

Marcos Pinto é advogado, pesquisador, historiador e escritor

Compartilhe:
Categoria(s): Artigo / Cultura
  • San Valle Rodape GIF
sexta-feira - 28/12/2012 - 05:57h
Grande iniciativa

Governo entrega unidade do Samu em Apodi

A governadora Rosalba Ciarlini (DEM) entregou na tarde desta quinta-feira (27) a Base Descentralizada do SAMU em Apodi. A base instalada na cidade do Alto Oeste potiguar está equipada com sala de repouso, sala de leitura, mini-copa, banheiros, garagem, local para lavagem da ambulância e espaço para desinfecção de equipamentos e uma ambulância de suporte básico.

Rosalba (centro) posa com equipe do Samu (Ivanízio Ramos)

A unidade irá atender os municípios de Apodi, Felipe Guerra, Severiano Melo, Rodolfo Fernandes e Itaú.

“Minha meta desde que assumi o Governo do RN foi ampliar o campo de ação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência em diversas cidades do interior do Estado”, disse a governadora.

Hoje o Samu está presente em todas as regiões e a Rede dispõe de 23 ambulâncias de porte básico, três ambulâncias de suporte avançado, dois veículos de intervenções rápidas, um Samuzinho (atendimento infantil), duas moto-ambulâncias e um helicóptero”, informou Rosalba.

Regionalização

Para o coordenador do SAMU metropolitano, Luiz Roberto, a regionalização do Samu Metropolitano é um sonho que está se concretizando, graças ao apoio e a sensibilidade da governadora Rosalba Ciralini e do secretário Isaú Gerino.

Além desta, serão entregues mais três bases nas cidades de Areia Branca, Lajes e Pau Dos Ferros ainda este ano.

Durante a solenidade de entrega da Base Descentralizada do Samu em Apodi, a governadora Rosalba Ciarlini anunciou a implantação de um sistema adutor no município. “Vamos construir um sistema adutor na Região da Pedra, que irá beneficiar 22 pequenas comunidades rurais. Os recursos já estão garantidos e a obra deverá ser iniciada no início do ano, logo após a abertura do orçamento”, informou.

Com informações da Assessoria de Imprensa do Governo do Estado.

Nota do Blog – Excepcional a iniciativa do Governo do Estado de descentralizar e promover a interiorização do sistema Samu, alcançando cidades que são núcleos regionais.

O Samu é uma ideia que o Brasil copiou dos países mais avançados e tem alcançado excelentes resultados. Mas ao mesmo tempo, é fundamental que haja o complemento de suas ações de urgência, com hospitais preparados para complementar o atendimento de salvar vidas.

Parabéns!

Compartilhe:
Categoria(s): Administração Pública / Saúde
segunda-feira - 03/12/2012 - 22:32h
Afinação

Equipes de transição começam trabalho em Apodi

Do Blog Apodi Diário

Na primeira reunião técnica, as equipes de transição da prefeita Goreti Pinto (PMDB) e do prefeito eleito Flaviano Monteiro (PCdoB) se concentram para ficar a par de todos os prazos a fim de garantir a continuidade de projetos e contratos.

A reunião aconteceu hoje pela manhã na Secretaria de Educação do município.

O calendário de reuniões ficou assim estabelecido pelas equipes, nas próximas sextas feiras (14, 21 e 28), sempre às 10 horas da manhã.

“Queremos realizar uma transferência de dados fundamentais para facilitar o desenvolvimento dos programas, projetos e ações, ainda a preservação da continuidade dos serviços públicos, visando atender o interesse da população do nosso município”, destaca o secretário de administração Júnior Souza.

“Não é de hoje que estamos recebendo as primeiras instruções para determinar nosso plano de ação no sentido de garantir a continuidade dos serviços no início da nova administração. Esperamos que seja de forma tranquila e organizada, procurando seguir os roteiros estabelecidos nesta reunião”, disse o coordenador do prefeito eleito, Paulo Viana.

Saiba mais AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
  • Execom - PMM - Banner - Março de 2026
terça-feira - 20/11/2012 - 00:36h
Apodi

Prefeito eleito, de forma inédita, antecipa equipe

O prefeito eleito do Apodi, Flaviano Monteiro (PCdoB), anunciou hoje sua equipe de secretários. É algo absolutamente inédito. Antes mesmo da diplomação, um prefeito eleito anuncia sua equipe de trabalho.

Flaviano (centro, no alto) e sua equipe de governo

O evento aconteceu por volta das 20 horas na Câmara Municipal de Apodi, com expressiva participação popular e continuadas manifestações de apoio do povo.

Flaviano e seu vice Zé Maria receberam representantes de partidos aliados, populares e lideranças diversas, para o anúncio.

Veja como ficou a composição do secretariado:

Gabinete civil: Pedro Junior; Secretaria de Finanças: Roberto Morais; Secretaria de Saúde: Dr. Paulo Viana; Secretaria de Educação: Mara Marlizete Duarte; Secretaria de Agricultura: Francisco de França Pinheiro; Secretaria de obras: Samuel Nogueira; Secretaria de Urbanismo: Reginaldo Ponciano; Secretaria de ação social: Aloma Tereza Cavalcante; Secretaria de turismo: Isaac Newton; Secretaria de Administração: José Wilson Magna Filho; Secretaria de esporte: Francisco Gama; Tesoureiro: Francisco Josivan Alves.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
terça-feira - 23/10/2012 - 06:45h
Ao trabalho

Flaviano, um bom exemplo do Apodi

Mesmo antes de assumir a Prefeitura do Apodi em 1º de janeiro de 2013, o professor Flaviano Monteiro (PCdoB) é um nome que promete ter uma atuação diferenciada. A expectativa é essa.

O prefeito eleito não quebrou o ritmo de movimentações e compromissos pessoais após o resultado do pleito no dia 7 deste mês, quando obstruiu um longo ciclo de poder de forças tradicionais do município, que tentavam a reeleição da prefeita Gorete Pinto (PMDB).

Flaviano tem agido com desenvoltura e cumprido programação que o destaca sobremodo, num comparativo com outros eleitos nessa nova safra de governantes municipais. Em vez de sumir ou adotar férias regeneradoras de suas forças, opta por trabalhar – mesmo sem mandato.

O prefeito eleito prioriza compromissos que pavimentam caminho para o trabalho à sua espera a partir de janeiro.

Reúne-se com aliados, despacha com representantes da sociedade civil e tem encontros de trabalhos com potenciais parceiros da municipalidade.

Até aqui, um bom exemplo.

Sigam-no.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
  • Execom - PMM - Banner - Março de 2026
segunda-feira - 08/10/2012 - 07:51h
Lição

Apodi pune acordão elegendo o professor Flaviano

O município de Apodi deu uma resposta retumbante à prefeita Gorete Pinto (PMDB) e ao ex-prefeito José Pinheiro (PR) nas urnas, dia passado. Elegeu o persistente professor Flaviano Monteiro (PCdoB) à prefeitura.

A vitória de Flaviano é resultado da persistência e foco, numa aposta de trabalho diuturno de vários anos. Ele já fora candidato em 2008.

Nas eleições desse domingo (7), o eleitorado o elegeu com 56% dos votos válidos, contra 43,46% de Gorete. O próprio Pinheiro, apesar da desistência há poucos dias da candidatura própria, ainda recebeu 125 votos (0,54%). Esses votos depois serão computados oficialmente como nulos.

A população reagiu contra o acordão entre o esquema governista e Pinheiro. O ex-prefeito desistiu da candidatura alegando problemas de saúde, subindo ao palanque de Gorete. Um escândalo que o eleitorado puniu.

Boa parte dos indecisos e partidários de Pinheiro migrou para a postulação de Flaviano, dando mostras de que não aceita mais esses arranjos de mercadores na política local.

Eis o resultado final de Apodi:

Flaviano Monteiro (PCdoB) – 13.057 (56%)
Gorete Pinto (PMDB) – 10.133 (43,46%
José Pinheiro (PR) – 125 (0,54%)
Votos Apurados – 24.681
Votos Válidos – 23.315 (94,47%)
Votos em Branco – 377 (1,53%)
Votos Nulos – 989 (4,01%)
Abstenções – 3.385 (12,06%)

 

 

Compartilhe:
Categoria(s): Eleições 2012
sexta-feira - 05/10/2012 - 09:21h
Apodi

Flaviano tem apoio de PR; Fábio Faria prevê vitória

Com a desistência da candidatura do médico e ex-prefeito José Pinheiro (PR) à Prefeitura do Apodi, o presidente estadual do PR, deputado federal João Maia, ainda não tinha anunciado a posição que adotaria sobre as eleições no município.

Entretanto, ele deixou clara sua escolha. Ao contrário do que se chegou a especular, João não endossou a decisão de Pinheiro de apoiar a candidatura da atual prefeita Gorete Pinto (PMDB) à reeleição. Anunciou que seu partido segue o oposicionista Flaviano Monteiro (PCdoB).

O anúncio foi nessa quinta-feira (4), durante encontro dos aliados de João Maia com os de Flaviano, no parque de Vaquejadas da cidade. Em seu discurso, o deputado disse que respeitava a decisão de Pinheiro, mas não podia ficar sem participar do pleito apodiense.

“Eu lamentei muito a desistência de Pinheiro, pois apostei no seu projeto. Mas, diante de seu posicionamento, que eu respeito, achei que devia tomar uma decisão em Apodi. E tomei com fé, coragem e convicção. Vamos de Flaviano e Zé Maria”, disse o deputado.

Fábio Faria

O Blog conversou já à madrugada de hoje com o deputado federal Fábio Faria (PSD). Ele estava em Mossoró e procedia do Apodi. Falamos sobre a sucessão apodiense e de sua afinidade com Flaviano.

– Vamos ganhar. Nem pense noutra situação – comentou ao Blog.

Para Fábio, a desistência de Pinheiro e deslocamento para  o palanque de Gorete gerou muita insatisfaçã e Flaviano capitalizou-se com o episódio. Disse que seu partido estava dando incisivo apoio, pela afinidade com o candidato e crença em seu projeto político.

Compartilhe:
Categoria(s): Eleições 2012
Home | Quem Somos | Regras | Opinião | Especial | Favoritos | Histórico | Fale Conosco
© Copyright 2011 - 2026. Todos os Direitos Reservados.