A 154ª Reunião Ordinária do Conselho Municipal de Saúde de Mossoró (CMS), ocorrida nessa segunda-feira (19) – AQUI -, teve como um dos principais temas o caos da saúde mossoroense.
A suspensão nas cirurgias oncológicas deixa centenas de pessoas sob risco de morte. Leitos de UTI são cortados.
O cardiologista e diretor do Hospital Wilson Rosado (HWR), Bernardo Rosado, disse que nunca vivenciou uma crise “tão grave” na saúde em Mossoró. Da área privada à pública.
Asseverou que o HWR tem UTI Pediátrica com oito meses sem pagamento pela Prefeitura. Dez leitos de UTI do hospital foram descartados pela Municipalidade e que há um ano cardiologistas aguardam pagamento por seus serviços.
Força coletiva
“Falta um simples tensiômetro no PAM do Bom Jardim”, disse.
O presidente do CMS, Gilberto Pedro, atestou que há um ano tenta audiência com o prefeito Francisco José Júnior (PSD), sem sucesso.
A médica Jandira de Freitas, do Programa Saúde da Família (PSF), cobrou “envolvimento” dos conselheiros, sociedade civil organizada e o povo, na luta pela saúde pública, numa “constução coletiva”.
Omissão
Salientou que “sai gestão e entra gestão e a conversa sempre é a mesma. Tomam tudo como pessoal e político”.
O vereador Tomaz Neto (PDT) pediu maior apoio ao CMS e que toda decisão do colegiado seja levada ao Ministério Público e Justiça. “existe muita omissão e não é de hoje nem dessa administração”.
O vereador Genivan Vale (PROS) lamentou que maioria dos vereadores evite esse nível de debate, mas se colocou à disposição.
Em setembro do ano passado, um denso debate tratou dessa crise. Veja AQUI. O tempo passa e parece que o cenário é mais aterrador.
Lídia Nóbrega, do Ministério Público Federal (MPF), relatou atuação do órgão, concordou que o quadro é muito delicado e assinalou que estava à disposição para intervir sob denúncia.
A reunião terminou por volta das 19h. Começou às 14h.
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