terça-feira - 18/10/2022 - 21:34h
Brazil Windpower

RN participa de evento internacional de energia eólica em São Paulo

Referência nacional na geração de energia eólica, o Rio Grande do Norte está em debate no principal congresso e feira de negócios da América Latina sobre o segmento. Ocorreu nesta terça-feira (18), a abertura da 13ª edição do Brazil Windpower, nesta terça-feira (18), em São Paulo-SP.

Organizado pelo Grupo Canal Energia by Informa Markets, pela Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) e pelo Conselho Global de Energia Eólica (GWEC), o evento reúne as principais autoridades do setor, entidades representativas, fabricantes e executivos do segmento eólico.

Sérgio Azevedo recebeu governadora e secretário do Desenvolvimento Sílvio Torquato, no seu estande Foto: divulgação/Daniel Cabral)

Sérgio Azevedo recebeu governadora e secretário do Desenvolvimento Sílvio Torquato, no seu estande Foto: divulgação/Daniel Cabral)

A Orsted tem investimentos importantes (Foto/divulgação/Daniel Cabral)

A Orsted tem investimentos importantes (Foto/divulgação/Daniel Cabral)

“Quero que o nosso estado esteja à altura de exercer o protagonismo da energia offshore (no mar)”, afirmou a governadora Fátima Bezerra (PT).

A governadora Fátima Bezerra assinou um memorando de acordo com a Nordex Acciona, fabricante de aerogeradores, e nos próximos dias firmará parceria com a Siemens Gamesa. Os acordos têm foco na colaboração entre a indústria e o governo para troca de conhecimento e desenvolvimento do setor no estado, que já é o maior em capacidade instalada da fonte onshore (em terra).

O Estado ainda não conta com um marco regulatório para a tecnologia offshore, mas o Governo do RN está fazendo a lição de casa para estar preparado para o momento que a regulação chegar. Estudo feito pelo Senai-RN apontou que o potencial offshore no RN é da ordem de 140 GW.

Vestas 

Em encontro com a Vestas, o presidente da empresa para a América Latina, Eduardo Ricotta tratou do hub de serviços no entorno de Natal e Parnamirim. O empreendimento tem a capacidade de movimentar o porto e gerar novos empregos.

A empresa dinamarquesa já atua no RN e é líder mundial em turbinas onshore e offshore – fabricação, venda, instalação e manutenção. No estado, está em funcionamento o Centro de Serviços, o Vestas Warehouse – Service Center, em Parnamirim, único da empresa no Brasil.

Outro assunto discutido foi a formação profissional nas unidades do Instituto Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação do RN (IERN). O Governo irá viabilizar com a Vestas parceria que visa oferecer formação profissional adequada aos jovens para o setor das energias renováveis que tem forte potencial no Estado, inclusive offshore, eólica, solar e hidrogênio e amônia verdes.

Dois A Engenharia 

A governadora Fátima Bezerra e sua comitiva foram recebidas também pelo CEO da Dois A Engenharia, Sérgio Azevedo. Uma empresa potiguar que se transformou em uma das maiores construtoras de parques eólicos do Brasil, com atuação internacional.

Além da infraestrutura dos parques eólicos, a Dois A Engenharia passou a atuar na construção de parques de energia solar.

Governadora teve reunião com representantes da Vestas (Foto: divulgação/Daniel Cabral)

Governadora teve reunião com representantes da Vestas (Foto: divulgação/Daniel Cabral)

Ørsted 

A governadora conversou sobre tecnologias para uma transformação verde global e econômica com Maxwell Cohen, responsável pelo desenvolvimento de novos mercados para América da Ørsted. 

A empresa dinamarquesa, que há pouco mais de dez anos tinha 85% da energia gerada a partir de combustíveis fósseis e 15% de fontes renováveis, teve a proporção invertida. Hoje, trabalha com a meta de neutralizar totalmente suas emissões de carbono até 2025.

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Categoria(s): Economia / Gerais / Política
domingo - 23/01/2022 - 11:00h

Apicultura ganha Núcleo de Capacitação Tecnológica

Por Josivan Barbosa

A Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) ganha um Núcleo de Capacitação Tecnológica em Apicultura (NCTA). O novo prédio, instalado na Fazenda Experimental Rafael Fernandes, é para o apoio administrativo e financeiro. A inauguração aconteceu na sexta-feira, 21, nesse local, localizado na comunidade de Alagoinha. O NCTA é ligado ao Centro de Ciências Agrárias da Universidade do Semiárido.

Apicultura (Foto ilustrativa)

Apicultura (Foto ilustrativa)

O espaço físico conta com bloco didático, voltado a cursos, pesquisas, serviços de extensão, capacitações, orientações e assistência técnica a apicultores do Semiárido nas atividades específicas da área de Apicultura, além de equipamentos científicos voltados para apicultura.

O prédio do NCTA funcionará como um núcleo avançado de pesquisa e difusão de tecnologia na área de apicultura da Ufersa, com o objetivo de apoiar e possibilitar aos apicultores aprimoramento de seus conhecimentos sobre as metodologias modernas da apicultura, permitir uma melhor competição no negócio rural apícola nacional e internacional e incremento da exportação dos produtos da apicultura e da meliponicultura (abelha sem ferrão).

Também é objetivo do Núcleo fornecer assistência técnicas aos apicultores do Semiárido nas diversas áreas da apicultura (patologia apícola, manejo, comercialização, embalagem, legislação apícola, seleção e melhoramento de rainhas, processamento de cera moldada etc ) e aprendizado de metodologias modernas que atendam o exigente mercado apícola nacional e internacional. O projeto representa investimento na ordem de R$ 1,5 milhão.

As pesquisas com apicultura na Fazenda Experimental da Ufersa teve início em 2004 e hoje podemos dizer que naquela fazenda há duas histórias uma antes e outra após a chegada do professor Lionel Seghi Gonçalves, líder das pesquisas no país em apicultura. Hoje as pesquisas são lideradas pela professora Kátia Kamacho que segue em sintonia com o professor Lionel.

Energia eólica off-shore

O Estado do Rio Grande do Norte ainda vai ter que aguardar pelo menos mais dois anos para que os projetos de geração de energia eólica off-shore (em alto mar) se tornem realidade. O grande desafio é ultrapassar as etapas burocráticas de regularização do setor.

A Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEÓLICA) tem pressa para que as diretrizes regulatórias de contratação de eólicas offshore saiam, já que investidores que aportam no mercado internacional se interessam pelo Brasil.

O Ministério de Minas e Energia (MME) trabalha com a Casa Civil da Presidência da República na consolidação de contribuições para o estabelecimento da primeira regulamentação de energia eólica offshore no Brasil.

Algumas empresas colaboraram ativamente nas discussões para a definição da legislação a ser adotada no país, como a Neoenergia, que tem como acionista majoritário a espanhola Iberdrola, e com um arcabouço legal definido, a expectativa é que projetos avancem.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) acumula 23 processos por licenças ambientais que estão em análise, que totalizam mais de 46 GW de potência. Entretanto, o instituto confirmou que apenas dois apresentaram Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima).

Exportação de frutas

Finalmente, o Brasil ultrapassou a cifra de 1 bilhão de dólares em exportação de frutos. Esse desafio estava sendo perseguido pelos exportadores há pelo menos uma década.

O brasil exportou 1,2 milhões de toneladas de frutos, correspondente a 1,06 bilhão de dólares. Isso representa um incremento de 18% em volume e 20% no faturamento em relação ao ano de 2020.

Além do aumento das vendas no mercado externo favorecido pela preocupação das pessoas com produtos saudáveis, a valorização do dólar e do euro frente ao real, contribuiu para que o país conseguisse ultrapassar a casa do 1 bilhão de dólares em exportação de frutos.

A manga, produzida principalmente no Vale do São Francisco, foi o fruto que mais contribuiu para o incremento das exportações. O país exportou 275 mil toneladas, o que representa um aumento de 12% em relação ao ano de 2020.

A maçã teve uma evolução de 79% nas cifras de exportação e de 58% nos volumes exportados. O país atingiu 99 mil toneladas de maçã, sendo que 70% foram destinadas ao mercado europeu.

A uva, também produzida no Vale do São Francisco, teve um incremento de 55% em volume e 43% em valor exportado.

O mamão, melão, melancia e limão tiveram também importantes incrementos na safra passada.

O negócio rural brasileiro em 2021

As exportações do agronegócio somaram US$ 120,6 bilhões em 2021, um crescimento de 19,7% em comparação com o ano anterior, e as importações, por sua vez, aumentaram 19%, somando US$ 15,53 bilhões.

O saldo da balança comercial do setor encerrou o ano com superávit de US$ 105,5 bilhões, montante 19,8% maior que o de 2020, informou o Ministério da Agricultura nesta quinta-feira.

Mesmo com o crescimento de dois dígitos das exportações do agronegócio, a participação do setor nas vendas totais do país ao mercado externo diminuiu: a fatia, que foi de 48,1% em 2020, desceu para 43% no ano passado.

A China continuou a ser o principal destino dos embarques do agronegócio brasileiro, com importações que representaram mais de um terço das vendas externas do setor. A participação chinesa passou de 33,8% para 34% com o crescimento de 20,6% nas compras, que somaram US$ 41 bilhões em 2021.

O complexo soja manteve a hegemonia nas exportações brasileiras do agro no ano passado, respondendo por 39,8% do total, com embarques que somaram US$ 48 bilhões). Na sequência, pela ordem, aparecem os segmentos de carnes (US$ 19,86 bilhões, montante 16,5% maior que o de 2020), produtos florestais (alta de 11,6%, a US$ 13,94 bilhões), complexo sucroalcooleiro (aumento de 8,5%, para US$ 10,26 bilhões; e café (embarques de US$ 6,37 bilhões, ou 5,3% a mais que no ano anterior). Juntos, esses cinco grupos responderam por 81,6% de todas as exportações do agronegócio brasileiro.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Ufersa

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Categoria(s): Artigo
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