quinta-feira - 15/05/2025 - 23:48h
Fruticultura

Secretário de Agricultura mostra importância de evento na China

Delegação mossoroense participa da feira internacional “Frutas do Brasil – Festival China 2025”, que acontece de 12 a 19 de maio deste ano, na cidade de Xangai, na China.

O secretário municipal da Agricultura, Faviano Moreira, mostra a importância da presença oficial do município, de produtores, técnicos e outras pessoas do setor, num evento de grande alcance.

O convite foi feito pelo presidente do Comitê Executivo de Fruticultura do Rio Grande do Norte (COEX-RN), Fábio Queiroga, e também pela Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (ABRAFRUTAS).

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) também reforçam a comitiva.

Entre os participantes municipais estão Moreira e o prefeito Allyson Bezerra (UB).

“O melão de Mossoró e a uva de Petrolina/PE são as únicas frutas certificadas à comercialização na China. Isso mostra o potencial da nossa economia e capacidade dos nossos empresários’’, afirmou Allyson.

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segunda-feira - 12/05/2025 - 23:48h
Allyson Bezerra

Prefeito comemora 33 anos e viaja para evento internacional

Prefeito recebeu convidados de vários matizes sociais e segmentos (Foto: reprodução do BCS)

Prefeito recebeu convidados de vários matizes sociais e segmentos (Foto: reprodução do BCS)

O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (UB), comemorou aniversário de 33 anos nesta segunda-feira (12), na própria sede da municipalidade, o “Palácio da Resistência.”

Populares, servidores públicos, políticos, representantes classistas e gente de outros diversos segmentos compareceram ao evento.

Entre os presentes, a prefeita pau-ferrense Marianna Almeida (PSD) e o deputado estadual Neilton Diógenes (PP).

Ao lado da primeira-dama Cínthia Raquel e do vice-prefeito Marcos Medeiros (PSD), o prefeito discursou e agradeceu às manifestações “de carinho”.

China

O prefeito embarca nessa terça-feira (13) para Xangai, na China. Vai participar até o dia 20 da feira internacional “Frutas do Brasil – Festival China 2025”. O evento reúne produtores e representantes do setor de fruticultura irrigada de todo o mundo.

Ele atende a convite do Comitê Executivo de Fruticultura do Rio Grande do Norte (COEX/RN) e da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (ABRAFRUTAS).

É a primeira viagem internacional do prefeito, que está em seu segundo mandato consecutivo. O vice-prefeito Marcos Medeiros assume a gestão municipal.

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terça-feira - 08/04/2025 - 10:30h
Coex/Abrafrutas

Allyson é convidado para evento da fruticultura mundial na China

Allyson Bezerra e Fábio Queiroga: evento de peso na China valoriza fruticultura mossoroense (Foto: Célio Duarte)

Allyson Bezerra e Fábio Queiroga: evento de peso na China valoriza fruticultura mossoroense (Foto: Célio Duarte)

O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (UB), foi convidado nessa segunda-feira (07), para participar da feira internacional “Frutas do Brasil – Festival China 2025”, que acontecerá de 12 a 19 de maio deste ano, na cidade de Xangai, na China. O convite foi feito pelo presidente do Comitê Executivo de Fruticultura do Rio Grande do Norte (COEX-RN), Fábio Queiroga, e também pela Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (ABRAFRUTAS).

O objetivo do evento é desenvolver e aprimorar o entendimento do mercado chinês para melões produzidos no Brasil, principalmente em Mossoró, e liberado para exportação para a China. A missão comercial contemplará também um dia de visita na feira de alimentos Sial China 2025, realizada no período de 19 a 21 de maio na cidade de Xangai.

‘’É um imenso orgulho saber que o melão de Mossoró, além da uva de Petrolina/PE, são as únicas frutas habilitadas para comercialização na China. Isso mostra o potencial da nossa economia e capacidade dos nossos empresários’’, afirmou Allyson.

Fábio Queiroga destacou a importância da participação do gestor na feira internacional. “A presença de Vossa Excelência contribuirá significativamente para a ampliação da visibilidade do agronegócio potiguar, bem como para o fortalecimento das relações institucionais e comerciais entre Mossoró e o mercado asiático”, citou ele.

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quinta-feira - 06/03/2025 - 20:46h
Mossoró

Mercado chinês para o melão brasileiro é tema de workshop

Produto tem vários aspectos a serem observados à exportação (Foto: Arquivo)

Produto tem vários aspectos a serem observados à exportação (Foto: Arquivo)

Será realizado no próximo dia 18 de março, das 8h às 12h, no auditório do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Norte (SEBRAE/RN), em Mossoró, o Workshop Melão Brasil-China, com o tema “Explorando o Mercado Chinês para o Melão Brasileiro”. O evento é destinado a produtores de melão, exportadores, consultores de comércio exterior e todos os envolvidos na cadeia produtiva da fruticultura.

 “Com a crescente demanda por frutas tropicais de qualidade, a China se apresenta como um mercado estratégico para a exportação do nosso melão. A realização desse encontro pretende fornecer informações valiosas sobre as tendências de consumo, exigências regulatórias e melhores práticas logísticas para garantir o sucesso nas negociações comerciais com o gigante asiático”, afirma o presidente do Comitê Executivo de Fruticultura do Rio Grande do Norte (COEX-RN) e organizador da Feira Internacional da Fruticultura Tropical Irrigada (EXPOFRUIT), Fábio Queiroga.

Diversas autoridades e convidados estarão presentes no workshop, como representantes do Ministério da Agricultura, representantes de empresas de comercialização de melões para a China, o presidente do Coex-RN, diretoria da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados – Abrafrutas, do Sebrae-RN e do Porto do Pecém/CE.

Eles irão debater assuntos como requisitos fitossanitários, mercado e cultura para negócios na China, além de discutir rotas estratégicas para a exportação de frutas.

O workshop é uma realização do Coex-RN, da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (ABRAFRUTAS) e do Sebrae/RN.

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terça-feira - 10/09/2024 - 09:34h
Fruticultura

Luiz Roberto Barcelos faz palestra em evento internacional

O empresário Luiz Roberto Barcelos, cofundador da Agrícola Famosa, está em Genebra (Suíça). A missão é muito relevante.

Em vídeo em suas redes sociais, ele informa que atende convite da Organização Mundial do Comércio (OMC) para palestrar no Fórum Público. É representante da fruticultura brasileira juntamente com a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (ABRAFRUTAS).

“Nossa participação no painel desse evento pretende destacar a visão brasileira sobre a sustentabilidade no setor agrícola, visando ampliar a projeção internacional e a diversificação das exportações do Brasil,” esclareceu.

Barcelos é membro do Conselho de Administração da Agrícola Famosa, gigante da fruticultura irrigada no mundo, com sede em Mossoró e áreas de produção que abrangem o RN e Ceará. Ele foi um dos fundadores da empresa e é visto como um dos principais porta-vozes do setor do agronegócio do país.

Leia também: Agrícola Famosa amplia sua força internacional.

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domingo - 16/01/2022 - 12:30h

Mas, afinal, o que é uma cidade inteligente?

Por Josivan Barbosa

Muito tímido o programa da Prefeitura Municipal de Mossoró denominado de Mossoró Digital. Não há como se implantar um bom programa dessa natureza sem a contratação de uma equipe de profissionais diferenciados da área de Tecnologia da Informação e da Comunicação (TIC). Importante ainda um convênio bem delineado com uma instituição que gera produtos digitais, a exemplo do Instituto Metrópole Digital da UFRN.

O município de Mossoró precisa compreender que cada vez mais cidades necessitam avançar para o que denominamos de cidades inteligentes. O termo designa o uso da tecnologia da informação para melhorar a gestão dos municípios e os serviços oferecidos à população.

O movimento de cidades inteligentes deve estar em sintonia com a demanda por infraestrutura de conectividade, aquecendo o mercado das grandes operadoras, mas sobretudo de provedores regionais, com maior penetração no interior do país. O investimento das cidades em tecnologia também aumenta os pedidos por equipamentos, como câmeras de videomonitoramento, e o desenvolvimento de soluções inteligentes e novos modelos de negócios e contratos entre empresas, startups e poder público. Nada disso se observa no programa que a prefeitura está denominando de Mossoró Digital.Cidades inteligentes do Brasil

Mas, afinal, o que é uma cidade inteligente? A consultoria Teleco, especializada em telecomunicações, criou até um ranking sobre o assunto, que tem na liderança o município de Uberlândia (MG), seguido por Campo Grande (MS), Fortaleza, Santo André (SP) e Belo Horizonte (Infográfico acima). “De modo geral, é uma gestão da cidade que tem como base uma  infraestrutura de tecnologia da informação, facilitando a interação com a sociedade e o oferecimento de serviços”, diz o presidente da Teleco, Eduardo Tude.

Ele ressalta que a tecnologia precisa ser “humana”. Quer dizer melhorar a vida das pessoas. Entre os setores e equipamentos que podem ser digitalizados, estão semáforos, monitoramento de trânsito, câmeras de vigilância, prontuário médico, iluminação pública, limpeza e educação.

As cidades precisam ter uma infraestrutura de conectividade abundante. Grande parte desse investimento será das operadoras de telecomunicações regionais, que estão mais espalhadas pelo país do que as grandes e hoje fornecem mais da metade de todo acesso de banda larga do país. De forma complementar, os provedores regionais oferecem parte da infraestrutura existente nos municípios menores.

Um marco para a expansão das cidades inteligentes foi o leilão do 5G, que possibilitará uma expansão da internet das coisas (IoT), a interconexão digital de objetos físicos – conceito que permite, por exemplo, a instalação de câmeras e semáforos inteligentes, que transmitem dados entre si e para uma central de operações.

Um projeto de cidade inteligente na nossa Mossoró precisava ter foco na área de mobilidade urbana e segurança. O município poderia iniciar com uma ferramenta usada para controle de estacionamentos rotativos ou instalação em carros de forças de segurança municipais. Seria uma espécie de radar móvel, que detecta placas de carros roubados e com tributos vencidos.

Além disso, com o uso de tecnologia inteiramente nacional, a prefeitura poderia avançar em outros serviços que direcionaria para um projeto de cidade inteligente como por exemplo, o desenvolvimento de postes inteligentes, que, além da iluminação, podem agregar funções como câmeras, sistema de energia solar e transmissão de dados sem fio – que possibilitam monitoramento do trânsito e até de risco de enchentes.

O município não precisa ter receio para avançar num projeto dessa natureza, porque as tecnologias estão ficando mais baratas e eficientes. Se a prefeitura otimizar recursos orçamentários, o que pode ser feito através da digitalização, entrará em sintonia com a demanda da população por serviços mais modernos.

Cooperativa de pitaya

Já defendemos neste espaço que a região do Médio e Alto Oeste do RN poderia ser a sede de um grande projeto de agricultura familiar com base na cultura da pitaya. Da última vez que defendemos a intervenção de uma política pública nesse sentido, exemplificamos com uma associação de produtores do Peru. Agora vamos ampliar o exemplo com uma cooperativa da Espanhola de Pitaya, a primeira daquele país.

Pitaya, uma cultura atraente (Foto: Fresch.ce)

Pitaya, uma cultura atraente (Foto: Fresch.ce)

Na região de Andalucía o fruto está se tornando muito importante com demanda crescente no mercado europeu. É um produto de fácil cultivo e boa adaptação em clima subtropical, como na região de Andalucía, o que tem facilitado o trabalho dos produtores da cooperativa S.C.A. Pitayas de Andalucía.

Atualmente, a S.C.A. Pitayas de Andalucía é formada por 67 produtores Huelva, Sevilla, Cádiz, Extremadura y Portugal e representa a primeira cooperativa internacional de pitaya. A cooperativa de Andalucía está procurando uma parceria com produtores da região de Málaga para ampliar a produção de pitaya.

No ano passado a cooperativa comercializou 10 toneladas e este ano ampliou para 80 toneladas. Na próxima temporada, que se inicia em junho a cooperativa pretende alcançar 300 toneladas. Se se concretizar a parceria com os malagueños, a cooperativa poderá atingir 500 mil toneladas.

A cooperativa conta com um armazém que recebe a produção de todos os sócios e é onde o produto é preparado para o mercado.

No ano passado a cooperativa exportou a pitaya para a Holanda, Reino Unido, e Itália. Neste ano pretende ampliar para a França e Alemanha.

A cooperativa fornece assistência técnica apara os sócios em todas as etapas da produção e na   pós-colheita.

Em nível de produtor, a pitaya é vendida em torno de 4,5 – 5,0 euros/kg, um preço muito atrativo para esse nicho de mercado.

Exportação de limão Tahiti para o Chile

Na semana passada colocamos neste espaço que o Polo de Agricultura Irrigada RN – CE está avançando no cultivo de limão Tahiti. Depois de ser cultivado na região do Vale do São Francisco (Petrolina – Juazeiro) e no Estado do Piauí na década de 90, o limão Tahiti chega com mais vigor na nossa região. O limão Tahiti já tinha algumas experiências de cultivo em Baraúnas e em Upanema e agora se expande para a microrregião produtora do DIBA (Distrito Irrigado Baixo-Açu) e região de Touros.

Agora vem a boa notícia de que o Chile acaba de liberar a importação de limão tahiti do Brasil após negociações feitas pela Associação Brasileira de Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (ABRAFRUTAS) e o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento em conjunto com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações (APEX) – Projeto Frutas do Brasil.

No ano passado o Chile importou 5 milhões de dólares. A Abrafrutas trabalha com a expectativa de conquistar 50% dessa fatia.

A abertura do mercado chileno para o limão Tahiti reduz a dependência dos produtores brasileiros do mercado da Comunidade Econômica Europeia, principal comprador.

O Brasil poderá oferecer o produto a preços mais competitivos em função da proximidade do mercado.

O principal concorrente para o limão Tahiti no mercado chileno é o Peru devido à facilidade de logística, mas o Brasil pode avançar muito no quesito qualidade.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Ufersa

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domingo - 27/06/2021 - 12:48h

Pesquisa mostra caminho para aumento da produção do trigo

Produção de trigo no semiárido é uma realidade e ao mesmo tempo, um cabedal de dúvidas (Foto ilustrativa)

Produção de trigo no semiárido é uma realidade e ao mesmo tempo, um cabedal de dúvidas (Foto ilustrativa)

Por Josivan Barbosa

Uma pesquisa da Embrapa Trigo (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária)e da rede técnica das cooperativas do Rio Grande do Sul (RTC/CCGL) mostra ser possível ampliar a produção de trigo no Brasil sem que necessariamente haja aumento de área de plantio. Os resultados do estudo surgem em um momento em que voltam a ganhar corpo as discussões sobre a necessidade de o país produzir mais o cereal. A alta dos preços do milho encareceu a cadeia de carnes – e um pode substituir o outro como matéria-prima para nutrição animal.

Segundo os pesquisadores, associar sementes de boa qualidade com melhor manejo pode reduzir em 20% (ou R$ 415 por hectare) o custo variável da produção do trigo, que é de R$ 2 mil, em média – e a diminuição ocorreu sem afetar a produtividade das lavouras. Se considerados os 900 mil hectares de trigo cultivados no Rio Grande do Sul em 2020, a economia com sementes e fungicidas chegaria a R$ 360 milhões no Estado.

A pesquisa avaliou duas linhas de manejo, uma visando à redução da população de plantas e outra com o uso racional de fungicidas, aproveitando fatores da genética das cultivares. A economia de R$ 415 por hectare é resultado da soma de R$ 140 por hectare em sementes e R$ 275 por hectare em fungicidas. Com o preço de comercialização do ano passado (R$ 70, em média) como parâmetro, a redução de custos corresponde ao valor de seis sacas de trigo por hectare.

A pesquisa atestou o que se conhece na prática: no Estado, por hábito, os triticultores usam mais sementes do que precisam. “Em geral, o produtor tem adotado 150 quilos de sementes de trigo por hectare, mas na soja e no milho o cálculo é efetuado em plantas por metro linear. Queremos mostrar nesse trabalho que a implantação do trigo também deve seguir essa lógica de plantas por metro linear, e não a de quilos por hectare”, afirma Geomar Corassa, engenheiro agrônomo da CCGL.

Os pesquisadores instalaram faixas de população de plantas em 20 áreas diferentes, distribuídas por 17 municípios. A cultivar utilizada foi a BRS Belajoia, instalada nas áreas com três densidades de semeadura: 40, 60 e 80 plantas por metro de fileira. Em cada local, a área total chegou a 3 hectares, destinando um hectare para cada faixa de população.

A pesquisa mostrou que o aumento na densidade de plantas não representou ganhos significativos no rendimento dos grãos, mesmo em diferentes ambientes de produção. A média de rendimentos ficou entre 64 e 67 sacas por hectare, mas os custos quase dobraram, passando de R$ 234 por hectare na densidade de 43 plantas por metro para R$ 415/hectare nas faixas de 76 plantas por metro.

“Quando se usa mais sementes, as plantas têm que crescer mais em busca da luminosidade, isso eleva a tendência de tombamento”, explica Giovani Faé, engenheiro agrônomo da Embrapa Trigo. Como consequência desse tombamento, costuma-se usar mais fertilizantes nitrogena.

Sementes certificadas

As sementes certificadas e resistentes a doenças reduzem os gastos com insumos. Para a Embrapa, com essa economia, os produtores poderiam investir em outras frentes na lavoura, o que aumentaria a produtividade do trigo e também nas culturas subsequentes, como a soja no verão.

O custo da semente de trigo no Rio Grande do Sul foi, em média, de R$ 2,20 por quilo na safra 2020. Para a população recomendada de 43 plantas por metro, a redução de custos chega a R$ 140 por hectare quando se compara com os 150 kg de sementes por hectare do método tradicional.

No estudo, quatro aplicações de fungicidas ao longo da safra custaram R$ 390 por hectare. Com o monitoramento, foi possível fazer uma única aplicação, ao custo de R$ 115 por hectare.

Fonte:  //valor.globo.com/agronegocios/noticia/2021/06/07/pesquisa-da-embrapa-eleva-desempenho-de-lavouras-de-trigo-no-rs.ghtml

Produtores de frutas precisam ficar atentos

Diante da possibilidade da União Europeia, principal destino das frutas exportadas pelo nosso Semiárido (Polos de Agricultura Irrigada RN – CE e Vale do São Francisco), rejeitar os nossos produtos exportados em função da questão de relaxamento com a sustentabilidade da Amazônia, os nossos produtores de frutas precisam mostrar para os europeus que as nossas áreas não possuem relação nenhuma com a problemática da região Norte.

Sustentabilidade é o xis da questão (Foto ilustrativa)

Sustentabilidade é o xis da questão (Foto ilustrativa)

Isso precisa ser feito o quanto antes. Depois não adianta chorar o leite derramado.

O Brasil está cada vez mais isolado na comunidade internacional na questão ambiental e o risco agora é de boicote de produtos nacionais pelos consumidores de países em que esse tema ganha mais relevância.

Assim, a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (ABRAFRUTAS) precisa divulgar para a Europa e entorno que os produtores de frutas tropicais do Semiarido brasileiro se preocupam com os recursos hídricos, trabalham com manejo adequado dos solos e preservam a vegetação nativa da caatinga e de outros biomas e que desenvolvem ações sociais na região.

É importante compreender que o nosso produtor de frutas já sofre com o retrocesso das negociações do Acordo Comercial Mercosul-UE ocasionado por problemas relacionados à forma como o país encaminha as questões climáticas nos últimos anos e, assim, as negociações comerciais entre a União Europeia e o Mercosul não avançam por causa do desmatamento.

Sucesso da energia eólica no RN

A Casa dos Ventos fechou um contrato de longo prazo (PPA) com a Energisa Comercializadora para a venda da energia do complexo eólico Rio dos Ventos (RN), que está entrando em operação comercial. O acordo prevê o fornecimento de 20 megawatts (MW) médios de 2023 a 2038.

Com a conclusão da rodada de comercialização da primeira fase de Rio do Vento, a companhia de geração eólica vai focar agora nos acordos para a venda da energia da segunda fase do complexo e do projeto Babilônia (BA).

Outra boa notícia para o RN é que o grupo quer transformar suas usinas eólicas em unidades híbridas, também com geração solar. Com isso, nos próximos dois anos, o portfólio do grupo deve atingir a marca de 1,6 gigawatts (GW) de capacidade eólica e 400 MW de geração solar fotovoltaica.

Além disso, o desenvolvimento de um projeto exclusivamente solar também está nos planos. A companhia avalia diversificar não somente seu portfólio de geração, como também sua atuação geográfica, até o momento concentrada no Nordeste.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Ufersa

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domingo - 01/11/2020 - 16:30h

Exportações de frutas resistem à pandemia do coronavírus

Por Josivan Barbosa

As exportações de frutas em geral do país até agora resistiram aos reflexos negativos da pandemia do novo coronavírus sobre a demanda de alguns países e se mantiveram firmes de janeiro a setembro deste ano,. Há destaque para a consolidação da liderança da manga e as altas das receitas das vendas de limão e uva.

Dos três produtos, nenhum é produzido em grandes quantidades no Polo de Agricultura Irrigada RN – CE. A uva e a manga são produzidas no Vale do São Francisco e o limão destinado ao mercado externo é produzido em São Paulo.

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), compilados pela Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (ABRAFRUTAS), os embarques do segmento alcançaram 629,8 mil toneladas no período, 6% mais que nos primeiros nove meses de 2019.

A receita consolidada dessas vendas registrou leve queda (0,4%) na comparação, para US$ 512,5 milhões, mas em tempos de covid-19 o resultado foi considerado uma vitória. Preocupa as cadeias produtivas, entretanto, a atual segunda onda pandêmica em países da União Europeia, que absorve quase 60% das vendas de frutas do país no exterior.

Os países que estão apresentando o retorno da pandemia são importantes importadores europeus de frutos tropicais.

Manga

A manga continua a liderar as exportações do segmento. Foram 122,5 mil toneladas de janeiro a setembro, 2% mais que em igual intervalo de 2019, com receita praticamente estável de US$ 125,3 milhões. Vale salientar que a manga é produzida no Vale do São Francisco durante o ano  todo, mas a concentração da colheita ocorre na segunda metade do ano.

No Rio Grande do Norte a produção de manga para exportação está resumida ao Vale do Açu, mas em quantidade que não representa nem 5% da área cultivada no Vale do São Francisco.

A Valexport (Associação de Produtores, Exportadores, Hortigranjeiros e de Derivados do Vale do São Francisco) trabalha com a expectativa de mercado aquecido até dezembro, apesar de que o ano de 2020 foi marcado por inverno prolongado e isto prejudica a qualidade da fruta que chega ao mercado.

Limão e uva

Entre as dez frutas mais exportadas pelo país, também pesaram positivamente na balança os resultados obtidos com limão e uva. Nos dois casos houve inclusive avanços dos valores das vendas de janeiro a setembro. Os embarques de limão e lima cresceram quase 16%, para US$ 83,7 milhões (99,6 mil toneladas, alta de 15%), e os de uva subiram 5,6%, para US$ 32,1 milhões.

A demanda por limão foi estimulada pela sensação dos consumidores, sobretudo europeus, de que a vitamina C da fruta é uma boa proteção a doenças em tempos de pandemia. A mesma sensação estimulou os embarques brasileiros de laranjas de mesa, que cresceram 148% e atingiram 6,4 mil toneladas – a receita triplicou e atingiu US$ 3,9 milhões.

Melão e melancia

Os primeiros meses da temporada brasileira de melão e melancia para a Europa têm sido bons. O mercado foi fortalecido pela baixa oferta quando o Brasil iniciou a exportação no semestre.  Isto fez com que a comercialização do produto naquele mercado fluísse.  A expectativa é que a partir de novembro as vendas possam desacelerar em função da oferta crescente, o que pode levar à necessidade de se fazer algumas promoções e dificultar a manutenção do preço para os produtores exportadores de melão e melancia do Polo de Agricultura Irrigada RN – CE.

Um aspecto que preocupa os exportadores é como se comportará o mercado diante de medidas restritivas que estão sendo adotadas por alguns países em função da pandemia do COVID – 19.

Os preços do melão e da melancia até então estão em níveis razoáveis. O melão Galia e o amarelo estão sendo vendidos na faixa de 7 a 8 euros e o cantaloupe está alcançando valores de 6 a 7 euros. A melancia está sendo comercializada a 0,75 euros. Esses valores são os praticados pelos importadores na venda para os varejistas.

Os preços alcançados pelos produtores da nossa região para o produto de primeira qualidade são de 3,8 a 4,20 euros para os melões Cantaloupe e Galia (caixa de 5 kg) e 5,20 euros para o melão amarelo (caixa de 13 kg). A melancia está sendo vendida na faixa de 6 a 7,2 dólares (caixa de 16 kg).

Chapada do Apodi

Depois do longo período da primeira grande seca do século (2011-2017), o que provocou o deslocamento da produção de frutos tropicais para microrregiões do Estado onde a água do lençol freático arenito-açu está disponível numa menor profundidade, alguns municípios que antes não apareciam no mapa da produção de frutas passaram a fazer parte.

É o caso de Felipe Guerra, Afonso Bezerra, Caraúbas, Parazinho, entre outros.

Atualmente, a produção de frutos tropicais no RN vai desde o município de Touros, onde tem muita água no subsolo e é beneficiado por precipitação diferenciada em relação ao Semiárido,  até o município de Apodi que apresenta água do arenito-açu a profundidade média de 300 m, bem diferente de Mossoró e arredores onde a mesma água está a mais de 900 m.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA)

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sábado - 19/09/2020 - 16:44h
Economia do RN

Primeira exportação de melão para China é concretizada

Depois de várias tratativas e negociações com clientes chineses, melão originário da região de Mossoró teve o primeiro embarque aéreo para a China. O produto chegou ao Aeroporto de Xangai nessa sexta-feira (18).

Melões já no Aeroporto de Xangai na China, nessa última sexta-feira (Fotos: Arquivo Ftrade Brasil)

A previsão, é de que inicialmente as remessas devem acontecer pela via aérea e que depois passem a ser marítima.

Consolidando o mercado, viabiliza-se uma rota marítima com certeza, acreditam integrantes do setor. Cerca de três toneladas e meia de melão pele de sapo, oriunda da região Mossoró (RN), fez parte dessa exportação de estreia, com o selo da empresa Bollo Brasil.

Para Juan Ricart, diretor-geral da Bollo Brasil, é um momento histórico e deve ser comemorado. “Estamos muito felizes. Para nós, o mais gratificante é receber o reconhecimento dos consumidores quando falam da qualidade da nossa fruta. Ser a primeira empresa a exportar melão para a China, é um fato histórico”.

Odisseia

O melão será a primeira fruta cultivada em solo brasileiro a ganhar o mercado chinês.

Importante ser assinalado que essa operação não nasceu do dia para a noite. Há anos que o empresariado do setor trabalha produção, tecnologia de conservação, saúde fitossanitária e negocia com o mercado chinês.

Há poucas semanas, em entrevista ao projeto jornalístico experimental Carlos Santos – AOS VIVOS!, o presidente do Comitê Executivo de Fruticultura do RN (COEX) e dirigente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (ABRAFRUTAS), Luiz Roberto Maldonado Barcelos, resumiu a odisseia de se exportar melão para a China.

Se fosse depender da mão e da ação do poder público não passaria do Mercado da Cobal.

Saiba mais detalhes sobre essa exportação clicando AQUI.

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Categoria(s): Economia
segunda-feira - 10/08/2020 - 19:36h
Aos Vivos!

Conversamos às 21h com o empresário Luiz Roberto Barcelos

Começa às 21 horas dessa segunda-feira (10), a 13ª edição do Carlos Santos – AOS VIVOS!, em nossa plataforma no Instagram.

Recebemos Luiz Roberto Barcelos para um bate-papo.

Ele é sócio-diretor e fundador da Agricola Famosa, diretor institucional da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados  (ABRAFRUTAS), presidente do Comitê Executivo de Fruticultura do Rio Grande do Norte (COEX) e presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Fruticultura do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

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