terça-feira - 26/02/2019 - 12:06h
Apelação

Ex-deputada federal tem julgamento decisivo no TRF5 hoje

TRF 5 fica em Recife-PE (Foto: TRF5)

É nesta terça-feira (26), às 13h30 em Recife-PE, o julgamento do processo sob o número 0000877-53.2015.4.05.8401, na Quarta Turma do Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região.

A demanda trata de apelação à condenação em primeiro grau da vereadora e ex-deputada federal mossoroense Sandra Rosado (PSDB), além de outros quatro réus.

A parlamentar mossoroense foi condenada a 9 anos e 2 meses de prisão em regime fechado, pelo juiz Orlan Donato Rocha, da 8ª Vara Federal de Mossoró.

Os autos discorrem sobre suposto desvio no valor de R$ 719.779,00 de recursos federais destinados à Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), à época em que Sandra era deputada federal. Sua família controlava essa entidade mantenedora da Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR)/Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC).

A Apamim (CSDR/HMAC) está sob intervenção federal desde setembro de 2014.

Veja mais detalhes sobre o caso e processo clicando AQUI.

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Categoria(s): Política
quinta-feira - 15/11/2018 - 11:23h
Bernardo Amorim

Deputado-médico quer priorizar saúde pública em mandato

Eleito como o terceiro mais votado este ano, político mostra cenário muito complicado na região Oeste

Eleito como o terceiro nome mais votado (42.049 votos) entre os 24 próximos ocupantes do plenário da Assembleia Legislativa do RN, o médico Bernardo Amorim (Avante), 51, tem uma agenda definida para a legislatura de quatro anos: “A prioridade será a saúde, principalmente de nossa região”.

Bernardo Amorim quer levar sua experiência e conhecimento de gestão e sobre a saúde à AL (Foto: Web)

Ex-prefeito de Almino Afonso (Médio Oeste) por duas vezes, nativo de Mossoró, “onde moro, vivo e voto”, Bernardo César Carlos Belarmino de Amorim fala sobre saúde pública com propriedade. Não é da boca para fora, mas do exercício diário da medicina há vários anos.

Segundo ele, a interiorização do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e fortalecimento dos hospitais estratégicos de Caraúbas e Apodi são fundamentais. “O Alto Oeste tem uma saúde menos precária com os investimentos feitos no Hospital Regional de Pau dos Ferros. Deputados da região trabalham para isso”, destaca.

Mas para Bernardo, mesmo com melhorias pontuais e restruturação desses equipamentos de saúde, não é possível conviver com algo irreal como tabela do Serviço Único de Saúde (SUS). “Está há 17 anos com valores congelados. Para você ter uma ideia, uma equipe médica faz cesariana com R$ 150,05 do Sus”, comenta.

Noas/Sus/Apamim

O agravante desse quadro, na ótica do deputado eleito e médico, foi o fechamento de sete unidades municipais (Governador Dix-sept Rosado, Campo Grande, Caraúbas, Patu, Apodi, Umarizal e Martins) da Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância (APAMIM). A partir daí houve crescente sobrecarga de equipamentos como o Hospital Regional Tarcísio Maia  (HRTM) e a Apamim (Mossoró).

O Blog Carlos Santos lembra um desses casos.

A Maternidade Onzieme Rosado foi fechada em 2013 em Governador Dix-sept Rosado, após cerca de 50 anos de atividades (veja AQUI). Realizava internamento, oferecia serviços de eletrocardiograma e ultrassonografia, quando ainda contava com a parceria da Prefeitura de Municipal e recursos das Autorizações de Internamento Hospitalar (AIH’s), que encolheram drasticamente.

O atual modelo de saúde a partir da instituição da Norma Operacional de Assistência à Saúde (NOAS/SUS), no início da década passada, concorre para resultados aquém do proposto – observa Bernardo Amorim. O Objetivo da NOAS/SUS seria promover maior equidade na alocação de recursos e no acesso da população às ações e serviços de saúde em todos os níveis de atenção, dentro de um processo de regionalização como estratégia de hierarquização dos serviços de saúde e de busca de maior equidade.

– Em Mossoró, por exemplo, a gente vê a Prefeitura Municipal de Mossoró suplementando o custo e pagando por atendimento a milhares de pessoas vindas de outros municípios, sem pactuação. A Justiça Federal deveria determinar que a União arcasse com seus compromissos. Desse jeito quebra tudo e não há como se prestar serviço a contento para a população – opina.

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sábado - 10/11/2018 - 18:49h
Mossoró

Prefeitura e Interventoria da Apamim têm guerra de ‘notas’

Prefeitura quer auditoria em contas de entidade, que reage garantindo que serviços são auditados

O duelo entre a gestão da prefeita Rosalba Ciarlini (PP) e a interventoria da Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), onde se abriga o Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC) em Mossoró, parece longe do seu fim. O sábado é de novo tiroteio verbal e guerra de informações e contra-informações entre municipalidade e interventores.

HMAC, na ótica da municipalidade, precisa dar explicações quanto ao uso de muitos milhões (Foto: cedida)

A municipalidade que está sob mais um bloqueio judicial (veja AQUI) para pagar cooperativas médicas que atuam na instituição, agora sai da defesa para o ataque, cobrando uma auditoria na Apamim. Veja abaixo:

Nota da PMM

Sob intervenção judicial há mais de 4 anos, a Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e Infância de Mossoró (APAMIM) teve custo anual só em 2018 de R$ 7.975.041,58 (sete milhões, novecentos e setenta e cinco mil, quarenta e um reais e cinquenta e oito centavos).

Calculando o valor cobrado pela associação nos últimos três anos, o valor supera R$ 27 milhões de reais para pagamento de despesas médicas e hospitalares. A questão é que os repasses SUS de 2016, 2017 e 2018 são de pouco mais de R$ 16 milhões, gerando um déficit de cerca de R$ 11 milhões por ano.

A Procuradoria Geral do Município solicitou uma auditoria dos valores pagos em plantões e às cooperativas médicas. No entanto, a solicitação ainda não foi deferida pelo juiz. O objetivo é entender com clareza para onde estão sendo direcionados especificamente os investimentos repassados à APAMIM.

Gráfico tem exposição de números apresentados pela gestão Rosalba Ciarlini

Em um levantamento mensal deste ano, o valor cobrado pela associação é de R$ 996.880,20 (novecentos e noventa e seis mil, oitocentos e oitenta reais e vinte centavos), sendo que o SUS paga o equivalente a R$ 457.448,78 (quatrocentos e cinquenta e sete mil, quatrocentos e quarenta e oito reais e setenta e oito centavos).

Outra questão fundamental é o número de pacientes atendido de outras cidades da região. “O atendimento dos municípios circunvizinhos ultrapassa 56%. A pactuação existe, mas o repasse não está sendo feito. Com isso, a Prefeitura assume um custo alto sem qualquer colaboração para pagar essa conta”, informa Karina Ferreira, procuradora geral do Município.

Mesmo com receitas insuficientes para arcar com o alto investimento, a Prefeitura tem buscado honrar os pagamentos para evitar a interrupção no atendimento à população.

A Apamim/HMAC diz que recursos repassados são por serviços auditados

A Junta de Intervenção Judicial na Associação de Proteção a Maternidade e Infância de Mossoró (APAMIM), a bem da verdade, emite nota de esclarecimento neste sábado, 10, a respeito da notícia enviada à imprensa pela Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Mossoró com dados distorcidos e apresentados fora do contexto real dos fatos.

Segue.

Primeiramente cabe destacar que o Hospital Maternidade Almeida Castro, da APAMIM, é referência para saúde materna, neonatal e infantil a três regiões do Rio Grande do Norte/RN. Os valores repassados pela Prefeitura de Mossoró a APAMIM, que vem do Sistema Único de Saúde (SUS), são auditados e devidamente autorizados mensalmente pelo gestor municipal.

Com relação aos valores pagos pela Prefeitura de Mossoró, referentes aos atendimentos feitos a pacientes de outras regiões, cabe lembrar que o gestor mossoroense pode utilizar de instrumento de pactuação para chamar os municípios de origem destes pacientes para que estes repassem a Prefeitura Mossoró os valores devidos por estes serviços, especialmente, levando em consideração o aumento do envio de pacientes destas regiões para Mossoró.

Números de atendimentos no HMAC impressionam e mostram dimensão de seus serviços (Foto: cedida)

O aumento no envio de parturientes para Mossoró, especificamente, à Maternidade Almeida Castro, deve-se ao fato da mesma ser a única da região Oeste do RN com estrutura adequada, profissionais capacitados e na quantidade necessária para realizar partos de alto risco, com suporte de apoio bem estruturado de 17 leitos de Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), 13 leitos de Cuidado Intermediário Neonatal Convencional (UCINCo) e 18 leitos de Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Canguru (UCINCa), além de vários outros serviços complementares.

Com 8 leitos de Unidade de Terapia Intensiva Adulto, o Hospital Maternidade Almeida Castro é também, referência materno infantil. Com esta estrutura, o Hospital Maternidade Almeida realizou, nos primeiros seis meses de 2018, uma média de 18,5 partos ao dia, sendo que 49% destes partos são do município de Mossoró e os demais de outros municípios. Média de 25% destes partos são prematuros (15%) e/ou baixo peso (10%), o que revela centenas de vidas salvas ao ano em função da estrutura montada pela a intervenção judicial, seguindo precisamente o que determinou o decreto Judicial de intervenção de setembro de 2014.

Dessa forma, vale salientar que a maternidade sobrevive dos recursos SUS, conforme foi preconizado pelo juízo interventor nas decisões iniciais (em setembro de 2014) e nas decisões subsequentes (em setembro de 2016 e março de 2017), tendo o município de Mossoró e o Governo do estado do Rio Grande do Norte, sido representado nestas audiências através de seus gestores devidamente acompanhados com assessores jurídicos.

Leia outras matérias que mostram esse confronto

Leia também: Prefeitura tenta explicar falta de pagamentos e é desmentida;

Leia tambémJustiça volta a bloquear contas para pagamento de médicos;

Leia tambémJuiz pode tomar decisão excepcional para pagamento de médicos.

Leia tambémPediatras estão sem pagamento há quatro meses.

Importante relembrar ainda que o pagamento das cooperativas pela Prefeitura de Mossoró está previsto na decisão judicial de intervenção. Observando, principalmente, que esta obrigação da Prefeitura de Mossoró já existia de muito antes do decreto de intervenção judicial na APAMIM, em 2014. Com relação às cinco cooperativas médicas contratadas pelo Estado, estas foram inseridas no contexto da Maternidade Almeida Castro, em 2016, em audiência judicial, após o fim das atividades do Hospital da Mulher.

Quanto aos valores corretos repassados pela Prefeitura de Mossoró a APAMIM, os quais os interventores administram para pagar dívidas milionárias adquiridas antes da intervenção judicial em 2014 junto a bancos, fornecedores e servidores, bem como manter a estrutura funcionando com 180 leitos, e, ainda, investir na recuperação da estrutura física e compra de novos equipamentos, nesta segunda-feira, dia 12 de novembro, será emitido, no horário da tarde, uma nota detalhando a origem real destes recursos e o destino.

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sexta-feira - 09/11/2018 - 18:36h
No rumo incerto

Prefeitura tenta explicar falta de pagamentos e é desmentida

Apesar dos bloqueios contínuos (15 em 2017 e 8 em 2018), a Prefeitura de Mossoró segue com débitos

A Prefeitura Municipal de Mossoró, gestão Rosalba Ciarlini (PP), emitiu Nota sobre bloqueio de contas e atraso no pagamento a cooperativas médicas, através do Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC). Mas a própria Junta de Intervenção do HMAC reagiu de pronto, desmentindo-a ponto a ponto.

Rosalba teve todas as informações desmentidas por Larizza (Fotos: Web)

Veja abaixo as duas notas divulgadas entre final da tarde início da noite de hoje (sexta-feira, 09):

Nota da PMM

A Prefeitura de Mossoró informa que está providenciando os repasses às cooperativas prestadoras de serviço da Associação de Assistência e Proteção a Maternidade e a Infância de Mossoró (APAMIM).

Em 2018, o Município já pagou o montante de R$ 2 milhões.

O Município ressalta que os repasses SUS, encaminhados pelo Governo Federal em favor da unidade, estão regularizados.

A produção do mês de setembro foi enviada pelo hospital na última segunda-feira (05) à Secretaria de Saúde e segue todos os trâmites legais para liberação financeira.

É importante ressaltar que o valor pago pela Prefeitura é superior a tabela SUS. Mesmo com as dificuldades financeiras, a Prefeitura vem se esforçando desde o início desta gestão para honrar o pagamento de todos os contratos firmados.

Nota de Esclarecimento (Junta Interventora do HMAC)

A Junta de Intervenção Judicial que administra a Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM) esclarece:

Em 2018, não houve nenhum pagamento da Prefeitura de Mossoró às cooperativas médicas que prestam serviços ao Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC) por via administrativa. Todos os valores devidos pelos serviços prestados foram pagos mediantes bloqueios judiciais, diferente do que informa a Nota divulgada pela Assessoria da Prefeitura de Mossoró-RN.

Ao contrário do que informa a Nota da Prefeitura, os valores fixos enviados pelo SUS para o Hospital Maternidade Almeida Castro, em outubro, ainda não foram repassados, assim como não foram repassados os recursos referentes à produção de setembro de 2018.

Também não é verdade que a Prefeitura de Mossoró está repassando valores superiores a Tabela SUS (Sistema Único de Saúde) à Maternidade Almeida Castro.

“Tudo é preconizado pela tabela SUS”, ressalta a coordenadora da intervenção Larizza Queiroz.

Apesar dos bloqueios contínuos (15 em 2017 e 8 em 2018), a Prefeitura de Mossoró negligencia até o acordo com as cooperativas firmado no inicio de 2017 na Justiça Federal.

Neste caso, a Prefeitura parcelou em 15 meses o valor devido e não está pagando. Mesmo diante do fato da Prefeitura de Mossoró não efetuar o pagamento via administrativa, os médicos não paralisaram os serviços nas unidades de UTI Neonatal, Acolhimento, Alojamento Conjunto e Centro de Obstetrícia do Hospital Maternidade Almeida Castro, por acreditarem no compromisso firmado com a Justiça Federal de Mossoró-RN.

Leia também: Justiça volta a bloquear contas para pagamento de médicos;

Leia tambémJuiz pode tomar decisão excepcional para pagamento de médicos.

Leia tambémPediatras estão sem pagamento há quatro meses.

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quinta-feira - 22/02/2018 - 14:10h
O outro lado

Defesa do vereador Alex Moacir se pronuncia sobre matéria

Em relação a matéria intitulada ‘TRF-5 julga hoje vereador e comerciante devido caso Apamim‘, o advogado Marcos Lanuce (que defende os interesses do vereador Alex Moacir, tem os seguintes esclarecimentos:

O vereador foi condenado em primeiro grau de jurisdição, por improbidade administrativa, no processo 1937, tendo o Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região, no final do ano de 2016, reformada a referida decisão, no sentido de absolver Alex Moacir.

Da mesma forma, houve condenação no processo 944, porém, de idêntica forma, o Vereador foi absolvido pelo TRF, desta feita o acórdão foi publicado em outubro de 2017.

O julgamento ocorrido no dia de hoje (quinta-feira, 22), é referente aos embargos de declaração, propostos em face do acórdão aqui referido, sem nenhuma menção ao vereador Alex Moacir.

Repisando: em ambos os processos o vereador foi absolvido das condenações que lhes foram imputadas, pelo magistrado de primeiro grau.

A defesa do vereador, tinha plena consciência que não se poderia perdurar as decisões condenatórias, considerando que não houve nenhum ato ilícito praticado por Alex Moacir, quando de sua estada na prestação de serviços, junto a Fundação Vingt Rosado.

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quinta-feira - 22/02/2018 - 08:50h
Em Recife

TRF5 julga hoje vereador e comerciante devido caso Apamim

Alex Moacir e Francisco Andrade Filho são os principais implicados, já condenados em primeiro grau

A Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) tem em pauta para as 9 horas de hoje (quinta-feira, 22), em sua sede em Recife-PE), processo sob o número RN – 2008.84.01.000944-0. Nele, há sentença – com recurso – prolatada pelo juiz da 8ª Vara da Justiça Federal (Mossoró), Orlan Donato Rocha.

Os principais implicados (condenados em primeiro grau) são o vereador Alex Moacir (MDB) e o comerciante e ex-genro da vereadora e ex-deputada federal Sandra Rosado (PSB) Francisco de Andrade Silva Filho. O primeiro pode até perder o mandato, como uma das sanções; o segundo, se não reverter condenação vai ressarcir União em quase R$ 800 mil reais.

Andrade (comerciante) e o vereador Alex Moacir são nomes implicados no julgamento que deve ocorrer hoje (Foto: arquivo)

O ex-deputado federal Laíre Rosado Filho (PSB) teve extinção de processo quanto ao seu envolvimento, “em face do reconhecimento da prescrição” (a Justiça perdeu tempo para eventual punição do réu). Em vários outros processos ocorreram a mesma situação favorável ao ex-parlamentar mossoroense, marido da vereadora Sandra Rosado.

Apamim

Eles estão envolvidos – segundo os autos processuais – em desvio de recursos públicos federais, atrelados à Associação de Assistência e Proteção à Maternidade de Mossoró (APAMIM). A instituição filantrópica está em intervenção federal desde setembro de 2014.

O relator do processo no TRF5 é o desembargador Roberto Machado.

Alex Moacir foi condenado à “perda do valor acrescido ilicitamente ao patrimônio, no montante de R$ 202,21 (duzentos e dois reais e vinte e um centavos), que deverá ser integralmente ressarcido; suspensão dos direitos políticos por 8 (oito) anos; proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, também pelo prazo de 5 (cinco) anos”.

Francisco Andrade teve condenação “à perda do valor acrescido ilicitamente ao patrimônio, no montante de R$ R$ 50.499,83 (cinquenta mil, quatrocentos e noventa e nove reais e oitenta e três centavos), que deverá ser integralmente ressarcido; ressarcimento integral do valor de R$ 734.625,60 (setecentos e trinta e quatro mil, seiscentos e vinte e cinco reais e sessenta centavos), relativos à perda patrimonial decorrente da conduta ímproba do réu; suspensão dos direitos políticos por 10 (dez) anos; pagamento de multa civil de duas vezes o valor encontrado após a soma do enriquecimento ilícito com a perda patrimonial; proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, também pelo prazo de 10 (dez) anos.

O juiz Orlan Dantas Donato prolatou a sentença no dia 15 de outubro de 2014. Cinco réus foram absolvidos e outros seis foram condenados.

Leia também: Processo sobre condenação de Sandra Rosado não é julgado.

Defesa de Alex Moacir se pronuncia

P.S – 13h50 – Em relação a matéria intitulada ‘TRF-5 julga hoje vereador e comerciante devido caso Apamim‘, o advogado Marcos Lanuce (que defende os interesses do vereador Alex Moacir), tem os seguintes esclarecimentos:

O vereador foi condenado em primeiro grau de jurisdição, por improbidade administrativa, no processo 1937, tendo o TRF, no final do ano de 2016, reformada a referida decisão, no sentido de absolver Alex Moacir.

Da mesma forma, houve condenação no processo 944, porém, de idêntica forma, o Vereador foi absolvido pelo TRF, desta feita o acórdão foi publicado em outubro de 2017.

O julgamento ocorrido no dia de hj, é referente aos embargos de declaração, propostos em face do acórdão aqui referido, sem nenhuma menção ao vereador Alex Moacir.

Repisando, em ambos os processos o vereador foi absolvido das condenações que lhes foram imputadas, pelo magistrado de primeiro grau.

A defesa do vereador, tinha plena consciência que não se poderia perdurar as decisões condenatórias, considerando que não houve nenhum ato ilícito praticado por Alex Moacir, quando de sua estada na prestação de serviços, junto a Fundação Vingt Rosado.

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terça-feira - 17/10/2017 - 09:20h
Saúde e propaganda

Após ‘alerta’ do Blog, prefeitura assina contrato para cirurgias

Após postagem do Blog Carlos Santos às 7h32 dessa segunda-feira (16), assegurando que não começariam as cirurgias eletivas em Mossoró, conforme noticiado pela gestão Rosalba Ciarlini (PP) no último dia 11, o governo municipal se apressou em agir. Convocou representantes de hospitais e clínicas que farão os procedimentos, para finalmente assinarem contratos à tarde de ontem.

Até então, existia apenas um “protocolo de intenções”, o que não dava qualquer garantia legal para a contratação dos serviços. A propaganda oficial, apesar disso, imprimia outra dimensão aos acontecimentos, longe da realidade.

Contrato só foi assinado à tarde de ontem, após Blog alertar que notícia da PMM era inverídica e não havia contrato algum

O secretário da Saúde do município, enfermeiro Benjamin Bento, assinou no início da tarde os contratos com o Hospital Wilson Rosado (HWR), Casa de Saúde Santa Luzia (CSSL), pertencente à Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer (LMECC); Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), ligado à Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), Clínica de Olhos Dr. Vasconcelos Neto, Clínica de Otorrinolaringologia de Mossoró e Hospital Geral de Oftalmologia.

Sem data para começar

Segundo o secretário, “a meta é que no máximo em três meses o município consiga reduzir significativamente a fila das cirurgias”, destacou Benjamin, que frisou também a necessidade do paciente passar por uma triagem.

“É preciso que o paciente passe pela triagem para que a cirurgia seja realizada. A expectativa é de que sejam realizadas 400 cirurgias ao mês”, disse.

Mas não informou quando, de verdade, efetivamente, na prática, materialmente, começarão as cirurgias. Ontem, não começou – como chegou a anunciar com alarde. Nem será hoje ou amanhã. Eis a questão.

Leia também: Prefeitura vai dizer por que não começou cirurgias eletivas AQUI;

Leia também: Prefeitura anuncia para hoje um serviço que não realizará AQUI.

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segunda-feira - 16/10/2017 - 06:40h
Saúde

Hospital Almeida Castro explica fluxo de recursos públicos

Bom dia, Carlos Santos.

Alguns esclarecimentos sobre recursos recebidos pela  APAMIM para administrar o Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), em face da publicação do artigo “Maternidade Municipal – um caminho a ser trilhado“, assinado pelo articulista Gutemberg Dias nesse domingo (16), no Blog Carlos Santos.

O governo do Estado paga R$ 900 mil a cinco cooperativas médicas, que prestavam serviços no Hospital da Mulher e o Governo do Estado as colocou à disposição do Hospital Maternidade Almeida Castro para atender alta complexidade, que é responsabilidade do Estado.

Em 25 de janeiro deste ano visitei por quase três horas o HMAC, uma outra realidade animadora que não pode parar

A Prefeitura de Mossoró paga, em média, R$ 750 mil as cooperativas médicas para completar a escola da Maternidade. Isto foi uma decisão judicial condenando a Prefeitura a fazer este pagamento, pois a Prefeitura é o ente responsável por média e baixa complexidade.

Como já transitou em julgado, não pode ser diferente.

Além deste valor, a Prefeitura paga salários de servidores cedidos a maternidade (ASG, bioquímico, técnico de laboratório, escala de Ultrasonografia). O valor pago pela prefeitura a estes servidores é de aproximadamente R$ 100 mil/mês.

Como a Intervenção está concluindo a estruturação de destes serviços, não vai mais precisar destes servidores. Já estão sendo devolvidos a Prefeitura de Mossoró. Até o final do ano, todos serão substituídos por servidores próprios da maternidade.

O Ministério da Saúde repassa para a Maternidade Almeida Castro o valor de R$ 1,8 milhão, referente aos serviços prestados, incentivos do Programa Rede Cegonha, Contratualização e Incentivos de Leitos instalados para dá mais conforto aos bebês e as mães.

Obs: os valores que a gestão municipal está retendo ilegalmente chegam a R$ 1,8 milhão.

Nota do Blog Carlos Santos – Estive por quase três horas no dia 25 de janeiro deste ano no HMAC. Uma outra realidade, um novo patamar em termos de estrutura, relação gestores-servidores, qualidade em favor de mães, bebês e outras pessoas que recebem atendimento.

Torço para que Ministério Público Federal (MPF) e Ministério Público do RN (MPRN), Justiça Federal do RN (JFRN), Justiça do Trabalho e Justiça do RN possam continuar dando respostas à sociedade em favor desse equipamento indispensável à saúde local e regional.

Espero, também, que a politicalha não vença mais uma vez o interesse público nem asfixie as necessidades de quem realmente precisa de algo tão relevante.

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domingo - 15/10/2017 - 07:50h

Maternidade Municipal – um caminho a ser trilhado

Por Gutemberg Dias

Já escrevi nesse espaço sobre a saúde municipal de Mossoró. Como venho acompanhando mais uma novela em relação aos repasses do município para manter o Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC) da Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), cabe nova abordagem em outro viés.

Enquanto ocupei a Secretaria de Planejamento muncipal defendi que a gestão à época deveria estruturar um projeto para investimento numa maternidade municipal como tantos outros municípios tem feito no Brasil. Essa tese não vingou no âmbito da administração e o município continuou com os compromissos financeiros com a Apamim.

Você pode me perguntar por que defendo a criação de uma maternidade municipal se já existe o Hospital Maternidade Almeida Castro? A resposta é bem simples. Esse equipamento de saúde não é da prefeitura e acredito que seria possível gerir a maternidade municipal com maior eficiência e custos mais baixos quando comparado com os que a prefeitura assume na atualidade com a Apamim.

Fazendo uma rápida leitura no Portal da Transparência observa-se que em 2016, a Prefeitura Municipal de Mossoró teve uma despesa com a Apamim na ordem de R$ 14.827.000,06, tendo ficado em restos a pagar desse montante R$ 1.760.446,06. Esse ano, até o mês de outubro, já consta no portal despesas na ordem de R$ 13.273.794,71.

Ressalta-se que o desembolso com essa instituição equivale a quase 10% do orçamento de toda a saúde do munícipio num único exercício orçamentário.

Não quero aqui dizer que a Apamim recebe muito ou pouco para prestar o serviço à Prefeitura de Mossoró. Mas, os números mostram que é possível a municipalidade pensar num projeto de uma maternidade própria que tenha foco no atendimento das mulheres que moram na cidade de Mossoró.

Acredito que parte das despesas que a prefeitura tem com a Apamim deriva da pactuação de serviços com outros municípios que, por vezes, terminam por não cumprir os acordos estabelecidos quanto ao número de atendimentos, ou seja, os municípios contratam menos que a demanda deles. Dessa forma, sobra para a saúde de Mossoró pagar o grosso da conta.

Destaco que além desses repasses ainda existem outras despesas que o município assume com a contratação de cooperativas médicas para que os serviços médicos de pediatria, obstetrícia entre outros sejam mantidos nessa instituição.

Vale ressaltar que ainda existem as decisões judiciais que obrigam a municipalidade a assumir dívidas da instituição que pela lógica a prefeitura não teria nenhuma obrigação de quitá-las.

Sendo assim, falo sem medo de errar e com a consciência muito tranquila que a melhor saída para o município de Mossoró era investir num serviço próprio de maternidade.

Tenho a certeza que a gestão municipal teria menos problemas e maior controle sobre as despesas e investimentos que se façam necessário para deixar o serviço de maternidade com um alto padrão de qualidade.

A gestão poderia negociar com o governo do estado uma parceria quanto à ocupação de alguma estrutura hospitalar que esteja paralisada, dessa forma diminuindo os custos iniciais de investimento.

Essa é minha visão quanto a esse serviço que é de extrema importância ao município e, também, a região. Mas, que nas condições de temperatura e pressão atuais, o município de Mossoró já não tem o aporte financeiro para suportar a manutenção da Apamim como é hoje.

Porém é importante assinalar, que no atual contexto, sob intervenção pelo menos até o ano de 2021, a Apamim/HMAC passa por um visível e indubitável avanço, quadro bem diferente em relação à gestão anterior, que a sucateou e a levou à bancarrota.

Gutemberg Dias é graduado em geografia, empresário e ex-secretário de planejamento de Mossoró.

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Categoria(s): Artigo
quarta-feira - 11/10/2017 - 11:25h
Mossoró

Juiz vê má-fé e determina bloqueio de contas de prefeitura

Do Blog Saulo Vale

A 8ª Vara Federal do RN com sede em Mossoró determinou o bloqueio imediato de R$ 3.419.046,92 nas contas da Prefeitura Municipal de Mossoró. Deste montante, 1.601.309,74 será para pagamento de cooperativa médica e 1.817.737,18 será repassado para a Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), da qual faz parte o Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC).

Juiz Lauro Henrique Lobo Bandeira viu recursos federais indevidamente não repassados por prefeitura (Foto: arquivo)

A decisão, em desfavor da Prefeitura, se refere aos atrasos nos repasses SUS à Apamim (leia-se Hospital Maternidade Almeida Castro). De acordo com informações divulgadas pela unidade hospitalar e pelo sindicato dos servidores, a Prefeitura teria retido valores SUS referentes ao mês de setembro.

Dinheiro do SUS retido indevidamente

Já a dívida com a cooperativa médica Neoclínica, que atua no Hospital Maternidade Almeida Castro, chegava há três meses de atraso, sob ameaça de paralisação dos profissionais médicos.

Na decisão, o juiz federal Lauro Henrique Lobo Bandeira afirma que “Com efeito, não se pode admitir a frustração do acesso ao direito à saúde e ao respectivo tratamento adequado, causada para ilítica omissão do Poder Público Municipal de Mossoró, o que gera situação socialmente intolerável, juridicamente inadmissível e efetivamente inaceitável, sobretudo quando já verificado o efetivo repasse financeiro realizado pelo Ministério da Saúde em favor do Município, o qual funciona apenas como ‘meio’ dessa relação”.

Nota do Blog Carlos Santos – Parabéns ao magistrado. Medida exemplar e imprescindível.

Esse caso está com características que vão além do lengalenga financeiro. Há indícios de viés politiqueiro, para fragilizar e inviabilizar a gestão saneadora da interventoria do HMAC.

A PMM recebe repasse federal, mas não o repassa, como o próprio magistrado atesta em seu despacho. Má-fé, má-fé, má-fé. Ponto.

O braço da saúde sempre foi usado como fábrica de votos  em Mossoró.  Isso tem que ter um fim, para o próprio bem do cidadão comum, em especial aquele que mais precisa da saúde pública.

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terça-feira - 13/06/2017 - 22:24h
Mossoró

Município quer indicar nomes à Junta Interventora do HMAC

O Secretário Municipal de Saúde, Benjamin Bento, participou de audiência de cooperação na 8ª Vara Federal da Justiça Federal, na manhã desta terça-feira, 13, em Mossoró. Segundo ele, para estreitar o diálogo entre os órgãos envolvidos no processo relacionado à intervenção judicial do Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC)/Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM).

Audiência aconteceu hoje e reuniu setores ligados à Saúde, sob presidência do juiz Orlan Donato (Foto: cedida)

O município solicitou a indicação de dois nomes da atual gestão para compor à junta interventora do HMAC/Apamim. Os nomes propostos foram das assistentes sociais Josedete Soares de Queiroz Teixeira e Joaniza de Freitas Vales. As possíveis indicações serão analisadas pela Justiça Federal, que poderá deferir ou não o pedido.

Quadro de pessoal

O encontro, mediado pelo juiz federal Orlan Donato Rocha, contou com a presença de representantes do município, da junta interventora do Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC)/Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), das cooperativas médicas e do Sindicato dos profissionais de hospitais particulares, além do Secretário do Estado de Saúde Pública, George Antunes, através de videoconferência.

Na ocasião, o município solicitou informações sobre o quadro de pessoal do Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC)/Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM).  “O município investe R$ 200 mil por mês para pagar servidores na Apamim, mas não temos o controle sobre as escalas e plantões”, revelou o secretário Benjamin Bento.

Nota do Blog – Depois traremos mais informações sobre esse importante assunto.

Com informações da Prefeitura Municipal de Mossoró.

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terça-feira - 16/05/2017 - 18:00h
Hoje

Sandra Rosado garante em plenário que provará inocência

Em discurso na Câmara Municipal de Mossoró, nesta terça-feira, a vereadora Sandra Rosado (PSB) reafirmou não ter praticado irregularidades a ela atribuídas em recente decisão da 8ª Vara Federal de Mossoró (veja AQUI), a respeito de utilização de recursos públicos pela Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM).

Ex-deputada federal lembrou nome do seu pai, o deputado federal Vingt Rosado, já falecido (Foto: Edilberto Braga)

“Provarei minha inocência na instância superior, porque é uma decisão judicial sem provas e fora da realidade, fundada no interesse político de chancelar a malfadada intervenção na Apamim e que, para tanto, necessita de um bode expiatório”, disse, em pronunciamento na tribuna do plenário.

Equívoco

A vereadora esclareceu não ter apresentado a emenda parlamentar, a qual baseia a decisão judicial. “A emenda a que se refere o juiz teria sido liberada em convênio celebrado aos 31 de dezembro de 2003. Eis aí o maior erro da decisão de primeiro grau, pelo simples fato de que a iniciativa jamais poderia ser atribuída a mim, que cheguei à Câmara dos Deputados em fevereiro daquele ano”, explica.

Disse que quem entende o mínimo do funcionamento de uma casa legislativa sabe que senadores, deputados federais, deputados estaduais e vereadores só podem propor emendas para o exercício orçamentário do ano seguinte.

Acrescentou que não trabalhou na Apamim, nunca interferiu na administração nem tirou benefício econômico da entidade. “Nunca agi em relação à Apamim, a não ser em seu auxílio, quando pediram, por compreender a magnitude do papel social da maternidade onde nasceram os meus quatro filhos”, frisou.

Integridade

Sandra lembrou que nos 12 anos que exerceu o mandato de deputada federal, apresentei dezenas de emendas ao Orçamento Geral da União, que, levando-se em consideração a cota anual de R$ 15 milhões reservada ao parlamentar, alcançaram cerca de R$ 180 milhões, para municípios de todas as regiões do Estado.

“Se pretendia me beneficiar de emendas, por que apenas uma para a Apamim entre dezenas? Por que somente R$ 719 mil no universo de R$ 180 milhões? Por que eu, filha de Vingt Rosado, sujaria minhas mãos e desonraria a memória de meu pai por R$ 3 mil, se nem milhões me desviariam do bom caminho?”, referindo-de ao valor pelo qual foi condenada.

Lembrou ter trabalhado no Congresso Nacional entre 2003 e 2014 e, mesmo diante da enxurrada de delações premiadas, verdadeiras e falsas, o nome dela jamais foi associado a escândalos de corrupção.

“Trago as mãos limpas e asseguro: jamais recebi sequer propostas indecentes, porque todos me conhecem e ninguém teria a petulância de me oferecer vantagem indevida. Embora a injustiça seja uma arma dolorosa, tranquilizam-me a consciência de minha inocência e a certeza de que o erro será reparado na instância superior. Com fé em Deus e convicta de que a Justiça prevalecerá”, concluiu o pronunciamento.

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segunda-feira - 15/05/2017 - 22:54h
Justiça Federal

Ação Penal coloca Sandra, Laíre e Larissa em novo julgamento

Costura política nas eleições municipais 2016 ajuda grupo a empurrar sentença para Tribunal Federal

Do Mossoró Hoje e Blog Carlos Santos

O núcleo político comandado pela ex-deputada federal e atual vereadora Sandra Rosado (PSB) tem mais e mais problemas em fila na Justiça Federal. Eles alcançam também seu marido e ex-deputado federal Laíre Rosado (PSB), bem como a deputada estadual Larissa Rosado (PSB), filha de ambos.

A Ação Penal sob número 0000862-84.2015.4.05.8401, protocolada em novembro de 2015 pelo Ministério Público Federal (MPF/RN), com assinatura do procurador Emanuel de Melo Ferreira, trata de suposto desvio de R$ 3.429.779,00 no período 2004/2005. Seriam recursos federais destinados à Saúde, através da Fundação Vingt Rosado, comandada pela família de Sandra, Laíre e Larissa.

Laíre, Sandra Rosado e Larissa Rosado são denunciados duramente pelo MPF em ação penal (Foto: arquivo)

Nesse rol, ainda aparecem 12 outros envolvidos (veja lista em boxe dentro desta postagem).

A demanda judicial desembarca no Tribunal Regional Federal da 5ª Região, com sede em Recife (PE), devido à presença da deputada “Larissa Daniela da Escóssia Rosado” como ré. Ela tem foro privilegiado, por ser deputada estadual.

O processo, que já estava concluso para sentença, seria julgado na 8ª Vara da Justiça Federal de Mossoró. Não ocorreu devido a essa situação política-jurídica excepcional obtida por Larissa em janeiro deste ano, como resultado de minuciosa articulação política desencadeada pelo ex-deputado federal Henrique Alves (PMDB) no ano passado. A costura envolveu também o grupo rosalbista (veja AQUI), e ligou as eleições municipais de Natal com as de Mossoró em 2016.

Henrique – que quer retornar à Câmara Federal  em 2018 – aboletou o então deputado estadual Álvaro Dias  (PMDB) como vice-prefeito do Natal, Carlos Eduardo (PDT), para que a suplente Larissa Rosado virasse titular. Assim, o mandato dela teria também tem essa serventia, como chicana no labirinto judicial.

Todo esse anteparo político não é suficiente, assim mesmo, para aplacar o cerco do MPF/RN ao grupo Rosado. O que a ação penal em foco descreve, no labirinto dos recursos federais milionários que teriam evaporado a caminho de Mossoró, é desconsertante.

Gestores e dirigentes corruptos

“Como uma instituição que sempre recebeu milhões e milhões de reais para investimento nos vários serviços de saúde para cuja prestação foi criada, quase fechou as suas portas por incontestável inoperância? Simples. As mulheres e recém-nascidos de Mossoró/RN tiveram o azar de depender de uma entidade de saúde constituída por gestores e dirigentes corruptos que não tiveram o menor pudor em retirar os recursos do cuidado com a saúde dos seus pacientes para aplicá-los em finalidades completamente escusas”, vocifera o procurador da República Emanuel de Melo Pereira, de Mossoró, no texto que denuncia pai, mãe, filha e mais 12 envolvidos.

O procurador da República Emanuel de Melo Ferreira destaca que para a “eficiência desta espécie de desvio de dinheiro público eram necessárias as atividades de quatro tipos de agentes, devidamente delineados.

Henrique: costura (Foto: Marcelo Camargo)

“Deputado autor da emenda; entidade pública e respectivo gestor destinatário dos recursos provenientes das emendas parlamentares; empresas privadas e sócios pré-definidos, indicados mediante o auxílio dos agentes intermediadores, que executariam o objeto do convênio, com pagamento de propina ao parlamentar; integrantes de comissão de licitação que fabricariam os certames públicos para ofertar ares de legalidade à trama improba,” descreveu Emanuel de Melo Ferreira.

No caso em questão, a então deputada federal Sandra Rosado, no ano 2004, destinou recursos (quase R$ 3 milhões em emendas) para a Fundação Vingt Rosado, que na época era administrada por Francisco de Andrade Silva Filho.

Ele era marido de sua filha Larissa Daniela da Escóssia Rosado, então deputada estadual.

Os réus na Ação Penal 0000862-84.2015.4.05.8401

Laíre Rosado Filho;
Sandra Maria da Escóssia Rosado;
Larissa Daniela da Escóssia Rosado;
Francisco de Andrade Silva Filho;
Damião Cavalcante Maia;
Claudio Montenegro Coelho de Albuquerque;
Francisco Wilton Cavalcante Monteiro;
Francisco Wallacy Monteiro Cavalcante;
Maria Alves de Sousa Cavalcante;
Maria Goreti Melo Freitas Martins;
Maria Melo Forte Cavalcante;
Manuel Alves do Nascimento Filho;
Suane Costa Brusamerello;
Anderson Luis Brusamarello;
José do Patrocínio Bezerra

Como a Fundação Vingt Rosado não é hospital, simulava-se compra de material e equipamentos para a Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), controlada pelo então marido de Sandra Rosado, o ex-deputado federal e médico Laíre Rosado Filho. Segundo relata o MPF na denúncia acatada pela Justiça Federal, cada centavo enviado pelo Governo Federal para a saúde de Mossoró era desviado.

“A fraude cometida pelos investigados não se propunha a frustrar o caráter competitivo das licitações, que, repita-se, sequer chegaram a ocorrer. A manipulação da documentação foi posterior ao repasse dos recursos entre os integrantes da associação criminosa e teve o objetivo de burlar a prestação de contas, dificultando a identificação das operações ilícitas”, explicou o MFP em sua denúncia.

O procurador federal Emanuel de Melo Ferreira foi enfático, claro e direto em afirmar que a família Rosado está praticando este tipo crime gravíssimo contra a população de Mossoró há muitos anos usando a Apamim, que está sob intervenção federal desde setembro de 2014.

“Neste ponto, cumpre destacar que a utilização da Apamim por Laíre Rosado Filho, Sandra Rosado e Larissa Rosado como fachada para a prática de atos ilícitos vem de um longo contexto histórico, em que ele, agindo na condição de superior mandatário da Apamim, capitaneou reiterados desvios de recursos públicos destinados à prestação de serviços de saúde nesta cidade, os quais são notadamente de origem federal (oriundos do Ministério da Saúde, a exemplo dos vários convênios que firmou com o Fundo Nacional de Saúde – FNS)” – apontou o procurador federal.

Veja matéria completa no Mossoró Hoje clicando AQUI;

Veja a denúncia na ÍNTEGRA clicando AQUI.

Veja também: Sandra Rosado tem condenação a 9 anos e dois meses de prisão (AQUI);

Veja também: Vereadora Sandra garante ser inocente (AQUI).

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sexta-feira - 12/05/2017 - 23:36h
Desvio de recursos

Sandra Rosado tem condenação a 9 anos e 2 meses de prisão

Do Mossoró Hoje

A vereadora Sandra Rosado (PSB) foi condenada a 9 anos e 2 meses de prisão por apropriação indevida de recursos repassados pela União à Associação de Assistência e Proteção à Maternidade de Mossoró (APAMIM). A sentença, do juiz federal Orlan Donato Rocha, da 8ª Vara Federal de Mossoró, foi assinada na última quarta-feira, 10, e será publicada neste fim de semana no Diário de Justiça Eletrônico.

Sandra tem condenação (Foto: arquivo)

Na sentença, o magistrado destaca que houve um “conluio para apropriar-se indevidamente de recursos repassados pela União (Convênio nº 1782/2003-FNS – SIAFI nº 495578) para APAMIM – Associação de Assistência e Proteção à Maternidade de Mossoró, no valor de R$ 719.779,00”. Estes recursos foram repassados em cinco parcelas de R$ 143.955,80.

No processo, ficou configurado que a então deputada federal Sandra Rosado, no ano de 2004, agilizou em Brasília a liberação dos recursos junto ao Ministério da Saúde, destinando-os para a APAMIM, em Mossoró, que por sua vez era administrada na época pelo marido dela, Laíre Rosado Filho e o genro, Francisco Andrade Silva Filho.

Confira a situação de cada réu no processo:

RÉU – Sandra Maria da Escóssia Rosado – 9 anos e 2 meses de prisão;

RÉU – Manuel Alves do Nascimento Filho – 9 anos e 2 meses de prisão;

RÉU – Maria Goreti Melo Freitas Martins – 8 anos e 6 meses de prisão;

RÉU – Cláudio Montenegro Coelho de Albuquerque – 7 anos e 4 meses de prisão;

RÉU – Francisco de Andrade Silva Filho – 4 anos de prisão;

RÉU – Maria Melo Forte Cavalcante – Absolvido;

RÉU – Suane Costa Brusamarello – Absolvido;

RÉU – Anderson Luis Brusamarello – Absolvido;

RÉU – José do Patrocinio Bezerra ¬ Absolvido;

RÉU – Samuelson Pinto Dantas Diniz – Absolvido.

“No que diz respeito às condutas de cada investigado, percebe-se que a peça do MPF as descreve minuciosamente, enfatizando que SANDRA MARIA ESCÓSSIA ROSADO, enquanto Deputada Federal, com seu prestígio e poder, realizou emendas ao Orçamento da União com o intuito de direcionar recursos à APAMIM (associação dirigida à época por seu esposo e genro, Laíre Rosado e Francisco Andrade, respectivamente), culminando com o Convênio nº 1782/2003 – FNS e o repasse de R$ 719.779,00 (setecentos e dezenove mil, setecentos e setenta e nove reais)”, assinala a narrativa da sentença.

“Aduz, o parquet (Ministério Público), que o direcionamento para posterior desvio torna-se ainda mais nítido com a participação direta do assessor de Sandra, Sr. MANUEL ALVES DO NASCIMENTO, bem como por parte dos recursos ter parado na conta de SUANE C. BRUSAMARELLO ME (empresa pertencente à esposa de outro assessor de SANDRA ROSADO – ANDERSON LUIS BRUSAMARELLO)”, salienta.

A denúncia do Ministério Público Federal, nesse processo, foi recebida pela Justiça Federal no dia 17 de dezembro de 2015. A partir desse momento, todos os réus apresentaram suas defesas, arrolaram testemunhas e também anexaram provas em suas defesas. Vários advogados atuaram fortemente junte à Justiça Federal em Mossoró, na defesa dos réus, inclusive Sandra e Laire Rosado.

No dia 16 de novembro de 2016, a Justiça Federal de Mossoró procedeu a oitiva de várias testemunhas tanto de defesa como de acusação, como Maria de Fátima Freitas Cruz e José Pereira de Lima, arroladas no processo pelos promotores de justiça.

Já como testemunha de defesa foram arroladas pelos advogados Flávio Humberto Noronha Freitas, Adauto Pereira da Rocha Neto, Kátia Maria de Oliveira França, Paulo Henrique Perna Godeiro, Rubem Antônio Machado Martins, Katiana Maria de Azevedo, Lahyre Rosado Filho (declarante), Evaristo Moreira Freire, Tazia Maria da Costa Alencar Freire, e Raimundo Benjamim Junior. Os seus depoimentos foram gravados em vídeo.

No dia seguinte, foi ouvida a testemunha de defesa Christianne Patrícia Bezerra de Oliveira, além dos réus. Cada um apresentou sua defesa e tiveram todos os direitos respeitados no processo de defesa. Ao final da instrução processual, o Ministério Público Federal atestou:

Apesar dos esforços dos advogados, ficou devidamente comprovado que Sandra Rosado atuou fortemente em Brasília para conseguir a liberação dos recursos que seriam para beneficiar os serviços de saúde prestados pela então Casa de Saúde Dix Sept Rosado, que atualmente é o Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), gerido pela APAMIM.

Àquela época, quem administrava a APAMIM era o marido de Sandra Rosado, o ex-deputado Laíre Rosado. Segundo O Ministério Público Federal, o processo de licitação foi fraudado.

O juiz federal Orlan Donato Rocha, apesar do pedido do Ministério Público Federal, por força de Lei teve que extinguir a pena prevista em lei aos réus Maria Gorete Melo Freitas Martins, Maria Melo Forte Cavalcante e Claudio Montenegro Coelho de Albuquerque, pelos crimes de fraude em licitação.

Em suas considerações, o juiz Orlan Donato deixa claro que “tal desvio foi perpetrado mediante sofisticado esquema que envolveu fraudes em licitações, montagem de prestação de contas e utilização de interpostas pessoas para efetuação de saques e da movimentação do dinheiro público”.

Após desviar os recursos, numa tentativa de escapar das barras da justiça, a acusada Sandra Rosado usou as contas bancárias pessoais dos assessores parlamentares, bem como seus parentes, para movimentar os recursos desviados dos recursos públicos. Envolveu, inclusive os assessores da filha Larissa Rosado, que posteriormente eram retirados e usados para pagar as despezas do casal Rosado.

À sentença cabe recurso em segunda instância. Uma vez que concluído o julgamento deste processo em segunda instância, conforme ficou decidido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), os réus terão que começar a tirar cadeia, especial Sandra Rosado, Manoel Alves e Maria Gorete.

Dezenas de processos

Também na Justiça Federal, existem dezenas de processos também por desvios de recursos federais através da APAMIM por Laire, familiares e amigos. Com relação ao processo que envolve o nome da deputada estadual Larissa Rosado, este foi enviado para ser julgamento no Tribunal de Justiça do RN (TJRN), por ela ter foro privilegiado.

A Apamim está sob intervenção federal desde outubro de 2014, quando chegou a fechar a então Casa de Saúde Dix Sept Rosado. Através de uma junta de Intervenção, a Justiça Federal reabriu o hospital e determinou o retorno do nome antigo: Hospital Maternidade Almeida Castro.

HMAC vive hoje uma outra realidade sob intervenção da Justiça Federal (Foto: Blog Carlos Carlos Santos)

Os interventores, com a fiscalização dos promotores de Justiça Federal, Estadual e do Trabalho, assim como de várias entidades, especialmente o Conselho Estadual de Medicina, estão conseguindo reerguer a estrutura, que atualmente já se encontra com quase 200 leitos.

Com os cuidados da Junta de Intervenção e com os olhares atentos da Justiça, o Hospital Maternidade Almeida Castro se tornou referência em toda região Oeste do Rio Grande do Norte em partos de alto risco, não se negando a receber também mulheres para ter seus bebes da Paraíba e do Ceará.

Outra realidade

Ao todo, são 20 leitos de UTI neonatal, 18 de canguru, 12 de berçário, 8 leitos de UTI adulto, além de uma equipe de profissionais dedicado 24 horas por dia para atender toda a região, fazendo, atualmente, uma média de 550 partos por mês.

Os interventores Ivanise Feitosa, Benedito Viana e Larizza Queiroz (coordenadora da intervenção) estão trabalhando a maior obra da intervenção, que é a reforma e ampliação (dentro das normas do Ministério da Saúde) do Centro Obstétrico da Maternidade Almeida Castro.

Essa obra está prevista à conclusão em setembro deste ano. Os trabalhos de manutenção da estrutura estão sendo custeados com recursos do SUS, com contra-partida da Prefeitura Municipal de Mossoró e também do Governo do Estado, seguindo precisamente determinação judicial.

Do processo de intervenção resultam vários outros processos, inclusive criminais, contra Laíre Rosado, familiares e amigos, por desvios de recursos e outros crimes igualmente graves. Em alguns casos, constam investigações correndo em segredo de Justiça, procedidos pela Polícia Federal.

Veja a seguir: Sandra Rosado se pronuncia.

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sexta-feira - 27/01/2017 - 19:07h
Hoje

Prefeitura de Mossoró libera recursos do sistema SUS

Bento: liberação hoje (Foto: arquivo)

A Secretaria de Saúde de Mossoró confirmou o repasse de R$ 2.485.978,034 para prestadores que complementam o serviço SUS (Sistema Único de Saúde) no Município. Os valores foram creditados nesta sexta (27), informa a Comunicação Social da Prefeitura.

A Associação de Assistência e Proteção à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), que está sob intervenção federal,  recebeu recursos da ordem de R$ 1.061.058,95. O Blog Carlos Santos apontou a retenção desses recursos em postagem no último dia 24 (veja AQUI).

O assunto foi objeto de audiência envolvendo a junta interventora e representantes do município, no âmbito judicial.

Orçamento

Segundo o secretário de Saúde, Benjamin Bento, o recurso entrou no dia 10 deste mês, “mas em virtude do processo de abertura de orçamento, hoje os valores foram creditados e todo o repasse efetuado”.

Os valores foram repassados ainda para Rede Cegonha, hospitais, laboratórios, entre outros.

A Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer (LMECC) não recebeu o repasse porque não apresentou a nota de serviço relativa ao mês anterior.

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domingo - 22/01/2017 - 22:38h
Saúde

Uma visita marcada ao Almeida Castro

Esta semana visitarei o Hospital e Maternidade Almeida Castro (HMAC), que está sob intervenção desde 2014.

Conhecer situação salarial, condições de trabalho, estrutura, investimentos, gestão, relação de apoio (ou não) da Prefeitura Municipal de Mossoró e Governo do Estado, estrutura etc.

O HMAC é parte da estrutura original da Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), que durante décadas foi controlada pelo grupo política da hoje vereadora Sandra Rosado (PSB).

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sexta-feira - 16/12/2016 - 10:50h
Apamim

MPF pede penas maiores para Laíre, Sandra e Larissa Rosado

O Ministério Público Federal (MPF) em Mossoró apresentou alegações finais em ações movidas contra o ex-deputado federal Laíre Rosado Filho (PSB), contra a esposa dele, vereadora eleita Sandra Maria da Escóssia Rosado (PSB), e contra a filha do casal, suplente de deputado estadual Larissa Daniela da Escóssia Rosado (PSB).

Para o MPF, os réus devem ser condenados e ter as penas aumentadas, diante do valor e da natureza dos recursos envolvidos, destinados à saúde pública. Em uma, das duas ações em que as alegações finais foram apresentadas, a pena sugerida pelo MPF a Laíre Rosado é de 12 anos e seis meses, em regime fechado.

Laíre, Sandra e Larissa Rosado fariam parte de um mesmo esquema, diz MPF (Foto: Tribuna do Norte)

O grupo é acusado de desviar recursos do Ministério da Saúde, em convênios celebrados com a Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e Infância de Mossoró (APAMIM), entidade filantrópica e sem fins lucrativos, na época dos fatos, de responsabilidade de Laíre Rosado. O valor do convênio firmado com a Apamim na Ação Penal nº 0000877-53.2015.4.05.8401 é de R$ 719.779,00. Já na Ação Penal nº 0000862-84.2015.4.05.8401 os convênios, que originaram os desvios, somam mais de R$ 1,6 milhão.

Para o MPF, os crimes contribuíram para o sucateamento da Apamim, que hoje funciona sob intervenção judicial.

“As investigações demonstraram que os membros da família atuaram em conjunto com empresários da cidade de Mossoró, objetivando a apropriação/desvios de recursos públicos, mediante a simulação de licitações e contratos para encobrir as operações ilícitas”.

Emendas parlamentares

O esquema de desvio funcionava com o direcionamento de emendas parlamentares pela então deputada federal Sandra Rosado à Apamim. Após, simulava-se uma licitação apara encobrir a escolha direta das empresas integrantes do esquema.

As empresas selecionadas recebiam os recursos do convênio, lastreados em notas fiscais que atestavam a suposta aquisição de medicamentos e insumos não fornecidos efetivamente. Ao fim, um dos representantes da “empresa vencedora” da licitação sacava os valores repassados pela entidade para, em seguida, realizar a partilha dos recursos entre os envolvidos, no próprio banco.

Os envolvidos são acusados dos crimes de fraude à licitação, peculato e lavagem de dinheiro.

“Os recursos que não eram imediatamente repartidos entre os integrantes do esquema criminoso eram branqueados através da utilização da Apamim, sendo também destinados às contas bancárias dos membros da família Rosado, antes passando por assessores parlamentares ou assessores pessoais. O branqueamento de capitais, assim, assumia essas duas formas: 1) ocultação através do depósito na conta de interpostas pessoas (assessores parlamentares e pessoais); 2) utilização das contas da APAMIM para a mesma finalidade”, destaca o procurador da República Emanuel de Melo Ferreira, que assina as alegações finais.

Além de Laíre, Sandra e Larissa Rosado, o MPF pede a condenação de outras oito pessoas envolvidas no esquema. Já em relação a outros quatro réus o MPF pediu a absolvição por não ter ficado comprovado que tinham ciência da ilicitude dos recursos que eram depositados nas contas bancárias deles.

Com informações do MPF.

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sexta-feira - 25/11/2016 - 16:55h
Laíre Rosado

Ex-deputado federal é condenado por aposentadorias indevidas

Uma ação de improbidade do Ministério Público Federal (MPF) em Mossoró (RN) resultou na condenação do ex-deputado federal Laíre Rosado Filho. Ele recebeu salários do Ministério da Saúde, como médico da Apamim em Mossoró, mesmo no período em que foi secretário Estadual de Agricultura, bem como foi administrador e proprietário de empresa quando já exercia cargos públicos, situação ilegal.

Laíre: nova condenação judicial (Web)

A sentença, da qual ainda cabem recursos, determinou a cassação de uma das duas aposentadorias de médico do ex-parlamentar (junto ao Ministério da Saúde), ressarcimento do prejuízo provocado aos cofres públicos (em valores ainda a serem calculados); suspensão dos direitos políticos por oito anos; pagamento de multa equivalente a duas vezes o valor do dano causado; e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, pelo prazo de cinco anos.

Secretário e empresário

A ação do MPF, de autoria do procurador da República Emanuel Ferreira, comprovou que entre maio de 2005 e agosto de 2006 Laíre foi secretário estadual de Agricultura, Pecuária e Pesca. Embora tenha passado a exercer exclusivamente essa função, cuja obrigação de pagamento da remuneração cabia ao Governo do Estado, ele continuou a receber os vencimentos do Ministério da Saúde pelo cargo de médico.

Ao mesmo tempo, os estatutos sociais e alterações contratuais da Pan Médica registram que, desde 1997, Laíre Rosado Filho, “sozinho ou em conjunto”, figurava “na condição não apenas de sócio, mas também de administrador da empresa”. A legislação brasileira não permite que servidores públicos exerçam a gerência ou administração de empresas privadas.

Somado a isso, a Pan Médica prestava serviços à própria Apamim, da qual ele se afastou somente em 2014. “Ou seja, não bastasse já exercer a administração, que por si só é ilegal, ainda o fazia no próprio nosocômio em que exercia cargo de direção/coordenação médica, em patente afronta à probidade administrativa”, enfatiza o juiz federal Orlan Rocha, em sua sentença, complementando: “(…) ele recebia tanto pelo cargo médico junto ao Ministério da Saúde, quanto pelo serviços prestados por ele, através da empresa, à Apamim”.

Acumulação

O magistrado também considerou ilegal a situação do réu em acumular, ao mesmo tempo, duas aposentadorias de médico e uma de deputado federal. Destacando, inclusive, que a lei que regulamentava a aposentadoria parlamentar (9.506/1997) veda expressamente a acumulação desta com “a do regime de previdência social do servidor público, civil ou militar”.

Desde fevereiro de 2003, Laíre Rosado Filho acumulou indevidamente a aposentadoria de médico com a de parlamentar, e ainda um cargo efetivo de médico (atualmente também aposentado). “(…) além de o réu ter causado prejuízo ao erário com a percepção de aposentadorias/vencimentos além do permitido legalmente, também violou os deveres de legalidade”, indica a sentença.

Contudo, Laíre não foi condenado por improbidade neste caso, pois o representante da Justiça Federal considerou não haver má fé do ex-deputado, seja na forma de culpa ou dolo.~

Com informações do MPF/RN.

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terça-feira - 11/10/2016 - 16:18h
Pronunciamento

Souza é contra fechamento do Hospital da Mulher em Mossoró

O deputado estadual Manoel Cunha Neto (PHS), o “Souza” (PHS) lamentou, durante sessão plenária da Assembleia Legislativa nesta terça-feira (11), o fechamento do Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, em Mossoró.

Souza citou emendas ao HRTM também (Foto: AL)

“Desde o início do mandato que solicitamos a regularização do Hospital da Mulher, que nunca foi independente financeiramente. A Secretaria de Estado da Saúde Pública fez um acordo para que os servidores da unidade de saúde fossem deslocados para a Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), contrariando o que o governador disse em Mossoró”, destacou Souza.

O parlamentar aproveitou a ocasião para lembrar as dificuldades enfrentadas pelo Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), que segundo ele, precisa de um foco cirúrgico e uma mesa cirúrgica para realizar cirurgias ortopédicas. “O Governo tem dado notícias muito negativas para o Mossoró”, criticou o deputado.

Emendas

Citou, ainda, que todas as suas emendas orçamentárias do ano passado no total de R$ 1,8 milhão foram destinadas ao HRTM, mas o Governo do Estado não liberou um único centavo, apesar de elas serem constitucionalmente “impositivas”, ou seja, o Governo tem a obrigação de atender.

Ainda durante a sessão, Souza registrou a apresentação do requerimento de voto de pesar pela morte do médico Ernani Rosado, fato ocorrido no último sábado (8).

* Veja AQUI homenagem do Blog Carlos Santos a Ernani Rosado, em forma de crônica do médico, professor e escritor Francisco Edilson Leite Pinto Júnior.

Com informações da Assembleia Legislativa.

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sábado - 08/10/2016 - 18:31h
Nota

Governo explica o porquê de decisão sobre Hospital da Mulher

O Governo do Estado emitiu Nota Oficial sobre sua decisão relativa ao fechamento do Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, situado em Mossoró.

Nessa sexta-feira (7), movimento formado por servidores, sindicalistas e segmentos organizados da população defendeu em passeata a manutenção dos serviços do hospital.

Protesto nessa sexta-feira lutou contra fechamento do Hospital da Mulher (Foto: redes sociais)

Veja a nota abaixo:

O Governo do Estado esclarece que a transferência de serviços do Hospital da Mulher para a Apamim, em Mossoró, é uma decisão que resulta de acordo Judicial, feito em reunião onde estavam presentes três juízes e promotores estaduais e federais, Conselho Regional de Medicina, secretária municipal de Mossoró e secretário estadual de Saúde.

Em Mossoró estavam coexistindo duas instituições de saúde com mesmo perfil assistencial que não estavam cumprindo seu papel de forma minimamente aceitável, pois competiam pelos escassos recursos financeiros do SUS. Portanto, a decisão foi pela realocação dos serviços, a fim de melhor atender a população.

A fusão dos dois serviços visa ainda a otimização dos recursos financeiros, tecnológicos e humanos, tornando uma das unidades mais resolutiva. Nesta unidade, no caso a Apamim, a oferta de serviços será ampliada em mais de 20 %.

Só os leitos de UTI neonatal passarão dos atuais 10 leitos para 17 leitos equipados adequadamente e assistidos por profissionais em número suficiente e altamente qualificado.

A perspectiva é de serem realizados aproximadamente 600 partos ao mês, entre outros serviços que também serão ampliados, sem prejuízo à parte mais importante nesse processo, a população mossoroense.

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Categoria(s): Administração Pública / Saúde
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
quarta-feira - 17/08/2016 - 21:02h
Exemplos

Intervenções revelam que é possível ser competente

A Fundação Estadual da Criança e do Adolescente (FUNDAC), Hospital da Mulher Parteira Maria Correia e Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR) são três exemplos que merecem um estudo.

Nos três casos, a melhor fase de gestão de cada um, com resultados efetivos e cumprimento de seus objetivos basilares, está associada à intervenção judicial.

A mão dos gestores originários é sinônimo de incompetência, ineficiência e malversação de recursos públicos.

A Fundac está sob intervenção desde a gestão Rosalba Ciarlini (PP).

O Hospital da Mulher, criado no mesmo Governo de Rosalba, começou errado, continuou errado e só teve equilíbrio nas intervenções judiciais, com aumento de eficiência e controle de custos que eram estelares e em boa parte alimentavam a corrupção.

No caso da Casa de Saúde Dix-sept Rosado, controlado pela Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), a mudança com intervenção iniciada em 2014 é também expressiva.

A intervenção não é uma panaceia, mas  tem provado que é um remédio necessário em certos casos.

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Categoria(s): Administração Pública / Política
terça-feira - 08/03/2016 - 17:37h
Mossoró

Anestesiologia para serviço em Casa de Saúde Dix-sept Rosado

A Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR) – ou Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC) – em Mossoró está com parte de seus serviços paralisados.

O anúncio foi feito ao Blog pela Clínica de Anestesiologia de Mossoró (CAM), que tem contrato para atendimento nesse hospital, mas viu outra vez os compromissos firmados com a Prefeitura de Mossoró e a Junta Interventora da instituição, serem quebrados.

Dirigente da Cam, o anestesiologista Ronaldo Fixina reverbera a situação:

– Temos a existência de um contrato firmado através de um processo licitatório, que originou apenas direitos unilaterais com quebra de clausulas contratuais sem nenhum tipo de punição para o Gestor da Saúde Municipal que tudo pode, inclusive a apropriação indébita. São vários meses sem pagamento de honorários referentes a plantões e cirurgias eletivas.

A CSDR/HMAC está sob intervenção federal desde o final de 2014. Era administrado pela Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), controlada pelo grupo da ex-deputada federal Sandra Rosado (PSB).

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Categoria(s): Saúde
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