segunda-feira - 15/02/2016 - 09:24h
Denúncias

Junta convida OAB e CRM para visita ao Almeida Castro

A Junta de Intervenção da Associação de Assistência e Proteção a Maternidade e a Infância De Mossoró (APAMIM), em resposta à notícia enviada à imprensa sobre precariedade nos serviços da instituição (veja AQUI), está encaminhando ofícios ao Conselho Regional de Medicina (CRM) e à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para realizar uma inspeção conjunta no Hospital Maternidade Almeida Castro.

O convite partiu após a OAB/Mossoró, através de seu presidente Canindé Maia e os respectivos presidentes das comissões de Direitos Humanos e da Saúde divulgarem nota à imprensa de Mossoró com uma série de “denúncias” formuladas na Ordem pelo médico anestesiologista Ronaldo Fixina, de que havia erros na gestão da Junta de Intervenção.

Sobre as colocações de Ronaldo Fixina tratando do funcionamento do Hospital Maternidade Almeida Castro, a coordenadora da Junta de Intervenção, Larizza Queiroz, afirma que não vai comentar. “Vou aguardar uma visita técnica do CRM para avaliar o setor médico hospitalar, junto com os presidentes das comissões da OAB”, diz Larizza Queiroz.

O Hospital Maternidade Almeida Castro estava fechado em agosto de 2014. A Junta de Intervenção assumiu a APAMIM, por determinação do juiz federal Orlan Donato, no mês de outubro de 2014. Desde então, em parceria com a Prefeitura Municipal de Mossoró, passou a reestruturar, em etapas, o Hospital Maternidade Almeida Castro.

O primeiro setor reaberto, com a estrutura possível, foi o setor de obstetrícia e alojamento conjunto, na sequência a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTI Neo), Unidade Intermediária de Cuidados Neonatais (UCINCo), Unidade Intermediário de Cuidados Canguru (UCINCa), Laboratório, Raio-X, Ultrassom, Centro Cirúrgico e 34 leitos de Clínica Cirúrgica.

Atualmente a Junta de Intervenção na APAMIM está trabalhando para abrir a Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTI Pediátrica). Para instituir estes serviços, foram necessários comprar equipamentos, reformar a estrutura do prédio e adaptar instalações elétricas, tudo isto administrando recursos enviados pelo Sistema Único de Saúde.

Paralelo ao trabalho de reestruturação, a Junta de Intervenção na APAMIM manteve uma equipe técnica tratando exclusivamente das negociações trabalhistas, dívidas encontradas junto aos fornecedores e a vários bancos. Somando tudo, a Junta de Intervenção encontrou o hospital fechado e com uma dívida de aproximadamente R$ 40 milhões.

As dívidas estão todas sendo negociadas e já sendo quitadas. O trabalho da Junta de Intervenção no APAMIM é acompanhado, através de relatórios mensais, pelos promotores do Ministério Público Estadual, Federal e do Trabalho. Todo o trabalho realizado é informado mensalmente também pelo juiz federal Orlando Donato.

Com informações da Assessoria da Junta Interventora da Apamim.

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Categoria(s): Saúde
sexta-feira - 20/11/2015 - 17:28h
Recursos federais

Veja lista de denunciados pelo MPF e papel de cada um

A denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra os ex-deputados federais Laíre Rosado (PSB) e Sandra Rosado (PSB), além da ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSB) – veja postagem mais abaixo ou clicando AQUI -, descreve minuciosamente o que seria o esquema de desvio de milhões de reais de recursos federais, da Saúde, que eles estariam envolvidos.

Apamim/Dix-sept rosado está sob intervenção há mais de um ano (Foto: reprodução Web)

Emendas orçamentárias federais eram destinadas à Saúde, via Fundação Vingt Rosado e Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância em Mossoró (APAMIM), controlados por esse grupo. A partir daí, os recursos ‘sumiam’ – barra o MPF.

A propósito, há mais de um ano que a Apamim está sob intervenção, com uma junta interventora a administrando.

Levantou-se suspeita à época de que mais de R$ 12 milhões teriam sido desviados da Apamim, entidade mantenedora da Casa de Saúde Dix-sept Rosado e Maternidade Almeida Castro.

Abaixo, veja o que o MPF resume sobre o papel de cada um e mais outros denunciados:

1) Sandra Rosado: usou de seu prestígio e poder enquanto deputada federal para direcionar recursos que sabia que seriam desviados por seu marido e genro, realizando emendas ao orçamento da União com o intuito de beneficiar a Fundação Vingt Rosado.

2) Laíre Rosado Filho: mentor intelectual do esquema criminoso, beneficiou-se diretamente com recursos desviados do convênio nº 743/2004, além de também estar ligado às pessoas de Manuel do Nascimento e Anderson Brusamarello, que também atuaram como seus assessores parlamentares na época em que era Deputado Federal. As provas produzidas na investigação demonstram ainda que parte dos recursos desviados do Convênio nº 1276/2005 teve como destino suas contas bancárias, sempre após passar por uma série de operações financeiras que tinham como objetivo lavar o dinheiro fruto de peculato.

3) Larissa Rosado: recebeu transferências de seu assessor José do Patrocínio Bezerra, logo após este ter recebido em sua conta os recursos do Convênio nº 743/2004, repartidos entre os investigados, com claro intuito de mascarar que o real destino do proveito financeiro. Ressalte-se, ainda, o depoimento de Edmilson de Oliveira Bezerra, o qual indica que o depósito de R$ 7.500,00 (sete mil e quinhentos reais) feito pela SG Distribuidora em favor de sua empresa, Fernandes e Bezerra LTDA, destinou-se ao pagamento de despesas de campanha da então candidata Larissa Rosado.

4) Francisco de Andrade Silva Filho: na condição de presidente da Fundação Vingt Rosado, assinou os Convênio nº 743/2004 e 1276/2005, assinou documentos dos procedimentos licitatórios contrafeitos e os referentes à execução do Convênio. Ainda, foi favorecido por quatro depósitos realizados diretamente na sua conta nas sessões de atendimento bancário e pelo depósito de R$ 3 mil, realizado em favor da empresa Cifrao Factoring Fomento Comercial LTDA, para pagamento de suas despesas pessoais. Deve responder, portanto, pelo crime do art. 89 da Lei nº 8.666/93 e pelo crime de peculato (art. 312, CP). Além disso, por ter falsificado os documentos para fraudar a prestação de contas dos Convênios, deve responder também pelo delito previsto nos arts. 304 c/c 299, CP.

5) Maria Melo Forte Cavalcante: na condição de procuradora da SG Distribuidora, assinou, em nome da empresa, a Ata de Abertura e Recebimento das Propostas nos Convites nº 001 e 002/20042, e foi responsável por assinar a guia de saque no valor de R$ 89.658,00 em 01.10.2004, que antecedeu as operações bancárias, igualmente feitas por ela, para contas contas de laranjas e de membros da família Rosado. Casada com de Francisco Wallacy Monteiro Cavalcante, sócio da SG Distribuidora, também denunciado pelo MPF.

6) Maria Goreti Melo Freitas Martins: na condição de responsável pela empresa SG Distribuidora, forneceu documentos da empresa para integrar procedimentos licitatórios simulados, bem como assinou propostas, emitiu notas ficais e foi responsável pela assinatura da guia de saque contra recibo no valor de R$ 85.299, valor este integralmente sacado em espécie após ser repassado pela Fundação Vingt Rosado.

7) Claudio Montenegro Coelho de Albuquerque: na condição de proprietário da empresa Diprofarma Distribuidora de Produtos Farmaceuticos LTDA, foi beneficiário direto de parte dos recursos do Convênio 1276/2005, fornecendo documentos da empresa para integrar procedimento licitatório contrafeito, devendo responder pelo crime de licitação previsto no art. 89 da LLC. Além disso, por ter falsificado os documentos para fraudar a prestação de contas dos Convênios, deve responder também pelo delito previsto nos arts. 304 c/c 299, CP.

8) Francisco Wilton Cavalcante Monteiro: foi um dos principais empresários envolvidos no esquema. Além de possuir relação de parentesco com diversos sócios das empresas que figuraram como vencedoras ou participantes dos procedimentos licitatórios simulados no Convênio nº 743/2004, é proprietário da empresa F Wilton Cavalcante que, após a licitação fictícia do Convênio nº 1276/2005, adjudicou objeto no valor de R$ 923.940.

Wilton: envolvido (Foto: reprodução)

9) Damião Cavalcante Maia: é proprietário das empresas DM Farma LTDA e DC Farma LTDA e esposo da proprietária de Maria Alves de Sousa Cavalcante (também denunciada), proprietária da M A DE SOUSA CAVALCANTE ME, tendo adjudicado, através das duas últimas, os objetos dos Convites nº 003 e 004/2004, recebendo o total de R$ 180.000,00 (cento e oitenta mil reais). Ele participou da montagem dos quatro convites decorrentes do Convênio nº 743/2004, constando, ainda, como participante da Concorrência nº 001/2005, embora tenha afirmado não recordar-se de tal fato. Por tal fato, é denunciado pelo delito do art. 89 da Lei nº 8.666/93. Além disso, por ter falsificado os documentos para fraudar a prestação de contas dos Convênios, deve responder também pelo delito previsto nos arts. 304 c/c 299, CP.

10) Manuel Alves do Nascimento Filho: foi responsável pela maior parte da execução das operações que resultaram na lavagem do dinheiro desviado do Convênio nº 743/2004. As contas da Apamim, por sua vez, foram utilizadas em complexa engenharia financeira para desviar recursos do Convênio nº 1726/2005, sendo detectado fluxo inexplicável de capitais para as contas dele, por meio do qual era promovido o branqueamento do recurso. Além disso, oficiou como presidente da CPL nos quatro Convites relacionados ao Convênio nº 743/20044, sendo agraciado com depósitos em sua conta após o repasse dos recursos a todas as empresas que se sagraram “vencedoras” em tais certames.

11) José do Patrocínio Bezerra: atuou na associação criminosa na medida em que forneceu sua conta bancária para receber recursos desviados do Convênio nº 743/2004 e promover o seu branqueamento, tendo sido favorecido por três depósitos, nos valores de R$ 800; R$ 3 mil; e R$ 6.750, totalizando R$ 10.550,00 (dez mil, quinhentos e cinquenta reais), posteriormente transferidos para a conta dos membros da família Rosado.

12) Anderson Luis Brusamarello e sua esposa Suane Costa Brusamarello: ao atuar na associação criminosa, mantiveram disponível a conta da empresa Suane C Brusamarello para receber recursos desviados do Convênio nº 743/2004 e promover o seu branqueamento, recebendo o total de R$ 36 mil, incidindo também no crime de lavagem de dinheiro.

Com informações do MPF.

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terça-feira - 17/11/2015 - 08:54h
APAMIM

Junta Interventora fará balanço de suas atividades

A Junta de Intervenção na APAMIM convida a imprensa de Mossoró e região para conhecer o trabalho de reestruturação e ampliação que foi feito no Hospital Maternidade Almeida Castro no primeiro ano de intervenção.

A explanação será feita pela coordenadora geral da intervenção, Larizza Queiroz, às 9h desta terça-feira, 17, no Hospital Maternidade Almeida Castro, no Centro, Mossoró.

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sexta-feira - 06/11/2015 - 12:01h
APAMIM/Mossoró

Junta Interventora receberá condecoração da Saúde

O Governo Federal, através do Ministério da Saúde, vai condecorar os membros da Junta de Intervenção da Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), no próximo dia 9 de novembro, em Natal, pela reestruturação do Hospital Maternidade Almeida Castro, em especial a Sala de Apoio a Amamentação, dentro do setor de tratamento intensivo materno infantil.

O trabalho de reestruturação está sendo feito pela Junta de Intervenção em parceria com a Prefeitura Municipal de Mossoró, através da Secretaria Municipal de Saúde.

A Junta de Intervenção, por determinação da Justiça Federal, assumiu o Hospital Maternidade Almeida Castro no mês de outubro de 2014, quando a unidade estava praticamente fechada, causando um grande caos no serviço em Mossoró. Os serviços de obstetrícia foram reestruturados e abertos, com Unidade de Terapia Intensiva Neonatal com sete leitos.

Associado à UTI neonatal, a Junta de Intervenção trabalhou a abertura também da Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal Convencional (UCINCo), com 6 leitos, e a Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal Canguru (UCINCa), com 18 leitos.

Para completar o ciclo de cuidados ao recém-nascido, a Coordenação de Apoio a Amamentação do Hospital Maternidade Almeida Castro, também seguindo a orientação da Junta de Intervenção, instalou a Sala de Apoio a Amamentação no mesmo setor, o que veio a ser reconhecido pelo Ministério da Saúde pela importância à vida dos bebês.

Com informações da Junta Interventora.

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domingo - 28/06/2015 - 07:40h
Mossoró

Apamim deve gerar mais problemas para grupo político

A Associação de Proteção e Asssitência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM) deverá gerar novos aborrecimentos ao clã político dos ex-deputados federais Laíre Rosado (PSB) e Sandra Rosado (PSB).

A entidade segue na mira do Ministério Público Federal (MPF), que recentemente imputou outra denúncia a Laíre Rosado (veja AQUI).

Mais gente graúda desse grupo político está sob investigação pelo MPF.

A Apamim, entidade mantenedora da Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR) e Maternidade Almeida Castro, está sob intervenção judicial desde outubro do ano passado.

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Categoria(s): Política
quarta-feira - 25/03/2015 - 23:29h
Apamim

Justiça determina demissão em massa de servidores

O juiz Magno Kleiber Maia, da Vara do Trabalho de Mossoró, determinou que todos os servidores da Associação de Assistência e Proteção a Maternidade e a Infância de Mossoró (APAMIM), algo em torno de 300, sejam demitidos.

A decisão do magistrado da Justiça do Trabalho, que foi assinada no dia 4 de março, atende pleito do Sindicato dos Trabalhadores em Laboratório e Análises Clínicas Casas e Cooperativas de Saúde Hospitalares e dos Técnicos em Radiologia de Mossoró.

A ação foi ingressada em 2014, quando a APAMIM era quem administrava a Casa de Saúde Dix Sept Rosado. O sindicato alega na ação que os servidores na época estavam com dois meses de salários atrasados, não pagava as rescisões e também não recolhia FGTS.

Portas fechadas

E, ainda, em função disto, a CSDR fechou as portas no mês de agosto de 2014, sendo necessário intervenções da Justiça do Trabalho (derrubadas) e posteriormente da Justiça Federal, para retomar o funcionamento da CSDR no mês de outubro seguinte.

O Sindicato dos servidores pediu a Justiça do Trabalho na época que Apamim pagasse saldo salário, aviso prévio, salários atrasados referentes aos meses de junho, julho e agosto de 2014, assim como décimo terceiro proporcional, férias proporcionais, recolhimento de FGTS, multa de 40% sobre o FGTS e indenização substitutivo do seguro desemprego.

Pediu ainda que a APAMIM pagasse os honorários sindicais. Atribuiu a casa o valor de R$ 6,28 milhões, que é o valor do prédio do Anexo da então Casa de Saúde Dix Sept Rosado, que hoje o complexo se chama Hospital Maternidade Almeida Castro.

Após analisar os documentos, o juiz Magno Kleiber Maia decidiu por determinar que a Apamim pagasse a todos os servidores após rescisão contratual num prazo de 5 dias após o processo ter transitado em julgado. Isto já aconteceu e já está correndo prazo.

Com informações da Junta Interventora da CSDR.

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terça-feira - 30/12/2014 - 23:14h
Perigo à vista

Intervenção em Casa de Saúde pode ter sérios desdobramentos

Tudo indica que os desdobramentos da intervenção na Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM) devem criar seriíssimas complicações para figurões da política mossoroense.

O pente-fino que se faz na entidade filantrópica, mantenedora da Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR), não remexe apenas situações de dívidas com fornecedores, prestadores de serviços e empregados.

O aprofundamento dos trabalhos pode resultar em várias ações cíveis e criminais.

Milhões, milhões mesmos, precisarão ter explicação e justificativa quanto ao seu destino.

A primeira intervenção aconteceu no início de setembro deste ano.

Volto ao caso.

Aguarde.

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sexta-feira - 19/12/2014 - 12:35h
Hoje

Junta emite nota sobre morte misteriosa de bebê

A Junta Interventiva da Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR), que compõe a Associação de Assistência e Proteção à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), emite  nota à imprensa e à sociedade, sobre caso da morte de um bebê em suas instalações.

Veja abaixo

À Imprensa de Mossoró/RN,

Nota pública de pesar e esclarecimento.

A ASSOCIAÇÃO DE ASSISTÊNCIA E PROTEÇÃO À MATERNIDADE E À INFÂNCIA DE MOSSORÓ – APAMIM, pessoa jurídica de direito privado sem fins lucrativos, através de seus representantes legais investidos por ordem do Juízo da 8ª Vara Federal de Mossoró nos autos da Ação Civil Pública de nº 0800637-65.2014.4.05.8401, independente e constituída em Junta de Intervenção Judicial com obediência exclusiva àquele Juízo Interventor, vem respeitosamente, à presença de toda a sociedade, apresentar nota de pesar e esclarecimento ao triste acontecimento ocorrido na madrugada desta sexta-feira em suas dependências.

É lamentável a morte de um recém-nascido desta maneira tão imprevisível, fato que comoveu a todos. Principalmente por se tratar de um assassinato.

Logo que comunicado o desaparecimento, os plantonistas agiram rapidamente para encontrá-lo e socorrê-lo; tarefa esta última, na qual não lograram sucesso.

Importante, no entanto, destacar que todas as medidas necessárias para preservar o local da ocorrência e cooperar com as autoridades foram realizadas.

A Junta Interventora, assim que tomou conhecimento do fato, diligenciou no sentido de comunicar à autoridade policial e orientar o fechamento de todas as entradas e saídas do hospital, buscando em seus registros, todos os internamentos e funcionários de plantão no momento, de modo a informar e contribuir para encontrar a verdade.

Cientes de que as maiores suspeitas e evidências não levam a crer na entrada de pessoas estranhas e desautorizadas, muito menos na participação de quaisquer funcionários – até o momento não se falando em responsabilidade da Casa de Saúde – optamos então, por não fazer qualquer juízo de valor, deixando essa tarefa às autoridades competentes, preservando o sigilo do inquérito policial e a identidade da família.

Portanto, em solidariedade e profundamente consternados com o acontecido, declaramos luto de 7 (sete) dias.

Nada mais para o momento, rogamos ao pai celestial, conforto para esta mãe e pai, que sofrem.

JUNTA INTERVENTIVA – CASA DE SAÚDE DIX-SEPT ROSADO

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quarta-feira - 10/09/2014 - 11:33h
Mossoró

Interventores assumem CSDR e devem pagar salários

O juiz Magno Kleiber Maia, da 2ª Vara do Trabalho em Mossoró, retirou todos os poderes da atual administração da Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM) e nomeou uma junta interventora, formada por quatro pessoas.

Esse colegiado assumiu de imediato a gestão do hospital e deverá apresentar, até segunda-feira (15), um diagnóstico da situação. Há pouco mais de 15 dias, já ocorrera cumprimento de mandado de busca e apreensão de documentos na entidade.

A Apamim administra a Casa de Saúde Dix-Sept Rosado (CSDR), sem fins lucrativos, mas desde seu nascedouro há mais de cinquenta anos, esteve sob controle do grupo político liderado pelo falecido deputado federal Vingt Rosado.

A partir de agora, a CSDR será administrada pela auditora Larizza Sousa Queiroz Lopes (diretora geral). José Edson da Silva Junior (Diretor técnico), Maria Invanise Feitosa de Vasconcelos (Diretora Administrativa) e Benedito Viana de Lira (Coordenador do Corpo de Enfermagem).

Poderes

A comissão terá “poderes administrativos de decisão, devendo aquelas de maior monta e gravidade, passarem por crivo judicial” e atuará com a assistência do sindicato dos trabalhadores e o acompanhamento dos procuradores do trabalho e dos promotores do Estado.

Um dos primeiros atos da nova administração do hospital foi garantir o pagamento dos salários dos trabalhadores relativos ao mês de junho, por meio de repasse de recursos pela Prefeitura de Mossoró, no valor de R$ 760 mil, depositados em conta judicial.

Por determinação do juiz Magno Kleiber, os salários serão transferidos dessa conta judicial diretamente para as contas registradas dos trabalhadores. A folha de pagamento do mês de julho já deve ser calculada e encaminhada à Vara pelo sindicato.

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Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público / Política / Saúde
terça-feira - 09/09/2014 - 19:38h
Mossoró

Casa de Saúde Dix-sept Rosado sofre intervenção judicial

O juiz Magno Kleiber Maia, da 2ª Vara do Trabalho de Mossoró, determinou a intervenção da Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR).

CSDR vive dificuldade insanável há muito tempo (Foto: Jornal de Fato)

A decisão foi tomada em audiência realizada na tarde desta terça-feira (9), com a presença de representantes do Ministério Público do Trabalho e da Prefeitura Municipal de Mossoró.

A partir de então, a Secretaria Municipal de Saúde Pública está nomeando uma diretoria para, a partir das 8h da manhã desta quarta-feira (10), assumir a administração da unidade por 90 dias.

Na noite desta terça-feira, as equipes de trabalho do Município, que já estavam discutindo uma solução para a questão da obstetrícia na cidade, se reúnem com os anestesiologistas, pediatras e obstetras com o intuito de discutir a renovação dos contratos de serviço.

Nesta quarta-feira, a administração pública visitará o prédio da Casa de Saúde e se reunirá com os seus funcionários. Após isso, será divulgada a data do retorno dos partos de baixo e médio risco.

Com informações do Site da Prefeitura de Mossoró.

Nota do Blog – Ao final da semana passada, o secretário estadual da Saúde Pública, Luiz Roberto Fonseca, deu ultimato para que a Prefeitura de Mossoró resolvesse impasse no atendimento à baixa e média complexidades.

Deixou claro, que o Hospital da Mulher Parteira Maria Correia não teria como assumir a avalanche de procedimentos que deixaram de ser realizados pela CSDR.

A decisão é polêmica, sim.

Mas algo precisava que ser feito.

A intervenção pode ser a porta de acesso à municipalização da CSDR, que há muitos anos fugiu ao controle de seus gestores, abrigados na Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), entidade sem fins lucrativos.

Há poucos dias, o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Ministério Público do RN (MPRN) ocuparam a CSDR, cumprindo mandado de busca e apreensão – veja AQUI.

Depois deu explicações sobre a ação (veja AQUI), apontando o porquê da operação.

No final do ano de 2010 e início de 2011, Mossoró viu estarrecida uma crise que levou muitas mães a saírem da cidade para partos em Natal, Fortaleza e até Russas-CE.

Naquela ocasião, a estratégia do governo da então prefeita Fafá Rosado (PMDB), por picuinha politiqueira criminosa, era fechar a qualquer custo (inclusive de vidas), a CSDR. Não conseguiu.

Dessa feita, o propósito é mantê-la aberta.

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Categoria(s): Administração Pública / Saúde
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