quinta-feira - 20/12/2018 - 21:50h
Pressão

Militares e delegados civis arrancam 13º referente a 2017

Do G1RN e Blog Carlos Santos

Os policiais e bombeiros militares do Rio Grande do Norte vão receber o 13º salário de 2017 no dia 28 de dezembro. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (SESED).

Na terça-feira (18), em assembleia geral (veja AQUI), os militares deram um ultimato ao governo cobrando pagamentos em atraso. A pressão deu resultado, porque entre final do ano passado e início desse, eles fizeram paralisação denominada de “Operação Padrão”, deixando o estado à mercê da bandidagem.

As associações que representam as categorias tiveram reunião com os representantes do Governo na tarde desta quinta-feira (20) para cobrar os pagamentos. Em seguida, o governador teve um encontro com os comandantes das forças militares estaduais e a secretária de Segurança, Sheila Freitas, para tentar chegar a uma solução para o atraso. Depois disso ficou acertado o pagamento para o dia 28.

Até agora, apenas os servidores que têm salários inferiores a R$ 5 mil tiveram o 13º salário do ano passado creditado nas contas. Os bombeiros e policiais militares que recebem menos que isso ameaçavam fazer paralisações, caso não houvesse acordo para o pagamento.

Bloqueio de contas

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 2.613.861,62 das contas do Governo do Rio Grande do Norte para o pagamento dos 13º salários de 2017 dos delegados da Polícia Civil. O montante, de acordo com a decisão judicial, deve ser retirado do dinheiro destinado às verbas para publicidade.

A determinação é do juiz Bruno Montenegro Ribeiro Dantas e foi proferida nesta terça-feira (19). “Penso que a obrigação deve ser satisfeita, uma vez que envolve verba de natureza alimentar, garantida constitucionalmente aos servidores públicos, de sorte que o bloqueio do montante correspondente se afigura como o único meio encontrado por este magistrado para conferir, em termos de efetividade jurisdicional, o cumprimento da decisão posta nos presentes autos”, alegou o magistrado.

A decisão da Justiça Estadual foi motivada por uma ação movida pela Associação dos Delegados de Polícia Civil do Rio Grande do Norte (ADEPOL/RN).

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sexta-feira - 11/08/2017 - 22:04h
RN

Guerra de notas confronta governo e integrantes da Polícia Civil

O movimento dos delegados e escrivães da Polícia Civil do RN, assentado na campanha “Sem Polícia Civil a Impunidade Governa”, reagiu hoje (sexta-feira, 11) à Nota Oficial do Governo do Estado, que contestou no dia passado as informações relativas a investimentos nessa instituição.

As associações de delegados e escrivães da Polícia Civil atestaram (veja AQUI) que “no ano de 2105 foram efetivamente investidos na polícia civil (recursos da FONTE 100) a quantia R$ 13.734,00 dos R$ 9.657.154,66 previstos no orçamento para a polícia civil.  Este ano, até julho de 2017,  foi liquidada a quantia de R$ 129.045,30, quando o orçamento previa a quantia de R$ 11.694.063,00 para investimentos na Polícia Civil.”

O governo foi para a réplica em mais uma nota oficial, contestada agora pelos delegados e escrivães. Leia abaixo:

Nota de Esclarecimento

A respeito da nota divulgada pelo Governo do Estado afirmando serem “inverídicas” as informações noticiadas ontem pelas ASSOCIAÇÕES DE DELEGADOS E ESCRIVÃES DE POLICIA, vimos esclarecer: Inicialmente nos sentimos obrigados a explicar, a quem deveria saber, que folha de pessoal (salário dos policiais) e custeio (manutenção e funcionamento da máquina pública) difere e muito de investimentos.

Investimentos, conforme o Sistema Integrado para Administração Financeira-SIAF (sistema do próprio Estado) consiste em construção e reformas de delegacias, modernização e ampliação da frota e do sistema de comunicação e informatização da polícia civil,  reaparelhamento das unidades policiais, além da aquisição de armas, munições e coletes.

Em relação a tais investimentos, reiteramos o que informamos na coletiva : o atual Governo apenas destinou dos recursos próprios do Estado (FONTE 100), R$ 13.734 no ano de 2015, R$ 68.335,00 no ano de 2016 e R$ 129.045,30, até julho de 2017, conforme dados oficiais.

Por outro lado, promoção, salário e as diárias operacionais dos policiais civis não são investimentos, são obrigações do Estado, que inclusive não estão honradas em dia.

Ademais, a nota emitida pelo Governo do Estado não apresentou nenhum número ESPECÍFICO quanto a investimentos na Polícia Civil, mas ao contrário, apresentou gastos genéricos destinados a outros órgãos como o CIOSP, ITEP e CODIMM, “esquecendo” que tais órgãos não fazem parte da Polícia Civil, portanto as afirmações divulgadas pela ADEPOL persistem.

Quanto à “aquisição e instalação de módulos habitáveis” para funcionamento de delegacias, faltou a nota informar a origem do recurso, e quando este projeto finalmente sairá do papel.

Por fim, a ADEPOL reafirma seu compromisso com a sociedade potiguar, registra que não repassa a população informações “inverídicas”, e ainda se compromete a entregar aos Poderes Constituídos, todos os dados levantados e apresentados ontem, extraídos do portal da transparência e SIAF, para que as autoridades tomem as medidas que achar necessárias. ADEPOL/RN.

Leia também: Delegados e escrivães expandem campanha pelo interior AQUI.

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