segunda-feira - 09/06/2025 - 14:24h
PNE

Assembleia sedia debate sobre novo Plano Nacional de Educação

Deputado Fernando Mineiro presidiu as discussões (Foto: João Gilberto)

Deputado Fernando Mineiro presidiu as discussões (Foto: João Gilberto)

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte sediou, nesta segunda-feira (9), seminário para debater sobre o novo Plano Nacional de Educação (PNE). Membro da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, o deputado federal Fernando Mineiro (PT) comandou a sessão que contou com a presença da deputada federal Socorro Neri (PP), do Acre, vice-presidente da Comissão que tem como presidente, a deputada Tábata Amaral (PSB/SP).

“Precisamos que o Plano tenha metas factíveis”, disse a deputada acreana, reforçando que entre as metas, a do Plano tem que focar na ‘visão estratégica’, porque segundo a parlamentar, “de boas intenções a gente já cansou”, afirmou Socorro Neri, apontando para o foco na aprendizagem, principalmente de pessoas vulneráveis.

Presidente da Comissão de Educação da Assembleia, o deputado Hermano Morais (PV) compôs a mesa de autoridades e enumerou pontos necessários para o Plano de Educação, citando o financiamento como prioridade. “A questão da prioridade que sempre se fala, mas na prática, quando se discute a distribuição de recursos, deixa a desejar”, criticou Hermano. “Precisamos rever isso”, concluiu o deputado potiguar.

A educação em tempo integral foi tema da secretária de Educação do Estado, Socorro Batista, relatando que, do início da primeira gestão da governadora Fátima Bezerra (PT) para cá, o Estado passou de 10 mil para 34 mil matrículas em tempo integral. Ela também apontou como necessário, o debate sobre ‘reprovação e abandono escolar’. Segundo a secretária, se esse tema não for reconhecido, “vamos continuar tendo crianças que serão os futuros analfabetos”.

Presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES) e reitor da UFRN, José Daniel Diniz enalteceu o discurso sobre analfabetismo, justificando que não dá mais para pensar em um país que não tenha 100% das pessoas alfabetizadas. “O analfabetismo não era mais para ser tema de discussão. Precisamos de metas mais ambiciosas no Plano de Educação”, afirmou o reitor em sua participação no seminário.

Inclusão

Reitora da Universidade do Estado do RN (UERN) e presidente da Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (ABRUEM), Cicília Maia debateu sobre ‘inclusão, equidade e sustentabilidade’ como base central da construção do novo Plano. “Eu já acredito nesse plano”, disse a reitora, enaltecendo o apoio da governadora Fátima Bezerra (PT), desde quando era deputada federal e senadora.

“Estamos num processo de discussão e definição do novo Plano Nacional de Educação; o plano em vigor foi de 2014 a 2024 e venceu, e foi adiada a vigência para dezembro de 2025”, explicou o deputado Mineiro, que tem participado, como membro da Comissão presidida pela deputada Tábata Amaral (PSB/SP) e tendo como relator o deputado Moses Rodrigues (União/CE), de audiências públicas sobre o tema, às terças e quintas, na Câmara Federal.

Segundo Mineiro, a Comissão tem que aprovar o novo Plano até agosto para ser levado a plenário em setembro, seguindo na sequência para o Senado e até o final do ano, votado no Plenário da Câmara. Comentando sobre o material que está sendo reunido em todos os estados, o deputado Mineiro ainda completou: “São mais de 3 mil emendas”, encerrou Mineiro.

A deputada federal Carla Dickson (União), os deputados estaduais Divaneide Basílio (PT) e Francisco do PT também participaram do seminário. Assim como representantes do SINTE, Fórum Estadual de Educação, UNDIME, União Estadual dos Estudantes e PROIFES.

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Categoria(s): Educação / Política
segunda-feira - 29/07/2024 - 14:30h
Relevância

Reitores potiguares assumem entidades universitárias brasileiras

Daniel Diniz (UFRN), Cicília Maia (Uern) e Charles Lamartin (UniCatólica): peso nacional (Fotomontagem do BCS)

Daniel Diniz (UFRN), Cicília Maia (Uern) e Charles Lamartin (UniCatólica): peso nacional (Fotomontagem do BCS)

Do Blog Saulo Vale

Três importantes entidades que agrupam universidades brasileiras passarão a ser comandadas por potiguares.

Veja bem.

O reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), professor José Daniel Diniz, foi eleito nessa quinta-feira (25) o novo presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES).

Essa entidade reúne mais de 70 instituições.

Já a reitora da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, professora Cicília Maia, será empossada, nessa semana semana, presidente da Associação Brasileira de Reitoras e Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (ABRUEM) para o biênio 2024/2026.

Esse agrupamento aglutina 45 universidades públicas, entre estaduais e municipais.

Quem também assumiu a presidência de uma importante entidade foi o reitor da UniCatólica do RN, padre Charles Lamartine.

Ele foi eleito, em março deste ano, 2º vice-presidente da Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (ANEC), grupo que reúne 1.609 associados.

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sábado - 08/10/2022 - 09:22h
Na real

Ministro volta atrás e garante recursos para instituições federais

O ministro da Educação, Victor Godoy, anunciou nessa sexta-feira (7), em vídeo publicado em seu Instagram, que irá liberar o orçamento das universidades e institutos federais. A decisão acontece um dia após forte pressão de reitores e estudantes, e de denúncia da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES) quanto ao bloqueio de R$ 328 milhões, nas verbas já previstas para este ano.

Ministério da Educação mudou de posicionamento e de avaliação dos fatos dando razão à Andifes (Foto: arquivo)

Ministério da Educação mudou de posicionamento e de avaliação dos fatos dando razão à Andifes (Foto: arquivo)

No vídeo, Godoy não esclarece se os valores liberados serão totais ou parciais, apenas afirma que: “O limite de empenho será liberado para universidades federais, institutos federais e a Capes”. Ontem, a Andifes afirmou que instituições não teriam dinheiro para pagar contas básicas caso o MEC insistisse no bloqueio”.

O bloqueio no orçamento ocorreu dois dias antes do 1º turno das eleições e foi assinado pelo Ministério da Economia, em que Paulo Guedes é o titular da pasta, e pelo presidente Jair Bolsonaro (PL).

Segundo Godoy, antes de recuar e liberar o orçamento, ele conversou com Guedes, que foi sensível ao assunto. Num primeiro momento, o ministro gravou vídeo garantindo que não haveria cortes, mas um ‘contingenciamento’. E apontou que tudo não passava de distorção dos fatos com interesse eleitoreiro.

Agora, na real, volta atrás.

Nota do Canal BCS (Blog Carlos Santos) – Publiquei nota da Andifes na quinta-feira (6) –  veja AQUI – sobre o assunto, e dia passado, pronunciamento do ministro e do presidente dessa entidade, professor Ricardo Marcelo Fonseca (veja AQUI).

Em área interna de rede social cheguei a ser ameaçado de levar surra e tratado com palavras pesadas, por ter noticiado um fato real, com base em fontes oficiais. Agora, o ministro e seu governo voltam atrás. Quanta ironia.

Ó tempos,  ó costumes!

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sexta-feira - 07/10/2022 - 08:50h
Decreto

Governo diz que corte não afeta instituições federais; Andifes rebate

Do Correio Braziliense, Andifes e outras fontes

Depois da publicação do decreto de reprogramação orçamentária publicado pelo Governo Federal no último dia 30, que prevê ‘contingenciamento’ de cerca de R$ 3 bilhões na pasta da Educação, o ministro dessa pasta Victor Godoy afirmou, em entrevista coletiva nessa quinta-feira (6/10), que o bloqueio na verba não irá comprometer as despesas básicas das universidades federais. Ou seja, a supressão mantém tudo como está.

“Quero deixar claro que não há corte do Ministério, não há redução do orçamento das universidades federais, não há por que dizer que faltará recurso ou paralisação nos institutos federais. Nós tivemos uma limitação na movimentação financeira baseada na Lei de Responsabilidade Fiscal”, disse o ministro.

Do outro lado da mesa de discussão, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES) manifestou-se através de nota oficial (veja AQUI), com pensamento e exposição diametralmente oposta à apresentada pelo ministro.

O presidente da Andifes e reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Ricardo Marcelo Fonseca, considera o novo corte “dramático, decepcionante, inadmissível e inusitado”.

“Se a universidade tiver de fazer um empenho maior do que o limite legal estabelecido pelo governo, pode me procurar, e vamos ajustar com o Ministério da Economia. Há previsão para isso”, destacou o ministro.

Se somados, as instituições de ensino superior perderam R$ 763 milhões, e as unidades de educação básicas federais, mais de R$ 300 milhões de orçamento com bloqueios. O decreto 11.216/2022, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, foi publicado na última sexta-feira (30/09), às vésperas das eleições, e não foi divulgado pela área econômica, que não apresentou o detalhamento dos cortes, como é de praxe.

Veja nesta postagem vídeos com o ministro Victor Godoy e com o professor Ricardo Marcelo Fonseca, que possuem posicionamentos distintos sobre o caso.

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quinta-feira - 06/10/2022 - 14:48h
Governo Federal

Instituições federais de ensino superior reagem a corte bilionário

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES) manifesta-se sobre novo bloqueio de recursos às instituições, por decreto do Governo Federal.

Segundo a entidade, esse novo contingenciamento de orçamento no fim de um exercício financeiro leva ao colapso as instituições federais.

Andifes enxerga colapso com mais essa amputação financeira bilionária (Foto: Andifes)

Andifes enxerga colapso com mais essa amputação financeira bilionária (Foto: Andifes)

Veja a nota abaixo:

Governo federal faz novo corte na educação e inviabiliza funcionamento das universidades

Considerando a já preocupante situação financeira vivenciada pelas universidades federais, agravada pela edição de novo Decreto, a Diretoria da Andifes está convocando uma reunião extraordinária de seu conselho pleno, para o dia de amanhã, 06/10, às 10h, em modalidade remota, para discutir o contexto e debater as ações e providências.

Na última sexta-feira, dia 30/09, às vésperas do primeiro turno das eleições, o Governo Federal publicou uma norma (o Decreto 11.216, que altera o Decreto nº 10.961, de 11/02/2022, que se refere à execução do orçamento deste ano em curso) sacramentando novo contingenciamento no orçamento do Ministério da Educação. Dessa vez, no percentual de 5,8%, resultando em uma redução na possibilidade de empenhar despesas das universidades no importe de R$ 328,5 milhões de reais. Este valor, se somado ao montante que já havia sido bloqueado ao longo do ano, perfaz um total de R$ 763 milhões em valores que foram retirados das universidades federais do orçamento que havia sido aprovado para este ano.

Na tarde de ontem (terça-feira), fomos chamados pelo Secretário da Educação Superior, Wagner Vilas Boas de Souza, para reunião, juntamente com o secretário adjunto da SESu, Eduardo Salgado, e, na manhã dessa quarta-feira, a diretoria executiva da Andifes e sua secretaria executiva ouviram o seguinte detalhamento deste contingenciamento:

– Que na data de ontem (04/10) o MEC foi comunicado pelo Ministério da Economia destas “limitações de empenho” e que imediatamente tomou a iniciativa de marcar esta reunião com a Andifes;

– Que o decreto formaliza o contingenciamento no âmbito de todo o MEC de R$ 2.399 bilhões (R$ 1.340 bilhão anunciado entre julho e agosto e R$ 1.059 bilhão agora). Esse bloqueio impacta, inclusive, nos recursos frutos de emendas parlamentares – RP9. Na prática, toda emenda que ainda não tenha sido empenhada, será retirada do limite;

– Por uma análise preliminar deste novo Decreto, este contingenciamento afetou praticamente todos os ministérios, mas o mais afetado foi o Ministério da Educação, que arcou com quase metade da limitação das despesas;

– Diferentemente do que ocorreu por ocasião do outro bloqueio ocorrido em agosto, quando os cortes no MEC foram assimilados em uma ação orçamentária específica do FNDE, desta vez as limitações foram distribuídas em todas as unidades do MEC (incluindo universidades federais, institutos federais, CAPES), que sofreram o mesmo corte linear de 5,8%;

– Conforme consta no Anexo II do decreto, no dia 1º de dezembro deste ano; os valores serão descontingenciados e os limites de empenho serão retomados. Mas não há garantia de que não possa haver uma nova normatização que mude este quadro.

A diretoria da Andifes, que já buscava reverter os bloqueios anteriores para o restabelecimento do orçamento aprovado para 2022, sem os quais o funcionamento das universidades já estava comprometido, aduziu que este novo contingenciamento coloca em risco todo o sistema das universidades. Falou ainda da surpresa com esse critério de limitações de empenhos no mês de outubro, quase ao final do exercício, que afetará despesas já comprometidas, e que, em muitos casos, deverão ser revertidas, com gravíssimas consequências e desdobramentos jurídicos para as universidades federais. Que essa limitação estabelecida pelo Decreto, que praticamente esgota as possibilidades de pagamentos a partir de agora, é insustentável. Pediu-se, por fim, que, dada a gravíssima situação, fosse considerada a hipótese de o MEC absorver essa restrição de gastos das universidades com outras rubricas da pasta, tal como ocorreu no bloqueio anterior.

Lamentamos, por fim, a edição deste Decreto que estabelece limitação de empenhos quase ao final do exercício financeiro, mais uma vez inviabilizando qualquer forma de planejamento institucional, quando se apregoa que a economia nacional estaria em plena recuperação. E lamentamos também que seja a área da educação, mais uma vez, a mais afetada pelos cortes ocorridos.

Diretoria Executiva da Andifes

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Categoria(s): Administração Pública / Educação
domingo - 10/02/2019 - 21:30h
UFRN

Nomeação de novo reitor contraria previsão pessimista

Diniz: nomeação (Foto: Cícero Oliveira)

Contrariando previsões pessimistas, a nomeação do novo reitor da Universidade Federal do RN (UFRN) seguiu a receita de sempre.  O  nomeação foi o campeão de votos em pleito interno na instituição.

O Governo Jair Bolsonaro publicou a nomeação do professor José Daniel Diniz Melo para o cargo. Sua posse acontecerá no dia 28 de maio.

No âmbito da UFRN, o temor era de que outro nome fosse escolhido – contrariando a autonomia universitária e a democracia na instituição. Ele teve eleição pelo voto direto dos segmentos da instituição, em pleito realizado ano passado.

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES) chegou a publicar nota em defesa nomeação de reitores das federais no país, em obediência à lista tríplice, com escolha do mais votado, caso de Diniz.

Diretor do Departamento de Engenharia, atual vice-reitor, José Daniel Diniz foi candidato único, mas em obediência às normas à nomeação pela Presidência da República, houve envio de lista tríplice com acréscimo dos nomes das professoras Maria das Graças Soares Rodrigues e Douglas Nascimento da Silva.

O professor Diniz substituirá a reitora Ângela Paiva.

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Categoria(s): Educação
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