quinta-feira - 18/09/2025 - 21:28h
Governo do Estado

MP pede convênio ou bloqueio judicial para manter Hospital Infantil

Hospital aguarda solução para o problema (Foto: José  Aldenir)

Hospital aguarda solução para o problema (Foto: José Aldenir)

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), por meio da 47ª Promotoria de Justiça de Natal, ajuizou uma petição judicial na 2ª Vara da Infância e Juventude solicitando a tutela da evidência para obrigar o Estado do Rio Grande do Norte a formalizar um novo convênio com o Hospital Infantil Varela Santiago (HIVS). A medida visa assegurar a continuidade dos serviços de saúde pediátrica e o pagamento de parcelas em atraso.

O pedido do MPRN detalha a inércia do Estado e da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) em cumprir os acordos judiciais previamente estabelecidos. Apesar de duas audiências de conciliação terem ocorrido, em 22 de janeiro e 28 de maio deste ano, nas quais a Sesap se comprometeu a apresentar uma minuta de convênio e iniciar sua execução, os prazos não foram respeitados.

A atuação do MPRN se fundamenta no princípio constitucional da prioridade absoluta na proteção dos direitos de crianças e adolescentes. O órgão ministerial busca resolver o problema da ausência de um novo convênio, que auxiliaria na continuidade dos serviços prestados pelo HIVS. A petição argumenta que a protelação por parte do Estado esgota as vias de composição e impõe uma medida mais enérgica do Poder Judiciário.

Para resolver a situação, o MPRN requereu a concessão de tutela da evidência, um instrumento processual que permite a concessão de uma medida satisfativa sem a necessidade de demonstração de perigo de dano, uma vez que a evidência do direito é clara. A petição documenta as tentativas de acordo e a falta de oposição do Estado com provas ou argumentos capazes de gerar uma dúvida razoável.

A relevância da ação reside em sua capacidade de garantir a manutenção de um serviço essencial para a saúde pública de crianças e adolescentes no estado. O Hospital Infantil Varela Santiago é uma unidade de referência pediátrica, e a falta de repasses e do convênio compromete diretamente a assistência à população. A petição demonstra que existe dotação orçamentária suficiente para o convênio, o que torna a omissão do Estado injustificável.

O MPRN ainda solicitou ao Judiciário que determine ao secretário de Saúde que assine o convênio em um prazo improrrogável de 10 dias. Em caso de descumprimento, o Ministério Público pede o bloqueio judicial de R$ 2.802.037,50 na conta única do Estado, valor correspondente ao novo convênio, além da aplicação de uma multa diária de, no mínimo, R$ 10 mil contra a Fazenda Pública Estadual.

O outro lado

A Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN se pronunciou em nota oficial. Veja abaixo:

A respeito do convênio com o Hospital Infantil Varela Santiago, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) esclarece que o tempo percorrido para a finalização do novo convênio se deu em virtude das negociações em torno da proposta e a resolução de pendências a respeito da prestação de contas de três convênios anteriores.

A Sesap tem a obrigação legal, exigida pelos órgãos de controle, de realizar a prestação detalhada desses processos, o que causou por fim a demora para a renovação da parceria. O atual convênio está com o seu processo em fase de finalização pela área técnica, para ser encaminhado à assinatura final em breve. A Sesap reconhece a importância da renovação pela relevância do serviço prestado pelo Hospital Varela Santiago ao público infantil e prioriza a manutenção desta relação.

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Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público / Saúde
sexta-feira - 25/05/2018 - 07:36h
Novamente

Prefeitura descumpre compromisso e tem recursos bloqueados

Do Blog Tio Colorau

Num acordo judicial realizado em julho do ano passado, a prefeitura de Mossoró se comprometeu a pagar o FGTS dos Agentes de Combate a Endemias em vinte parcelas mensais de R$ 40.811,48.

Para variar, o acordo foi descumprido.

A prefeitura só pagou três, e ainda assim sempre após o dia acordado. Diante do descumprimento, o juiz trabalhista Magno Kleiber bloqueou R$ 285 mil das contas municipais.

O dinheiro deverá ser repassado aos agentes em até 48h após a apresentação da documentação necessária por parte dos beneficiados.

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quarta-feira - 24/08/2016 - 22:28h
Prefeitura de Mossoró

Justiça volta a bloquear recursos por quebra de compromisso

Segue o jogo de gato-e-rato que envolve a Prefeitura de Mossoró e trabalhadores terceirizados. Hoje, mais uma decisão judicial para obrigar o Governo Municipal a cumprir acordo fechado ainda ano passado.

O juiz do trabalho, Vladmir Paes de Castro, emitiu despacho que determinou o bloqueio de R$ 130 mil das contas da Prefeitura de Mossoró com a finalidade de cobrir parcela de pagamento de terceirizados.

No mês passado (veja AQUI), já tinha acontecido bloqueio. Mas a gestão Francisco José Júnior (PSD) conseguiu negociar mais um acerto para permitir a flexibilização do pagamento, sem maiores problemas à administração.

Entretanto, mais uma vez, como quase sempre, o governo não honrou o compromisso.

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Categoria(s): Administração Pública / Justiça/Direito/Ministério Público
segunda-feira - 07/01/2013 - 21:58h
Surreal

Estado é obrigado a fornecer remédio a hospitais

O Estado volta a ser pressionado pela Justiça, para cumprir uma obrigação que deveria ser elementar: abastecer seus hospitais com remédio.

O juiz da 5ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Natal, Airton Pinheiro, determinou o bloqueio de valores da conta do Estado para o abastecimento emergencial d e vários hospitais públicos.

O O Ministério Público do RN (MPRN) é autor da ação civil pública.

A tutela antecipada obtida obriga o bloqueio para repasse de recursos aos seguintes hospitais: Hospital Walfredo Gurgel/Clóvis Sarinho (R$ 455.398,10), Santa Catarina ( R$ 90.862,430) Ruy Pereira (R$ 240.135,86), João Machado (R$ 42.539,41) e Deoclécio Marques de Lucena (R$ 77.290,43).

Nota do Blog – A que ponto nós chegamos. O governo obrigado a fornecer remédios a seus hospitais, para que milhares de vidas sejam salvas.

É o mesmo governo que torrou R$ 300 mil em foguetório no reveillon de Natal.

Não falta dinheiro, mas real prioridade.

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Categoria(s): Administração Pública / Saúde
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