terça-feira - 14/01/2025 - 07:32h
Brasil

Boatos sobre Pix estimulam fraudes e deixam governo atordoado

Série de informações esclarece questões relacionados ao Pix (Foto ilustrativa de O Globo)

Série de informações esclarece questões relacionados ao Pix (Foto ilustrativa de O Globo)

Do Canal Meio e outras fontes

A onda de notícias falsas a respeito de uma suposta cobrança de impostos sobre operações de Pix vem dando fôlego a fraudes com o dinheiro de contribuintes desavisados. No último dia 8, a Receita Federal ampliou a tomada de informações sobre operações financeiras, que já eram fornecidas desde 2003 por bancos tradicionais públicos e privados.

Além de elevar de R$ 2 mil para R$ 5 mil o valor mínimo a partir do qual as informações tinham de ser prestadas, o Fisco incluiu fintechs e operadoras de cartões (as “maquininhas”) entre as instituições que precisam prestar contas. Bastou para que fossem divulgadas nas redes fake news sobre um imposto que seria cobrado sobre transações por Pix acima desse valor.

Desde o fim de semana, pessoas estão recebendo mensagens com boletos usando a marca da Receita para pagarem o “imposto” por excederem o “limite do Pix”. “Isso é falso, não é verdade”, diz o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas. “Nada muda para o cidadão. Não há qualquer cobrança, não há imposto sobre Pix, nada disso. O cidadão não precisa fazer nada, declarar nada, apenas seguir sua vida normalmente”, garante o secretário. (g1)

A boataria mobilizou o governo. O presidente Lula se reuniu nesta segunda-feira com o ministro da Secretaria de Comunicação (Secom) da presidência, Sidônio Palmeira, que toma posse hoje, para tratar do assunto. O teor do encontro não foi divulgado, mas Sidônio já vinha trabalhando desde a semana passada na tentativa de conter a onda de notícias falsas.

Foi ideia dele o vídeo em que Lula faz um Pix para o Corinthians, seu time do coração, e mostra que não há cobrança na operação. (Globo)

Saiba mais:

Pix acima de R$ 5 mil será taxado?

Mito. A Receita vai monitorar operações que somarem mais de R$ 5 mil por mês. O limite para empresas é de R$ 15 mil mensais. Isso vale para transações via Pix, TED, DOC e cartão de crédito.

Como é a soma, não são apenas transações com essas cifras exatas que serão monitoradas. Se uma pessoa fizer várias transferências menores que superem esse valor, ela também terá as informações repassadas à Receita pelos bancos.

As operações feitas entre contas do mesmo titular também serão monitoradas.

O objetivo da Receita com a fiscalização é identificar operações atípicas, que podem, entre outras irregularidades, indicar sonegação de impostos. Se for comprovada sonegação, o contribuinte terá de prestar contas ao Fisco.

O vídeo do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, dizendo que vai “taxar tudo” e que “todo mundo sabe que imposto e Big Brother são paixões nacionais” é falso. A Polícia Federal já foi acionada para descobrir quem é o autor.

Monitoramento do Pix será em tempo real?

Mito. A Receita Federal não monitorará em tempo real todas as transações acima de R$ 5 mil. No fim de cada mês, as instituições financeiras irão somar as movimentações e, se o total ultrapassar esse valor, os dados serão repassados à Receita. Isso vai acontecer semestralmente.

Ou seja, as informações são coletadas a cada mês e repassadas ao governo duas vezes por ano. Os bancos tradicionais já faziam isso. O que a nova regra diz é que bancos digitais também passarão a fazer.

A Receita vai saber o perfil dos meus gastos?

Mito. A Receita Federal já tem acesso a informações fundamentais de cidadãos, como nome, endereço, número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e número das contas bancárias.

Mesmo monitorando as operações financeiras, o órgão não vai saber para quem o Pix ou TED foi feito ou com o que o contribuinte estão gastando esse valor. Com as informações repassadas pelos bancos, não há “qualquer elemento que permita identificar a origem ou a natureza dos gastos efetuados”, disse a Receita em nota.

Segundo o Fisco, as novas normas estão em “absoluto respeito às normas legais dos sigilos bancário e fiscal.” O que a Receita fará é ver se a movimentação na conta é compatível com a renda declarada. Se não for, o contribuinte poderá cair na malha fina.

Ganhos acima de R$ 5 mil devem ser declarados?

Verdade. Se você é um servidor público ou trabalhador da iniciativa privada com carteira assinada, o que você recebeu de salário, décimo terceiro e participação nos lucros, por exemplo, já será informado à Receita pelo órgão estatal empregador ou pela empresa em que você trabalha.

Basta que você preencha a declaração anual de Imposto de Renda (IR) com os valores, se você não se enquadrar na faixa de isenção de IR.

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Categoria(s): Economia / Gerais / Política
quinta-feira - 19/07/2018 - 09:54h
Jornalismo

Reportagem mostra indústria de notícias falsas na Internet

O Profissão Repórter – programa da Rede Globo de Televisão – monitorou alguns dos maiores sites do Brasil que publicam notícias falsas sobre política. A reportagem saiu nessa quarta-feira (18).

Um dos casos é o site Imprensa Viva, que tem milhões de acessos todo mês e é administrado por anônimos. Ele está ligado a várias páginas nas redes sociais que repostam as matérias do site para milhares de seguidores.

Outros casos investigados foram os dos sites Folha Política.org e Estrela Vermelha, que tem 140 mil acessos mensais e está ligado a outra página, Esquerdão, com 70 mil acessos mensais.

Na busca pelas empresas por trás desses sites, os endereços levaram a imóveis com aspecto de abandonado, com as portas sempre fechadas, em uma vizinhança muito desconfiada da atividade dos moradores.

Boatos e perfis falsos

As pessoas que saíam dos imóveis não quiseram dar entrevista ou revelar o nome dos funcionários dos sites e se mostraram muito irritadas.

Os boatos são muitas vezes propagados com a ajuda de perfis falsos. Isso é alimentado por um comércio virtual. Para fazer a reportagem, o repórter Erik Von Poser comprou 10 mil “amigos” por R$ 250 e foi checar de onde vinham. Alguns eram claramente falsos, outros eram perfis de pessoas reais e de empresas.

Alcides Antunes coordena uma grande rede de programação de códigos para conectar pessoas que querem comprar seguidores. Ele diz que vende uma média de 2,5 milhões de seguidores por mês.

Veja matéria completa clicando AQUI.

Nota do Blog – No RN, nos últimos meses, incontáveis páginas com temática política surgiram nas redes sociais. Elas têm conseguido expandir farto material de conteúdo duvidoso ou claramente falso, cumprindo propósito de desinformar, tumultuar, promover leviandades que favoreçam interesses de seus contratantes ou financiadores.

Campanha eleitoral provoca “nascimento” de muitas páginas políticas” – postamos na Coluna do Herzog dessa última segunda-feira, 16. Veja AQUI.

Por trás dessas páginas, é bom que estejamos cientes: tutti buona gente.

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segunda-feira - 05/06/2017 - 08:04h
Mossoró

Voo comercial segue como promessa vazia e conversa fiada

Em entrevista à imprensa mossoroense, no dia 6 de março último, o diretor geral do Departamento de Estradas e Rodagens (DER/RN), general Jorge Fraxe, declarou:

– “Há muito boato e conversa fiada”.

Referia-se, em especial, a série de postagens deste Blog que atestava a impossibilidade do Aeroporto Dix-sept Rosado passar a operar com voos comerciais no dia 12 de abril, como prometido pelo governo estadual e assegurado (indevidamente), pela prefeitura, em propaganda enganosa.

Estamos em pleno período do “Mossoró Cidade Junina” e o general Fraxe não tem qualquer possibilidade de garantir os tais voos comerciais sequer para este ano.

A gestão municipal já saiu de fininho da cena do mico, para não gerar mais embaraços à sua combalida imagem.

Não mentimos nem exageramos. Boatos e conversa fiada não foram publicados pelo Blog Carlos Santos.

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segunda-feira - 20/05/2013 - 08:47h
Boatos

Guerra de guerrilha com o Bolsa Família

Rede de boatos sobre suposto fim do Bolsa Família é claramente sinalizador de tática de guerrilha eleitoreira. Mas efeito deve ser contrário. A dimensão que a boataria tomou, não é por acaso.

O corre-corre foi grande às agências e caixas eletrônicos para saque desse benefício social.

Veja detalhes AQUI.

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Categoria(s): Administração Pública
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sábado - 17/09/2011 - 09:31h
Boatos no Twitter

O terror dentro do terror nos mundos virtual e real

A chamada blogosfera e a rede de microblogs denominada de Twitter, principalmente, viveu um dia de estresse e frisson ontem no Rio Grande do Norte, sobretudo em Natal.

Espalharam-se notícias falsas sobre dezenas de ataques a ônibus, empresas etc., com centenas e milhares de pessoas reproduzindo essa boataria sem qualquer critério de avaliação ou checagem. Só reproduzindo. Ninguém queria ficar de fora, sendo “furado”.

Criou-se um pandemônio. Superdimensionaram uma situação real; espalharam o pânico.

– Por enquanto a tuitelândia natalense exibe o trofeu “Espalha boato”, favorecendo a bandidagem. Lamentável! – comenta o jornalista Aluísio Lacerda, do Diário de Natal.

Assustador. A pressa em “dar furo” tem transformado as redes sociais num ambiente propício à boataria e à leviandade. Claro que em alguns casos a origem de tudo é mesmo a má-fé, em que estão incluídos incontáveis endereços falsos, os chamados “fakes”, ambiente próprio para calhordas, vermículos que se envergonham do próprio nome.

São pessoas, que de certo modo, são atormentadas por desvios psicossociais.

Com o advento da comunicação “online”, o furo deixou de ser o paroxismo do jornalismo, assim vejo. Importante é conteúdo. Entretanto, o que testemunho no Twitter (onde também tenho endereço), é a obsessão pelo “furo”.

Furo de segundos, minutos? Pra quê? Absurdo. Bobagem!

Muitos praticamente largam sua atividade laboral, seus afazeres comuns, suas obrigações elementares, para o exercício doentio do leva-e-traz de notas, notícias ou coisa nenhuma no Twitter.

Outros tantos apostam que estão revolucionando a humanidade no exercício do jornalismo. Twitter não é jornalismo e mesmo nele, exigências mínimas precisam ser obedecidas, para que evitemos o pior.

Esse episódio de Natal não é fato isolado. Infelizmente.

Acompanhe nosso Twitter também: www.twitter.com/bcarlossantos

Veja também AQUI, notícia apontando que 16 presos do Presídio de Alcaçuz são transferidos para o Presídio Federal de Mossoró, depois de suspeita de que alguns estejam ligados a vandalismos ocorridos em Natal e Parnamirim, ontem.

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Categoria(s): Comunicação / Opinião da Coluna do Herzog
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