quinta-feira - 31/08/2017 - 08:42h
RN

Indústria do petróleo debate investimentos e crise do setor

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte debateu na tarde desta quarta-feira, 30, por proposição da deputada Larissa Rosado (PSB), as implicações do anúncio da venda de 50 campos de petróleo no Nordeste, decisão que afetará o Rio Grande do Norte.

“Há toda uma cadeia produtiva que gira no entorno das atividades da maior empresa de petróleo do Brasil, a Petrobras. Essa venda agora anunciada não pode ser feita sem considerar os impactos regionais em cada estado”, destacou a deputada.

Para o presidente da Redepetro/RN, que agrega o segmento da cadeia produtiva do petróleo no RN, Gutemberg Dias, a propalada crise na Petrobras foi gerada para fins de efeitos midiático, para reforçar a necessidade do governo de se desfazer de patrimônio nacional.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

Com informações da AL.

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Categoria(s): Política
quinta-feira - 22/06/2017 - 06:12h
RN

Audiência discutirá retomada de investimentos petrolíferos

A atividade petrolífera foi responsável pela geração de vários empregos e de renda para os norte-riograndenses. Com a descoberta da camada pré-sal, a Petrobras perdeu o interesse pela exploração dos chamados campos maduros, o que gerou a demissão de várias pessoas do setor.

Para discutir de forma ampliada, a retomada desses investimentos no Estado, a deputada estadual Larissa Rosado (PSB) propôs a realização de audiência pública, dia 14 de agosto, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.

A iniciativa vai ao encontro do que propõe o Ministério de Minas e Energia através do Programa de Revitalização das Atividades de Exploração e Produção de Petróleo e Gás em Áreas Terrestres (REATE).

Com informações da Assessoria de Imprensa de Larissa Rosado.

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Categoria(s): Administração Pública
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quarta-feira - 07/12/2016 - 14:48h
Ação

Juiz proíbe concessão de campos maduros pela Petrobras

A Petrobras está proibida de efetuar a concessão dos campos de produção de petróleo e gás natural em campos terrestres instalados nos Estado de Sergipe, Ceará, Rio Grande do Norte, Bahia e Espírito Santo. Informação do site Infornet.

A determinação vem do juiz Edmilson Pimenta, da 3ª Vara da Justiça Federal em Sergipe, em decisão liminar atendendo pleito destacado em ação popular movida pelos cidadãos Vando Santana Gomes e Alealdo Hilário dos Santos.

Ação alega que concessão fere Constituição e compromete postos de trabalho no estado sergipano (Foto: Web)

Na ação, Vando Gomes e Alealdo Santos alertam que a Petrobras está realizando a concessão sem licitação, ferindo a Constituição Federal. Eles informam que estes procedimentos foram confirmados pela própria estatal em resposta aos questionamentos feitos por uma entidade sindical que representa os interesses dos trabalhadores da categoria petroleira.

Interferência

Para os cidadãos que ingressaram com a ação popular, a concessão dos bens da Petrobras sem licitação e também o gesto da Agência Nacional de Petróleo (ANP) em permitir a transação comercial causarão interferência direta na vida dos sergipanos e coloca em risco os postos de trabalho e a relação de emprego e renda, que poderão não ser mantidos pela empresa adquirente, na ótica dos dois personagens que ingressaram com a ação judicial para barrar estas concessões.

Na ação, a Petrobras e a ANP se manifestaram. A Petrobras informou que a estatal se submete às regras da legislação específica e destaca a Emenda Constitucional que flexibiliza o monopólio da União nas atividades da indústria petrolífera, permitindo o repasse de atividades para a iniciativa privada.

“A Petrobras, então, teve seu papel redefinido, pela “Lei do Petróleo”, para se amoldar ao novo modelo de gestão, mais atuante num mercado competitivo”, explica a estatal ao apresentar defesa na ação.

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terça-feira - 09/08/2016 - 12:16h
Mossoró

Representante da ANP falará sobre campos maduros

A Associação Redepetro, que reúne um elenco de segmentos ligados à cadeia do petróleo no estado, promoverá palestra hoje à noite no Sebrae (Mossoró). Começará às 18h30.

Trata-se de uma sessão ordinária, onde estará fazendo uma palestra sobre a cessão de campos maduros de petróleo na região, o representante da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Paulo Alexandre.

A Redepetro tem procurado ouvir “os dois lados da moeda”, ou seja, os que são a favor e contrários a cessão dos campos maduros à iniciativa privada, como forma de reaquecimento da produção.

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segunda-feira - 18/07/2016 - 03:13h
Economia

Desemprego em massa na área de petróleo será debatido

Os impactos dos desinvestimentos nos campos petrolíferos maduros no Rio Grande do Norte serão tema de audiência pública nesta segunda-feira (18), a partir das 9h, no plenarinho da Assembleia Legislativa. A proposição do debate é iniciativa do mandato do deputado estadual Fernando Mineiro (PT).

Mineiro disse que a motivação da audiência é a preocupação com o impacto da venda de ativos da Petrobras na economia do Rio Grande do Norte. A companhia confirmou que vai “readequar a frota de sondas” no Estado, segundo informou na edição desta quinta-feira (14) a Tribuna do Norte.

Demissões

Em março, a empresa havia anunciado a venda de 38 campos terrestres em operação, que representam 23% de toda a produção potiguar em terra, equivalente a 15 mil barris/dia. A operação está prevista para ocorrer até o final de setembro deste ano.

O Sindipetro-RN, segundo a reportagem da Tribuna do Norte, estima que a venda desses campos, somada ao desligamento de sondas da Petrobras, poderá gerar até 5 mil demissões de trabalhadores terceirizados apenas no RN.

Com informações da AL.

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domingo - 03/07/2016 - 05:48h

Operadoras independentes e campos maduros da Bacia Potiguar

Por Gutemberg Dias

A Bacia Potiguar como produtora de petróleo ainda tem uma grande importância no cenário nacional. Até poucos anos essa bacia se destacava como a maior produtora de petróleo em terra no âmbito nacional, superando a produção da Bacia do Recôncavo e Bacia Sergipe-Alagoas.

A Petrobras desde a década de 1970 vem sistematicamente desenvolvendo pesquisas e, sobretudo, explorando petróleo em terras potiguares. Sempre com maior foco na produção terrestre. Vale salientar que campos petrolíferos em águas continentais também fazem parte do portfólio da estatal na Bacia Potiguar, passando a ter uma maior relevância a partir da descoberta do campo de Pitú.

Com a descoberta do pré-sal criou-se um viés no processo de exploração e produção do petróleo, principalmente, no tocante aos rumos traçados pelo maior operador no Brasil, no caso a Petrobras.

Um fato importante é a média de produção de um poço no pré-sal que chega 30 mil/dia contra uma produção de um poço terrestre de 20 barris/dia. Naturalmente, pelo grau de desafio e aporte financeiro, bem como, pela expressiva produção, a Petrobras passou a reordenar os seus investimentos em relação ao campos terrestres.

Nesse compasso a Petrobras divulgou recentemente que almeja se desfazer de alguns ativos, estando incluídos muitos campos em terra, chegando a uma soma de mais de US$ 4,11 bilhões apenas em ativos de E&P. Salienta que esse esforço tem o objetivo da empresa se capitalizar e, sobretudo, focar suas operações nos ativos onde há elevada produtividade, como acontece nos campos do pré-sal.

No Rio Grande do Norte várias empresas independentes já estão sediadas e com operação ativa, dentre elas podemos citar a Petrogal, Petrosynergy, Partex, Sonangol, UTC Petróleo e Gás entre outras.

Além dessas, outras empresas passaram a ter interesse na Bacia Potiguar como a Imetame, Phoenix e Geopark que adquiriram blocos isoladamente no último leilão da ANP ocorrido em 2015.

Com base em dados da ANP, tendo como referencia o ano de 2015, observa-se que a produção “onshore” foi de 16.164.494 barris/ano. Fazendo uma relação do montante da produção no estado executado pelas operadoras independentes, observa-se que apenas 3,52% foi produzido por esse segmento, perfazendo um total de 568.985 barris/ano.

Atualmente a Bacia Potiguar tem treze operadoras independentes com um total de 25 campos de produção (ANP). Vale destacar que três campos desses são “ofshore” e oito “onshore” em parceria com a Petrobras.

Dentre essas operadoras destacam-se quatro que sobressaem em relação ao total produzidos por elas em 2015. Podemos citar a Sonangol (45,06%), Partex (26,48%), UTC (12,30%) e a Petrogral (11,06%), já as demais empresas não ultrapassam o percentual individual de 3%, ou seja, apresentando uma baixíssima produção.

Um dado importante que corrobora para uma baixa produção é que muitos desses campos adquiridos em leilões estão situados em bacias maduras que foram muito bem mapeadas pelos estudos desenvolvidos pela Petrobras, fato que termina por limitar a possibilidade de novas descobertas com grande potencial comercial.

O movimento das empresas e da Frente de Petróleo e Gás no Congresso, diante do cenário expõe uma articulação para que a Petrobras coloque no mercado parte dos ativos terrestres, no intuito de criar subsídios para o desenvolvimento da produção dos operadores independentes, notadamente, com o discurso da redução dos custos de produção e, consequentemente, aumento do potencial produtivo dos campos maduros.

A ABPIP – Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás defende que as empresas “precisam ter um nível de risco mais compatível com as atividades de Produção do que de Exploração”, isso com base, principalmente, no porte das mesmas, já que tendem a ser de pequeno a médio. Dessa forma, o mercado, segundo a associação, se abriria para um cabedal de empresas com capital para investir na cadeia de petróleo e gás.

Ainda, a ABPIP destaca que em países (Canadá, EUA e Colômbia) com tradição de produção terrestre, onde as empresas de maior porte (majors) como a Petrobras, tem altos custos para desenvolver poços de baixa produção, milhares de operadores de pequeno porte vem tendo bons resultados em termos de evolução da produção com, consequente, geração de riquezas.

De um modo geral acredito que existe espaço para a ampliação da relevância da participação dos pequenos operadores na cadeia de petróleo e gás no estado do Rio Grande do Norte.

Porém, é preciso ter uma ideia que isso deverá trazer resultados positivos como a geração de mais empregos, aquecimento da cadeia de fornecedores, principalmente, as micro e pequenas empresas, bem como, o incremento de divisas a partir do recolhimento de impostos e geração de royalties.

É verdade, também,  para que isso ocorra é necessário que haja uma reengenharia que envolva vários aspectos como a revisão da legislação ambiental, critérios legais que garantam os investimentos mínimos por parte dos operadores independentes, estabelecimento de cenários com base no aumento real de produção mantendo as condições do ambiente de trabalho de hoje e, sobretudo, que haja uma disponibilização de uma rede de energia elétrica estável e confiável que possa atender a expansão da malha de produção.

Sendo assim, considero um grande desafio e uma grande oportunidade para a revisão da cadeia de petróleo e gás no estado, sendo necessário para tanto, o envolvimento  dos setores produtivos, o poder público e a sociedade civil organizada para se estabelecer um novo marco de produção para as bacias maduras e, especificamente, a Bacia Potiguar que tem na produção de petróleo e gás uma grande fonte de riqueza para o estado do Rio Grande do Norte e os municípios produtores.

Gutemberg Dias é presidente da Associação Redepetro RN

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segunda-feira - 07/03/2016 - 15:07h
Petrobras

Sindicatos preparam luta contra venda de ‘campos maduros’

Reunidos no último fim de semana (5 e 6/03), em Salvador (BA), os sindicatos de petroleiros dos Estados da Bahia, Ceará/Piauí, Espírito Santo, Sergipe/Alagoas e Rio Grande do Norte decidiram deflagrar uma ampla campanha de sensibilização da opinião pública. Tem o propósito de mobilizar a sociedade civil para a “defesa da permanência da Petrobras nas atividades de exploração e produção de petróleo e gás em campos terrestres”.

A deliberação foi tomada após um amplo debate de avaliação da conjuntura econômica e política nacional e internacional, no qual foi identificado um intenso açodamento das forças políticas entreguistas, ávidas por desconstruir a Petrobrás e abrir a exploração do petróleo brasileiro, especialmente, nas áreas do pré-sal, para grupos privados e grandes empresas petrolíferas estrangeiras.

Fato relevante

Durante o encontro, que teve a participação dos diretores Márcio Dias e Pedro Lúcio, pelo SINDIPETRO-RN, os representantes sindicais também traçaram estratégias e diretrizes para a construção de um plano de ação conjunta a fim de barrar a entrega dos campos terrestres em seus respectivos estados, assim como o processo de alienação de ativos.

Na última quarta-feira, 4, a Petrobras anunciou ao mercado financeiro, por meio de um boletim denominado “Fato Relevante”, que deu início ao processo de “cessão dos direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás natural”. Além desta operação, a Diretoria da Companhia também informou a aprovação da venda de ativos ligados às concessões dos mesmos campos terrestres.

Doação

De acordo com o Jornal “Valor Econômico”, com a cessão da exploração em campos terrestres a Petrobrás espera arrecadar cerca de R$ 800 milhões. No entanto, segundo a análise feita pelos Sindicatos, apenas nessa primeira “liquidação” serão subtraídos ao povo brasileiro cerca de 257 milhões de barris de óleo e gás em reservas provadas.

Considerando que “reservas provadas” são aquelas já descobertas, em plena produção, e que o barril de petróleo ainda não extraído vale, hoje, cerca US$ 3, ou R$12, o volume repassado pela Petrobrás estaria avaliado em mais de R$ 3 bilhões. Para os petroleiros, essa diferença representa uma verdadeira “doação”, sem contar que, de brinde, os beneficiários ainda levarão toda a infraestrutura de escoamento, bombeamento, tratamento e transferência do petróleo e do gás para Refinarias e Terminais.

Com informações do Sindipetro/RN.

Nota do Blog – Esse assunto foi objeto de entrevista do Blog com o deputado federal Beto Rosado (PP), nesse domingo (7), dando outra versão para o caso dos “campos maduros”. Veja AQUI.

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Categoria(s): Economia / Política
domingo - 06/03/2016 - 18:20h
Conversando com Beto Rosado...

Campos maduros reaquecerão produção de petróleo e emprego

A expectativa é que o setor petrolífero no Rio Grande do Norte demita cerca de cinco mil pessoas este ano. Desde 2010, os números são de queda vertiginosa na empregabilidade. Uma das saídas para atenuar o efeito dominó desse ‘desmanche’, defendida pelo deputado federal Beto Rosado (PP), é o aproveitamento dos chamados “campos maduros” pela iniciativa privada. À semana passada, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) confirmou essa decisão, indo ao encontro do pensamento e argumentos do parlamentar potiguar.

Beto apresenta estudo que aponta potencialidade

Ao Blog Carlos Santos, Beto Rosado dá entrevista falando sobre o assunto e arguindo que essa é uma saída para “compensar a retirada dos investimentos da Petrobras” na região. Presidente da Frente Parlamentar do Petróleo e Gás, que reúne deputados e senadores brasileiros, ele está otimista com a decisão. Veja nosso bate-papo abaixo:

Blog Carlos Santos – Como você recebeu esse anúncio de que a Petrobras irá vender os poços improdutivos?

Beto Rosado – Com muita esperança. É uma forma de compensar a retirada dos investimentos da Petrobras nos últimos anos, causando a demissão de sete mil terceirizados e o enfraquecimento da nossa economia. Vender para as pequenas empresas os poços que não são do interesse da Petrobras é a forma de retomar esses empregos e movimentar o comércio de todo o entorno, desde a capina, o setor de alimentação, segurança, transporte e outra série de atividades.

BCS – Haverá aproveitamento de bom contingente de trabalhadores?

BR – Mossoró tem uma mão de obra ociosa muito grande por falta de emprego nessa área, muita gente qualificada formada em cursos técnicos e instituições como a Universidade Potiguar (UnP) e Universidade Fedral Rural do Semiárido (UFERSA). Esses profissionais vão ser diretamente beneficiados por essa iniciativa.

BCS – Essa é a melhor saída ou a que temos à mão?

BR – É a menos danosa. É melhor ter um campo produzindo com um operador privado do que não ter produção nenhuma e emprego nenhum. A geração de emprego não depende de quem opera o campo, mas do nível de investimento que se faz no negócio. Se a Petrobras diz que não vai investir, não haverá emprego. É preciso deixar claro que os servidores da companhia não vão perder o emprego porque são estáveis, mas os terceirizados, que dependem do nível de investimento, sofrem muito com isso. Para um operador de sonda, um motorista de caminhão, um vigilante, um cozinheiro, um técnico de serviços especiais, não importa de quem é o campo. O que importa é que ele tenha emprego para trabalhar. É isso que vai acontecer, pois serão retomados os investimentos, na medida em que chegam novos operadores, que vão adquirir os campos com o objetivo de colocá-los para funcionar.

BCS – Se a Petrobras está deixando os campos de lado, vai haver interesse por parte das empresas?

BR – Vai e os últimos leilões já mostraram isso. Como as pequenas empresas tem uma estrutura mais enxuta e um custo menor do que a Petrobras, a produção nessas áreas ganha viabilidade. Temos dados de que em alguns campos o custo de produção do barril chega a U$8 dólares para os pequenos operadores, enquanto o custo da Petrobras se aproxima do preço de venda, que é de U$ 30 dólares.

BCS –  O Sindicato dos Petroleiros diz que vai haver precarização do trabalho. É esse o seu entendimento?

BR – Isso é mito. O Brasil já teve a oportunidade de experimentar esse modelo numa escala menor e as informações são de que o número de acidentes de trabalho nos operadores privados é bem menor, enquanto a performance de produção é quase o dobro. Além disso, o país tem instituições que fiscalizam essas atividades, como a Justiça do Trabalho.

BCS – Existe projeção para o número de empregos que serão gerados?

BR – Recebemos um estudo feito pela Federação da Indústria da Bahia nos estados onde estão localizados os campos maduros. No Rio Grande do Norte, se em julho de 2015 os campos marginais estivessem sendo operados por empresas independentes, a projeção da produção era de 91 mil barris contra os 49 mil produzidos pela Petrobras. Isso representaria R$1,2 bilhão em royalties, sendo R$ 590 milhões somente para os municípios potiguares. Além disso, geraria 67,8 mil postos de trabalho. É a projeção técnica do quanto estávamos perdendo.

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quarta-feira - 02/03/2016 - 21:54h
Petróleo

ANP anuncia venda de campos maduros pedida por deputado

Nesta quarta-feira (02), a a diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Magda Chambriard, informou ao deputado Beto Rosado (PP), que a Petrobras irá iniciar a venda de um conjunto de aproximadamente 90 campos terrestres. A reunião ocorreu na liderança do PP, com a presença do líder Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

O comunicado da venda dos poços também foi feito pela própria Petrobras, no final da manhã, por sua página de relacionamento com os investidores. A defesa da venda dos campos maduros da Petrobras foi intensificada pela Frente Parlamentar do Petróleo e Gás desde que o deputado assumiu sua presidência.

Aguinaldo, Magda e Beto tiveram reunião hoje em Brasília na liderança do PP (Foto: Vanessa d'Olivier)

Ele acredita que isso irá reverter o quadro de demissão em massa que tem afetado o setor, com a diminuição dos investimentos da estatal na perfuração de novos poços. Nesses campos de baixa produção, a Petrobras tem um custo de exploração por barril que se aproxima do preço de venda, atualmente em US$ 30.

Isso torna a exploração inviável para a companhia.

Por outro lado, o custo da exploração por empresas privadas pode chegar a US$ 8, o que torna viável o negócio, segundo informações da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (ABPIP).

Custo

Como as empresas contratam serviços de fornecedores locais, tem um custo de exploração menor do que a estatal e mais condições de investimento.

Beto Rosado explica que vender os campos maduros significa liberar somente os poços de baixa produção que a Petrobras está deixando de lado. “Ou seja, a estatal continuará explorando o petróleo em terra com os poços mais produtivos. Isso garante o emprego daqueles que atuam nesses poços, sem prejudicar a abertura de novos postos de trabalho a partir da exploração pela iniciativa privada. A nossa briga é pelo emprego”, destacou o deputado.

A diminuição dos investimentos da Petrobras na exploração dos poços terrestres já provocou 7 mil demissões no RN desde 2010, segundo o Sindipetro (Sindicato da categoria).

Outras 5 mil demissões estão previstas esse ano com o desligamento de três máquinas de perfuração no estado. “A esperança é que a venda dos poços maduros para a iniciativa privada possa reverter esses números”, destaca o deputado.

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quinta-feira - 19/11/2015 - 12:10h
Em Mossoró

Beto Rosado provoca audiência sobre poços maduros

O deputado federal Beto Rosado (PP-RN), presidente da Frente Parlamentar Mista do Petróleo e Gás, promove audiência pública nesta sexta-feira (20), a partir das 15h, no plenário da Câmara de Mossoró. O tema da audiência é a abertura da exploração dos poços maduros da Petrobras para a iniciativa privada.

O deputado entende que os campos maduros deixaram de ser interessantes para a companhia, pois produzem numa escala menor, se comparados à exploração do pré-sal. O resultado é a desativação da maioria deles, prejudicando a economia dos estados em que estão presentes.

Beto vê prejuízos (Foto: divulgação)

Estima-se que o setor demitiu mais de 12 mil trabalhadores nos últimos anos somente no Rio Grande do Norte.

De acordo com a Associação Brasileira dos Produtores de Petróleo e Gás – ABPIP, os 135 mil barris produzidos por dia em campo maduros poderiam dobrar num prazo de 3 a 5 anos caso fossem repassados para operadores privados de forma distribuída. Isso porque o mercado funciona muito melhor quando existe competição, gerando impactos positivos sobre toda a economia.

Especialistas, professores universitários, estudantes, sindicalistas, empresários do setor, vereadores e a população em geral estão convidados a participar.

A Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás já confirmou a sua participação.

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segunda-feira - 31/08/2015 - 17:31h
Frente Parlamentar

Beto Rosado defende união em favor de ‘poços maduros’

Beto: foco na produção (Foto: Câmara Federal)

O deputado federal Beto Rosado (PP) vai presidir a Frente Parlamentar Pela Criação da Indústria de Petróleo e Gás no Brasil. Para isso, conseguiu a adesão de mais de duzentos deputados e senadores, no Congresso.

A ideia é que essa indústria seja criada a partir da venda dos poços maduros da Petrobras, hoje subaproveitados pela companhia. Na opinião do deputado, os campos maduros deixaram de ser interessantes para a Petrobras, pois produzem numa escala menor, se comparados à exploração do pré-sal, por exemplo.

Venda de poços

O resultado é a desativação da maioria deles, prejudicando a economia dos estados em que estão presentes. Estima-se que mais de 12 mil postos de trabalhos na área foram fechados nos últimos anos somente no Rio Grande do Norte.

“Vejo uma grande oportunidade de fazer a nossa economia voltar a crescer na área do petróleo e gás, pois a venda dos poços maduros vai movimentar o setor e gerar mais empregos, por isso a nossa luta”, concluiu o deputado.

O que são poços maduros?

Os campos de petróleo com produção declinante são denominados por alguns estudiosos de “campos maduros de petróleo”; outros, por sua vez, os denominam “campos marginais”, havendo, ainda, os que não realizam qualquer distinção entre os termos.

A luta é para que eles possam continuar sendo explorados, abrindo caminho para retomada de empregos, renda e royalties.

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sexta-feira - 29/03/2013 - 07:06h
Vilmar Pereira

Empresário vê crise como fenômeno superdimensionado

Na opinião de um dos mais vitoriosos empreendedores mossoroenses ligado ao setor petrolífero, nos últimos 30 anos, Vilmar Pereira, há um superdimensionamento do recuo de investimentos da Petrobras na região RN/CE, em especial na área de Mossoró. Mesmo assim, a preocupação é devida.

Vilmar: confiança

Ele conversou à tarde dessa quinta-feira (28) com o Blog, num restaurante da cidade.

Segundo Vilmar, é indisfarçável que a economia de Mossoró passa por turbulência, com fatores internos e externos concorrendo para esse quadro. Concorda que o Blog tem feito abordagens com dignósticos incisivos e coerentes sobre o tema, mas “a situação não é tão grave assim”.

Vilmar Pereira afirmou que “o ciclo do petróleo não chegou ao fim”, existem muitas empresas em dificuldades e empresários fora do mercado nessa relação complexa do segmento petrolífero e com a Petrobras. Entretanto, há muito ainda a ser explorado.

Segundo ele, os campos maduros fazem parte de uma densa discussão de ordem econômica e também política. A produção em terra na região está com perfil de declínio, algo visto como natural.

Muitas pequenas e médias empresas – associadas ou não – ainda apostam nessa produção, a partir de cessão deles pela Petrobras.

ENTENDA – “Campo maduro” é aquele, de qualquer tipo, tamanho ou operador, cujo tempo de produção se encontra naturalmente em queda de produtividade rumo à exaustão de sua reserva recuperável. A Petrobras – desinteressada por alguns, abre-os à exploração da iniciativa privada.

Por outro lado, o empresário admite que através de seus negócios no setor de fomento empresarial e sua própria experiência, é fácil perceber que não é apenas o petróleo que causa instabilidade na economia de Mossoró. Pode existir um desdobramento em cadeia, com efeito dominó nefasto à economia.

– Funcionários da Petrobras e terceirizadas, com seus familiares, talvez respondam por cerca de 30 mil ou mais planos de saúde em Mossoró. É um número considerável – mediu.

– O segmento imobiliário passa por dificuldade; o ramo salineiro também – identificou.

A seca, os reflexos disso nas cidades e em prefeituras que vivem transição de poder, além de indicadores inflacionários, têm espectro inquietante.

O Blog tem “martelado” nesses pontos. O empresário não discorda.

Mesmo assim, Vilmar avaliou que a pujança de Mossoró pode superar o sismo conjuntural. E ratificou: “A Petrobras não está saindo de Mossoró”.

Acrescentou ainda que as riquezas da região são múltiplas, citando uma em especial:

– Nós temos o calcário com reservas fantásticas na região e com crescente exploração em Mossoró, Baraúna/Vale do Jaguaribe, Chapada do Apodi.

Classe política e empresarial estão no epicentro do caso e precisam dar uma resposta à crise. É o cerne de sua reflexão.

“Com trabalho”, apontou, tudo poderá ser superado.

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