sábado - 13/07/2019 - 17:26h
Descaso

Lanterna de celular vira equipamento de saúde em Mossoró

Médico e pacientes denunciam problemas em UPA's, que comprometem e humilham vidas humanas

Do Mossoró Hoje

O cofre que custeia os serviços públicos em Mossoró/RN é um só. A gestão municipal alega crise financeira para custear serviços de saúde e destina R$ 5 milhões para os 30 dias de festejos do Mossoró Cidade Junina (MCJ). Muitos dos contratos foram pagos antecipadamente.

UPA's estão desabastecidas e com outras precariedades que são mostradas pela própria população (Foto: Cézar Alves)

Enquanto muitos comemoram a grande festa que foi o MCJ 2019, outros lamentam o sofrimento que tiveram nas unidades de saúde do município por falta de medicamentos e equipamentos.

O médico Jesrryel Silva narrou que enquanto a poeira levantava no Corredor Cultural “estava faltando Voltaren, Benzetacil, Decadron, Hidrocortisona e até máscara para fazer nebulização nas UPAS. O mais carente acaba sofrendo muito com isto”, relata o profissional.E o descaso com saúde pública não foi só relação a falta de medicamentos. Os médicos também não tinham equipamentos para fazer procedimentos simples no Pam do Bom Jardim, nas UBS e UPAs, tendo que enviar o paciente para o Hospital Regional Tarcísio Maia.

No PAM do Bom Jardim, por exemplo, o serviço de ortopedia ficou prejudicado porque o raio x e a serra de cortar gesso quebraram. Os pacientes tinham que tirar do próprio bolso para fazer o raio x em clínicas partilhares e pedir favor para botar e tirar gesso no HRTM.

E não são problemas estruturais somente no período de junho. Meses antes já existiam.

A dona de casa Andreia Souza disse que foi nas três UPAs de Mossoró com a filha sentido muita dor no ouvido “e tive que ir em Governador Dix Sept Rosado para consulta-la por falta deste aparelho (otoscópio). O pior é que o médio passa remédio sem sequer olhar no ouvido. Ela estava com infecção e teve que tomar antibióticos”, conta Andreia Souza.

Já Claudia Lima faz um relato ainda mais assustador.Os problemas continuam. Otoscópio, que custa de R$ 70 a R$ 400,00, variando conforme a marca e tipo, ainda não foi comprado.

Na madrugada deste sábado (13), Adriene Mendonça foi à UPA dos Santo Antônio com a filha com sangramento no ouvido e não teve atendimento. Foi enviada para o HRTM.

Nas redes sociais, havia um verdadeiro exército de perfis (muitos, falsos) atacando quem denunciasse (O portal Mossoró Hoje foi vítima) esses fatos escandalosos.Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo  TwitteAQUIInstagram AQUIFacebook AQUIYoutube AQUI.

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Categoria(s): Administração Pública / Gerais / Saúde
quinta-feira - 04/02/2016 - 17:53h
Mossoró

Candidatos a concurso formalizam denúncia ao MP

Os candidatos prejudicados no processo seletivo da Prefeitura Municipal de Mossoró (PMM) porque os portões foram fechados antes do horário previsto no edital formalizaram junto ao Ministério Público o pedido de suspensão do certame. As provas foram aplicadas no último domingo, 31, na Escola Estadual Professor Abel Coelho, e cerca de 30% dos participantes ficaram de fora por causa do incidente.

Uma comissão representando os candidatos prejudicados, acompanhada do vereador Genivan Vale (Pros), foi recebida pelo Promotor da Saúde, Wikson Vieira Barbosa. Na oportunidade, os candidatos apresentaram documentos que embasam o pedido de suspensão do processo seletivo.

Além da questão do horário, os candidatos elencaram 15 possíveis irregularidades no processo seletivo, como a modificação do edital feita em dia não útil, o portão externo não ser considerado acesso à Escola Estadual Professor Abel Coelho e a lista com nomes dos candidatos estar fixada no muro da escola, em vez de estar na entrada das salas.

Também há suspeita de que algumas questões da prova tenham sido plagiadas de provas de concursos de Pernambuco e Rio de Janeiro.

O promotor Wikson Vieira confessou estranhar a grande quantidade de candidatos que perderam a prova, quase 30%. Ele também estranhou o fato de que a retificação que mudou o horário de fechamento dos portões tenha sido publicada no Jornal Oficial de Mossoró (JOM) no dia 25 de dezembro, Dia de Natal. “Quem ia olhar um JOM no dia de Natal?”, questionou.

O promotor relatou que irá analisar os pontos apresentados pelos candidatos para poder tomar uma posição.

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Categoria(s): Administração Pública / Justiça/Direito/Ministério Público / Política
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