domingo - 08/08/2021 - 13:34h

Estados e prefeituras devem ter mais dificuldades para empréstimo

Por Josivan Barbosa

A partir de agora tanto a governadora Fátima Bezerra (PT) quanto o prefeito Alysson Bezerra (Solidariedade) terá dificuldades de conseguir contrair empréstimos que necessitem de aval do Governo Federal. O problema é que o governo federal pretende subir a régua que determina se deve ou não entrar como avalista em operações de crédito contratadas por Estados e municípios. Novos critérios para o cálculo da Capacidade de Pagamento (CAPAG) dos entes subnacionais, que entraram durante a semana em audiência pública, vão exigir a intensificação do ajuste fiscal e a auditoria dos dados.dinheiro, real, empréstimo, fazenda, economia, finanças, fazenda, investimento, rentista, área financeira

Pelos critérios atuais, um Estado ou município cuja relação entre despesas correntes e receitas correntes seja de até 90% é considerado um “espetáculo de solvência” e recebe Capag A. A proposta do Tesouro é que essa relação seja baixada para 85%.

Para a Capag B, atribuída hoje a quem tem relação entre despesas correntes e receitas correntes entre 90% e 95%, a proposta é reduzir para 85% a 95% ou para 85% a 90%.

A Capag C, que impede o aval da União, é dada atualmente à relação maior do que 95%. A proposta é manter assim reduzir para 90%.

Outra alteração proposta pelo Tesouro Nacional é exigir que as contas apresentadas por Estados e municípios sejam validadas pelos tribunais de contas locais ou mesmo por uma auditoria privada.

De 2016 até junho deste ano a União gastou R$ 37,5 bilhões para pagar prestações não honradas de dívidas de Estados e municípios em que entrou como avalista. O Rio Grande do Norte está na lista desses Estados.

CEF Agronegócio

O município de Mossoró precisa fazer gestão junto a presidência da Caixa Econômica para que o município seja contemplado com uma agência voltada para o negócio rural. A região polarizada por Mossoró possui num raio de 150 km as principais empresas produtoras e exportadoras de frutos tropicais do Estado. São cerca de 200 empresas potenciais para atendimento de crédito e outros serviços voltados para o setor.

A Caixa elevou para 268 o número de agências que deverão ser abertas em todo o país para ampliar sua rede de atendimento até o fim do ano. Serão 168 unidades focadas no varejo e outras 100 especializadas no agronegócio.

A condição de reciprocidade negocial com a prefeitura se dá em locais onde, atualmente, não há viabilidade financeira para abertura de unidades, mas este não é o caso de Mossoró. Entre as obrigatoriedades da prefeitura estão a cessão não onerosa de espaço físico para a unidade, a transferência de folha de pagamento do município para a Caixa, a centralização de convênios e a arrecadação e cobrança dos tributos, entre outros.

Juros

O BC aumentou em um ponto percentual a Selic, para 5,25%, e indicou que, sem modificações substanciais no cenário, repetirá a dose na reunião do Copom de setembro. Resta saber agora até onde vai o ciclo de aperto e em que magnitude cessará. A nova intenção do BC é ir além do juro neutro, algo que, se a meta de 2022 for cumprida, será de 6,5%. No comunicado do Copom, com a Selic a 7% no ano corrente e sua manutenção em 2022, os 3,5% da meta seriam atingidos. Mas esse é um terreno movediço. Quando pressões inflacionárias deixam de ser temporárias e se tornam permanentes, a própria taxa neutra de juros se eleva, dizem economistas.

Pernambucanas

Após o silêncio da Havan sobre a instalação de uma unidade em Mossoró, agora será a vez do município atentar para atrair de volta as lojas Pernambucanas. A empresa vai ampliar as suas unidades no Norte e no Nordeste. As Pernambucanas era uma das mais importantes lojas de tecidos instalada na Praça do PAX, ao lado do antigo Armazém Narciso.

Transnordestina

O desenvolvimento regional do Nordeste está em baixa. O governo decidiu levar à frente a construção de apenas um dos dois trechos da ferrovia Transnordestina, o que liga o interior do Piauí, em Elizeu Martins, até o porto de Pecém, no Ceará.

O projeto da Nova Transnordestina foi concebido ainda no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com previsão de conclusão em 2010, as obras da ferrovia sofreram inúmeras interrupções e até hoje não há prazo para entrar em operação. O orçamento do projeto mais do que dobrou. Já foram gastos cerca de R$ 7 bilhões.  Outro montante equivalente a esse ainda precisaria ser gasto.

O governo tem reconhecido o esforço da concessionária Transnordestina Logística, comandada pela CSN e responsável por construir e operar a ferrovia. As obras estão em andamento com praticamente 1.000 trabalhadores em campo, tendo investido R$ 300 milhões somente ano passado.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Ufersa

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Categoria(s): Artigo
terça-feira - 13/11/2018 - 10:30h
Dificuldades

RN não tem capacidade de contrair empréstimo, diz Tesouro

Estado faz parte de lista de treze estados incluídos no "Boletim de Finanças dos Entes Subnacionais"

Do Valor Econômico

Dentre 26 unidades da federação analisadas pelo Tesouro Nacional, apenas 13 têm atualmente nota de capacidade de pagamento (CAPAG) A ou B, o que possibilita ao Estado obter garantia da União para novos empréstimos. Em 2017, eram 14 Estados.

O Maranhão e o Rio Grande do Norte, ambos com nota “B” em 2017, tiveram o rating reduzido para “C” neste calendário. O Piauí subiu de “C” para “B”. Minas Gerais ficou sem avaliação porque não apresentou ao Tesouro informações sobre sua disponibilidade de caixa.

Os dados estão no “Boletim de Finanças dos Entes Subnacionais”, divulgado nesta terça-feira pelo Tesouro Nacional. O único com nota “A” de avaliação atualmente é o Espírito Santo.

Capacidade de pagamento

O Pará, que tinha nota “A”, caiu agora para “B”, mas continua elegível para aval da União. Os demais Estados elegíveis são Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Ceará, Paraíba, Paraná, Rondônia, Roraima e São Paulo. A nota de capacidade pagamento é uma das variáveis para a concessão de aval pelo Tesouro, que analisa também outras variáveis, como o fiscal que o ente possui.

O rating de capacidade de pagamento resulta da nota em três indicadores: endividamento (dívida consolidada líquida sobre receita corrente líquida), poupança corrente (despesa corrente sobre receita corrente ajustada) e índice de liquidez (obrigações financeiras sobre disponibilidade de caixa).

Segundo o Tesouro, todos os Estados considerados sem capacidade de pagamento possuem nota “C” no indicador de poupança corrente. Isso indica que a relação entre receitas e despesas correntes indicando pouca margem para o crescimento dos gastos obrigatórios estaduais foi responsável pela perda da capacidade pagamento.

Veja matéria completa clicando AQUI.

Nota do Blog – Uma versão espalhada durante a campanha eleitoral, era de que o governo estadual não conseguira levantar empréstimo por ter sido vítima de sabotagem de setores de sua bancada federal.

Ah, tá!

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Categoria(s): Administração Pública
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