sexta-feira - 11/10/2013 - 17:39h
Sanguessugas

Partidários de Rosalba e Cláudia partem pro ataque

A estada curta – poucas horas – do presidenciável Eduardo Campos (PSB) em Mossoró, não foi apenas de entrevistas, aplausos, fotos e outras manifestações de incenso. Teve o outro lado.

Partidários da governadora Rosalba Ciarlini (DEM) e da prefeita Cláudia Regina (DEM) promoveram intensa campanha contra o grupo da deputada federal Sandra Rosado (PSB), principal força de apoio a Campos em Mossoró.

Faixa tem dois populares em calçada em frente à Câmara (Foto Blog Carlos Costa)

Agiram em duas frentes.

Nas redes sociais, pessoas com cargos comissionados na Prefeitura de Mossoró e militantes cibernéticos massificaram a hastag (mensagem viral) #DigaNãoAosSanguessugas.

Nas proximidades da Câmara Municipal, onde Eduardo Campos e partidários participavam de encontro político, foram postados populares anônimos (alguns evitando maior exposição do próprio rosto) com faixas e mensagens provocativas (veja no boxe abaixo).

Acompanhe Blog e leia notas de bastidores em nosso Twitter clicando AQUI.

Depois da chegada do governador e presidenciável, a intervenção não avançou muito. Cumpriu seu papel.

– Sanguessugas não tem (sic) coração querem o mal da população.

Faixa é postada atravessando calçada da Câmara, perto de porta de acesso (Foto Blog Carlos Costa)

– Quem se junta com ladrão não tem voto da população #Sanguessugas.

– Eduardo Campos é com os sanguessugas que você quer governar? (sic)

Houve um princípio de mal-estar. Mas uma dose de bom senso de pessoas mais ponderadas evitou um estimado ou programado tumulto.

Enfim, a campanha eleitoral em Mossoró segue aquele ramerrame: parece interminável.

Nota do Blog – O epíteto de “sanguessugas” é adesivado pelo esquema da governadora e da prefeita, para vínculo direto com episódio envolvendo o ex-deputado federal Laíre Rosado (PSB), marido da deputada federal Sandra Rosado.

Remete a caso de repercussão nacional, assim denominado pela chamada Grande Imprensa, associando diversos parlamentares e outros personagens a negócios com ambulância.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
segunda-feira - 15/07/2013 - 23:08h
Empreguismo

Os cabeças e a manada

Por José Roberto de Toledo (O Estado de São Paulo)

Não adiantou a classe média inalar gás lacrimogêneo nem chorar lágrimas de spray de pimenta. A reforma política foi abortada pelo Congresso. De novo.

Ato reflexo, a impopularidade de deputados e senadores voa mais alto do que jatinho da FAB. Chega a ser injusto com os congressistas. Nem tudo é culpa deles.

O que são algumas centenas de assessores parlamentares em Brasília comparadas aos 508 mil funcionários sem concurso que os prefeitos, cada vez mais, nomeiam Brasil afora? Se morassem todos no mesmo lugar, formariam a 39ª maior cidade brasileira.

Não há avião ou estádio da Copa que abrigue todos eles. Mais de meio milhão de servidores unidos a um contracheque mensal exclusivamente pela caneta do prefeito. Quanto custa isso?

Só como exercício, multipliquemos os 508 mil sem-concurso pelo valor do rendimento médio dos servidores municipais, apurado pela Receita Federal. Se você é cardíaco, talvez prefira não saber o resultado: R$ 1,6 bilhão por mês, ou R$ 20 bi por ano.

Não é à toa que os prefeitos marcharam sobre Brasília e vaiaram Dilma Rousseff quando ela anunciou que repassaria R$ 3 bilhões a mais para eles. Com uma conta sete vezes maior para pagar só de cabides, tinham mais é que vaiar a presidente por sua avareza.

Se o cabide de emprego municipal chegou a esse tamanho e cresce sete vezes mais rápido que a população brasileira, a culpa – dizem – não é dos prefeitos. É de Dilma. Sim, é tudo culpa do governo federal – como explica o porta-voz da categoria:

“Há uma transferência constante de atribuições da União para os municípios. No momento em que você assume atribuições, você cria necessidades de coordenadorias. Não dá para colocar uma manada na mesma hierarquia sem ninguém comandar, tem que ter cabeça”.

A “manada” a que ele se refere deve ser a dos outros 5,5 milhões de servidores municipais, os concursados – aqueles que ganharam direito ao contracheque porque passaram em um processo seletivo e fazem carreira servindo o público. São eles que precisariam de “cabeça”, ou seja, dos 508 mil nomeados sem concurso.

Obviamente os prefeitos não podem depender de concursados para atender suas vontades.

Precisam de alguém de confiança, um correligionário, um amigo ou, melhor ainda, um parente. E como o governo federal teima em mandar cada vez mais atribuições (e verbas) para os municípios, mais correligionários, amigos e parentes se fazem necessários para comandar a “manada”.

É tão lógico que parece verdade. A explicação seria perfeita, não fossem os números. A proporção de funcionários sem concurso (os “cabeças”) em relação ao total de servidores municipais (a “manada”) varia de 0% a 77%. Sim, 47 municípios brasileiros declararam ao IBGE não ter nenhum “cabeça” em seus quadros.

Essas cidades parecem exceção, mas não são. Em uma de cada cinco prefeituras, a taxa de funcionários sem concurso não chega a 5%. E em três de cada cinco, a proporção é inferior a 10%.

A exceção está na outra ponta. Só 17 cidades têm mais da metade de funcionários municipais sem concurso (11 delas ficam em Goiás). Em só 2% dos municípios a falta de concurso supera um terço do funcionalismo.

Os números mostram que uma grande parte dos municípios brasileiros consegue dar conta de suas velhas e novas atribuições sem criar um bicho de sete cabeças – nem provocar o estouro da manada.

O mais provável é que a explicação para o inchaço das máquinas municipais onde abundam funcionários sem concurso seja política, e não administrativa.

A multiplicação dos pequenos municípios atende aos interesses partidários de criação de novas estruturas burocráticas, de mais cargos de confiança sem concurso, de mais vagas de vereador. Um pequeno novo município faz pouca diferença no total do gasto público. Mas muitos deles fazem toda a diferença.

 

Compartilhe:
Categoria(s): Administração Pública
  • Execom - PMM - Banner - Março de 2026
quarta-feira - 26/06/2013 - 09:36h
Empreguismo

Governo Federal é um mastodonte incapaz

O Governo Federal brasileiro tem mais de 22 mil cargos comissionados e quase 40 ministérios.

Um mastodonte incapaz de atender aos anseios populares. Pesado, sonolento e caríssimo.

Todo o Estado francês tem pouco mais de 4,5 mil cargos comissionados e 34 ministérios, sob o comando de François Hollande.

Ano passado, até redução salarial foi adotada no topo do poder da França, com encolhimento de 30%.

Brasil, país riquíssimo, tudo é diferente.

Compartilhe:
Categoria(s): Administração Pública
terça-feira - 16/04/2013 - 13:22h
Mossoró

Câmara aprova criação de 226 cargos comissionados

Sessão tumultuada hoje na Câmara de Mossoró. Como esperado, o governismo usou a força de sua maioria e fez aprovar vários projetos de Lei Complementar, sem maiores delongas.

Tudo no vapt-vupt.

A bancada oposicionista quis se rebelar, questionou suposta agressão ao Regimento Interno da Casa, saiu do plenário, esperneou o quanto pode. Não adiantou.

Os projetos foram aprovados e vão causar considerável alargamento nos gastos com a folha, mas que a própria bancada governista não sabe informar. O líder da bancada, vereador Manoel Bezerra de Maria (DEM), aconselhou que os oposicionistas procurassem a Controladoria do Município, que poderia passar os dados.

Os projetos de Lei Complementar enviados pela Prefeitura de Mossoró à Câmara criam 226 (em vez dos 174 citados há poucas horas pelo Blog) cargos comissionados, além de reajustar o salário de direção das Unidades Básicas de Saúde (UBS´s).

São 81 cargos na Secretaria de Desenvolvimento Social; 70 na de Desenvolvimento Econômico e Ambiental; 61 na Secretaria de Cultura; e 14 na Comissão de Licitação.

Nos intramuros da Câmara Municipal, os números eram desencontrados, quanto ao que isso influirá na folha do municípios.

Cálculos, parcimoniosos, falam para algo superior a R$ 1,1 milhão/mês.

 

Compartilhe:
Categoria(s): Administração Pública / Política
  • San Valle Rodape GIF
terça-feira - 16/04/2013 - 11:35h
Mossoró

Prefeitura tem projetos criando enxurrada de cargos

Projetos enviados pela Prefeitura Municipal de Mossoró (PMM), à Câmara de Vereadores, criam 174 cargos e reajusta salários de cargos comissionados – diretores de unidades básicas de saúde etc.

A ordem é aprovar tudo no vapt-vutp.

Bancada governista enxerga o próprio endosso aos projetos como forma de começar a ser acalentada.

Alguns governistas andam muito indóceis e ameaçando formar um “bloco autônomo”.

Sessão no Legislativo de Mossoró tem bastidores delicados.

Nota do Blog – Caminho paradoxal esse adotado pela gestão Cláudia Regina (DEM), em meio à crise que é obrigada a enfrentar, com passivo milionário deixado pela ex-prefeita de direito Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”, que estaria em cima dos R$ 70 milhões.

Fornecedores, prestadores de serviço, servidores de carreira, locadores de veículos e imóveis, agências de publicidade, imprensa etc. estão com o “bico” aberto, esperando sua vez.

Compartilhe:
Categoria(s): Administração Pública
domingo - 31/03/2013 - 14:47h
Farra politiqueira

Governadores têm 105 mil servidores sem concurso

O Estado de São Paulo

A primeira pesquisa completa sobre a estrutura burocrática dos Estados, realizada pelo IBGE, revela que os 27 governadores empregavam em 2012, em conjunto, um contingente cerca de 105 mil funcionários que não fizeram concurso para entrar na administração pública. Apenas na chamada administração direta, da qual estão excluídas as vagas comissionadas das empresas estatais, o número de funcionários subordinados aos gabinetes dos governadores ou às secretarias de Estado sem concurso público chega a 74.740.

Do total de 105,5 mil servidores sem concurso nos Estados, quase 10% estão em Goiás. O governador Marconi Perillo (PSDB) abriga em sua burocracia 10.175 funcionários nessa situação, o que o torna líder no ranking desse tipo de nomeações em números absolutos. A Bahia, governada pelo petista Jaques Wagner, vem logo atrás, com 9.240 não concursados.

Ao se ponderar os resultados pelo tamanho da população, os governadores que saltam para a liderança do ranking são os de Rondônia, Confúcio Moura (PMDB), e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), com 937 e 263 cargos por 100 mil habitantes, respectivamente.

Os oito governadores do PSDB controlam, em conjunto, 37,6 mil cargos ocupados por servidores não concursados. Os quatro governadores do PT, por sua vez, têm em mãos 23 mil vagas. Logo atrás estão os quatro do PMDB, com 21,6 mil.

O peso dos partidos muda quando se pondera a quantidade de cargos controlados por 100 mil habitantes. Nesse caso, o PT passa para o primeiro lugar (75), e o PSDB cai para o quinto (41).

Em teoria, os cargos de livre nomeação servem para que administradores públicos possam se cercar de pessoas com quem têm afinidades políticas e projetos em comum. Na prática, no entanto, é corrente o uso dessas vagas como moeda de troca.

Além de abrigar seus próprios eleitores ou correligionários, os chefes do Executivo distribuem as vagas sem concurso para partidos aliados em troca de apoio no Legislativo ou em campanhas eleitorais.

“Os critérios e métodos de composição de governo que servem para a esfera federal se reproduzem nos Estados”, observa o cientista político Carlos Melo.

“A grande reforma política que poderíamos fazer seria reduzir ao mínimo esses cargos, tanto no âmbito da União quanto no dos Estados e municípios. Faremos? Creio que não. Não interessa ao sistema político.”

Veja AQUI os números em cada governo estadual e capitais.

Compartilhe:
Categoria(s): Administração Pública
  • Repet
segunda-feira - 21/11/2011 - 18:01h
RN

TCE quer criação de cargos; vagas não são por concurso

Dinarte Assunção (portal Nominuto.com)

O anteprojeto enviado à Assembleia Legislativa sobre as modificações na Lei Orgânica do Tribunal de Contas do Estado (TCE) prevê a criação de dois cargos comissionados a partir do desmembramento das atividades administrativas da Corte.

O impacto na folha só com as duas novas vagas está orçado em quase R$ 600 mil para os próximos três exercícios.

Se aprovado pela AL, o texto deverá criar os cargos de secretário de Controle Externo e de Coordenador. Ambas as vagas são comissionadas e não foi especificado quem fará as indicações. De acordo com o anteprojeto, os cargos são vinculados à presidência do TCE.

O secretário de Controle Externo terá vencimento mensal de cerca de R$ 10 mil; o Coordenador, metade. Ao primeiro, competirá “planejar, organizar, coordenar e supervisionar as atividades dos órgãos de controle externo”, conforme diz o texto.

Compartilhe:
Categoria(s): Administração Pública
Home | Quem Somos | Regras | Opinião | Especial | Favoritos | Histórico | Fale Conosco
© Copyright 2011 - 2026. Todos os Direitos Reservados.