Muito louvável as manifestações da classe política em defesa da permanência da Petrobras no RN.
Mas sejamos realista: barulho para nada. Todos se pronunciam por formalismo. Outros tentam jogar “para a torcida”.
A debandada da empresa é irreversível, não começou agora nem é decisão repentina. É uma política traçada ainda na gestão Dilma Rousseff (PT).
Em 2013, a Petrobras começou o Programa de Otimização de Custos Operacionais (PROCOP), que visava economizar R$ 32 bilhões de 2013 a 2016 (veja AQUI). O RN foi um dos mais atingidos, com a exploração em terra. Houve recuo na exploração e produção, com milhares de desempregos.
Audiência
No dia 18 de abril de 2013, Graça Foster, presidente da estatal na era Dilma Rousseff, recebeu numerosa delegação de políticos do estado em seu gabinete no Rio de Janeiro, e argumentou que tudo não passava de “ajustes” (veja AQUI). Até prometeu novos investimentos. Acreditaram nela.
A Câmara Municipal de Mossoró tinha realizado audiência pública sobre o assunto e gerou documento (“Carta de Mossoró”) para manifestar preocupação com o desmanche da estatal no município e estado, que foi entregue a Foster. Inclusive, a agradaram antes com um bizarro título de Cidadania Mossoroense (mesmo sem ela sequer conhecer o município).
De lá para cá o estrago só aumentou.
Pouco tempo após a audiência, a Petrobras começou o programa “Mobiliza 2013″ – veja AQUI, transferindo mais de 3,3 mil trabalhadores seus da região de produção nordestina, para outras bases no país.
De lá para cá, só ladeira abaixo.
O RN, Estado e municípios, subaproveitaram o ciclo de ouro do petróleo. Quem quiser que estrebuche. Prioridade é pré-sal.
Leia também: Redepetro/RN diz que saída da Petrobras é virada no mercado.
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