quarta-feira - 26/08/2020 - 23:54h
Estava escrito

Realismo do adeus da Petrobras não é de hoje nem repentino

Muito louvável as manifestações da classe política em defesa da permanência da Petrobras no RN.

Graça Foster enganou numerosa delegação de políticos do RN (Foto: arquivo/18-04-2013)

Mas sejamos realista: barulho para nada. Todos se pronunciam por  formalismo. Outros tentam jogar “para a torcida”.

A debandada da empresa é irreversível, não começou agora nem é decisão repentina. É uma política traçada ainda na gestão Dilma Rousseff (PT).

Em 2013, a Petrobras começou o Programa de Otimização de Custos Operacionais (PROCOP), que visava economizar R$ 32 bilhões de 2013 a 2016 (veja AQUI). O RN foi um dos mais atingidos, com a exploração em terra. Houve recuo na exploração e produção, com milhares de desempregos.

Audiência

No dia 18 de abril de 2013, Graça Foster, presidente da estatal na era Dilma Rousseff, recebeu numerosa delegação de políticos do estado em seu gabinete no Rio de Janeiro, e argumentou que tudo não passava de “ajustes” (veja AQUI). Até prometeu novos investimentos. Acreditaram nela.

A Câmara Municipal de Mossoró tinha realizado audiência pública sobre o assunto e gerou documento (“Carta de Mossoró”) para manifestar preocupação com o desmanche da estatal no município e estado, que foi entregue a Foster. Inclusive, a agradaram antes com um bizarro título de Cidadania Mossoroense (mesmo sem ela sequer conhecer o município).

De lá para cá o estrago só aumentou.

Pouco tempo após a audiência, a Petrobras começou o programa “Mobiliza 2013″ – veja AQUI, transferindo mais de 3,3 mil trabalhadores seus da região de produção nordestina, para outras bases no país.

De lá para cá, só ladeira abaixo.

O RN, Estado e municípios, subaproveitaram o ciclo de ouro do petróleo. Quem quiser que estrebuche. Prioridade é pré-sal.

Leia também: Redepetro/RN diz que saída da Petrobras é virada no mercado.

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Categoria(s): Economia / Política
quarta-feira - 02/10/2019 - 10:14h
Política

Natália resiste à retirada da Petrobras do RN sem olhar passado

Deputada federal critica o Governo Bolsonaro e ignora 'desmanche' iniciado ainda com Dilma Rousseff

Deputada evita rebobinar os fatos na crítica ao Governo do presidente Jair Bolsonaro (Foto: reprodução BCS)

“O que Bolsonaro tem contra o Nordeste? O povo nordestino resistirá à retirada da Petrobras do nosso território. É tempo de resistência!”.

A declaração acima foi da deputada federal Natália Bonavides nessa terça-feira (1º) no plenário da Câmara Federal. Reforçou voz contra a retirada gradual da empresa do Rio Grande do Norte.

Seu discurso chega com pelo menos uns seis anos de atraso e mira a pessoa errada.

Segundo ela, “a Petrobras deveria servir aos interesses da maioria dos brasileiros, dos assalariados, dos pequenos empresários, dos estudantes, dos autônomos, dos aposentados”.

Longe da realidade e do passado que condena

A deputada parece esquecer que na gestão Dilma Rousseff (PT) começou o “Plano de Desinvestimento” da estatal. Está longe da realidade e do passado que condena suas palavras. Nem coloquemos na conta a implosão da imagem e do caixa da estatal com o escândalo da Operação Lava Jato e da previdência de seus funcionários/pensionistas e aposentados que estão pagando parte desse rombo na Petros (veja AQUI).

O que ocorre hoje é a continuidade de um programa estratégico que prioriza o Pré-sal. Visão de mercado, que não é nova, que se diga. A exploração dos campos maduros por empresas privadas já começou a dar respostas na cadeia produtiva e empregabilidade, mesmo que fiquem aquém do auge que o estado experimentou há muitos anos.

Até agosto de 2020, o núcleo da Petrobras do RN estará praticamente ‘desfeito’, com transferência em massa de servidores. Estava escrito desde o tempo da presidente Dilma e da presidente da Petrobras à época, Graça Foster, que até recebeu agrado de um título de cidadania de Mossoró (lugar que não conhece). Contudo ela nunca apareceu para receber a honraria – descabida.

Em 2013, a Petrobras começou o Programa de Otimização de Custos Operacionais (PROCOP), que visava economizar R$ 32 bilhões de 2013 a 2016 (Leia também: Petrobras vai parar sondas e aumentar desemprego). O RN foi um dos mais atingidos. Houve recuo na exploração e produção, com milhares de desempregos.

Luta frustrada e mentiras da “mossoroense” Graça Foster

Ainda na era Dilma-Graça Foster, a Petrobras encetou o programa “Mobiliza 2013″, transferindo mais de 3,3 mil trabalhadores seus da região de produção nordestina, para outras bases no país.

Demissões numerosas em terceirizadas e cancelamento de contratos tiveram início bem antes. Mossoró e o RN acusaram o golpe e estão combalidos até hoje.

Graça Foster enganou numerosa delegação de políticos do RN, com desmanche em curso (Foto: arquivo/18-04-2013)

Houve tentativa de reação com audiência pública no dia 12 de abril de 2013 na Câmara Municipal, de onde se extraiu o documento intitulado de “Carta de Mossoró e Região para a Presidente da Petrobras” (veja AQUI).

No dia 18 de abril, numerosa delegação de políticos do RN esteve com a própria Graça Foster, que prometeu fazer o inverso do que já estava realizando: Petrobras diz que mantém investimentos no RN. Pura balela. O esforço foi válido, mas em vão.

O Plano de Desinvestimentos era prenúncio da bomba que viria adiante, revelado na Operação Lava Jato e outras derivadas dela. Mistura de incompetência, má-fé e roubalheira em escala industrial.

O Governo Jair Bolsonaro (PSL) é o alvo da deputada potiguar. Entretanto um simples recuo no tempo permitirá que compreenda, minimamente, que o buraco foi perfurado bem mais embaixo.

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