segunda-feira - 08/01/2018 - 19:30h
Brasil sem jeito

Auxílio-moradia daria para construir 70 mil casas populares

Mas os R$ 3,5 bilhões liberados pela União de 2010 a 2017 serviram para maquiar um complemento salarial disfarçado a juízes, promotores, procuradores e defensores públicos, castas institucionais

Gastos com o “auxílio-moradia” disparam no âmbito da União. Daria para bancar 18 milhões de benefícios do Bolsa Família em seu mais alto valor, que é de R$ 195, por um mês. Ou para arcar com o pagamento do programa ao longo de sete anos para 213 mil famílias. Resolveria o problema habitacional de milhares de pessoas de baixa renda com a construção de 70 mil casas populares ao custo de R$ 50 mil cada.

Decisão de Fux fez multiplicar os gastos. Só no Judiciário, crescimento foi de 34,8 vezes em 5 anos (Foto: Web)

Mas os R$ 3,5 bilhões liberados pela União de 2010 a 2017 serviram mesmo para pagar o auxílio-moradia a autoridades e funcionários do Executivo, do Judiciário, do Legislativo, do Ministério Público e da Defensoria Pública, apenas no âmbito federal. Não entram na conta os gastos com os servidores estaduais.

Na prática, a medida vale como complemento salarial disfarçado para juízes, promotores, procuradores e defensores públicos. É também uma forma de fugir do teto constitucional no serviço público, que hoje é de R$ 33,7 mil, vencimento de um ministro do Supremo Tribunal Federal.

A conta explodiu nos últimos sete anos: saltou de R$ 75,9 milhões, em 2010, para R$ 814,2 milhões em 2017.

Conforto e privilégios a castas do serviço público

Para este ano, a previsão orçamentária é de mais R$ 832 milhões. Ou seja, em oito anos serão retirados dos cofres públicos da União R$ 4,3 bilhões para garantir o conforto de juízes, parlamentares, ministros, procuradores, entre outras autoridades e servidores do alto escalão, no Brasil e também no exterior. Categorias cuja remuneração chega a passar dos R$ 30 mil.

O benefício médio pago é de R$ 4 mil a R$ 4,5 mil para os membros dos três Poderes, do Ministério Público e da Defensoria Pública no âmbito federal.

Os dados são de levantamento da Consultoria Legislativa do Senado ao qual o Congresso em Foco teve acesso. Os valores já levam em conta a inflação acumulada no período, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). As informações foram solicitadas pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), autor de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim do benefício entre servidores e autoridades da União.

Mérito a ser julgado

O texto está para ser analisado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas enfrenta resistência dos atingidos pela extinção da verba extra.

Os gastos com o benefício dispararam de 2014 para cá, quando o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), resolveu estender a todos os juízes, inclusive aqueles que têm residência própria onde trabalham, o direito de receber o auxílio-moradia. A decisão, em caráter liminar, abriu brecha para integrantes do Ministério Público e da Defensoria Pública obterem a mesma regalia.

O mérito da ação ainda não foi julgado pelo Supremo.

Veja matéria completa clicando AQUI.

Nota do Blog – Venha cá: e você ainda acha que esse país tem jeito? Desista. Há tempos que o Brasil foi sequestrado por seus três poderes, numa proporção de pilhagem nunca antes vista em sua história.

Eles deveriam zelar a Constituição, garantir a soberania nacional e promover o bem-estar social.

O marajanato institucional transforma tudo que lhe convém em “lei”, galvaniza com discurso de “legalidade” e não tem qualquer constrangimento em promover esse butim como se fosse algo decente.

O Brasil é um caso perdido.

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Categoria(s): Administração Pública / Justiça/Direito/Ministério Público
segunda-feira - 20/11/2017 - 04:12h
O que prevejo

Um RN sem futuro algum

As oligarquias e seus cabras da peste destruíram quase tudo por aqui. Dilapidaram o que foi possível e o que parecia impossível.

As castas institucionais que elas ajudaram a constituir e nutrir, complementam o serviço.

O pior, é que você não pode nem sonhar em melhorias, retomada do crescimento e equilíbrio das contas no Rio Grande do Norte, para promoção do bem-estar social.

Amanhã, se todo esse milagre se materializasse, as mesmas oligarquias e suas castas criariam penduricalhos e leis para seguirem na expropriação, abocanhando privilégios, suprimindo direitos da maioria indefesa.

Já disse e repito: isso é caso perdido.

Ô RN Sem Sorte!

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