quinta-feira - 02/10/2014 - 08:23h
Saúde pública

Hospital da Mulher receberá mais recursos

União e Estado devem fazer parceria para construção de hospital materno-infantil em Mossoró

O Hospital da Mulher Parteira Maria Correia irá receber cerca de R$ 600 mil mensais a partir do próximo mês. Os leitos da UTI Neonatal e os leitos da Gestação de Alto Risco serão habilitados para receberem os recursos do programa Rede Cegonha, do Governo Federal.

Esse foi o resultado preliminar extraído de reunião realizada ontem (30), em Brasília (DF), entre representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Subseção de Mossoró, da Saúde em Mossoró e do Ministério da Saúde. Além disto, ficou decidida também a construção de um hospital materno-infantil que atenda à baixa, média e alta complexidade, em parceria entre a União e o Estado.

À direita, Jonas, Catarina e Inavan Lopes discutem com Fausto Santos a saúde de Mossoró (Foto: Divulgação)

A comitiva de Mossoró foi composta pelos advogados Jonas Segundo, presidente em exercício da OAB/Mossoró, Catarina Vitorino, presidente em exercício da Comissão de Direitos Humanos (CDH) da OAB/Mossoró, e pelo médico Inavan Lopes da Silveira, diretor-geral do Hospital da Mulher Parteira Maria Correia.

Em Brasília, eles foram recebidos pelo titular da Secretaria de Atenção à Saúde (SAS) do Ministério da Saúde (MS), Fausto Pereira dos Santos, e sua equipe, numa reunião definida durante a audiência pública promovida pela OAB, na sexta-feira (26) passada. O presidente da Câmara Federal, Henrique Alves (PMDB), que participou da reunião, obteve a audiência conforme prometera (veja AQUI).

Audiência

Inicialmente, a comitiva mossoroense apresentou os problemas que afetam Mossoró. A ata da audiência realizada na sexta passada foi apresentada neste encontro, com as proposições formuladas a partir das ideias apresentadas por todos que participaram da audiência promovida pela OAB. A necessidade de construção de uma maternidade pública na área de assistência materno-infantil de baixa e média complexidade e a manutenção do Hospital da Mulher foram alguns dos apontamentos levados pela comitiva à equipe do secretário Fausto Pereira dos Santos, do MS.

De imediato, ficou definido que os leitos da UTI Neonatal e da Gestão de Alto Risco do Hospital da Mulher de Mossoró serão cadastrados para receber repasses do programa Rede Cegonha, que visa garantir os direitos inerentes às mulheres e às crianças, como a atenção humanizada na gravidez e o direito ao nascimento seguro.

Serão destinados pelo Ministério da Saúde cerca de R$ 300 mil mensais pela inclusão dos dois serviços no programa, totalizando um repasse mensal de R$ 600 mil. A previsão do Ministério da Saúde é que o repasse seja realizado a partir de novembro, visando amenizar as dificuldades orçamentárias que o Hospital da Mulher enfrenta.

Além do envio de recursos federais ao HM, ficou definido que Mossoró irá receber um hospital materno-infantil que atenda a baixa, média e alta complexidade. A ideia partiu do próprio Fausto Pereira e sua equipe.

Eles explicaram que a reunião de todos os serviços em uma única estrutura reduzirá os custos de manutenção. A efetivação do projeto envolverá o Governo do Estado do RN, através de parceria desenvolvida com a Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP).

Membros das duas esferas, além do Executivo Municipal, irão se reunir para discutir a viabilização do projeto de construção de uma unidade hospitalar que atenda a demanda da região.

 

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sexta-feira - 26/09/2014 - 18:28h
Mossoró

OAB encaminhará proposições contra crise em Saúde

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), subseção de Mossoró, irá elaborar um Termo de Encaminhamento contendo todas as proposições que foram apresentadas durante a audiência pública realizada na manhã de hoje (26), no auditório da OAB/Mossoró. O documento será enviado pela Ordem dos Advogados aos representantes do Executivo e Legislativo, em nível estadual e municipal.

Inavan Lopes faz explanação sobre quadro de saúde (Foto: OAB)

Também chegará ao Judiciário, Ministério Público e demais instituições responsáveis pelas medidas que serão adotadas visando solucionar o grave problema que afeta a saúde pública local.

O documento que está sendo elaborado pela Comissão de Direitos Humanos da OAB, responsável pela convocação da audiência pública, trará sugestões apresentadas por servidores e usuários da saúde pública, professores das universidades locais, membros de entidades sindicais ligadas à saúde, representantes do Poder Legislativo, ex-gestores e demais membros da sociedade civil organizada. A OAB conseguiu reunir integrantes de diversos setores sociais, visando encontrar uma solução conjunta para o grave problema da saúde que tem colocado vidas em risco.

As proposições serão direcionadas aos gestores das instituições que têm atribuição legal para desempenhar tais tarefas. Uma das ideias apresentadas, por exemplo, vislumbra a possibilidade de responsabilização criminal daqueles que forem identificados como responsáveis pelo problema. A inclusão no orçamento municipal do próximo ano de recursos para a construção de uma maternidade com assistência de baixa e média complexidade também estará no documento da OAB, assim como a manutenção e reestruturação do Hospital da Mulher, entre outras ações necessárias.

O médico Inavan Lopes, que entregou o cargo de diretor do Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, no início desta semana, apresentou um levantamento histórico que mostra uma sucessão de equívocos político-administrativos, cometidos ao longo dos últimos anos, que resultaram na crise que o município enfrenta atualmente. Em sua fala, elogiou a postura da OAB.

A entidade, além da elaboração do documento com as proposições, assumiu o compromisso de intermediar uma solução para a greve dos servidores da saúde pública, colocando-se à disposição para dialogar com a categoria e com a Prefeitura.

Além do advogado Jonas Segundo e do médico Inavan Lopes, compuseram a mesa durante a audiência pública realizada durante esta manhã: a advogada Catarina Vitorino, presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/Mossoró, o advogado Humberto Fernandes, conselheiro federal da OAB nacional, Marleide Cunha, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (SINDSERPUM), Marcos Vinícios, representando a Secretaria Municipal de Saúde de Mossoró, e o vereador Tomaz Neto (PDT), representando a Câmara Municipal de Mossoró.

Nota do Blog – Em sua explanação, o médico Inavan Lopes informou que à noite passada, por exemplo, duas mulheres chegaram a ocupar a mesma cama no Hospital da Mulher, que está asfixiado por uma demanda incompatível com sua estrutura.

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quarta-feira - 24/09/2014 - 10:06h
Direito de Nascer

Comissão constata ambiente de morte no Hospital da Mulher

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), subseção de Mossoró, fez uma nova visita ao Hospital da Mulher Parteira Maria Correia. Foi nessa terça-feria (23. Constatou o agravamento do problema que tem afetado a saúde pública do município.

Os médicos ouvidos pelos advogados relataram todas as dificuldades que têm enfrentado e o temor de novas mortes provocadas pela falta de estrutura. A situação do hospital se agravou desde que a Casa de Saúde Dix-Sept Rosado (CSDR) deixou de atender pacientes pelo SUS e foi interditada por ordem judicial (revista ontem, veja AQUI).

A última visita ao Hospital da Mulher havia sido realizada no dia 3 deste mês, quando os membros da Comissão de Direitos Humanos da OAB/Mossoró também estiveram na Casa de Saúde Dix-Sept Rosado. A situação verificada, naquele primeiro momento, já foi considerada como extremamente preocupante.

Na de ontem (23), os advogados encontram um cenário ainda pior, descrito como “desumano” por Catarina Vitorino, presidente em exercício da CDH da OAB/Mossoró. A comissão ficou espantada com a superlotação e a alta carga de estresse que afeta os servidores.

Ineficiência de ações

O temor da OAB é que a vida de parturientes e bebês continue sendo colocada em risco por falta de condições mínimas de trabalho para os médicos, enfermeiros e outros servidores que atuam no Hospital da Mulher.

Médica relata situação: "Poderiam morrer mais bebês..." (Foto: Cézar Alves)

A segunda visita da Ordem foi a pedido dos próprios médicos, que estão desesperados com a ineficiência das ações que têm sido desenvolvidas pelo poder público local.

O presidente em exercício da OAB, Jonas Segundo, afirma que a instituição continuará acompanhando a situação, buscando soluções, e que poderá intervir caso o problema se arraste.

Também estiveram no hospital o vereador Tomaz Neto (PDT) e o padre Talvacy Chaves, da paróquia de Fátima em Mossoró. Os dois ouviram médicos, enfermeiros e outros servidores.

Conversaram com parturientes e testemunharam um cenário de horror.

O complicador, é que o hospital está sem qualquer direção, pois seus diretores pediram exoneração por não suportarem esse quadro de desamparo.

Mais mortes

A médica obstetra Cibelle Danielle fez  um desabafo comovente sobre tudo que está vivendo no Hospital da Mulher (veja vídeo nesta postagem).

Admitiu que “poderiam morrer mais bebês”. O vereador Tomaz Neto pediu para ela repetir a frase. Enfim, as mortes devem continuar.

A esperança para atenuar o caos, é a reabertura da Casa de Saúde Dix-sept Rosado – comentou Cibelle Danielle.

Ela e os demais integrantes do Hospital da Mulher procuram fazer o que é possível e o impossível, às vezes. Veja o vídeo. Difícil não se comover e não se indignar.

Pobre Mossoró!

Acompanhe bastidores desse caso em nosso Twitter, clicando AQUI.

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Categoria(s): Saúde
segunda-feira - 14/04/2014 - 23:53h
Segurança Pública

Delegacia de Homicídios é esvaziada; coletiva mostrará caos

Amanhã (terça-feira, 15), às 16h, o delegado Clayton Pinho, da Delegacia de Homicídios de Mossoró (DEHOM), e os advogados Paulo Cesário e Catarina Vitorino, presidente e vice-presidente da Comissão de Segurança Pública e Trânsito e da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), irão receber os jornalistas para uma entrevista coletiva.

Será na própria sede da OAB em Mossoró.

A OAB/Mossoró vai fazer um trabalho de acompanhamento na Dehom, que vem perdendo efetivo ao longo dos últimos meses.

A intenção é evitar que haja novas perdas de efetivo e a DP acabe fechando.

A Dehom foi inaugurada em setembro de 2012. Ela já perdeu metade do seu efetivo e tem registrado redução na elucidação de crimes.

Elucidação de crimes

Em 2012, quando foi inaugurada, a especializada possuía um efetivo de 12 agentes, dois escrivães e um delegado, além de três viaturas.

Hoje, a equipe é composta por cinco agentes, um escrivão e um delegado, e apenas duas viaturas. Esse efetivo, muitas vezes, fica menor ainda. Policiais e viaturas são “emprestados” para outras delegacias da região.

Entre 2013 e 2014, a Dehom vinha apresentando índices de elucidação de crimes acima da média nacional.

No Brasil, 20% dos inquéritos são concluídos com autoria e 2% dos indiciados são condenados.

Na Dehom, o índice de elucidação variava entre 55% e 75%. A chamada taxa de atrito, que refere-se às condenações, alcançava 5%.

 

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Categoria(s): Administração Pública / Segurança Pública/Polícia
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