quarta-feira - 19/02/2020 - 10:14h
Brasil

Que governo?

Por François Silvestre

Primeiro foi o Moro. Disputando prestígio com o chefe, gerou ciúmes no chefe, teve quase pra sair. Aí um dos generais pijamados do governo alertou o chefe: “se o Moro sair o governo acaba”.

Agora foi o Guedes (veja AQUI). Disputando com o chefe quem diz mais asneiras, besteiras e achincalhe, e sem saber o que fazer com a economia, quase se desfenestrou. Aí alguém lhe disse: “se vocês sair o governo acaba”.

Tá ou num tá um moinho de moer piadas?

Como danado pode alguma coisa que não existe acabar. Só acaba o que existe. Não há governo. Há um bando destrambelhado de analfabetos em educação, economia, meio ambiente, relações públicas, diplomacia e o escambau usufruindo do poder na condição de inquilinos de uma massa falida.

A coisa tá tão avacalhada que até um juiz federal, encarregado de julgar políticos corruptos, aparece pinotando num camarote momesco com o “presidente” da república. E os chefes dos outros poderes ficam de bico calado ou com o rabo entre as pernas, feito cão guenzo em casa caiada.

A irmã da rapariga do cabo tem mais compostura do que o “presidente” da república. E os acólitos formam a troupe mambembe de uma burlesca encenação de horrores.

A comparação remete a um fato ocorrido em Patu, meados do século passado, quando um pequeno circo acampou na cidade. Os meninos que acompanhavam o palhaço na divulgação da função recebiam uma marca de tinta no braço, era o ingresso gratuito.

À noite, o porteiro, que era o palhaço, identificava cada um para permitir a entrada. Nisso, chega uma jovem e tenta entrar sem o ingresso. O porteiro avisa que a entrada é paga. “Eu num priciso pagar”.

Indagada por que, ela responde: “Sou irmã da rapariga do cabo”.

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Categoria(s): Artigo
terça-feira - 29/01/2013 - 03:37h
Insensibilidade

Visão do circo e da estupidez

Com boa parte do seu território incluída no que se denomina como “semiárido”, o Rio Grande do Norte convive com outro período de longa estiagem. A seca é uma realidade comum, não uma excepcionalidade, que se diga de antemão.

Essa estiagem, de novo pega o sertanejo e os governantes com as calças curtas. Não  estão preparados para o enfrentamento do problema. Animais de porte, como o gado, pagam com a própria vida. Sofrimento que se repete.

Mesmo diante desse cenário, há pressão popular pela realização de Carnaval. Muitos prefeitos se sentem acuados, temendo revolta popular e desgaste político. Ministério Público cobra lucidez dos governantes, recomendando veto à festa.

Como na velha Roma, o “circo” serve para iludir a massa, distraindo-a em relação a temas importantes, anestesiando-a. Mas se houvesse um pingo de bom senso, o festim seria repensado em nome da vida e da dignidade de seres humanos necessitados.

Diante de tanta insensibilidade, vale lembrar o físico alemão Albert Einstein. Dizia que só conhecia duas coisas infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas tinha dúvida quanto à primeira. A estupidez lhe parecia realmente sem limites.

Eis uma prova.

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quinta-feira - 26/04/2012 - 19:56h
Prioridade

Circo está garantido, apesar de seca

Com toda seca do mundo no Rio Grande do Norte em pelo menos 139 dos 167 municípios, ainda não ouvi notícia de qualquer prefeitura cancelando festa junina.

Circo é fundamental.

No período, o preço de artistas e bandas ligadas ao gênero “forró” e derivados tem aumento considerável. Mesmo assim, há uma briga no escuro à contratação, de modo a não deixar a massa ignara sem seu deleite, sua fumaça ilusória.

Enquanto isso, no sertão…

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Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog
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