sexta-feira - 15/09/2023 - 22:38h
Recursos hídricos

Secretário diz que haverá taxação da água bruta, mas seguindo a lei

Audiência ocorreu nesta sexta-feira (Foto: Eduardo Maia)

Audiência ocorreu nesta sexta-feira (Foto: Eduardo Maia)

A Assembleia Legislativa voltou a debater a taxação da água bruta no Rio Grande do Norte. Debate aconteceu durante audiência pública realizada nesta sexta-feira (15), na Câmara Municipal de Caicó. Propositor da audiência, o deputado estadual Adjuto Dias (MDB) argumenta que a possibilidade de taxação da água bruta no estado precisa ser amplamente discutida pela sociedade, com análises aprofundadas dos seus impactos na região Seridó.

O secretário estadual de Recursos Hídricos, Paulo Varela Lopes, esclareceu alguns pontos da lei, que vêm gerando dúvidas na população e foi enfático ao afirmar que não haverá cobrança na região do Seridó.

“O decreto não incide sobre as águas superficiais do Seridó, visto que a bacia Piancó-Piranhas-Assu são águas federais e não entram no decreto por serem de domínio do estado”, explicou.

Paulo Varela esclareceu que também estarão isentos da cobrança a agricultura familiar e os produtores de áreas irrigadas com até 10 hectares de terra, assim como os enquadrados na lei nº 10.925 e informou que o resultado da cobrança constituirá recursos do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (FERNH) que serão utilizados nas bacias hidrográficas do Estado conforme plano de aplicação pelo Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CONERH).

A taxação da água bruta é regulamentada pela Lei nº 9.433, de 8 de janeiro de 1997, que institui a Política Nacional de Recursos Hídricos, cria o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos e regulamenta o inciso XIX do artigo 21 da Constituição Federal, popularmente conhecida como a Lei da Água.

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Categoria(s): Política
terça-feira - 09/05/2023 - 10:26h
Audiência pública

Cobrança de água bruta para setor produtivo será debatida

Por iniciativa da deputada Cristiane Dantas (SDD), a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte promove audiência pública nesta quarta-feira (10) para debater o tema “cobrança da água bruta: uma análise sobre os efeitos e os impactos da taxação do uso da água no Rio Grande do Norte”. O evento ocorre às 14h, no auditório da Casa Legislativa.

Cristiane vê muitos problemas para o setor agrícola (Foto: João Gilberto)

Cristiane vê muitos problemas para o setor produtivo (Foto: João Gilberto)

“A cobrança da água bruta pode ter um impacto significativo para os pequenos e médios agricultores que dependem do uso da água para a irrigação de suas plantações, por vezes até para própria subsistência, logo, essa cobrança pode representar uma despesa considerável para esses produtores”, explica a parlamentar.

A ‘água bruta’ é o nome dado à água retirada diretamente de rios e lençóis freáticos e usada principalmente por indústrias, mineradoras, agronegócio e empresas de saneamento básico. O valor da cobrança varia de acordo com a quantidade de água captada, que é medida por meio de equipamentos instalados nos pontos de captação. Além disso, a cobrança pode ser influenciada por fatores como o tipo de uso da água (abastecimento humano, irrigação, indústria), época do ano e a disponibilidade da água na região.

“Para minimizar o impacto da cobrança da água bruta sobre os pequenos agricultores, é importante que as políticas públicas considerem as particularidades desse setor e busquem alternativas para incentivar a adoção de práticas sustentáveis de uso da água, como a implementação de sistemas de irrigação mais eficientes e o uso de técnicas de conservação do solo e da água”, pondera Cristiane Dantas.

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