sábado - 12/01/2019 - 18:22h
Futebol

Palmeira surpreende ABC e vence por 2 x 1 no Nazarenão

Artur, marcando Rodrigo Rodrigues, fez o primeiro gol do Palmeira no segundo tempo (Foto: Andrei Torres/ABC FC)

Do Globo Esporte

O Palmeira de Goianinha surpreendeu o ABC e venceu o atual campeão potiguar por 2 a 1 no estádio Nazarenão neste sábado. Os gols da partida foram marcados por Artur e Netinho, para o Verdão em bolas paradas (um de falta e outro de escanteio), enquanto Neto, no último minuto de jogo, diminuiu para o Alvinegro.

Assim, o Palmeira se recupera da derrota na estreia para o Potiguar de Mossoró e chega aos três pontos, o mesmo número do ABC, que venceu na estreia. As duas equipes esperam o fechamento da rodada, que acontece até segunda-feira (são três jogos até lá).

Potiguar de Mossoró e América-RN, que se enfrentam, podem, um dos dois, abrir três pontos de distância do Alvinegro neste momento da competição. Assu e Força e Luz, caso vençam, também passam o time de Natal e de Goianinha na tabela.

Jogo

O jogo teve um primeiro tempo morno, com poucos lances atraentes às torcidas.

No segundo tempo, não. Aos 10 minutos, Artur chutou forte em cobrança de falta e abriu o placar para o time da casa. A partir daí, o ABC se lançou ao ataque e o Palmeira-RN se defendia e buscava os contra-ataques.

Até que aos 36 minutos, o time da casa matou a partida após um escanteio, que o meia Netinho escorou de cabeça.

No último minuto, Neto ainda descontou para o ABC.

Na próxima rodada o Palmeira encara o América-RN, na Arena das Dunas. O jogo acontece na quarta-feira, às 20h.

Já o ABC só volta a campo pelo estadual no próximo dia 20, quando encara o América-RN, pela quarta rodada, às 16h, no Frasqueirão. Isso porque na próxima quarta-feira, o time faz a sua estreia na Copa do Nordeste contra o Sergipe, no Frasqueirão, às 18h.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo TwitteAQUIInstagram AQUIFacebook AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
terça-feira - 18/04/2017 - 10:12h
Brasil

Nossa malandragem de cada dia – do futebol à política

No último domingo (16), no Estádio Morumbi em São Paulo-SP, no clássico da semifinal São Paulo 0 x 2 Corínthians pelo Campeonato Paulista 2017, um lance à parte gerou e gera polêmica.

O zagueiro Rodrigo Caio dividiu bola com seu goleiro (Renan) e o atacante adversário Jô. O árbitro Luiz Flávio de Oliveira entendeu que o corintiano teria pisado o goleiro e puxou cartão amarelo para adverti-lo, punição que o deixaria de fora da segunda partida entre ambas equipes.

Mas Caio interveio e ponderou ao árbitro, que ele e não Jô, pisara involuntariamente no goleiro.

A postura decente de Rodrigo Caio não teve apoio unânime no clube e entre torcedores. “É melhor a mãe dele (rival corintiano) chorando do que a minha em casa”, disse Maicon, companheiro de zaga de Rodrigo Caio.

Situações dessa natureza ocorrem aqui e ali em jogos do futebol europeu. Desse lado do atlântico é comum os aplausos à dignidade e ao chamado fair-play de jogadores alemães, holandeses etc.

Mas entre nós, a decisão de Rodrigo Caio, de ser decente, causa até a ira de muitos torcedores.

O caso me remete a uma entrevista muito antiga, em que o ex-jogador Zico falava de sua experiência como jogador e treinador no Japão. Deparou-se com os rigores éticos e morais da sociedade nipônica dentro das quatro linhas. Também dentro das quatro linhas, que se diga.

Ele orientava jogadores de que na cobrança de falta, a barreira (atletas enfileirados e frontalmente colocados em contraposição ao batedor) deveria avançar e encurtar espaço, diminuindo chances de acerto do adversário.

Mas os jogadores japoneses não entendiam o porquê da transgressão da regra que apontava distância deles, na barreria, de 9 metros e 15 centímetros em relação à bola. Para eles, era inadmissível infringir a norma, buscar atalho à malandragem brasileira.

Num momento em que discutimos e testemunhamos a implosão da maior indústria da corrupção no setor público/político de todos os tempos, caso da Operação Lava Jato e o papel da Construtora Norberto Odebrecht, observamos que esse país está muito distante da mudança (para melhor) proclamada por todos – da boca para fora.

No cotidiano do esporte, na vida comum, a esperteza teima em revelar nossa face mais verdadeira. Mas preferimos execrar os políticos, transferir responsabilidades.

Se “roubado é mais gostoso”, como uma torcida passou a defender há alguns anos, para justificar título ganho à base de rapinagem, manter a roubalheira lá em cima não deve causar maior espécie. E não causa mesmo.

A Lava Jato vai passar. Teremos uma multidão de figurões impunes, alguns punidos e talvez algumas lições aprendidas; outras tantas ignoradas.

Nos andares de baixo da pirâmide social, é provável que teimemos em acreditar que ser correto é sinônimo de ser trouxa, num relativismo moral que fecha os olhos também aos deslizes de nossos “bandidos de estimação” da política.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Esporte / Opinião da Coluna do Herzog / Política
Home | Quem Somos | Regras | Opinião | Especial | Favoritos | Histórico | Fale Conosco
© Copyright 2011 - 2026. Todos os Direitos Reservados.