terça-feira - 12/10/2021 - 21:06h
Sobrevivência

Federação de Partidos será “testada” nas eleições 2022

As eleições gerais do próximo ano vão ter algumas mudanças de regras, em comparação com o pleito de 2018. A não coligação entre partidos na proporcional (Câmara Federal e Assembleia Legislativa) é uma, sendo a mais conhecida e já experimentada nas eleições municipais de 2020. Porém, outra deverá ser levada a termo pela primeira vez: a federação dos partidos.Federação de partidos

Uma parece negar a outra, mas não é bem assim. É quase isso. Enfim, vamos tentar entender.

A união partidária em federações foi publicada no último dia 29. É  a Lei 14.208/21, que altera a Lei dos Partidos Políticos e a Lei das Eleições, instituindo a federação de partidos políticos. Rejeitada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o seu veto acabou derrubado pelo Congresso Nacional no dia 27 de setembro.

Assim, duas ou mais siglas vão poder se unir à disputa das próximas eleições, mesmo não havendo coligação a proporcional.

Os partidos que decidirem formar federações em 2022, ao contrário das coligações que morriam logo após o pleito, serão obrigados à manutenção da aliança por pelo menos quatro anos seguidos, em todos os estados federados. Não pode formar federação no RN e em São Paulo ser diferente. E terão que fundir seu conteúdo programático, além de ratearem fundos eleitoral e partidário, tempo de rádio e TV etc.

Cláusula de barreira

A justificativa dos congressistas para que nascesse a federação dos partidos, é a de necessidade de socorro às pequenas siglas, para que possam continuar vivas, sob a exigência da “cláusula de barreira” (entenda AQUI).

Para se ter um exemplo da dificuldade para as legendas menores, em 2022 cada legenda terá de alcançar pelo menos 2% (o que equivale a eleger 11 deputados  federais) dos votos válidos em pelo menos um terço do país. Em 2018, o percentual foi de 1,5% (nove deputados).

A federação poderá ser constituída até a data final do período de realização de convenções, no próximo ano.

Para que essa ‘amarra’ seja feita, cada partido parte à discussão interna sobre a decisão e posterior negociação com legendas que pensam da mesma forma e tenham alguma identidade. A luta pela sobrevivência já começou.

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terça-feira - 24/07/2018 - 22:39h
"Relação aberta"

PR acerta com Robinson Faria mas fica livre para qualquer um

Do Rede News 360

Em reunião ocorrida na capital potiguar, na noite desta terça-feira (24), o Partido da República (PR) definiu seu rumo para o pleito de outubro: se coligará com o PSD, do governador Robinson Faria, tanto nas proporcionais – para deputado estadual e federal – quanto na majoritária.

No entanto, os pré-candidatos ficam livres para votarem em quem bem entenderem, seja para o governo do estado, seja para o Senado.

Na prática, até o momento o que o governador Robinson Faria tem do PR é a garantia da coligação, que representa mais tempo de propaganda eleitoral na TV.

Nota do Blog Carlos Santos – Nos últimos dias, o PR foi “tentado” a indicar um vice para Robinson. Entre os nomes sondados, o empresário Marcelo Alecrim e o ex-candidato a prefeito a prefeito de Mossoró Tião Couto.

Quem também foi cogitado foi o pré-candidato a deputado estadual e ex-candidato a vice-prefeito de Mossoró Jorge do Rosário.

A decisão do PR é salomônica, digamos, pois não havia consenso interno.

Na prática, a legenda entrega seu capital de tempo (rádio e TV) e recebe nominatas já formadas que vão se somar às suas, possibilitando vitória eleitoral de alguns de seus membros. É uma “relação aberta”, que se diga.

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sábado - 19/05/2018 - 10:07h
PCdoB

Partido discute impasse com PT e fortalecimento interno

Fim de semana de discussão interna no PCdoB do Rio Grande do Norte.

Neste sábado (19), às 10h30, em sua sede no bairro Tirol em Natal, o PCdoB reúne sua Comissão Política para tratar do projeto eleitoral e alianças em 2018.

Há uma quase certeza: composição com o PT e PHS nas chapas majoritárias (Governo e Senado).

Mas existe um ponto de cisão: a resistência do PT em fazer coligação na chapa à Assembleia Legislativa.

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terça-feira - 08/11/2016 - 18:12h
Reforma Política

Agripino crê em mudança em coligação e cláusula de barreira

O presidente nacional do Democratas, José Agripino (RN), acredita que os temas “cláusula de barreira” e “fim das coligações nas eleições proporcionais” passarão com tranquilidade no Senado. A Casa deve votar nesta quarta-feira (9) a proposta de emenda à Constituição (PEC) da Reforma Política, que trata desses dois pontos.

Senador José Agripino é contra coligação proporcional (Foto: O Globo)

Para o senador do Rio Grande do Norte, debate maior deverá ocorrer na Câmara dos Deputados, principalmente no que diz respeito ao fim de coligações proporcionais.

“No Senado, na minha opinião, a cláusula de barreira e a proibição de coligação na eleição proporcional passam com certa tranquilidade. Na Câmara, sim, haverá uma longa discussão. Talvez menos com relação à cláusula de barreira e muito mais com relação ao fim das coligações nas eleições proporcionais”, destacou.

Coligações

De acordo com Agripino, a aprovação desses dois temas é fundamental para tornar o processo eleitoral mais consistente. “A cláusula de barreira é fundamental para diminuir a quantidade de partidos políticos no Brasil e oferecer ao eleitor visibilidade na formulação programática das legendas”, ressaltou.

“Já a proibição de coligação na eleição proporcional acaba com esse negócio de um partido eleger um vereador com mil votos e outro partido, que teve 15 mil votos para vereador, não o eleger”, esclareceu Agripino.

De autoria dos senadores tucanos Ricardo Ferraço (ES) e Aécio Neves (MG), a PEC 36/2016 estabelece um percentual mínimo de votos para um partido ter acesso aos recursos do fundo partidário e a tempo no rádio e na TV. A proposta também acaba com as coligações nas eleições proporcionais (vereadores e deputados) e cria uma cláusula de barreira para a atuação dos partidos políticos.

Com informações da Assessoria de José Agripino.

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