Por Odemirton FilhoÂ
Finalmente o Brasil começou a vacinar a sua população. Já era tempo. Vários paÃses, para variar, partiram à frente e, por aqui, ainda estamos marcando o passo.Â
Por essas bandas, o governo Federal, depois de muito criticar a China e a sua vacina, deu o braço a seringa. Agora, enfrenta uma luta medonha para adquirir os insumos necessários à sua fabricação. Quem fala muito dá bom dia a cavalo, diz um ditado popular.
As doses disponibilidades, até agora, são insuficientes para atender, até mesmo, à demanda prioritária.
Infelizmente, neste paÃs, tudo é motivo para se tentar conseguir dividendos eleitorais. Houve um show midiático para se iniciar a vacinação da população. Nessa guerra de interesses escusos a sociedade brasileira é que há tempos vem padecendo.
Sem falar no desvio do dinheiro que foi enviado pelo governo Federal aos estados e municÃpios para o combate à pandemia. Alguns gestores públicos, conforme divulgado pela imprensa, meteram a mão, sem dó da saúde e da vida alheia.
Doutro lado, a maioria da sociedade age como se não existisse pandemia. Promove aglomerações, um ajuntamento de gente aqui e ali, mesmo que os profissionais da saúde reforcem a necessidade das medidas de prevenção.
Não há o mÃnimo de respeito pelo outro. A maioria não está nem aÃ. Essa é a verdade, nua e crua. É preciso fazer mea-culpa e se convencer que a responsabilidade é de todos nós.
Pelo caminhar do andor, será mais um ano nessa peleja. Estamos longe, muito longe, de ter a maior parte da população vacinada.
E ainda tem o jeitinho brasileiro que insiste em furar a fila. É de uma desumanidade sem igual.
Há uma luz lá no finalzinho do túnel, é certo, mas cada um que se cuide e torça para que a vacina não desapareça no meio do caminho.
É. Parece que o Brasil não tem jeito, tem jeitinho, dizem por aÃ.
Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça






















