Episódio ocorrido em Currais Novos no último final de semana, em que o deputado federal Rogério Marinho (PSDB) se sentiu molestado com uma pergunta, tratando a repórter Ana Paula Julgman por “cretina”, deverá ter uma nota à altura do Sindicato dos Jornalistas do RN (SINDJORN/RN).
Ou não?
Ou será que o fato de ela não ser sindicalizada e não possuir um diploma, sejam mais importantes do que um conceito fundamental nas democracias modernas: liberdade de imprensa/liberdade de expressão?
“A flexibilização da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), o chamado negociado sobre o legislado, não deverá aprofundar o desequilíbrio nessa relação entre patrão e empregado?” – questionou Julgman com propriedade, provocando a erupção verbal do parlamentar, que foi o relator da reforma no âmbito da Câmara Federal.
A repórter atua na Syds TV de Currais Novos.
À semana passada, foi o prefeito natalense Carlos Eduardo Alves (PDT) que botou dedo em riste para o repórter Alex Costa, da TV Ponta Negra, se esquivando de pergunta que não o agradava.
“A injustiça em qualquer lugar é uma ameaça à justiça em todo lugar.” Martin Luther King.
O Sindijorn/RN foi ágil ao reagir à postura atrabiliária do governante, escudando o jornalista (veja AQUI).
Na capital ou no sertão, seja lá onde for, toda vez que a esse tipo de situação prevalecer e for encoberta pela omissão, incomodará qualquer indivíduo que sabe o valor da liberdade de imprensa/expressão à democracia e à própria vida humana.
Boa parte da elite política que temos, culturalmente gosta e aposta no “repórter levantador”, aquele que faz a pergunta de encomenda ou agradável, para o entrevistado “cortar”.
Isso não é jornalismo. Nem voleibol.
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