quinta-feira - 07/12/2023 - 09:32h
Tarcísio Maia

Mesmo sem pagamento há 9 meses, anestesiologia volta ao trabalho

Atividade médica é tratada com desdém pelo poder gestor, considera a CAM (Foto: ilustrativa)

Entidade admite parar, de vez, tudo, se acordo não for cumprido (Foto: ilustrativa)

A Cooperativa de Anestesiologistas de Mossoró (CAM), que presta serviços ao Governo do Estado do RN, com profissionais lotados no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), emite um Comunicado Oficial à População esmiuçando que Estado deve nove meses de pagamentos pelo trabalho de seus profissionais.

Nessa nota, relata retomada de regularização de atividades no HRTM com escala de plantões, graças à interveniência negociadora da Promotoria de Justiça do RN. Também resume o drama do hospital, servidores, pacientes e acompanhantes, além de deixar claro que há longos meses em atraso no pagamento de seus serviços, que podem novamente parar. E, dessa feita, totalmente.

Entenda o caso. Leia:

Comunicado Oficial da CAM à População

Comunicamos a todos que em uma negociação intermediada pelo MP (Primeira Promotoria de Justiça da Comarca de Mossoró) liberamos uma escala de plantão temporária para o mês de dezembro 2023, não existiu em nenhum instante nenhum tipo de IMPOSIÇÃO da SESAP que não teve argumentos aceitáveis para a FALTA DE PAGAMENTO durante um PERÍODO DE 9 MESES. Um ato administrativo injusto sem critérios de razoabilidade ou justificativas, deixando toda a população fragilizada e em risco.

Essa situação fática é inadmissível, isto é um reflexo de cruel resultados e a constatação de que não existe políticas públicas para a saúde e a evidência fria do descaso, além da falta de vontade política.

(Quem nos representa?) E o que restou? Hoje, quinta-feira dia, 07 de dezembro de 2023, apresentamos uma escala da Anestesiologia completa para urgência e emergência no mais importante hospital do trauma nessa região. Mesmo assim ainda restam 4 meses de dívidas. Numa demonstração que a CAM tem compromisso com a população e que financiamos parte da saúde pública, pois antecipamos pagamentos de injustos/inúteis tributos sem nenhum tipo de receita (antecipação de pagamentos de impostos).

A Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN (SESAP/RN) ficou com a obrigação de efetuar o pagamento de 5 meses em dezembro, de um total de 9 meses em atraso. Paralelamente, ainda em dezembro vai apresentar um termo de compromisso no início de janeiro de 2024, com calendário de pagamento dos meses ainda em atraso com as datas de todos os pagamentos dos plantões de 2024.

Esta foi a solução temporária aceita pela classe dos anestesiologistas com intermediação, com muita competência jurídica da promotoria (Primeira da Comarca de Mossoró).

Essa triste, deplorável, cruel, inaceitável e macabra situação, não voltará a acontecer, uma vez que no primeiro dia de descumprimento do que foi acordado entre o Ministério Público, Sesap e CAM, a prestação do serviço será interrompido de forma total.

No tocante ao contrato com a BIOMED (cirurgia ortopédica eletiva) com a CAM, é uma relação entre pessoas jurídicas de direito privado que será interrompida imediatamente diante de qualquer tipo de atraso. Essa empresa também será obrigada a apresentar um calendário de pagamentos que deverá ser cumprido rigorosamente.

A Clínica de Anestesiologia de Mossoró (CAM) agradece o trabalho excelente de alguns segmentos da imprensa, as pacientes e acompanhantes que perceberam a omissão do estado (Artigo 196 da CF)

O Tarcísio Maia pede socorro. Os médicos Anestesiologistas pedem socorro para desempenhar com zelo e competência o seu trabalho.

Obs: Ainda existe um longo e inaceitável atraso de pagamento dos anestesiologistas, mas lutaremos incansável e implacavelmente pelos nossos direitos.

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Categoria(s): Administração Pública / Saúde
sábado - 02/11/2019 - 20:44h
Saúde em Mossoró

Anestesiologistas não farão cirurgias a partir de segunda-feira

A partir desta segunda feira (4), “todas as cirurgias eletivas estão suspensas no Hospital Wilson Rosado e Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer (LMECC),  até novas deliberações dos sócios da Cooperativa de Anestesiologistas de Mossoró (CAM)”, avisa o o anestesiologista Ronaldo Fixina, dirigente do Sindicato dos Médicos (SINMED), Delegacia de Mossoró.

“Por que os anestesiologistas não podem receber salários dentro do mês trabalhado? Um ente público que firma contrato sem previsão orçamentária recebe que denominação?”, provoca.

Os anestesiologistas plantonistas do Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), sob intervenção federal desde 2014, “estão sem receber um centavo há mais de 4 meses: julho, agosto, setembro, outubro. Sem previsão de pagamento e sem a existência de um  cronograma de pagamento. Sim, e tem calote ( o termo mais correto ) de plantão de 2017”, reforça ele.

No HMAC a situação é similar àquela denunciada esta semana pelo diretor-geral do Hospital Wilson Rosado, cardiologista Bernardo Rosado: falta de pagamento há meses, do acordo entre Governo do Estado e Prefeitura Municipal de Mossoró.

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Categoria(s): Saúde
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quinta-feira - 06/04/2017 - 23:14h
Justiça Federal

Audiência define medidas importantes à Saúde de Mossoró

Houve avanços consideráveis hoje, na audiência promovida pelo juiz Orlan Donato Rocha, da 8ª Vara Federal, com representantes de segmentos da Saúde Municipal e Estadual, Conselho Regional de Medicina (CRM), cooperativas médicas e Junta Interventora do Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC).

A audiência transcorreu entre 9 e 14 horas, com as seguintes definições:

Primeiro problema

Há retenção ilegal por parte do Governo do Estado, da ordem de R$ 1,314 milhão, referentes aos meses de janeiro, fevereiro e março. Ficou decidido que o Governo do Estado repassa 876 mil até segunda-feira (10) e o restante retido repassa até o final do mês.

Neste mesmo pacote, retém ilegalmente três parcelas de 400 mil (1,2 milhão) que deveriam ter sido passadas para a Prefeitura de Mossoró pagar os custos da UTI Pediátrica no Hospital Wilson Rosado.

O Estado vai devolver estes recursos para a municipalidade. Até segunda-feira depositará 800 mil e até o final do mês o restante.

Juiz Orlan Donato (centro da mesa) conduziu audiência extensa, intensa e importante (Foto: Blog Carlos Santos)

O secretário do Estado da Saúde Pública (SESAP), George Antunes, afirmou que vai providenciar para que o Sistema Único da Saúde (SUS) repasse os recursos inerentes à UTI Pediátrica e ao HMAC direto à conta específica da Prefeitura. A partir daí, o ente municipal deve se obrigar a fazer o repasse até o dia 24 de cada mês para o hospital, dirigido por uma Junta Interventora.

Segundo problema

Dívida do Estado com as cooperativas médicas esteve em pauta. O secretário George Antunes disse que não depende dele e sim do Planejamento e Finanças a garantia de pagamentos. Chegou a sugerir que o juiz bloqueasse os recursos, como ato extremo.

– Eu não vou esperar mais. Já esperei demais. Está havendo atraso e não estão comunicando ao juízo. Atrasam e não justificam – alertou.

Falta o governo estadual cobrir os seguintes compromissos:

– Neoclínica (Cooperativa de Pediatras) – R$ 652.079,00;
– CAM (Cooperativa de Anestesiologistas de Mossoró) – R$ 224.200,00
– Fisioterapia (está em dia);
– NGO (Núcleo de Ginecologia e Obstetrícia) – R$ 557.980,00;
– SAMA (Terceirizado de plantões médicos) – R$ 249.477,70.

Terceiro problema

A dívida da Prefeitura Municipal de Mossoró com cooperativas e empresas médicas foi posta à mesa. Acabou o ziguezague verbal e a pulverização de notícias “oficiais” longe da realidade dos fatos.

Estão em aberto os meses de dezembro e janeiro. Passam de R$ 1,600 milhão, admitiu o secretário municipal da Saúde, Benjamim Bento:

– CAM – R$ 235.600,00;
– Neoclínica – R$ 782,009,74;
– NGO – R$ 589.000,00;

Se forem somados os valores referentes aos meses de dezembro, janeiro e fevereiro, os números chegam a R$ 2.212.283,17.

A Prefeitura, através de seus representantes, como o secretário da Saúde, Benjamim Bento, admitiu que só poderia pagar R$ 805 mil no dia 24 deste mês e parcelar o restante do valor em 15 prestações de R$ 101 mil. Apesar de queixas da parte credora, houve entendimento. Com uma advertência: A partir de agora, também ficou certo que o atraso nos pagamentos ensejará sanções à municipalidade e agentes públicos.

Quarto problema

Retenção irregular dos recursos enviados do SUS, por parte da Prefeitura de Mossoró, no valor de R$ 771.669,59, referentes à produção do HMAC, no mês de novembro de 2016.

O juiz determinou que fosse pago em 15 parcelas. Houve determinação para que a Prefeitura deva repassar os recursos ao hospital até o dia 24 de cada mês, ou será punida com sanções legais.

Empréstimo

O Blog depois fará matéria especial sobre outro aspecto delicado da audiência: empréstimos milionários feitos em 2012 e 2013 de cerca de R$ 5,5 milhões, em favor do HMAC, que geram desconto mensal de 197 mil dos repasses do SUS para o hospital.

Questão tem enredo sinuoso e pode ter desdobramento surpreendente. À época, a Associação Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM) era a gestora do HMAC, também denominado de Casa de Saúde Dix-sept Rosado.

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Categoria(s): Política / Saúde
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