domingo - 11/11/2018 - 09:50h

Bucha de canhão

Por Honório de Medeiros

Os inocentes úteis urram galvanizados enquanto a caravana dos donos do Poder de esquerda ou direita passa. São bucha de canhão para quem os manipula.

Esquerda ou Direita têm o mesmo propósito: a destruição do Estado.

Os donos da Esquerda por ambicionarem o Poder enquanto defendem, para os inocentes úteis, que vão construir o Paraíso sobre os escombros dessa destruição.

Socialistas selvagens.

Os donos da Direita por ambicionarem o Poder enquanto defendem, para os inocentes úteis, que todos serão ricos sobre os escombros dessa destruição.

Capitalistas selvagens.

Tanto uns quanto os outros querem o mesmo, acham que os fins justificam os meios, usam praticamente as mesmas táticas e estratégias, e somente diferem naquilo que prometem para quando chegarem ao Poder.

São totalitários.

Michiko Kakutani, prêmio Pulitzer de 1998, crítica literária do “The New York Times”, por mais de quarenta anos, em A Morte da Verdade (Notas Sobre a Mentira na Era Trump), conta que Steve Bannon, estrategista e conselheiro de Trump, certa vez descreveu a si mesmo como um “leninista”.

O mesmo Bannon, ainda segundo Kakutani, teria dito o seguinte: “Lênin queria destruir o Estado, e esse também é o meu objetivo. Quero acabar com tudo e destruir todo o establishment de hoje em dia.”

Lênin deve estar rindo muito em alguma das grelhas do inferno, apesar das dores.

Ele é o patrono dessa maré de pós-verdade que se tornou praticamente hegemônica nos dias atuais, calcada no uso da retórica violenta, incendiária, em promessas simplórias e desconstrução da verdade, tudo potencializado pela internet.

O fundador da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) explicou, certa vez, que sua retórica era calculada para provocar o ódio, a aversão e o desprezo, não para convencer, mas para desmobilizar o adversário, não para corrigir o erro do inimigo, mas para destruí-lo.

Quem quiser ler um pouco mais, está em “Report to the Fifth Congresso of the R.S.D.L.P. on the St. Petersburg Split of the Party Tribunal Ensuing Therefrom”, segundo Kakutani.

Pois é.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Governo do RN

Compartilhe:
Categoria(s): Artigo
terça-feira - 31/07/2018 - 21:38h
Livro

Dorian Jorge Freire e seu olhar diferenciado sobre Hilda Hilst

Leitor voraz, o jornalista Aílton Medeiros publica nas redes sociais um ‘achado’.

“Dorian Jorge Freire, jornalista potiguar de Mossoró, é citado em livro sobre Hilda Hilst, lançado na Flip (Festa Literária de Paraty) 2018”, comenta Medeiros.

Na página 57 há abordagem de crítica literária diferenciada de Dorian Jorge Freire (Foto: reprodução)

O livro é “Eu e não outra – a vida intensa de Hilda Hist”, de Laura Folgueira e Luisa Destri. A escritora, que só agora é revisitada quanto à sua obra e postura transgressora, era incensada nos anos 60 na crítica literária de Dorian Jorge Freire no jornal “Última Hora”. Ele colocava grande valoração ao seu trabalho, em contraposição à maioria dos analistas culturais da época no país.

Dorian, mossoroense da gema, foi jornalista, professor, escritor e integrante da Academia Norte-rio-grandense de Letras  (ANL). Faleceu em 24 de agosto de 2005 em Mossoró. Leia “De jornais e jornalistas”, crônica de sua lavra (veja AQUI).

Hilda de Almeida Prado Hilst nasceu em Jaú-SP em 1930 e faleceu em Campinas-SP aos 73 anos. É considerada um dos nomes da literatura portuguesa do século XX, com trabalhos nos campos da ficção, poesia e crônica.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Cultura
Home | Quem Somos | Regras | Opinião | Especial | Favoritos | Histórico | Fale Conosco
© Copyright 2011 - 2026. Todos os Direitos Reservados.