Gosmento os comentários na TV sobre Barcelona 4 x 0 Santos na decisão do Mundial de Clubes no Japão. Impressiona como algumas pessoas são bem pagas para vomitar tanta tolice.
A superioridade do Barcelona revelou a vitória de um estilo de jogo baseado na qualidade do material humano e numa cultura técnico-tática que se firma há tempos no time basco. Mas a crônica global e congêneres deliram.
O modelo do Barcelona é algo de considerável sucesso, mas não é o único e outros podem se firmar. Entretanto os babaquaras falam numa reprodução brasileira do “futebol total” do time grená-azulino, como se fosse algo a ser feito a partir de “simples” clonagem.
Os primados do que vimos no “Barça” hoje remonta ao início dos anos 70, com a Holanda de Cruyff, o “Carrocel Holandês”.
A movimentação constante, posse de bola, técnica individual, sentido coletivo no ataque e defesa não são elementos novos. O time é um corpo uníssono, um monobloco, mas nem de longe perfeito porque vários fatores pesam no cômputo geral dos resultados.
O delírio dos comentaristas ajuda a embaciar o olhar do torcedor sobre o futebol, dando ao Barça um status de divindade. Nada disso.
Aquilo é resultado de uma cultura, de muito trabalho, investimentos milionários, conspirando pró Barcelona e o próprio futebol espanhol.
Simples assim.






















