quinta-feira - 13/06/2019 - 11:36h
Falta de UTI

Município e Estado são condenados por morte de criança

Faltou socorro, diz decisão (Foto: ilustrativa)

O juiz Pedro Cordeiro Júnior, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Mossoró, condenou o Estado do Rio Grande do Norte e o Município de Mossoró a pagarem, solidariamente, a um casal o valor de R$ 50 mil, a título de danos morais, mais correção monetária e juros, em virtude da filha ter ir a óbito em decorrência da omissão dos entes públicos na prestação dos serviços de saúde em meados de 2013.

O falecimento ocorreu tendo em vista a ineficiência de atendimento e demora no fornecimento do leito de UTI para a criança, que na época tinha quatro anos de idade, de modo que prejudicou e intensificou a enfermidade da vítima.

Esse foi o motivo pelo qual os seus pais entendem ser cabível indenização por danos morais.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

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Categoria(s): Administração Pública / Saúde
quinta-feira - 02/10/2008 - 09:45h
Comunicado do editor

Cartinha mais-que-sincera para Farah Rosado

Farah Rosado,

Recebi seu torpedo. A citação judicial que me transforma em réu, por supostamente ter-lhe vilipendiado ou violado sua honra, é surreal. Sinceramente, há uma inversão de papéis.

Compreendo-a assim mesmo. Estás sendo usada por covardes que preferem colocá-la à frente, pois são incapazes de justificarem as próprias calças.

A petição inicial procura me satanizar, como se eu fora Polifemo, o Ciclope, enquanto você não passaria de uma indefesa Penélope à espera de Odisseu. Vamos devagar.

A Mossoró decente e esclarecida enxerga esse enredo com par de olhos bem abertos, não obstante amedrontada. Este Blog não mentiu nem exagerou, quando noticiou algumas vezes que você integrava a Procuradoria Geral do Município de Mossoró, nomeada pela prefeita Fafá Rosado (DEM). Sem concurso público, que se diga.

Você acha justo que centenas de jovens bacharéis em Direito não tenham a mesma oportunidade? É justo que o único critério para sua ascensão tenha sido o QI (quem indica)?

Esse é o objeto da ira. Eu, réu. Pode?

Ora, se tinhas uma atividade normal, inocente, sem nenhum pecado legal ou de ordem ética, por que ela foi tratada durante todo esse tempo sem anúncio público, às escondidas? Por que o afastamento posterior?

Na demanda queres de mim R$ 10 mil reais como lenitivo ou elixir reparador da honra. A minha não tem preço, ao contrário. Porém respeito quem tabele a própria.

Na verdade, Farah, ação por danos morais virou mania nacional, pós-regime militar, como se fosse a panacéia. Em Mossoró passou a ser uma arma de opressão, para intimidar as escassas pessoas que pensam e se expressam de forma autônoma.

Na terra da liberdade, a liberdade só é consentida para elogios aos mandarins e seus asseclas. “A liberdade é sempre a liberdade para o que pensa diferente”, alertava a revolucionária Rosa Luxemburgo.

Preciso acrescentar um aviso, nesse bilhetinho amável, educado e sincero: mesmo que estejas arrimada por um escritório de advocacia dos mais caros – e competentes – do RN, não temo essa nova tentativa de me asfixiar.

Vá em frente! Venha, para ser mais preciso. Você e quem bem entender.

Já recebi pressão para sair da cidade, sou sistematicamente impedido de trabalhar em veículos de mídia, sofro cerco comercial, além de ter recebido ameaça de agressão física recentemente, por um bombado mentecapto que vive à sombra do dinheiro público. Porém não tenho motivo algum para me afastar.

Eu adoro Mossoró de graça.

Aceito mais esse duelo, mesmo que a utilizem como escudo. Paciência. É uma questão de caráter ou de falta dele. Quanto ao dinheiro que tentam extrair de mim, com o apelido de “danos morais”, adianto-lhe sem titubeio: não o possuo. Não costumo ganhá-lo com facilidade.

Trabalho e garanto meu sustento desde os 13 anos de idade. Nunca obtive uma sinecura, jamais fui sustentado por viúva endinheirada nem boiola abastado. Nepotismo, nem pensar. Isso é coisa para preguiçosos com sobrenomes pomposos.

A merreca que chega ao meu bolso costuma ter origem higiênica. Entretanto se arranjar um emprego – sem trabalhar – no TCE, na prefeitura, na Assembléia Legislativa ou noutro nirvana institucional, boto a grana num saco do “Mercadinho Da Gente” e lhe repasso sem alardes.

Cuidado com alguns familiares, pois do contrário eles ainda vão querer comissão. Força do hábito, compreendes.

Um abraço, saúde e paz.

Carlos Santos.

P.S: Pode utilizar esse bihetinho para reforçar a tese levantada contra mim. Faz parte da minha filantropia inata.

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Categoria(s): Artigo / Opinião da Coluna do Herzog
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