segunda-feira - 09/10/2017 - 06:26h
Saudades do Machadão

Livro resgata a memória de um “Estádio Assassinado”

“Memórias Póstumas do Estádio Assassinado – craques, jogos e saudades do Machadão” é o quatro livro do jornalista Rubens Lemos Filho a ser lançado no dia 9 de novembro em Natal na sede da AABB, na Avenida Hermes da Fonseca, 1017, às 18 horas.

É um relato sobre os anos dourados do estádio derrubado para que fosse construída a Arena das Dunas na Copa do Mundo de 2014.

Inaugurado a 4 de junho de 1972, o Machadão, inicialmente batizado de Presidente Castelo Branco no auge da Ditadura, terminou por prestar justa homenagem ao jornaliusta João Machado, presidente da Federação de Futebol por 20 anos.

Foram 39 anos como principal palco do esporte potiguar, onde pisaram os principais nomes do futebol brasileiro de Pelé a Zico, passando por Rivelino, Ademir da Guia, Tostão, Romário,Reinaldo, Júnior, Adílio, Dirceu Lopes, Samarone, Assis, Washington, Geovani, Bebeto, Sócrates e outros monstros sagrados. Além de ídolos locais como Alberi, Danilo Menezes, Hélcio Jacaré,Souza, Garcia, Hélio Show, Marinho Apolônio,Odilon, Sérgio Alves  e Dedé de Dora.

A intenção, segundo o autor, que sempre foi contrário à demolição, é reviver a época áurea do futebol potguar, quando os clássicos enre ABC e América nos anos 1970 levavam até 50 mil pessoas ao estádio, conhecido como “Poema de Concreto”pela sua arquitetura ondulada.

Reencontro com Natal

“O Machadão foi assassinado covardemente e a Copa do Mundo não rendeu qualquer benefício ao nosso Estado. Ao contrário. O patrimônio público foi comprometido e a empresa donatária da arena – onde nunca pisei graças a Deus -, leva R$ 11 milhões todo mês por 20 anos, num Estado falido na segurança, saúde e com servidor recebendo atrasado”, comenta.

Mas engana-se quem pensa que o livro tratará só de futebol.

“É um reencontro com a Natal ainda aldeota, nos anos 1970 e 80, até 90, que é relembrada em suas histórias, seus personagens, seus pontos pitorescos, seus cinemas, o Ducal Hotel, primeiro arranha-céu e também na política, com abordagem sobre todas as eleições do período em que o Machadão esteve de pé”, afirma Rubens Lemos.

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Categoria(s): Cultura / Esporte
segunda-feira - 25/09/2017 - 09:21h
Perda

Morre em natal o ex-jogador de futebol “Dedé de Dora”

Do Globo Esporte

Morreu na madrugada desta segunda-feira, em Natal, o ex-jogador Dedé de Dora, ídolo de ABC e América-RN. Ele tinha 56 anos e estava internado há vários dias em um hospital da capital potiguar e lutava contra um câncer no pulmão.

Com a sua canhota potente e seus passes quase sempre certeiros, ele foi campeão potiguar por ABC e América-RN nas décadas de 80 e 90. Mas foi no Alvinegro que o meia-atacante realizou o seu sonho de garoto.

Dedé de Dora (segundo agachado da esquerda para direita) com o ABC campeão estadual de 1984 (Foto: Arquivo pessoal/Cedida)

Revelado nos torneios de bairros de Currais Novos, onde nasceu e cresceu, o filho da Dona Doralice estreou como profissional no time da cidade, distante 185 km de Natal, para depois brilhar no ABC.

Também teve passagem curta e marcante pelo Cruzeiro, além de levantar quatro taças pelo Mecão poucos anos depois.

Uma torção no joelho direito chegou a interromper sua carreira nos gramados por mais de um ano e, no fim, foi um dos motivos que o levou a pendurar as chuteiras atuando pelo seu time do coração, em 1994.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

Nota do Blog – Vi-o jogar. Jogava muito. Craque de verdade, jogador de muito talento e objetividade.

Sua passagem pelo Cruzeiro foi fugaz, mas marcante. Tinha tudo para ganhar dimensão nacional a partir dali, mas negociações emperraram e frearam sua ascensão para esse outro patamar.

Que descanse em paz.

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