sexta-feira - 01/09/2017 - 17:39h
Na Justiça

MPF pede absolvição de Lula e anulação de delação de Delcídio

Do Congresso em Foco

O Ministério Público Federal (MPF) pediu hoje (1º) à Justiça Federal a absolvição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do banqueiro André Esteves no processo que apura a suposta tentativa do ex-presidente de obstruir o andamento da Operação Lava Jato.

No mesmo pedido, o procurador responsável pelo caso também pede a suspensão dos benefícios concedidos com base na delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral.

Nas alegações enviadas ao juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal em Brasília, responsável pelo caso,  o procurador da República Ivan Cláudio Marx concluiu que não há provas de que Lula e Esteves participaram dos supostos crimes imputados pelo ex-senador nos depoimentos de delação.

Veja matéria completa clicando AQUI.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
terça-feira - 22/08/2017 - 23:10h
Relatório

PF não vê obstrução da Lava Jato em nomeação de Navarro

O Estado de São Paulo

Polícia Federal concluiu que não houve crime de obstrução de justiça na indicação do ministro norte-rio-grandense Marcelo Ribeiro Navarro Dantas ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) por parte da ex-presidente Dilma Rousseff em 2015.

Delcídio do Amaral: denúncia (Foto Wilson Dias)

A constatação faz parte do relatório final da PF sobre um inquérito que tramita em segredo de justiça no Supremo Tribunal Federal (STF) e investiga se houve, na indicação de Navarro por Dilma, algum tipo de articulação para barrar a Lava Jato, por meio da atuação do ministro no STJ. A suspeita partiu da delação de Delcídio do Amaral, do ex-líder do governo Dilma no Senado.

Segundo Delcídio, Navarro foi escolhido para o STJ com o compromisso de conceder habeas corpus e recursos favoráveis a empreiteiros como Marcelo Odebrecht, do grupo Odebrecht, e Otávio Azevedo, da Andrade Gutiérerrez.

Arquivamento ou denúncia

O relatório da PF, encaminhado nesta segunda-feira (21) ao STF, apontou que, feitas todas as diligências, não se confirmou o depoimento de Delcídio do Amaral e do seu ex-chefe de gabinete Diogo Ferreira.

Segundo o Broadcast apurou, o relatório também não verificou nenhum tipo de conduta criminosa por parte do ministro Francisco Falcão, do STJ, que já foi presidente da Corte. O relatório já foi encaminhado à Procuradoria-Geral da Republica (PGR), para que decida se pede o arquivamento do caso ou se faz uma denúncia.

Também constam como investigados neste inquérito o ministro do STJ Francisco Falcão, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ex-ministros petistas José Eduardo Cardozo e Aloizio Mercadante tramaram para conter a Lava Jato, além da própria Dilma Rousseff e do ministro Marcelo Ribeiro Navarro Dantas e de Delcídio do Amaral.

Outras vertentes

Há outras duas outras vertentes de investigação no inquérito, além da indicação de Navarro ao STJ: a indicação de Lula como ministro do governo Dilma e uma conversa gravada entre Mercadante e um ex-assessor de Delcídio no Senado após a prisão do senador.

Em relação a esses dois pontos, o relatório da PF encaminhado ao Supremo nesta segunda-feira não apresenta conclusões, porque já havia um relatório datado de fevereiro em que a PF atribuiu aos ex-presidentes Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva crime de obstrução de Justiça e ao ex-ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil e Educação) os crimes de tráfico de influência e também obstrução de Justiça.

Para a PF, ao nomear Lula ministro-chefe da Casa Civil, em março de 2016, a então presidente e seu antecessor – que com a medida de Dilma ganharia foro privilegiado no Supremo e, na prática, escaparia das mãos do juiz federal Sérgio Moro – provocaram ’embaraço ao avanço da investigação da Operação Lava Jato’.

Leia também: Delação mistura Dilma, Lula, Aécio e Temer em teia criminosa AQUI;

Leia também: AQUI.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
  • Repet
segunda-feira - 19/06/2017 - 08:10h
Omissão

Partidos evitam julgar os seus envolvidos com a “Lava Jato”

Pelo menos 98 filiados a PP, PT, PMDB e PSDB foram citados, mas apenas dois processos foram abertos

Por Sérgio Roxo (O Globo)

Apesar da avalanche de acusações levantadas pela Lava-Jato contra políticos, os órgãos internos dos partidos destinados a fiscalizar a postura ética de seus filiados têm tido atuação quase nula. Nos três anos da operação, 98 integrantes do PP, PT, PMDB e PSDB — as quatro siglas com mais implicados — foram citados em delações, mas as legendas fecharam os olhos para praticamente todas as denúncias relatadas.

Não é por falta de normas que as punições não ocorrem. Os estatutos e códigos de ética dos partidos condenam atos de improbidades e que ferem a ética cometidos nos exercícios de mandatos e cargos públicos, como os apontados pelos delatores. São previstos processos disciplinares que podem resultar até na expulsão do filiado.

— As acusações não envolvem só um desvio individual, mas estão relacionadas com o financiamento do conjunto do partido. A cúpulas partidárias estão no jogo e quando estão envolvidas é muito difícil a punição — avalia o cientista político Fernando Abrucio, professor da FGV.

Nos quatro partidos com mais citados, todos os presidentes são investigados. A petista Gleisi Hoffmann teve a denúncia aceita e responde ação por corrupção e lavagem de dinheiro. O tucano Aécio Neves, licenciado da presidência do PSDB, foi denunciado pela Procuradoria Geral da República (PGR), que pediu sua prisão.

O presidente do PMDB, Romero Jucá, flagrado em áudio defendendo estancar a Lava-Jato, é alvo de cinco inquéritos. Ciro Nogueira, presidente do PP, também foi denunciado pela PGR.

Em 2014, no início da Lava-Jato, o PT decidiu abrir procedimento na comissão de ética do partido contra o deputado André Vargas (PR), acusado de usar o avião do doleiro Alberto Youssef. Na época, as investigações sugeriam que se tratava de um caso isolado. Vargas, até hoje preso em Curitiba, pediu sua desfiliação antes da conclusão da apuração.

PT dá “amplo direito de defesa”

Nos meses seguintes, quando a Lava-Jato avançou sobre a cúpula do partido — com a prisão, inclusive, do tesoureiro da legenda, João Vaccarri Neto —, os procedimentos disciplinares foram deixados de lado. O estatuto do PT prevê até suspensão preventiva por 60 dias diante de notícias que vinculem filiados à corrupção.

Apesar de 25 citados, a medida foi aplicada só contra o então líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (MS), preso em novembro de 2015. No dia da punição, já surgiam especulações de delação de Delcídio. Em março de 2016, o senador se desfiliou.

A assessoria de imprensa da presidência do PT disse que o partido “ao contrário do que ocorre na Justiça atualmente” dá amplo direito de defesa aos filiados. A legenda informa que a discussão sobre eventuais punições “será feita no momento oportuno, mas é certo que não promoveremos caçada e muito menos nos valeremos de provas colhidas sob suspeição”.

PSDB se esquiva de qualquer investigação

Vargas e Delcídio foram os únicos dos 98 políticos investigados em seus partidos. As outras três legendas com mais filiados citados na Lava-Jato não abriram procedimento, apesar de pressões internas. No PSDB, há um movimento na base para punir Aécio.

— Está na hora de a gente dizer que se nosso presidente nacional fez o que está colocado aí, ele deve ser levado ao conselho de ética e expulso — defendeu o deputado estadual Carlos Bezerra, no encontro do PSDB de São Paulo semana passada.

Mas para o presidente do conselho de ética e disciplina do partido, deputado Bonifácio Andrada (MG), o órgão não tem função de investigar esses casos e deve se limitar basicamente a cuidar da disciplina dos filiados.

— Se o partido se meter a querer investigar os filiados pelas atividades externas, vira Poder Judiciário e polícia. A comissão de ética deve ser limitada às normas da ética e disciplina da vida partidária.

Silêncio no PMDB

No PMDB, um grupo de deputados chegou a pedir afastamento dos dirigentes alvos.

— Se eu falar, vou ser antiético — disse o presidente da comissão de ética do partido, Eduardo Krause, que indicou o presidente da legenda, Romero Jucá, para comentar o assunto. Jucá não respondeu.

O presidente do conselho de ética do PP, deputado André Fufuca, também não respondeu.

*Colaborou Silvia Amorim

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
quinta-feira - 19/05/2016 - 16:44h
Brasil

Poeminha das quadrilhas

Eduardo Cunha (PMDB) nega ter dinheiro na Suíça.

Dilma Rousseff (PT) não teve conhecimento sobre o negócio viciado da compra de Pasadena pela Petrobras.

Lula (PT) nunca teve triplex no Guarujá e sítio em Atibaia.

Aécio nada sabe sobre corrupção em Furnas.

Eu acredito em Delcídio do Amaral (sem partido)!

Acompanhe o Blog pelo Twitter e veja postagens mais ágeis AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
  • Repet
quarta-feira - 18/05/2016 - 11:32h
Marcelo Navarro

Imprensa camarada tenta proteger ministro potiguar do STJ

Silêncio e notinhas tentam encobrir sérias dificuldades de jurista em escândalo da Operação Lava Jato

Parcela maciça da mídia do RN, das TV´s, rádios e jornais aos endereços cibernéticos, parece que fechou questão no tocante a um personagem proeminente da “Operação Lava Jato”: o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), potiguar Marcelo Navarro.

Culpado ou inocente? Vítima ou farsante?

Mas o escudo que se forma em torno de Marcelo Navarro e da hagiografia que possuía até bem pouco tempo, convertida em quase prontuário, depõe muito mais contra a imprensa do que em relação a ele.

Navarro tomou posse no STJ em 30 de setembro de 2015 (Foto: Sérgio Lima / Divulgação STJ)

Intocável, vestal no mundo jurídico e queridinho da imprensa, Marcelo vê o círculo se fechar. Até ano passado, quando surgiram os primeiros sussurros ou notícias que apontavam para consórcio abjeto entre ele e o Governo, numa troca de favores própria de submundo, sua defesa no RN era bem maior.

Não faltaram notas de desagravo, eventos de incenso e coro na mídia o escudando. Hoje, essa mobilização ‘espontânea’ é menor ou mesmo escassa.

Apesar de estar frequentemente sendo citado pela chamada Grande Imprensa nacional, por supostamente ter sido nomeado para o STJ – dia 17 de agosto de 2015 – em troca de atuação em favor de empresários presos, ligados ao Governo Dilma Rousseff (PT), a aparição de Navarro – em ‘trajes sumários’ – em noticiário no estado é quase zero. É um intocável.

O implacável Ribeiro Dantas – 20 de dezembro de 2015

Do blog O Antagonista

Antes de votar pela liberdade de Marcelo Odebrecht, quando ainda no TRF da 5ª Região, Ribeiro Dantas era um juiz implacável com os réus presos. O comentário veio de uma fonte do Ministério Público ouvida pela coluna Expresso, da revista Época. Por que, então, os advogados dos empreiteiros presos acreditavam que Ribeiro Dantas seria “mais sensível” aos argumentos pró-libertação de seus clientes?

No máximo surge a defesa sem o registro das denúncias,  inclusive de fatos novos. Suprime-se da sociedade norte-riograndense o direito a ser informada dos fatos. No domingo (15), por exemplo, o mais conceituado site político do país, o Congresso em Foco, dissecou em postagem exclusiva que Navarro é objeto de pedido de investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) – veja AQUI.

Abaixo, leia o que diz um trecho da reportagem assinada pelo jornalista Sylvio Costa, diretor-editor da página:

1) O pedido de abertura de inquérito tramita no STF como procedimento “oculto”, formalizado por Rodrigo Janot (Procurador-Geral da República) no último dia 27. “Oculto” é o processo que sequer entra para os registros oficiais da instituição, publicados no portal do Supremo, dado o sigilo que o envolve.

2) Na peça, a Procuradoria-Geral da República (PGR) deixa clara a necessidade de investigar Navarro e o próprio presidente do STJ, ministro Francisco Falcão.

Corrupção endêmica

Mesmo com o impacto dessa notícia, de sua importância para entendermos a engrenagem endêmica, sistêmica e cientificista da corrupção, adotada como “política de governo”, o assunto é praticamente ignorado por essas plagas.

A mesma matéria especial de Sylvio Costa ainda aprofunda detalhamento sobre o que é investigado, noutros parágrafos:

4) A PGR constata, no documento, que houve “interlocução densa” entre Delcídio (ex-senador Delcídio do Amaral, cassado recentemente) e Navarro e que o depoimento prestado por Diogo Ferreira Rodrigues, assessor do ex-senador, “se harmoniza perfeitamente com o do congressista e veicula pormenores das tratativas anteriores à nomeação de Marcelo Navarro Ribeiro Dantas.

Com efeito, como você pode verificar no original, Diogo fornece detalhes até agora desconhecidos sobre o tema, além de mensagens trocadas pelo celular com Navarro, que não deixam dúvidas quanto ao fato de que Delcídio, na condição de líder do governo Dilma, participou ativamente dos entendimentos para viabilizar a aprovação do seu nome pelo Senado.

Roda Viva, IstoÉ

Reforça o enredo da blindagem e proteção ostensiva do nome de Marcelo Navarro, outro fato jornalístico de grande repercussão veiculado em nível nacional no dia seguinte (segunda-feira, 16) à matéria do Congresso em Foco: entrevista de Delcídio do Amaral ao programa Roda Viva da TV Cultura.

Janot mergulha nos subterrâneos do STJ (Foto Fellipe Sampaio)

Na entrevista elucidativa (veja AQUI e em vídeo mais acima), Delcídio reiterou o que dissera em delação premiada da Operação Lava Jato, em relação a Marcelo Navarro. Bateu com a reportagem do Congresso em Foco.

Antes, tivemos matéria especial que a revista IstoÉ já publicara há algumas semanas (veja AQUI), em que detalhara onde o ministro do STJ se enquadraria no esquema criminoso de proteção a réus ilustres como Marcelo Odebrecht.

Mas a mídia norte-rio-grandense novamente não viu nada.

Juízo de fato

Mesmo com essa proteção cavilosa da mídia, Marcelo convive com um juízo de valor coletivo que o acusa e também o faz mergulhar no silêncio. Boa parte dos jornalistas/blogueiros que o defende de público, não sustenta o mesmo fervor advocatício no simples cafezinho do shopping ou convescote em restaurante em Ponta Negra.

Ganha robustez maior o “juízo de fato”, uma quase-verdade que produz outro conceito sobre ele.

Também são inaudíveis ou estão refreadas, as notas de repúdio de entidades da magistratura e outros segmentos do mundo forense às acusações e denúncias que o envolvem.

Marcelo Navarro Ribeiro Dantas, o ministro “Ribeiro Dantas”, é inocente? É possível.

Mas não deve estar tranquilo. O quadro não está favorável.

Delcídio do Amaral não colocaria a própria mão no fogo por Michel Temer, presidente interino do país. Quantos o fariam por Navarro, hoje, no RN?

Uma coisa é certa: o esforço camarada da maioria da imprensa pouco acrescentará à sua defesa e reputação empinada até bem poucos meses.

Acompanhe o Blog pelo Twitter e veja postagens mais ágeis AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política / Reportagem Especial
segunda-feira - 16/05/2016 - 23:44h
Roda Viva

Delcídio conta que Petrobras foi vítima de corrupção sistêmica

Impactante e inquietante a entrevista concluída há poucos minutos, no programa Roda Viva da TV Cultura, com o ex-senador Delcídio do Amaral (ex-líder do Governo Dilma Rousseff no Senado). Mostrou que a corrupção na Petrobras vem de longas datas, mas teve caráter científico e “sistêmico” a partir do Governo Lula (PT) em 2003.

“Petrobras sempre foi do Presidente da República. Qualquer papo diferente é nos fazer de tolos”, apontou.

Ele também previu que políticos ligados ao PMDB e o próprio presidente interino Michel Temer, não devem se sentir confortáveis com as investigações e novos fatos que virão à tona.

Delcídio mostrou como políticos de vários matizes e, até adversários, se juntam na corrupção (Foto: reprodução)

Ele ainda falou de Furnas, Aécio Neves (PSDB), Renan Calheiros e outros personagens, como o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marcelo Navarro, voltando a afirmar que ele foi nomeado para essa corte para cumprir missão em favor de envolvidos na Operação Lava Jato.

O ex-senador, cassado recentemente pelo Senado, num processo que ganhou rito célere pelas mãos do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), garantiu que está compilando farto material ainda a ser encaminhado às autoridades. Disse que é uma pessoa “muito organizada” e que tem muitas gravações que fez documentando a CPI dos Correios na gestão de Lula, mas também fala sobre Furnas, e a própria Lava Jato.

“Compromissos”

Segundo Delcídio do Amaral, a presidente Dilma Rousseff autorizara que ele falasse pessoalmente com Marcelo Navarro sobre os interesses do Governo Federal em relação à Operação Lava Jato. Precisaria cumprir “compromissos” em decisões que colaborassem com a soltura de alguns implicados.

O ex-senador relatou no programa que Navarro afirmara que ‘sabia’ exatamente o que fazer.

O senador cassado também foi questionado sobre denúncias de corrupção em Furnas Centrais Elétricas, de que o senador Aécio Neves (PSDB) é acusado de ser beneficiado de desvios, entre outros políticos. Delcídio não confirmou supostos benefícios a Aécio, mas disse que Furnas é a “joia da coroa”, uma empresa que está com o “filé-mignon do setor elétrico”.

Mas, lembrando de sua posição de presidente da CPI dos Correios, que analisou as denúncias do mensalão no governo Lula, disse que “a gênese do mensalão surgiu em Minas Gerais”.

Lula, PT e Dilma

Em vários momentos da entrevista, ele criticou Renan Calheiros, a quem definiu como “cangaceiro” e com biografia inaceitável para ocupar a presidência do Senado.

Antecipou que a Operação Lava Jato pelo conjunto de informações que ele passou e outras já coletadas, deverá gerar ter sérios problemas adiante para o ex-presidente Lula. Virão “outros desdobramentos”, disse. “Situação dele é crítica”.

Sobre Dilma, enxerga que sua trilha chegou ao fim. Não retornará ao Governo e provavelmente ficará alijada da política.

PMDB envolvido

Já o PT, é possível se reinventar, mas não com Rui Falcão o presidindo, sujeito ‘bizarro’, disse.

“Primeiros passos de Michel Temer preocupam muito”, afirmou o ex-senador. “Terá que ter coragem para tomar medidas duríssimas”, disse. Também deixou nas entrelinhas, que pode ser alcançado por investigações da Lava Jato. Não bota a mão no fogo por ele.

Em relação ao PMDB, Delcídio contou que “vai aparecer nitidamente” (veja mais AQUI) em breve, sem rodeios, elementos claros de envolvimento de muita gente que tem se esquivado de acusações. Escândalo de corrupção vai se aprofundar com sigla, deixou claro.

Nota do Blog – Eu acredito piamente em Delcídio do Amaral. Sua entrevista foi clarividente e deve provocar disenteria em alguns figurões do RN à Brasília.

Engraçada a seletividade de alguns em relação ao que Delcídio afirma. Acredita ou discorda, conforme seus interesses e crenças. Ah, tá!

É mais ou menos assim: O que afeta meu partido, é mentira. O que embaraça o adversário, é claro que é verdade!

Acompanhe o Blog pelo Twitter e veja postagens mais ágeis AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
  • Execom - PMM - Banner - Março de 2026
domingo - 15/05/2016 - 23:50h
Operação Lava Jato

Procuradoria-Geral pede para investigar membros do STJ

Por Sylvio Costa (Do Congresso em Foco)

Rumores sobre a participação de membros do Poder Judiciário nos esquemas ilegais desmascarados pela Operação Lava Jato tornaram-se intensos desde que veio a público a delação premiada do ex-líder do governo no Senado Delcídio do Amaral (MS).

Delcídio disse que a nomeação do ex-procurador da República e ex-desembargador federal Marcelo Navarro Ribeiro Dantas (originário do RN) para o cargo de ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) ocorreu com o fim expresso de obstruir as investigações da Lava Jato. Segundo o ex-senador, cassado na semana que passou, Navarro foi nomeado por força de uma verdadeira conspiração judicial, envolvendo a presidente afastada Dilma Rousseff, o então ministro da Justiça José Eduardo Cardozo e o presidente do Superior Tribunal de Justiça, Francisco Cândido de Melo Falcão Neto.

O principal objetivo da operação: tirar da cadeia o empresário Marcelo Odebrecht, do Grupo Odebrecht, e o principal executivo do grupo Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo, ambos presos preventivamente em Curitiba pela força-tarefa comandada pelo juiz Sérgio Moro.

Toda a imprensa brasileira também publicou que, em razão da delação de Delcídio, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot,pediria investigação de Dilma, Cardozo e Navarro. Informou ainda que o inquérito proposto ao Supremo Tribunal Federal (STF) por Janot tem outro alvo poderoso, o ex-presidente Lula. No último caso, pelo que já é de conhecimento público, em razão da denúncia de que o líder máximo petista foi o verdadeiro mentor da manobra destinada a calar, mediante corrupção, o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.

Marcelo Navarro: nome originário do RN é exposto à execração (Foto: STJ)

Definidos o contexto e os principais personagens da trama, aqui começam as novidades, apresentadas com exclusividade pelo Congresso em Foco:

1) O pedido de abertura de inquérito tramita no STF como procedimento “oculto”, formalizado por Rodrigo Janot no último dia 27, conforme comprova imagem destacada nesta reportagem.

“Oculto” é o processo que sequer entra para os registros oficiais da instituição, publicados no portal do Supremo, dado o sigilo que o envolve.

2) Na peça, a Procuradoria-Geral da República (PGR) deixa clara a necessidade de investigar Navarro e o próprio presidente do STJ, ministro Francisco Falcão (que no documento chega a aparecer, incorretamente, como Joaquim Falcão, confusão feita com o nome de celebrado jurista do Rio de Janeiro).

Com o pedido ao Supremo para apurar fatos expressamente atribuídos a Falcão e Navarro, mergulha definitivamente nas águas sulfurosas da Lava Jato o único poder (o  Judiciário, claro) que até então vinha se mantendo à margem da crise política, econômica e moral que engolfou o Executivo e o Legislativo – seja pela ação de Moro, seja pela ação do STF, a despeito de eventuais críticas a excessos cometidos por ambos.

(ENTRE AQUI PARA VER O DOCUMENTO ORIGINAL)

3) A PGR levou bastante a sério as informações de Delcídio sobre a ação dos personagens citados. “Trata-se de testemunho direto, de visu e de auditu, com indicação precisa de tempo, local e interlocutores. Não há recurso ao rumor nem ao ouvir dizer”. Acrescenta que o ex-líder do governo extrato da sua agenda oficial e a relação de telefonemas recebidos de Navarro, para confirmar seus encontros com Dilma (que nega ter tratado com o ex-senador da questão) e Navarro.

De acordo com o ex-senador, sob as ordens de Dilma, ele próprio ficou de negociar com Navarro enquanto o ex-ministro Cardozo teve tratativas com Francisco Falcão para fechar a nomeação do ministro e sua indicação para a 5a Turma do STJ, onde eram julgados os recursos referentes à Lava Jato.

Documento oculto (Reprodução)

4) A PGR constata, no documento, que houve “interlocução densa” entre Delcídio e Navarro e que o depoimento prestado por Diogo Ferreira Rodrigues, assessor do ex-senador, “se harmoniza perfeitamente com o do congressista e veicula pormenores das tratativas anteriores à nomeação de Marcelo Navarro Ribeiro Dantas.

Com efeito, como você pode verificar no original, Diogo fornece detalhes até agora desconhecidos sobre o tema, além de mensagens trocadas pelo celular com Navarro, que não deixam dúvidas quanto ao fato de que Delcídio, na condição de líder do governo Dilma, participou ativamente dos entendimentos para viabilizar a aprovação do seu nome pelo Senado.

Os personagens

Esta reportagem não tem a pretensão de esclarecer todos os fatos relativos ao enredo aqui descrito, mas é fundamental levar em conta o apito que toca cada um dos personagens (pessoas ou instituições) abaixo indicados:

Supremo Tribunal Federal (STF) – é a única corte judicial brasileira com poder para mandar para a prisão autoridades que estão no topo da cadeia de poder nacional, tais como presidente e vice-presidente da República, ministros de Estado, ministros de tribunais superiores e parlamentares federais.

Superior Tribunal de Justiça (STJ) – formada por 33 ministros, é a segunda corte judicial mais importante do Brasil. É a última instância para o julgamento de todas as ações que não envolvam matéria constitucional controversa (hipótese em que a palavra final é do STF) ou assuntos da alçada de tribunais específicos (como o Tribunal Superior Eleitoral, para questões eleitorais, e o Tribunal Superior do Trabalho, para questões trabalhistas). É o tribunal competente para processar e julgar crimes cometidos por governadores, desembargadores estaduais e outras autoridades com foro privilegiado.

Procuradoria-Geral da República (PGR) – é a instituição encarregada de apurar e denunciar crimes contra autoridades com foro no Supremo. Seu chefe, o procurador-geral da República, também é a principal autoridade do Ministério Público da União (MPU), que é constituído por quatro “braços”. Os três primeiros têm como escopo atividades já evidenciadas pelos seus nomes: Ministério Público do Trabalho, Ministério Público do Distrito Federal e Territórios e Ministério Público Militar.

Implicados

Todas as demais questões são da órbita do Ministério Público Federal (MPF). O pedido do procurador-geral é para a primeira fase de um processo criminal no Supremo, que é a do inquérito. Nessa etapa, reúnem-se elementos de provas para a formação de culpa (ou não) dos envolvidos, abrindo assim espaço para o momento seguinte, que é a apresentação da denúncia. Os implicados só se tornam réus depois que a denúncia é aceita pelo STF.

Francisco Falcão, presidente do STJ – os assinantes da Revista Congresso em Foco sabem mais a seu respeito do que a grande maioria das pessoas que se julgam bem informadas. Em reportagem publicada em junho de 2015, mostramos os laços políticos entre Falcão e a cúpula do PMDB no Senado. A reportagem revelou que senadores peemedebistas como Romero Jucá (atual ministro do Planejamento), Vital do Rêgo (atual ministro do Tribunal de Contas da União, TCU) e Eunício Oliveira (líder do partido na Casa) apresentaram emendas para retirar R$ 175 milhões de outras áreas federais em favor do plano de saúde do STJ, cujo conselho deliberativo Falcão comandou por cinco anos. Auditoria constatou várias irregularidades no plano de saúde.

O ministro, que completará 64 anos no próximo dia 30, é pernambucano e é filho do falecido ex-ministro do STF Djaci Falcão.

Marcelo Navarro – Mestre e doutor em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), tem 53 anos. Foi promotor de justiça no Rio Grande do Norte, seu estado natal, e depois procurador da República e desembargador federal, lotado no Tribunal Regional Federal da 5a Região. Tomou posse como ministro do STJ em 30 de setembro de 2015. Na 5a Turma do STJ, substituiu o ministro Newton Trisotto na relatoria das questões relativas à Lava Jato. Em 24 de novembro e em 3 de dezembro de 2015, respectivamente, votou (como relator) favoravelmente a habeas corpus que beneficiaria Marcelo Odebrecht e Otávio Azevedo – nomes, não custa lembrar, ligados às duas mais poderosas empreiteiras do país. Seu voto foi isolado e vencido. A repercussão o levou a abandonar a relatoria de processos relativos à Lava Jato.

Congresso em Foco manteve contato, ao longo deste domingo (15), com a assessoria de comunicação do STJ, que disse não ter conseguido localizar Falcão e Navarro. Sem a manifestação dos dois ministros sobre os fatos aqui reportados, fiquemos com nota divulgada pelo ministro Marcelo Navarro em março, quando a revista IstoÉ divulgou em primeira mão a delação de Delcídio:

“Em relação à reportagem publicada hoje pela revista IstoÉ ― e repercutida por vários veículos da mídia e nas redes sociais ―, com supostas declarações do Senador Delcídio do Amaral, algumas das quais pertinentes a meu nome, tenho a esclarecer que, na época em que postulei ingresso no Superior Tribunal de Justiça estive, como é de praxe, com inúmeras autoridades dos três Poderes da República, inclusive com o referido parlamentar, que era então o Líder do Governo no Senado. Jamais, porém, com nenhuma delas tive conversa do teor apontado nessa matéria. Os contatos que mantive foram para me apresentar e expor minha trajetória profissional em todas as funções que exerci: Professor de Direito, Advogado, Promotor de Justiça, Procurador da República e Desembargador do Tribunal Regional Federal da 5ª Região. Nunca me comprometi a nada, se viesse a ser indicado. Minha conduta como relator do caso conhecido como Lavajato o comprova: em mais de duas dezenas de processos dali decorrentes, não concedi sequer um habeas corpus monocraticamente, quando poderia tê-lo feito. Nos apenas seis processos em que me posicionei pela concessão da soltura, com base em fundamentação absolutamente jurídica, levei-os ao Colegiado que integro (5ª Turma do STJ). Voto vencido, passei a relatoria adiante, e não apenas naqueles processos específicos: levantei questão de ordem, com apoio em dispositivo do Regimento Interno da Corte, para repassar também os outros feitos conexos, oriundos da mesma operação. Tenho a consciência limpa e uma história de vida que fala por mim.”

Compartilhe:
Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público / Política
domingo - 27/03/2016 - 21:34h
Momento delicado

PMDB caminha para rompimento com o Governo

Do Congresso em Foco

Enquanto parlamentares tentam dar ares de normalidade aos trabalhos e andamento à pauta legislativa, a presidente Dilma Rousseff vai acompanhar, com atenção redobrada, a movimentação do PMDB nesta semana. O maior partido da base aliada vai decidir sobre a permanência no governo, em que ocupa sete ministérios e centenas de cargos de segundo e terceiro escalão, na próxima terça-feira (29).

A questão começará a ser decidida em um dos auditórios da Câmara, a partir das 15h, por convocação do vice-presidente da República, Michel Temer, também presidente nacional da legenda.

Renan, Temer e Sarney conversam sobre situação complicada (Foto: Valter Campanato)

Nos bastidores, uma verdadeira batalha interna é travada devido à polarização na sigla. Entre os oposicionistas, ala encabeçada pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), há o consenso de que o desembarque tem que ser imediato – eles defendem, inclusive, a desfiliação de quem não entregar os cargos no governo.

Já os governistas, grupo formado principalmente por quem justamente ocupa ministérios, defende a permanência da aliança, mesmo diante de um quadro de rebeldia que, por mais de uma vez, inviabilizou a aprovação de matérias de interesse do Executivo no Congresso.

Primeiro na linha sucessória de Dilma, Temer vai acompanhar o processo de perto. Como este site adiantou na última quarta-feira (23), o cacique peemedebista desistiu de viajar nesta terça-feira (29) a Portugal, onde participaria de um seminário acadêmico promovido pelo Instituto Brasiliense de Direito Público, criado pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.

Fim da aliança

A atenção especial tem explicação: dos 27 diretórios do partido, 14 já se posicionou pelo fim da aliança com o governo Dilma e o PT (Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Espírito Santo, Piauí, Distrito Federal, Acre, Pernambuco, Tocantins, Maranhão, Bahia e Mato Grosso do Sul).

No transcorrer desta semana, as duas vertentes do PMDB foram cortejadas. De um lado, o ex-presidente Lula se reuniu, na última quarta-feira (23), com os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o ex-presidente da República José Sarney, figura ainda proeminente na legenda. O objetivo: sepultar o movimento de desembarque.

Temer foi procurado por Lula, mas não se deixou encontrar. O vice-presidente parece tender à guinada oposicionista e, no mesmo dia em que Lula, Renan e Sarney se reuniram, ele teve encontro reservado com o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (PSDB-MG), principal nome de oposição a Dilma no Congresso.

A decisão sobre a permanência ou desembarque do governo tem de ser aprovada por maioria simples (metade mais um dos presentes) entre os 125 integrante da legenda com direito a voto. Com a maior bancada dessa instância decisória (12 votos), o diretório do Rio de Janeiro – que conta com o líder do partido na Câmara, Leonardo Picciani (RJ) – já manifestou a tendência de deixar a base. Diante do quadro, o Planalto agora atua para evitar um efeito cascata que, na esteira de uma eventual saída do PMDB, pode levar outros partidos da base, como PP, PR e PSD.

Comissão do impeachment

Mas a possível debandada do PMDB não é o único foco de preocupação de Dilma. Na Câmara, a comissão do impeachment continua a todo vapor – acompanhada de perto por Cunha, um dos principais opositores da presidente no Congresso. Na próxima segunda-feira (28), às 18h, o presidente e o relator do colegiado, respectivamente Rogério Rosso (PSD-DF) e Jovair Arantes (PTB-GO), farão visita de cortesia ao ministro Luiz Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, em evento aberto à imprensa. A intenção, explica Rosso, é reforçar o caráter de legalidade dos trabalhos da comissão.

A partir da próxima reunião deliberativa de plenário, Dilma terá mais cinco sessões para entregar sua defesa à comissão processante. Na última semana, o comando do colegiado decidiu excluir a delação premiada do senador Delcídio do Amaral (MS), na qual o ex-petista diz que a presidente tinha conhecimento do esquema de corrupção na Petrobras. A decisão foi tomada após a desistência da oposição de incluir o depoimento no processo, sob o receio de que chamado aditamento atrasasse a análise da matéria com uma provável batalha jurídica.

Fator Delcídio

Por falar em Delcídio, o Conselho de Ética do Senado reagiu à renovação de licença do mandato, na última quarta-feira (22), e o reconvocou para prestar depoimento no processo que pode levar à cassação de seu mandato. A nova tentativa de ouvi-lo ficou para 7 de abril.

Na mesma sessão do colegiado, senadores aprovaram a convocação do filho de Nestor Cerveró (um dos delatores da Operação Lava Jato), Bernardo Cerveró; do advogado do parlamentar, Edson Ribeiro; e do ex-chefe de gabinete de Delcídio Diogo Ferreira, na condição de testemunhas. A oitiva está agendada para a próxima quarta-feira (29), às 14h30.

Pauta

A despeito da crise política, Senado e Câmara estão envolvidos na rápida aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 257/2016, que trata do refinanciamento das dívidas dos estados e dos municípios. A ser votada na próxima semana, a matéria estabelece a prorrogação do prazo para quitação dos débitos em 20 anos, ao transferir de 2027 para 2047 o fim do prazo inicialmente estipulado. A questão foi decidia na quarta-feira (22), depois de uma rodada de reuniões entre governadores em Brasília, em acordo costurado com o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa.

No início desta semana, senadores e governadores se reuniram com Renan, no gabinete da Presidência do Senado, para acertar a estratégia de votação. O périplo de governantes também se reuniu com Eduardo Cunha, que por sua vez acertou com líderes partidários a votação da matéria já na próxima terça-feira (28). Eles também defenderam a aprovação da proposta de emenda à Constituição que autoriza o uso de 40% dos depósitos judiciais privados para pagamento de precatórios.

Segundo o projeto de lei, além do alongamento de prazo para pagamento das dívidas junto à União, os entes federados também ganharam mais dez anos de prazo para quitar débitos com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A medida é considerada essencial para que os gestores estaduais cumpram compromissos e possam investir.

O governo está preocupado com a possibilidade de que as novas regras representem impacto orçamentário que comprometam os planos de ajuste das contas, posto em curso por Barbosa. Para compensar, o Executivo pode aumentar suas receitas se os recursos provenientes dos pagamentos forem destinados a investimento e, consequentemente, votar aos cofres da União na forma de tributos.

Caberá a cada estado, individualmente, aderir ao acordo de prorrogação do prazo para a quitação da dívida, uma vez que o projeto não determina adesão obrigatória. No caso de todos eles resolverem acompanhar a lei eventualmente criada, cerca de R$ 45,5 bilhões deixarão de abastecer os cofres da União, segundo estimativa do Ministério da Fazenda.

Crédito

Há uma única matéria a trancar os trabalhos de plenário nesta próxima semana – a Medida Provisória 710/2016, que autoriza crédito extraordinário de R$ 1,472 bilhão a ser dividido entre os ministérios da Integração Nacional (R$ 382 milhões); da Justiça (R$ 300 milhões); da Defesa (R$ 95,5 milhões); da Cultura (R$ 85 milhões); e do Turismo (R$ 10 milhões). O resto será destinado para o custeio de encargos financeiros da União (R$ 600,1 milhões).

A Integração Nacional empregará o dinheiro para atender populações atingidas por desastres naturais, oferecendo-lhes cestas básicas e distribuição de água em carros-pipa. Por sua vez, a pasta da Justiça vai adquirir equipamentos de proteção individual para a Força Nacional de Segurança, além de contratar serviços, equipamentos e soluções de informática com vistas aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

Congresso

Em reunião conjunta do Congresso marada para a próxima terça-feira (29), a partir das 19h, deputados e senadores têm na pauta 16 vetos presidenciais pendentes de votação. As negativas do Executivo também trancam a pauta de votações.

Um dos vetos foi aposto ao projeto de lei que normatiza a repatriação de recursos enviados ao exterior sem a devida declaração à Receita Federal. Trata-se do Projeto de Lei 2960/2015, que resultou na Lei 13.254/2016 – uma das anunciadas medidas de ajuste fiscal destinadas à captação de recursos para reforçar o caixa do governo federal. Em um dos dispositivos vetados, parlamentares tentam destinar para estados e municípios parte dessa verba resgatada no exterior; em outro, tenta-se a repatriação de joias e obras de arte.

Também há um veto referente à lei de diretrizes orçamentárias. A Presidência da República vetou a proibição do financiamento de obras no exterior por parte do BNDES e o reajuste dos benefícios do Bolsa Família com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado de maio de 2014 a dezembro do ano passado.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
  • Repet
quarta-feira - 16/03/2016 - 11:02h
Sujos e mal lavados

Eu acredito em Delcídio do Amaral

Ex-integrante do PSDB e ex-líder do PT no Senado, Delcídio do Amaral é a pessoa mais indicada para falar a verdade sobre os dois partidos,Governo e oposição, submundo do poder.

Acredito piamente na delação premiada de Delcidio do Amaral e acho que PT e PSDB estão certos quando falam mal um do outro, através de seus líderes, militantes e jagunços cibernéticos.

Eu acredito em Delcídio do Amaral.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter com notas em primeira mão clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog / Política
terça-feira - 15/03/2016 - 20:20h
Tudo sujo

Delação mistura Dilma, Lula, Aécio e Temer em teia criminosa

Senador Delcídio tem seu depoimento aceito pelo Supremo e mostra a dimensão da sujeira na República

Do Congresso em Foco

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou nesta terça-feira (15), o acordo de delação premiada do ex-líder do governo no Senado Delcídio do Amaral (PT-MS) sobre o esquema de corrupção na Petrobras investigado pela Operação Lava Jato.

Delcídio do Amaral mistura governistas e oposicionistas na lama (Foto Wilson Dias)

Em seu depoimento preliminar, segundo a revista IstoÉ, o senador citou a presidente Dilma Rousseff, o vice Michel Temer, o ex-presidente Lula, as principais lideranças do PMDB no Senado e o senador Aécio Neves(PSDB-MG), entre outros.

Leia a íntegra da delação de Delcídio do Amaral

Com a homologação, os investigadores vão apurar a veracidade das declarações de Delcídio. Ele foi solto no último dia 19, após passar quase três meses preso, acusado de tentar atrapalhar as investigações da Lava Jato, como oferecer mesada de R$ 50 mil por mês e uma rota de fuga ao ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró para que não fizesse delação premiada. Após a publicação da reportagem, a assessoria do petista divulgou nota dúbia em que não confirmava nem desmentia a existência do acordo de colaboração com a Justiça.

Como o entendimento do Ministério Público e do STF é de que a presidente da República não pode responder, ou mesmo ser investigada, por crimes anteriores ao mandato em exercício, a acusação não deve ter efeitos judiciais para Dilma. Mas pode trazer prejuízos à presidente no campo moral, território em que suas virtudes costumam ser frequentemente ressaltadas.

Belo Monte

Segundo a IstoÉ, as declarações de Delcídio compõem cerca de 400 páginas de depoimento. Dilma, Lula e o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo são alguns dos principais alvos do petista. O senador, de acordo com a revista, declarou que dinheiro desviado das obras da usina de Belo Monte foi usado para abastecer a campanha eleitoral da presidente em 2010 e 2014.

A ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra é acusada de arquitetar “um sofisticado esquema de corrupção nas obras da usina de Belo Monte”, com o objetivo de desviar dinheiro para financiar campanhas eleitorais do PT e do PMDB em 2010 e 2014 – ao menos R$ 45 milhões foram desviados, segundo a acusação. “A propina de Belo Monte serviu como contribuição decisiva para as campanhas eleitorais de 2010 e 2014”, delatou Delcídio, referindo-se à coligação liderada por Dilma nas duas eleições.

STJ

Conforme Delcídio, é “indiscutível e inegável a movimentação sistemática” do atual advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo e de Dilma “no sentido de promover a soltura dos réus presos na operação”. O senador diz que uma das manobras foi a indicação do desembargador Marcelo Navarro para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), com a tarefa de conceder habeas corpus para libertar dirigentes das empreiteiras Odebrecht e da Andrade Gutierrez que se encontravam presos na PF. De acordo com o relato da revista, Dilma pediu ao líder do governo que “conversasse com o desembargador Marcelo Navarro, a fim de que ele confirmasse o compromisso de soltura de Marcelo Odebrecht e Otávio Marques de Azevedo”.

Delcídio afirma ainda, de acordo com a IstoÉ, que se encontrou com Navarro no próprio Palácio do Planalto para acertar os detalhes da nomeação do ministro e que este encontro pode ser atestado pelas câmeras de segurança do Planalto. Na reunião, afirmou o senador, Navarro “ratificou seu compromisso, alegando inclusive que o Dr. Falcão [presidente do STJ, Francisco Falcão] já o havia alertado sobre o assunto”. Quando assumiu a cadeira no STJ, Navarro, como relator do processo, votou pela soltura dos executivos, mas a decisão foi barrada pelos demais ministros do STJ.

Pasadena

Ele declarou ainda que Dilma sabia das irregularidades da refinaria de Pasadena, desmentindo a versão em contrário da presidente da República. “Dilma tinha pleno conhecimento de todo o processo de aquisição da refinaria”. “A aquisição foi feita com conhecimento de todos. Sem exceção”, reforçou o senador. A compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), foi firmada pela Petrobras em 2006, quando Dilma era presidente do Conselho de Administração da estatal. Há uma suspeita de superfaturamento no contrato no valor de US$ 792 milhões.

Lula como vidraça

Um dos pontos mais fortes das declarações de Delcídio envolve o ex-presidente Lula. Segundo o senador, foi por orientação de Lula que ele marcou a conversa com o ator Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, que acabou culminando na prisão do ex-líder do governo.

Também acusou o ex-presidente de ter mandado pagar pelo silêncio de Cerveró e de outras testemunhas. Somente a família de Cerveró recebeu R$ 250 mil. Delcídio foi preso acusado de tentar atrapalhar as investigações da Lava Jato. Entre as ofertas feitas, uma mesada de R$ 50 mil à família do ex-diretor e um plano de fuga.

De acordo com a revista, Delcídio afirmou que Lula lhe pediu “expressamente” para ajudar o pecuarista José Carlos Bumlai, citado nas delações de Fernando Baiano e do próprio Cerveró. O senador disse que Bumlai tinha “total intimidade” e exercia o papel de “consigliere” da família Lula, expressão italiana usada em referência aos conselheiros dos chefes da máfia italiana.

O ex-presidente, completou o senador, sabia do esquema de corrupção da Petrobras e agiu pessoalmente para barrar as investigações. A assessoria de Delcídio nega que ele tenha feito delação premiada e promete lançar uma nota de repúdio à publicação da revista.

Peemedebistas e tucano

Delcídio citou pelo menos cinco senadores em sua delação premiada, segundo os jornais O GloboFolha de S.Paulo. Entre eles estão alguns parlamentares que já são investigados em inquéritos da Lava Jato no Supremo, como Renan, Edison Lobão (PMDB-MA), Romero Jucá (PMDB-RR) e Valdir Raupp (PMDB-RO).

De acordo com os dois jornais, Aécio Neves, principal nome da oposição, e candidato derrotado nas eleições de 2014 para presidência da República, também foi citado por Delcídio. O presidente do PSDB já havia aparecido também nos depoimentos do doleiro Alberto Yousseff e do transportador de valores Carlos Alexandre Rocha, o Ceará. Na ocasião, porém, ambos processos contra o tucano foram arquivados. Todos os parlamentares citados por Delcídio negam envolvimento com as denúncias.

O ex-líder do governo também apontou, de acordo com IstoÉMichel Temer como “o grande patrocinador” da indicação de Jorge Zelada para a diretoria da área internacional da Petrobras. Zelada é apontado como o elo do PMDB no esquema investigado pela Lava Jato. O ex-diretor está cumprindo pena de 12 anos de prisão e a possibilidade dele se tornar réu preocupa o correligionários de Temer.

Veja mais detalhes AQUI.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter com notas em primeira mão clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público / Política
  • Execom - PMM - Banner - Março de 2026
quarta-feira - 09/03/2016 - 18:24h
Delação premiada

Delcídio teria citado Aécio Neves, Agripino e Renan Calheiros

Da Folha de São Paulo

A delação premiada do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), além de agravar a crise política e reacender na oposição a pressão pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, traz citações a vários políticos, incluindo colegas do Senado.

Folha apurou com pessoas próximas à investigação que Delcídio fez referências a integrantes das cúpulas de PMDB, PSDB e PT. A reportagem não teve acesso ao contexto do suposto envolvimento desses políticos.

Entre os nomes citados pelo senador estão parlamentares que já são investigados em inquéritos da Lava Jato no STF (Supremo tribunal Federal), como o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), Edison Lobão (PMDB-MA), Romero Jucá (PMDB-RR) e Valdir Raupp (PMDB-RO).

Delcídio também fez referências ao senador Aécio Neves (MG). O presidente do PSDB já foi citado pelo doleiro Alberto Yousseff e pelo transportador de valores Carlos Alexandre Rocha, o Ceará, mas ambos os procedimentos com menções ao tucano foram arquivados.

A simples menção feita pelo senador petista não indica que os citados cometeram crimes ou que serão investigados.

Agora, os investigadores da Lava Jato vão analisar se os fatos atribuídos aos senadores têm indícios mínimos para justificar o pedido de abertura de inquérito.

Segundo a Folha apurou, a citação a Renan, por exemplo, teria sido lateral. O presidente do Senado é alvo de seis inquéritos que apuram sua suposta ligação com os desvios da Petrobras.

A delação de Delcídio ainda está na Procuradoria-Geral da República aguardando um ajuste solicitado pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato.

Na semana passada, a revista “IstoÉ” revelou trechos da colaboração do petista nos quais ele implica Dilma e o ex-presidente Lula, que negam ilegalidades.

O jornalista Ricardo Noblat, destacou em seu twitter que Delcídio também teria citado o senador potiguar, José Agripino.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
sexta-feira - 04/03/2016 - 00:17h
Polêmica

Jurista mostra detalhes da delação premiada revelada por IstoÉ

O jurista Luiz Flávio Gomes, professor e diretor-presidente do Instituto Avante Brasil, nome de largo conceito no Direito brasileiro, foi entrevistado nessa quinta-feira pela TV Gazeta de São Paulo.

À jornalista Maria Lydia trata com Luiz Flávio Gomes da questão da delação premiada, aspectos legais e técnicos desse dispositivo.

O foco é em cima da reportagem especial da revista IstoÉ (veja AQUI), em que aparece em primeiro plano o senador Delcídio do Amaral (PT-MT), ex-líder governista no Senado.

Veja no vídeo acima os esclarecimentos do jurista.

Suas abordagens nos ajudam a melhor compreensão desse caso.

Segundo ele, “vários crimes” são apontados por Delcídio e devem ser apurados.

Compartilhe:
Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público / Política
  • San Valle Rodape GIF
quinta-feira - 03/03/2016 - 23:08h
Escândalo

Ministro potiguar é acusado de tentar ajudar réus da Lava Jato

O Rio Grande do Norte aparece em relevo e, de forma depreciativa, no mais novo e retumbante escândalo de dimensão nacional, envolvendo o Governo Dilma Rousseff (PT) e o ex-presidente Lula da Silva (PT), além de outras figuras periféricas.  Lamentável, pois.

Segundo reportagem da revista IstoÉ (veja AQUI), o ministro Marcelo Navarro Ribeiro Dantas, integrante do Superior Tribunal de Justiça (STJ), nomeado para integrar a corte pela própria Dilma, no ano passado, estaria “escalado” para facilitar decisões favoráveis a envolvidos na “Operação Lava Jato”.

Marcelo Navarro: biografia posta à prova (Foto: STJ)

Veja nos dois parágrafos abaixo, o que diz a matéria especial da IstoÉ sobre “Ribeiro Dantas”, nome oficial do ministro potiguar, no STJ:

Após os dois fracassos anteriores, rapidamente desenhou-se uma nova solução que passava pela nomeação de Marcelo Navarro, desembargador do TRF da 5ª Região, muito ligado ao ministro e presidente do STJ, Dr. Francisco Falcão. Tal nomeação seria relevante para o governo, pois o nomeado entraria na vaga detentora de prevenção para o julgamento de todos os Habeas Corpus e recursos da Lava Jato no STJ. Na semana da definição da nova estratégia, Delcídio do Amaral esteve com a presidente Dilma no Palácio da Alvorada para uma conversa privada. Conversaram enquanto caminhavam pelos jardins do Palácio e Dilma solicitou que Delcídio conversasse com o desembargador Marcelo Navarro a fim de que ele confirmasse o compromisso de soltura de Marcelo e de Otavio…

… Conforme o combinado, Delcídio do Amaral se encontrou com o desembargador Marcelo Navarrro no próprio Palácio do Planalto, no andar térreo, em uma pequena sala de espera, o que poderá ser atestado pelas câmeras do Palácio. Nessa reunião, muito rápida pela gravidade do tema, o Dr. Marcelo ratificou seu compromisso, alegando inclusive que o Dr. Falcão já o havia alertado sobre o assunto. Dito e feito. A sabatina do Dr. Marcelo pelo senado e correspondente aprovação ocorreram em tempo recorde. Em recente julgamento dos habeas Corpus impetrados no STJ, confirmando o compromisso assumido, o Dr. Marcelo Navarro, na condição de relator, votou favoravelmente pela soltura dos dois executivos (Marcelo e Otavio). Entretanto, obteve um revés de 4X1 contra seu posicionamento, vez que as prisões foram mantidas pelos outros ministros da 5ª turma do STJ.”

Nas redes sociais, Marcelo Navarro Ribeiro Dantas tem recebido, desde a publicização do assunto, maciço apoio e solidariedade de vozes do mundo jurídico potiguar e de outros segmentos. Sua família tem longa tradição jurídica e ele trilhou uma carreira irretorquível até o STJ.

Setores da imprensa nacional há tempos, desde sua posse e início de atuação, vinha levantando a tese de que sua presença na corte teria papel “viciado”, para favorecimento do Governo (veja AQUI).

Chegou a receber diversas manifestações de desagravo do u niverso jurídico e este ano recebeu homenagens, como do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do RN (veja AQUI).

Biografia

O ministro Ribeiro Dantas foi promotor de justiça do Ministério Público do Rio Grande do Norte, procurador do Serviço Social da Indústria do Rio Grande do Norte (SESI-RN) e procurador-geral da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. Em 1991 ingressou no Ministério Público Federal (MPF) como procurador da República. Atuou no MPF por mais de 12 anos antes de chegar ao cargo de desembargador no Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), em dezembro de 2003.

Em 2015, foi nomeado como ministro do STJ.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter com notas em primeira mão clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público / Política
quinta-feira - 03/03/2016 - 21:38h
Escândalo sem limites

Revelações explosivas num tempo de desqualificações

Vivemos o tempo da desqualificação: desqualificação do depoente, desqualificação do depoimento, desqualificação da publicação.

Tempos difíceis.

Antes de desqualificarmos o depoente, depoimento e a publicação, paremos para refletir sobre esse tempo.

Delcídio: explosivo (Foto: Senado)

Apesar da decepção, quero apuração.

Não sou petista nem anti-petista.

Não sou ‘coxinha’ ou coisa similar.

Sou brasileiro, com muito orgulho, apaixonado pelo meu sertão.

Votei em Lula, votei em Dilma.

Estou à vontade para testemunhar essa autópsia do poder.

As revelações feitas hoje pela revista IstoÉ, a partir do que seria depoimento do senador e ex-líder do Governo Dilma Rousseff no Senado, Delcídio Amaral, são devastadoras.

Veja AQUI o conteúdo explosivo da reportagem. Pelo o que é descrito, Dilma e Lula aparecem nitidamente como envolvidos nesse mar de lama que testemunhamos há vários meses.

Desqualificar tudo isso não será fácil. Precisarão de álibi verossímil. Pelo menos isso.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter com notas em primeira mão clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
  • Execom - PMM - Banner - Março de 2026
quinta-feira - 26/11/2015 - 08:02h
Maniqueísmo político

Cara de um, focinho do outro; odor igual

Patético: agora, o senador trancafiado Delcídio do Amaral, líder do Governo Dilma Rousseff (PT) no Senado, é visto como ‘tucano enrustido”.

Petista, não.

Líder influente, escolhido pela presidente para esse papel, com livre trânsito entre as bancadas etc., etc., não.

Quanta miopia seletiva ou estupidez doentia.

Maniqueísmo atribui corrupção endêmica ao PT.

Esse, a enxerga apenas na plumagem tucana.

Os dois não conseguem se ver nesse espelho de lama.

Cara de um, focinho do outro.

E mesmo odor forte.

Recorro ao juiz federal Marcos Mairton, que escreveu comentário em nosso Twitter sobre o assunto levantado por nós:

– Corrupção não tem partido, nem bandeira, nem ideologia. Melhor seria se cada partido afastasse seus próprios corruptos.

Pah!

Isso, doutor.

Compartilhe:
Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog / Política
quarta-feira - 25/11/2015 - 21:58h
Agora à noite

Senado mantém prisão de senador Delcídio do Amaral

Por 59 votos a 13 e uma abstenção, o Senado decidiu em votação aberta manter a prisão do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), preso na manhã desta quarta-feira (25) sob acusação do Ministério Público Federal de tentar atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato. Setenta e quatro parlamentares estiveram presentes na sessão.

Dos 13 votos que pediram a suspensão da prisão de Delcídio, nove são de petistas, que acompanharam a orientação do partido. No entanto, dois senadores da bancada optaram por manter a decisão do STF: Paulo Paim (RS) e Walter Pinheiro (BA), que já haviam escolhido o voto aberto –o PT se posicionou pela votação fechada.

Também votaram contra a decisão do STF os senadores Fernando Collor (PTB-AL), Telmário Motta (PDT-RR), João Alberto Souza (PMDB-MA) e Roberto Rocha (PSB-MA). A única abstenção foi a de Edison Lobão (PMDB-MA).

RN

Dos três senadores potiguares, José Agripino (DEM) e Garibaldi Filho (PMDB) votaram pela prisão.

Fátima Bezerra (PT) esteve ausente devido viagem.

Veja todos os votos AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
  • San Valle Rodape GIF
quarta-feira - 25/11/2015 - 08:12h
Brasília

Polícia Federal prende líder do Governo Dilma no Senado

Do Congresso em Foco

Delcídio: prisão logo cedo (Foto: Agência Estado)

A Polícia Federal prendeu na manhã desta quarta-feira (25), em Brasília, o líder do governo no Senado, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS). A prisão foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) depois que o Ministério Público Federal apresentou evidências de que o senador tentou obstruir as investigações da Operação Lava Jato.

O Supremo também autorizou a prisão do banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, do chefe de gabinete de Delcídio, Diogo Ferreira, e do advogado Édson Ribeiro.

Delcídio foi citado pelo ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró e pelo lobista Fernando Baiano como beneficiário do esquema de corrupção na Petrobras.

Propina

Segundo as investigações, o senador tentou impedir a delação premiada de Cerveró, oferecendo-lhe até uma ajuda de fuga, conforme indica gravação feita pelo filho do ex-diretor da Petrobras.

Em depoimento, Baiano afirmou que Delcídio recebeu US$ 1,5 milhão de propina pela compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.

O senador fez parte da diretoria de Gás e Energia da Petrobras entre 2000 e 2001, no governo Fernando Henrique Cardoso. Desde o início do ano, é líder do governo Dilma no Senado.

Banqueiro

Também foram presos pela PF nesta manhã o banqueiro André Esteves, do banco BTG Pactual, o chefe de gabiente de Delcídio, Diogo Ferreira e o advogado Édson Ribeiro, que defendeu o ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró.

Acompanhe mais informações no site do Congresso em Foco AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
Home | Quem Somos | Regras | Opinião | Especial | Favoritos | Histórico | Fale Conosco
© Copyright 2011 - 2026. Todos os Direitos Reservados.