domingo - 21/02/2021 - 08:00h

O rinoceronte acoelhou-se

Rinoceronte de PelúciaPor François Silvestre

Pois é. O valentão de alguns dias atrás virou coelho, quando lhe apertaram os colhões (mantida prisão do deputado federal Daniel Silveira). Essa tchurma não engana. Tudo valentia de ocasião, esperando que as armas ostensivas e os músculos bombados imponham medo nos indefesos. Ou nos mansos, que são corajosos sem ostentação.

Não guardo apreço esmerado pelos componentes da nossa suprema corte. Já deixei isso registrado aqui mesmo. Conheço a biografia de todos eles e sei da fragilidade dimensional da sua geografia humana.

Mas não chego ao delito de defender o fechamento da Corte nem o desrespeito à condição das suas investiduras. Não há imunidade parlamentar para a delinquência. E esse deputado, corretamente preso, delinquiu ostensivamente.

Praticou o crime e fez apologia do delito praticado.

Tentou remendar, saindo da postura do valentão que nada teme para o acabrunhamento de um animalzinho frágil. Com o rabo entre as pernas, feito cachorro de pobre em casa caiada. A emenda saiu pior que o soneto.

O bom disso tudo, nesse momento de tanta insegurança social e de saúde, é ver a cara de sofrimento da fascistagem do jornalismo. Os da jovem pan, dos pingos nos ís, os garcias e lacombes. Essa gangue está de caldo.

O sofrimento “cívico” deles faz bem à Democracia.

François Silvestre é escritor

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quinta-feira - 18/02/2021 - 13:00h
Crise política

“Não se chega ao equilíbrio somando-se os excessos”, avisa Mourão

Mourão: excessos (Foto: Romério Cunha)

Mourão: excessos (Foto: Romério Cunha)

Outra vez, as redes sociais são tomadas por ‘juristas’ de ocasião, que desconhecem amplamente o Direito, mas opinam com plena segurança sobre tudo.

Eu, que nada sei, procuro os antípodas do ramo, para formar uma opinião baseada no conhecimento e não no achismo e torcida.

O que observo aponta para incompreensão do deputado federal carioca Daniel Silveira (PSL), quanto ao que seja imunidade parlamentar e liberdade de expressão (veja AQUI).

Do Supremo Tribunal Federal (STF) salta uma decisão monocrática do ministro Alexandre de Moraes, ratificada às pressas pelo plenário, que é questionada por muitos juristas. Mandou prender o deputado, que durante quase 20 minutos, num vídeo abjeto, faz agressões verbais contra a corte e outras provocações.

“Não se chega ao equilíbrio somando-se os excessos. O deputado seguramente excedeu-se no exercício da imunidade parlamentar. Contudo, isso não autoriza que outros agentes se excedam também, porque assim o sistema de freios e contrapesos fica contaminado”, comentou o general e vice-presidente da República, Hamilton Mourão, em entrevista à rede CNN Brasil, nessa quinta-feira (18).

Estou com o Mourão.

Talvez o pronunciamento mais sensato que tivemos sobre esse episódio.

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  • Repet
sexta-feira - 18/10/2019 - 11:20h
Política

Traição, a palavra de ordem e de atos em Brasília

Do Canal Meio

Ontem foi dia de gravações divulgadas, tuítes presidenciais apagados, um dia em que predominou a palavra traição e, do qual, ninguém conseguiu sair se dizendo vencedor. O partido do presidente Jair Bolsonaro está derretendo num ritmo veloz. O primeiro traidor foi o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) — o mesmo que, candidato, quebrou a placa com o nome da vereadora Marielle Franco.

Ele se infiltrou em uma reunião do lado bivarista do PSL para gravar o que conseguisse. “Fiz porque queria saber o que o grupo estava articulando contra o presidente”, explicou à jornalista Bela Megale. Pois flagrou o líder do partido na Câmara em uma crise de ódio. “Eu vou implodir o presidente”, afirmou o Delegado Waldir (PSL-GO). “Aí eu mostro a gravação dele. Não tem conversa. Sou o cara mais fiel a esse vagabundo. Andei no sol em 246 cidades gritando o nome desse vagabundo.”

Waldir estava transtornado com a articulação feita pelo próprio Bolsonaro para destituí-lo da liderança e colocar seu filho Eduardo no lugar. Articulação, diga-se, frustrada. Waldir é líder, Bolsonaro perdeu. (Globo)

Mas não por isso

“Já passou”, afirmou o líder depois de a gravação divulgada. “Nós somos Bolsonaro. Somos que nem mulher traída, apanha, mas mesmo assim volta ao aconchego.” (Folha)

Joice descartada e furiosa

Quem terminou destituída de fato foi outra deputada pesselista, Joice Hasselmann, que ocupava a liderança do governo no Congresso. Terminou substituída pelo emedebista Eduardo Gomes. O MDB, assim, vai se consolidando até no governo que se afirma anti-establishment na vocação infindável de governista. O senador Fernando Bezerra Coelho já era líder do governo no Senado. (Poder 360)

O tema do dia, traição. “Como eu disse muitas vezes”, afirmou Joice no Twitter, “eu jamais seria a primeira a trair. Mas sabia que poderia esperar a traição. Nada me abala. Todas as vezes que tentaram puxar meu tapete eu caí para cima. Então esperem.” (Twitter)

Dois Bolsonaros na mira de Bivar

Flávio Bolsonaro preside o PSL no Rio. Eduardo, em São Paulo. O presidente do PSL, Luciano Bivar, está para destituí-los a qualquer momento. (Globo)

Embaixador já era

Sem conseguir vencer sequer a disputa pela liderança de seu partido na Câmara, ficou mais distante a indicação do deputado federal Eduardo Bolsonaro à embaixada em Washington. O presidente da República desistiu, pois as chances de conseguir aprova-la no Senado ficaram mais distantes com a crise, informa Guilherme Amado. (Época)

De imediato, a reação de Eduardo foi desmentir que estivesse sendo escanteado. Mas depois moderou o tom. “Não tem data, isso é momento político”, explicou o caçula político do presidente. “Não poderia, em meio à reforma da Previdência, meter meu assunto da embaixada”, afirmou a Igor Gadelha. (Crusoé)

Twitter do pai termina apagado

Pela primeiríssima vez, o vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ) reconheceu que tuita pelo presidente. Mais cedo, o Twitter de Bolsonaro fez circular uma mensagem afirmando ser favorável à prisão após condenação de segunda instância. É o tema que o Supremo começou a avaliar. Na quarta-feira, Bolsonaro havia conversado privadamente com três ministros — Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. Não se sabe sobre o quê.

Tuíte publicado, foi de pronto apagado (veja AQUI). E aí veio Carlos Bolsonaro em sua conta pessoal. “Eu escrevi o tweet sobre segunda instância sem autorização do presidente. Me desculpem a todos! A intenção jamais foi atacar ninguém!”

A tuitosfera bolsonarista passou os últimos dias atacando a aparente intenção do Supremo de derrubar o início do cumprimento da pena mais cedo. Não está claro por que Bolsonaro correu para ordenar que se apagasse o post. (Estadão)

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