terça-feira - 22/10/2019 - 08:38h
Sem trégua

Duelo no PSL segue com golpes, baixarias e ameaças

Do Canal Meio

O Delegado Waldir, líder do PSL na Câmara dos Deputados, renunciou ao cargo ontem pela manhã. Era, de acordo com o grupo de Luciano Bivar, presidente do partido, fruto de um acordo feito com o governo pelo qual tanto ele quanto Eduardo Bolsonaro abririam mão da disputa em nome de um terceiro escolhido de comum acordo.

Eduardo e Joice fazem parte de um enredo explosivo e sem armistício no centro do poder (Foto: arquivo)

O objetivo era pacificar a legenda. De resto, porém, os governistas protocolaram uma lista com a assinatura de parlamentares da bancada indicando o filho presidencial para o posto. Eduardo então destituiu todos os doze vice-líderes do PSL na Câmara. Os bivaristas acusam o Planalto de traição. (Folha)

O presidente Jair Bolsonaro, que está em Tóquio, afirmou que considera mais estratégico para seu filho político caçula que abandone a ideia da embaixada em Washington para se dedicar à liderança na Câmara. (Estadão)

Segundo Guilherme Amado, os EUA já consideram que ele não será embaixador. (Época)

Pois é… Deve ser mesmo o embaixador de carreira Nestor Foster o próximo a comandar a diplomacia brasileira no país. (Globo)

Enquanto isso… Bivar pode suspender, hoje, as atividades partidárias de talvez até 19 deputados do lado bolsonarista. É a forma de neutralizar seu ataque à liderança, informa o Painel. (Folha)

E a briga fratricida segue deixando rastros. Ontem, antes do Roda Viva, a deputada Joice Hasselman afirmou que os filhos do presidente coordenam uma rede de pelo menos 1.500 perfis falsos no Twitter para propulsão de notícias falsas. Joice está sob ataque cerrado, nas redes, desde a semana passada. (UOL)

Então… Ontem, o filho Carlos Bolsonaro rebateu no Twitter uma acusação do ex-ministro general Santos Cruz de que o Planalto tem sob seu controle uma milícia digital. Mas Carlos Bolsonaro rebateu usando a conta do pai, Jair. O comentário ironizava o general de reserva — “Mais um(x) revoltad(x).” Logo apagou, e republicou a resposta, usando agora a sua. (Crusoé)

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Categoria(s): Política
sexta-feira - 18/10/2019 - 11:20h
Política

Traição, a palavra de ordem e de atos em Brasília

Do Canal Meio

Ontem foi dia de gravações divulgadas, tuítes presidenciais apagados, um dia em que predominou a palavra traição e, do qual, ninguém conseguiu sair se dizendo vencedor. O partido do presidente Jair Bolsonaro está derretendo num ritmo veloz. O primeiro traidor foi o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) — o mesmo que, candidato, quebrou a placa com o nome da vereadora Marielle Franco.

Ele se infiltrou em uma reunião do lado bivarista do PSL para gravar o que conseguisse. “Fiz porque queria saber o que o grupo estava articulando contra o presidente”, explicou à jornalista Bela Megale. Pois flagrou o líder do partido na Câmara em uma crise de ódio. “Eu vou implodir o presidente”, afirmou o Delegado Waldir (PSL-GO). “Aí eu mostro a gravação dele. Não tem conversa. Sou o cara mais fiel a esse vagabundo. Andei no sol em 246 cidades gritando o nome desse vagabundo.”

Waldir estava transtornado com a articulação feita pelo próprio Bolsonaro para destituí-lo da liderança e colocar seu filho Eduardo no lugar. Articulação, diga-se, frustrada. Waldir é líder, Bolsonaro perdeu. (Globo)

Mas não por isso

“Já passou”, afirmou o líder depois de a gravação divulgada. “Nós somos Bolsonaro. Somos que nem mulher traída, apanha, mas mesmo assim volta ao aconchego.” (Folha)

Joice descartada e furiosa

Quem terminou destituída de fato foi outra deputada pesselista, Joice Hasselmann, que ocupava a liderança do governo no Congresso. Terminou substituída pelo emedebista Eduardo Gomes. O MDB, assim, vai se consolidando até no governo que se afirma anti-establishment na vocação infindável de governista. O senador Fernando Bezerra Coelho já era líder do governo no Senado. (Poder 360)

O tema do dia, traição. “Como eu disse muitas vezes”, afirmou Joice no Twitter, “eu jamais seria a primeira a trair. Mas sabia que poderia esperar a traição. Nada me abala. Todas as vezes que tentaram puxar meu tapete eu caí para cima. Então esperem.” (Twitter)

Dois Bolsonaros na mira de Bivar

Flávio Bolsonaro preside o PSL no Rio. Eduardo, em São Paulo. O presidente do PSL, Luciano Bivar, está para destituí-los a qualquer momento. (Globo)

Embaixador já era

Sem conseguir vencer sequer a disputa pela liderança de seu partido na Câmara, ficou mais distante a indicação do deputado federal Eduardo Bolsonaro à embaixada em Washington. O presidente da República desistiu, pois as chances de conseguir aprova-la no Senado ficaram mais distantes com a crise, informa Guilherme Amado. (Época)

De imediato, a reação de Eduardo foi desmentir que estivesse sendo escanteado. Mas depois moderou o tom. “Não tem data, isso é momento político”, explicou o caçula político do presidente. “Não poderia, em meio à reforma da Previdência, meter meu assunto da embaixada”, afirmou a Igor Gadelha. (Crusoé)

Twitter do pai termina apagado

Pela primeiríssima vez, o vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ) reconheceu que tuita pelo presidente. Mais cedo, o Twitter de Bolsonaro fez circular uma mensagem afirmando ser favorável à prisão após condenação de segunda instância. É o tema que o Supremo começou a avaliar. Na quarta-feira, Bolsonaro havia conversado privadamente com três ministros — Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. Não se sabe sobre o quê.

Tuíte publicado, foi de pronto apagado (veja AQUI). E aí veio Carlos Bolsonaro em sua conta pessoal. “Eu escrevi o tweet sobre segunda instância sem autorização do presidente. Me desculpem a todos! A intenção jamais foi atacar ninguém!”

A tuitosfera bolsonarista passou os últimos dias atacando a aparente intenção do Supremo de derrubar o início do cumprimento da pena mais cedo. Não está claro por que Bolsonaro correu para ordenar que se apagasse o post. (Estadão)

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Categoria(s): Política
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
quinta-feira - 17/10/2019 - 08:45h
Poder fragilizado

Disputa por liderança da Câmara acirra racha no PSL

Do Congresso em Foco

O novo cenário da briga que dividiu o PSL é a Câmara dos Deputados. O deputado candidato a embaixador Eduardo Bolsonaro se lançou também candidato a líder do partido na Casa e recolheu, durante o dia, 27 assinaturas para depor o Delegado Waldir (PSL-GO) do posto e então assumi-lo. Seria o suficiente, já que representa mais de a metade dos 53 parlamentares.

Eduardo x Waldyr: governo rachado (Fotomontagem)

O próprio presidente da República fez ligações pedindo participação. À tarde, a ala pró-Luciano Bivar, o presidente nacional da sigla, revidou. Colheu 32 assinaturas para manutenção de Waldir.

Como as listas não são públicas, não é possível saber ainda quem assinou ambas. Já à noite, os bolsonaristas apresentaram nova lista — com 27 nomes, não se sabe se os mesmos da anterior. É decisão de Rodrigo Maia, presidente da Câmara, escolher qual das duas (ou três) valerá.

Os bivaristas, porém, têm o controle do partido e traçam planos de expulsar a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) e outros leais ao Planalto.

Se concretizado, o plano de Eduardo murcha. E o tamanho da bancada sofre profunda desnutrição.

Nota do Blog – Nunca vi nada parecido em termos de política. O presidente segue gastando energia e verborragia, ao lado dos filhos, em questões que deveriam ser secundárias. A agenda dos grandes temas segue nas mãos do Congresso Nacional,  principalmente do presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM-RJ). É muito desatino. A política da cotovelada costuma provocar o revide de pontapés. E assim continuará.

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Categoria(s): Política
segunda-feira - 14/10/2019 - 21:38h
Nessa terça-feira

CCJ reage ao STF e marca sessão sobre prisão em 2ª instância

Sessão da CCJ da Câmara Federal é clara reação ao STF em assunto delicado (Foto: Pedro Valadares)

Será analisado nesta terça-feira (15) a possibilidade de prisão em segunda instância na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Federal. A decisão é uma resposta ao Supremo Tribunal Federal (STF) que deve votar três ações que discutem o tema na quinta-feira (17).

Uma possível mudança no entendimento da Corte pode vir a beneficiar o ex-presidente Lula e mais de 170 mil presos, segundo parlamentares do PSL.

Extraordinário

Para tentar barrar o andamento do assunto na Corte máxima do país, o presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL/PR) anunciou em coletiva de imprensa, ao lado da deputada Carolina Detoni (PSL/SC) e do líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO), que será marcado em caráter extraordinário uma sessão nesta terça, às 13h, para apreciar o tema.

Existe a possibilidade de algum parlamentar apresentar um pedido de vista, que é uma possibilidade regimental que dá ao deputado o intervalo de duas sessões para analisar o texto. Caso alguém apresente este pedido, a proposta deve voltar à CCJ na próxima semana.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

Nota do Blog – Os envolvidos negam, claro. Mas a decisão é uma clara reação ao que se forma no insalubre STF.

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