domingo - 18/08/2019 - 06:42h

Despoluição de rio pode passar por consórcio e empréstimo

Por Josivan Barbosa

Seria recomendável que a Prefeitura de Mossoró procurasse o Ministério do Meio Ambiente para se candidatar à captação de empréstimo com recursos do Banco do BRICS (NDB).

O dinheiro será destinado exclusivamente a órgãos públicos, preferencialmente prefeituras, para o financiamento de obras de saneamento básico, ações de tratamento de resíduos que visem o fim de lixões e projetos de energias renováveis. Uma boa opção de projeto seria um consórcio envolvendo os municípios de Pau dos Ferros, Apodi e Mossoró para a despoluição do Rio Apodi-Mossoró.O projeto ‘guarda-chuva’ a ser apresentado pelo MMA brasileiro está em fase final de preparação e será negociado nas próximas semanas. O negócio não deve enfrentar dificuldades por contemplar área prioritária para o NDB. Entre os cinco países sócios, o Brasil tem o menor volume aprovado pelo banco, US$ 621 milhões, e o novo empréstimo praticamente dobraria a carteira local.

Fundo Clima

O montante será contratado com garantia do Tesouro e alocado no Fundo Clima, que, assim como o Fundo Amazônia, é gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O dinheiro chegará às prefeituras por meio de “sub-empréstimos” regidos por contratos entre as prefeituras e o BNDES. O juro anual da operação prestes a ser contratada pelo governo brasileiro ficará entre 0,65% e 1,35% acrescido da taxa Libor, a depender do tempo de repagamento, entre oito e 19 anos.

GLP

O Governo Federal parece disposto a alterar a logística do GLP no país. As justificativas até então anunciadas não convencem. Apesar do mercado de distribuição de GLP ser concentrado, destaca-se que há rivalidade entre as firmas líderes e, no plano regional, existem diferenciadas estruturas de mercado, com graus de concentração diversos, que variam bastante de um Estado a outro.

A melhoria das condições de concorrência pode e deve ser sempre perseguida. Entretanto, algumas medidas que estão em discussão no mercado de GLP apontam para uma previsível desorganização do mercado, colocando em risco a garantia do abastecimento e, sobretudo, a segurança operacional associada à movimentação e manuseio do produto.

O GLP tem uma importância crucial para as famílias, por ser o combustível para a cocção de alimentos da maioria da população. Tal característica, muito mais marcante no Brasil do que em outros países, é explicada pelo insuficiente desenvolvimento dos dutos de distribuição de gás canalizado. Por esta razão, o mercado de GLP é suprido por distribuidores e revendedores em todo o país, sem que sejam noticiados problemas de ruptura de seu fornecimento.

MCMV

Em audiência pública da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços da Câmara, o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC), José Carlos Martins, disse que a dívida do governo com as construtoras devido a atrasos no pagamento chega a R$ 470 milhões e a tendência é de piora neste semestre.

Segundo ele, o orçamento do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) é de R$ 240 milhões em agosto e só R$ 90 milhões foram destinados a pagamentos do MCMV. Para os meses seguintes, a previsão orçamentária para o programa também é de R$ 90 milhões. Ele lembrou que o programa precisa de R$ 350 milhões ao mês.

Reforma tributária

A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) divergiu da posição da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) – que representa as grandes cidades – e decidiu apoiar a incorporação do Imposto Sobre Serviços (ISS) ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) na reforma tributária.

Entre as emendas estão a criação do imposto sobre lucros e dividendos, cobrança do IPVA sobre veículos automotores aquáticos e aéreos, fusão do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) ao Imposto sobre Propriedade Territorial Urbana (IPTU) e a obrigatoriedade da revisão quadrienal do valor venal dos imóveis para cálculo do IPTU, o que visa diminuir a pressão política sobre os prefeitos quando eles tentam atualizar esses dados.

Petrobrás

O Rio Grande do Norte precisa de mais protagonismo junto à Petrobras. A empresa vai investir muito nos próximos anos e, até o momento, não sabemos como fica a situação por aqui. A empresa deverá fazer investimento de aproximadamente US$ 100 bilhões nos próximos 5 anos. Os desinvestimentos de ativos, por outro lado, devem chegar a até US$ 35 bilhões no período.

A venda de oito das 13 refinarias da companhia está no planejamento estratégico. O processo foi dividido em duas etapas. A primeira já está em curso, para a venda de Abreu e Lima (Pernambuco), Landulpho Alves (Bahia), Presidente Getúlio Vargas (Paraná) e Alberto Pasqualini (Rio Grande do Sul).

Juros

O Brasil convive neste momento com a menor taxa de juros desde o lançamento do real, em 1º de julho de 1994. O juro real, isto é, a taxa descontada da inflação projetada para os próximos 12 meses, é o segundo menor da série. Estamos falando da taxa básica de juros, a tal da Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (SELIC),, o juro de curtíssimo prazo, usado pelo Banco Central como meta para estabelecer o custo do dinheiro e, assim, conduzir a política monetária.

A Selic funciona como referência para o mercado e também para o Tesouro Nacional. É calibrada mais ou menos a cada 45 dias pelo BC e, em última instância, decorre do prêmio que os investidores cobram para financiar o Estado brasileiro.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)

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segunda-feira - 24/07/2017 - 18:39h
Webleitor

Boas lembranças do rio Mossoró

Carlos Santos,

Nos anos 60, diariamente mergulhava nas águas claras no Rio Mossoró na altura da barragem no centro da cidade, onde também com uma vara pescava piabas. De lá para cá são 50 anos de degradação do rio.

Lamentável que nenhuma autoridade tenha feito para barrar a situação  que hoje se observa.

Elder de Oliveira – Webleitor

Leia também: A falácia da “despoluição” que nunca acontece AQUI.

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  • Repet
domingo - 23/07/2017 - 06:16h

A falácia da “despoluição” que nunca acontece

Por Gutemberg Dias

Não é primeira vez e nem será a última que vou escrever sobre o Rio Mossoró, o qual considero patrimônio do povo Potiguar e, sobretudo, do povo mossoroense e da região Oeste, a partir do seu nascedouro em Luís Gomes-RN.

Lembro que desde que comecei a acompanhar a política local, todos os políticos que disputaram a prefeitura da Capital do Oeste colocaram a despoluição do Rio Mossoró como prioridade de seus planos de governos. Imagino que muitos outros candidatos, antes da década de 1990, devem ter feito o mesmo.

Cuidar do rio parece que dar votos e não cumprir o prometido em relação a ele, não é levado a sério.

Pois bem, o discurso nos palanques e programas eleitorais de televisão nunca se transformou em ação concreta quanto à melhoria das condições desse importante recurso hídrico de nosso estado e de nossa cidade. E assim continuará, porque de fato não é prioridade e nunca o foi.

Foto antiga em que o centro de Mossoró ainda tem seu rio com margens de perfil rural (Foto: sem identificação de origem)

Acredito que a falácia no entorno da despoluição desse manancial se assenta na falta de conhecimento dos candidatos e, também, daqueles que coordenam os seus planos de governo. A própria temática ambiental que passou a ganhar notoriedade nas últimas décadas, com parte de uma agenda planetária, incentiva essa enganação de quatro em quatro anos.

Na última eleição, pleito de 2016, fiz uma discussão sobre Rio Mossoró dizendo que não é possível num único mandato despoluir e nem revitalizar esse corpo hídrico. Também, deixei claro que o esforço tem que ser coletivo dos gestores dos municípios que estão inseridos na bacia hidrográfica do rio.

Obviamente uns municípios terão que engendrar maior ou menor esforço nesse processo, mas é imprescindível a união de todos em relação a essa causa.

Fazendo um recorte e focando os esforços que Mossoró precisa fazer, destaco a necessidade urgente de identificar os pontos de poluição na área urbana e tratá-los com muita seriedade e, também, severidade. Já tive a oportunidade de navegar nas águas do rio e é fácil identificar pontos de despejos de esgoto sanitário ao longo das margens.

Nesse sentido, intensificar o programa de ligação das residências e estabelecimentos comerciais a rede de esgotamento sanitário é uma ação de suma importância. Digo isso, pois o centro e grande parte dos bairros adjacentes ao rio Mossoró já dispõem de saneamento básico, porém muitas residências ainda não fizeram a ligação na rede.

Outra ação que acredito que precisa ser feita é virar a cidade para o rio.

Historicamente as cidades cresceram virando suas costas para os rios e Mossoró não foi diferente. Basta ver que os quintais é que se conectam com as margens desse corpo hídrico. A prefeitura tem que pensar um programa que possa reintegrar o rio à vida do mossoroense, só assim o cidadão passará a enxergá-lo.

Imagino que um programa de urbanização de alguns pontos das margens, obviamente após estudo ambiental que garanta a segurança do meio ambiente, possa ser uma forma de virar a cidade para o rio. Assim como a implantação de pistas de corrida e caminhadas ao longo das margens que possam se integrar ao Parque Municipal, o qual precisa ter sua obras finalizadas, podem atrair o interesse da população para a causa da revitalização do rio Mossoró.

Mossoró por ser o maior município e ter o maior trecho urbano do rio, deveria se credenciar para capitanear o Comitê de Bacia do Rio Apodi-Mossoró. Dado a importância regional que o município tem e sua pujança econômica, tem que se autoafirmar e trazer para si essa responsabilidade.

Outra ação que deve ser feita em paralelo a cada etapa do planejamento de revitalização do rio é o desenvolvimento de campanhas publicitárias que mexa com o sentimento do povo em relação ao rio Mossoró. É preciso fazer com que o povo retome o gosto pelo seu rio e assim tenha o interesse em cuidar dele. Talvez essa seja a ação mais fácil de todas, haja vista que para publicidade nunca faltou recursos nos cofres públicos.

Tenho plena convicção que um projeto de longo prazo que possa ser implantado por uma gestão e encabeçada pelas seguintes tem tudo para ter um resultado positivo quanto a revitalização do rio Mossoró. Nesse sentido, os gestores precisam entender que esse projeto é do município e não do governo deles.

Quanto ao políticos que usam o rio Mossoró como peça publicitária de campanhas eleitorais, só posso parabenizar seus marqueteiros que são muito bons no que fazem. Pena que concorram para entronizar pessoas no poder, que despejam todas as suas promessas rio abaixo.

Por fim, não resta dúvidas que a revitalização do rio Mossoró segue forte a cada eleição municipal. Na  próxima, novamente.

Gutemberg Dias é graduado em geografia, mestre em Ciências Naturais e empresário.

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