domingo - 18/12/2022 - 09:30h

A minha vida pública

Por Ney Lopes

Escrevi um artigo com trechos do discurso que proferi, em 8 de dezembro de 1967, como orador oficial da chamada Turma da Liberdade, da Faculdade de Direito de Natal, de 1967, que completou 55 anos de conclusão do curso.

Os trechos do discurso refletiam posições contrárias aos atos institucionais e medidas autoritárias da Revolução de 1964 (veja AQUI).

Cortez Pereira enfrentou forças da própria Arena, seu partido, no governo e política (Foto: reprodução)

Cortez Pereira enfrentou forças da própria Arena, seu partido, no governo e política (Foto: reprodução)

Um internauta enviou-me mensagem e entendendo que o fato de anos depois ter sido eleito deputado federal pela ARENA e PFL, caracterizou incoerência política, comparado com o discurso da Turma da Liberdade. Ou seja, teria me afastado dos valores democráticos que proclamei na formatura da Turma da Liberdade 

Devo, portanto, uma explicação sobre a minha vida pública.

Deus me deu a vocação política e cultivei essa tendência, desde os bancos escolares nos movimentos estudantis.

Sem ter tradição política era quase impossível ser candidato sem legenda. 

A estrutura dos partidos “pertencia” às oligarquias locais (ainda pertence).

Abriu-se uma janela, quando o deputado Ulysses Guimarães fundou o MDB, em oposição ao regime de 1964.

Fui um dos fundadores no RN.

Disputei a minha primeira eleição, em 1966.

Dizia-se que o MDB era tão pequeno que “cabia num fusca”.

Tive expressiva votação, mas não foi atingido o quociente eleitoral. 

A linguagem que usei na campanha eleitoral de 66 é a mesma que me acompanhou em todos os mandatos e cargos que exerci: a defesa intransigente da democracia.

O RN foi um dos poucos estados no Brasil onde após 1966 não se estruturou partido de oposição.

Apenas, grupos dispersos.

A ARENA, do governo revolucionário, passou ao comando dos dois líderes estaduais: Dinarte Mariz e Aluízio Alves.

Ambos apoiaram os militares no poder.

Nesse período desfiliei-me do MDB e fiquei sem partido.

Com a cassação de Aluízio Alves, em 1969, o MDB passou ao comando do seu grupo político, porém sem perder as ligações revolucionárias, as quais se revelaram fortes e decisivas durante “aliança” no governo Tarcísio Maia, com o objetivo de afastar Cortez Pereira e seu grupo da vida pública.

Amigo do Professor Cortez Pereira, eleito governador do estado, aceitei convite para ser o seu chefe da Casa Civil, em 1971.

Nenhum governo em nossa história foi montado com tanto rigor ético e de renovação de quadros como o de Cortez.

Cabe destacar a figura humana e o espírito público de Cortez Pereira. Para chegar ao governo era inscrito naturalmente na ARENA.

Porém, ele jamais teve o comando político do partido, que continuou nas mãos dos seus oponentes, inclusive para cassá-lo.

A sua obsessão era o desenvolvimento do RN e deixou marcas do seu talento na administração que realizou

Entusiasmado com as ideias renovadoras de Cortez, que era da ARENA, candidatei-me a deputado federal e ganhei a eleição (1976).

O primeiro projeto que apresentei foi a criação do crédito educativo no Brasil. 

Para evitar o crescimento político inevitável de Cortez e seu grupo, as lideranças oligárquicas locais, com amizades na cúpula revolucionária, superaram até divergências políticas e pessoais entre elas (famílias Alves, Maia e Rosado) e exigiram tacitamente a aplicação do AI 5 no Estado contra o próprio Cortez e seus aliados, mesmo não existindo inquéritos instaurados.

Era o temor do surgimento de um grupo novo na política estadual, cujo único compromisso seria com a democracia.

Em razão do “fechamento partidário”, que até hoje prevalece na política do RN, não teria como exercer a minha vocação política, senão através da tolerância, que significa “suportar”, ter condescendência, perante a realidade que não se quer ou que não se pode impedir. 

Tive que optar pela ARENA, partido do meu amigo Cortez.

O outro partido era propriedade fechada da família Alves.

Por todas essas razões e circunstâncias transigi, sem jamais fazer concessões que ferissem a ética.

Sempre fui na política um liberal social e admirador da Doutrina Social da Igreja.

A tolerância é uma atitude fundamental, que não conduz a negar as próprias crenças e convicções. Ao contrário, é forma de preservá-los.

Já se disse que julgar o outro é não enxergar a verdade de cada um.

Todos sabemos que nenhum barco é suficiente para atravessar o rio da vida.

As situações mudam e com eles os barcos que nos conduzem, sem que isso signifique negativa dos valores e sentimentos que defendemos.

Agradeço ao leitor a indagação feita. Foi uma forma de esclarecimento.  

Hoje, na maturidade, não me arrependo de nada.

Sigo o conselho de Sócrates: “O segredo da mudança é não focar toda sua energia em lutar com o passado, mas em construir o futuro”.

Tenho certeza que ajudei modestamente a construir uma pequena parte do RN e do Brasil.

É a sensação do cumprimento do dever.

Ney Lopes é advogado, jornalista e ex-deputado federal

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Categoria(s): Crônica
sexta-feira - 14/08/2020 - 06:38h
Democratas

José Agripino continua político e com forte influência

O eleitor do Rio Grande do Norte fez uma renovação considerável em termos de nomes à atual legislatura federal, em Brasília. No Senado e na Câmara dos Deputados, é bom sublinharmos.

Mas não se engane. Gente que não sobreviveu às urnas no pleito de 2018 e até quem sequer foi candidato, continuam influindo em Brasília.

José Agripino tentou alternativa de mandato concorrendo à Câmara Federal, mas sem êxito (Foto: Folha de SP)

Seguem abrindo portas, conversando com interlocutores de peso e participando de decisões ou encaminhamento de pleitos importantes.

Podemos citar, por exemplo, o trabalho invisível do ex-senador José Agripino (DEM). Ele foi presidente nacional do DEM e hoje é membro nato de sua Executiva Nacional, presidida pelo prefeito de Salvador-BA – ACM Neto.

Importante destacarmos, que o atual presidente do Senado é do DEM: Davi Alcolumbre (AP). O presidente da Câmara Federal, também: Rodrigo Maia (RJ).

É comum ouvirmos relatos de prefeitos e outros agentes políticos, que revelam como o ex-senador ainda abre portas e  faz acontecer em Brasília, mesmo a distância. De seu gabinete na TV Tropical em Natal, com um telefone à mão, é uma voz que segue sendo ouvida.

Senador, ele não concorreu à reeleição em 2018. Viu a inviabilidade eleitoral do projeto e tentou sobreviver politicamente como candidato à Câmara Federal, no lugar do filho e então deputado Felipe Maia (DEM), mas mesmo essa alternativa foi frustrada.

Foram quatro mandatos (1986, 1994, 2002, 2010) que Agripino conquistou ao Senado, número que igualou no RN aos feitos de Dinarte Mariz (1954, 1962, 1970, 1978).

Afirmar que Agripino encerrou a carreira política é precipitado. Ele não possui mandato eletivo. Mas segue político e fazendo política, com muita influência.

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sábado - 04/07/2020 - 08:29h
Wanderley Mariz

Cinzas de ex-deputado serão depositadas em Caicó

Wanderley Mariz: 2 de novembro (Foto: Web)

Falecido nessa última quinta-feira (2) em Natal, na Casa de Saúde São Lucas, em decorrência da Covid-19, o ex-deputado federal Wanderley Mariz, 79, terá sua cinzas depositadas no túmulo em que estão os restos mortais do seu pai, senador e ex-governador Dinarte Mariz (1903-1984).

Família guarda cinzas para que esse procedimento ocorra no dia 2 de novembro em Caicó, no Cemitério São Vicente de Paulo.

A data marcaria seu aniversário de 80 anos.

A viúva Bete Mariz e os filhos Vítor, Wanderley Júnior e Rubens também deverão estar presentes.

Leia também: Morre Wanderley Mariz e um pouco da política do RN.

Advogado, Wanderley foi deputado federal por três mandatos consecutivos – 1974, 1978 e 1982; candidato ao Senado em 1986, sem sucesso, além de ter concorrido à Prefeitura do Caicó em 2008, também sem êxito.

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Categoria(s): Política
quinta-feira - 02/07/2020 - 16:26h
Covid-19

Morre Wanderley Mariz e um pouco da política do RN

Morreu o ex-deputado federal Wanderley Mariz, 79. Estava internado na Casa de Saúde São Lucas, em Natal, com Covid-19. Nessa quinta-feira (2), já ocorrera constatação de morte cerebral pela manhã (veja AQUI). À tarde, veio o desfecho de seu óbito.

O jornalista Cassiano Arruda, no blog Território Independente, escreve sobre sua trajetória. Reproduzimos abaixo:

Por Cassiano Arruda (Território Independente)

Nos anos 60′ e 70′, em pleno “Milagre Brasileiro”, nosso Rio Grande do Norte era unânime com os governos militares, mas mantinha uma arenga interna, cada lado com uma bandeira própria.

Mariz: ontem e hoje (Fotomontagem Território Livre)

A bandeira verde de Aluízio Alves e a bandeira vermelha de Dinarte Mariz.

As duas bandeiras cabiam na legenda da Arena (Aliança Renovadora Nacional), o partido governista, quando a Arena-verde, perdeu a expressão, com a cassação de Aluízio Alves, Garibaldi Alves e Agnelo Alves, único caso de uma mesma família ter sido toda cassada.

A Arena-verde virou MDB, e o partido que cabia num fusca recebeu os estudantes Henrique Eduardo e Garibaldi Filho, que se elegeram com grande votação e levaram a mensagem da oposição ao povão, já em 1970, quando a Arena teve seu melhor desempenho.

Outra disputa

Faltava um nome novo para enfrentar o MDB.

E a Arena vermelha atraiu o filho mais novo de Dinarte, que estudava no Rio de Janeiro, Titi, que tinha 34 anos.  Vigolvino Walderley Mariz, o filho mais novo de Dinarte que fez dobradinha com Moacyr Duarte, um dos parlamentares mais experientes, genro de Dinarte Mariz.

Wandeley elegeu-se Deputado Federal em 74 e 78, pela Arena, e, em 1982 pelo PDS. Em 1986 foi candidato a Senador, mas não se elegeu.

Wanderley não voltou mais para o Rio, ficou em Natal e ganhou a missão de preservar “Solidão“, a fazenda do pai, em Serra Negra palco de muitos acontecimentos da política potiguar.

O menino do Rio virou um seridoense de Natal.

Do Rio, manteve uma única paixão, o Fluminense, o seu time. E daqui acompanhou de longe, o êxito dos filhos, Wanderley, que elegeu-se Vereador, Vitor, Procurador da República e o advogado Rubem Mariz.

Ainda foi Secretário da Justiça no Governo Geraldo Melo, e depois mesmo sem ocupar nenhum cargo não perdeu a ligação com a política.

Em 2008 disputou – também sem êxito – a Prefeitura de Caicó. Na última campanha, apoiou Bolsonaro, falando aos dinartistas…

Hoje à tarde, depois de ter comprovada a morte cerebral,  o coração de Titi parou de bater. Foi mais um derrotado pelo terrível Covid-19.

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domingo - 28/06/2020 - 12:08h
Wanderley Mariz

Ex-deputado federal enfrenta Covid-19 em UTI

Do Grande Ponto e Blog Carlos Santos

O ex-deputado federal e advogado Wanderley Mariz, de 79 anos, filho do ex-senador e ex-governador do Rio Grande do Norte Dinarte Mariz, está internado na UTI da Casa de Saúde São Lucas, em Natal, com Covid-19

Mariz: três mandatos (Foto: Web)

Natural de Caicó, o advogado  Wanderley Mariz exerceu três mandatos de deputado federal pelo Rio Grande do Norte.

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Nota do Blog Carlos Santos – Ele foi eleito pela Aliança Renovadora Nacional (ARENA) em 1974 e reeleito em 1978 à Câmara Federal.

Obteve seu último mandato em sequência, na eleição de 1982.

Ainda tentou uma vaga ao Senado em 1986, mas foi derrotado. Os eleitos foram José Agripino e Lavoisier Maia.

Com a eleição de Geraldo Melo (PMDB) para o governo estadual em 1986, virou secretário de Justiça.

Já em 2008, arriscou disputa à Prefeitura de Caicó, também sem êxito. Ficou em terceiro lugar.

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domingo - 04/03/2018 - 10:38h
"Paz Pública"

Primeiro “acordão” Alves-Maias completa 40 anos em 2018

Aliança entre os grupos de Tarcísio Maia e Aluízio Alves mudou rumo político e pode se repetir este ano

Acordos e desacordos marcaram Aluízio Alves, Tarcísio Maia, Dinarte Mariz e Lavoisier Maia na "Paz Pública" (Foto: reprodução)

Por Tiago Rebolo (Do Agora RN)

As duas famílias políticas mais tradicionais do Rio Grande do Norte deverão repetir nas eleições deste ano uma aliança nada original. Juntos mais uma vez, os Alves e os Maia – desta vez, representados pelos senadores Garibaldi Filho e José Agripino, além do prefeito Carlos Eduardo, que pretendem ser candidatos – planejam reeditar no pleito de outubro (ver box) uma prática que tem origem em quatro décadas atrás.

Há exatos 40 anos, as duas famílias decidiam convergir pela primeira vez os interesses, mudando a configuração política do estado dali em diante.

Conhecido como “Paz Pública”, o fenômeno chama a atenção de cientistas políticos e historiadores. É o caso do professor Sérgio Trindade, que se debruça sobre o tema há vinte anos. O pesquisador conta que a união entre as famílias Alves e Maia em 1978 provocou alterações significativas no quadro político.

“Com o resultado das eleições, houve uma reformulação na política estadual, tendo em vista que ‘novas’ lideranças políticas surgiram, outras decaíram e outras, ainda, ‘ressurgiram’ após anos de ostracismo”, conta o historiador, lembrando ainda que a “Paz Pública” coincidiu com a abertura democrática do país.

Entenda a história

Em 1978, conta Trindade, com o sistema bipartidário, as principais lideranças políticas do estado estavam na Arena (Aliança Renovadora Nacional) e no MDB (Movimento Democrático Brasileiro). O MDB, que fazia oposição ao governo militar, era o reduto da família Alves; enquanto que a Arena tinha o senador Dinarte Mariz, que dominava a política potiguar até então, e a emergente família Maia.

Naquele ano, percebendo o avanço do MDB principalmente em Natal, o governador arenista Tarcísio Maia decidiu arquitetar uma manobra para evitar surpresas na eleição para o Senado, já que quatro anos antes o feirante Agenor Maria havia derrotado o candidato da Arena, Djalma Marinho, refletindo uma tendência nacional, que era de perda de capital político dos adeptos ao regime militar.

Sérgio Trindade mostra mudanças (Foto: José Aldenir - Agora Imagens)

Apenas uma vaga para o Senado estava em disputa em 1978, já que Dinarte Mariz, mais alinhado com o governo central, seria nomeado “senador biônico” (eleito indiretamente) e Agenor Maria tinha mandato até 1983.

A Arena, que vinha de uma cisão interna gerada nas eleições indiretas de 1974 (que resultou na nomeação de Tarcísio Maia para o Governo do Estado, para a insatisfação de Dinarte Mariz), não tinha consenso em torno de um nome. O empresário Jessé Freire era a preferência do governador Tarcísio, mas Dinarte não o apoiava. Foi então que o governador foi buscar o apoio da família Alves, rival de Mariz, para vencer a disputa.

“Tarcísio se aproximou de Aluízio e conseguiu fazer com que a família Alves apoiasse Jessé. Isso é a Paz Pública”, registra o professor.

O historiador lembra que Aluízio Alves (que foi governador até 1969, quando foi cassado pelo regime militar) decidiu aderir à candidatura de Jessé Freire em detrimento do candidato do seu próprio partido (MDB), o também empresário Radir Pereira. Em troca, os Alves puderam indicar o vice do futuro governador Lavoisier Maia: o empresário Geraldo Melo.

O curioso na história é que Radir Pereira também recebeu apoio dos “adversários”. Setores da Arena ligados a Dinarte Mariz descontentes com a candidatura de Jessé Freire decidiram apoiar o nome do MDB. Além de Jessé, esses arenistas não engoliam a vitória de Tarcísio Maia na indicação do sucessor para o Governo, que acabou sendo Lavoisier Maia, em detrimento de Dix-Huit Rosado, apoiado por Mariz.

A estratégia de Tarcísio, no final das contas, após uma campanha agressiva, foi vitoriosa. No dia 15 de novembro de 1978, aproximadamente 710 mil eleitores foram às urnas no Rio Grande do Norte, e Jessé Freire venceu Radir Pereira com 76 mil votos de maioria. O professor Sérgio Trindade frisa que, após isso, Tarcísio ganhou mais protagonismo, e Dinarte Mariz (que viria a morrer em 1984, durante mandato de senador) começou a declinar.

“Quem emerge como força política após a eleição de Jessé Freire é Tarcísio Maia, já que a estratégia eleitoral foi dele. E, além disso, temos a volta de Aluízio Alves à vida pública, dez anos após sua cassação pelo regime militar. Foi a maior aliança política feita no RN desde 1954, quando a UDN e o PSD se uniram para eleger Dinarte Mariz e Georgino Avelino. Combinou as forças da Arena no interior e a liderança de Aluízio na capital”, completa o professor.

União desfeita em 1982

Pesquisador do assunto, o professor Sérgio Trindade registra que a “Paz Pública” articulada por Tarcísio Maia (vide página ao lado) tinha, além da eleição de Jessé Freire em 1978, outro objetivo que acabou prejudicando a aliança com os Alves nos anos seguintes. Tarcísio queria, na verdade, diminuir a influência da família “aliada” em Natal e se tornar a grande força política do estado, ocupando o espaço deixado por Dinarte Mariz.

O historiador relata que Tarcísio havia indicado Lavoisier para sua sucessão desde que o novo governante nomeasse o engenheiro José Agripino Maia para o cargo de prefeito de Natal. “Por que Natal? Porque, para os Maia, era necessário obter um determinado número de votos na capital para cobrir a diferença que existia em relação à liderança dos Alves. Daí, José Agripino acaba sendo nomeado, faz uma gestão na Prefeitura com apoio do Governo do Estado e se fortalece para ser candidato a governador em 1982”.

É neste momento em que a aliança entre os Alves e Maia feita quatro anos antes se enfraquece.

Campanha de 1982- Carlos Alberto de Sousa, Lavoisier Maia, Tarcísio Maia e José Agripino Maia em comício (Foto: reprodução)

“Agripino disputa contra Aluízio em 1982 e é eleito. Os Alves, então, foram traídos ao firmarem a aliança lá atrás. Agnelo Alves (ex-prefeito de Natal e Parnamirim) dizia que, não fosse Tancredo Neves, a família Alves tinha se acabado politicamente. Isso porque Tancredo, quando eleito governador de Minas Gerais, chamou Aluízio para trabalhar como secretário. Depois, quando Tancredo se elegeu presidente, Aluízio se tornou ministro”, diz o professor, acrescentando que, a partir disso, outros membros da família Alves conseguiram ter êxito na política.

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domingo - 18/02/2018 - 03:40h
Conversando com...Manoel de Brito

‘Tempos marcantes’ de quem tem uma vida inteira na política

Ex-deputado estadual e ex-auxiliar de vários governadores lançará livro contando toda essa história

Por Janully Cristiano (Rádio Cabugi do Seridó)

Ex-deputado estadual (dois mandatos), ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e ex-secretário de governos no RN, Manoel de Medeiros Brito é um arquivo vivo. Dono de memória privilegiada e próximo de completar 90 anos de vida (6 de julho de 1928), ele deu entrevista a Rádio Cabugi do Seridó, em que fala sobre livro que pretende lançar ainda este ano, vida e política.

Filho de Jardim do Seridó, metido e enfurnado na política provinciana desde tenra idade, ele é conhecido ainda por fino bom humor, como diria o jornalista João Batista Machado, que o trata até hoje por “Brito Velho.”

Seus pais eram proprietários do “Jardim Hotel”, em Jardim do Seridó. O mundo político-econômico do estado e muitos nomes da vizinha Paraíba passavam por lá, sob seu testemunho ainda imberbe. Ponto de partida para uma vida inteira nesse universo, mas com espaço também à formação em Direito no Rio de Janeiro.

Udenista, amigo e parente do governador Dinarte Mariz, preferiu seguir Aluízio Alves na célebre campanha ao governo de 1960. Em 1978, Brito foi um dos operários na construção da “Paz Pública” que juntou o proscrito (cassado pelo regime militar) Aluízio Alves e o governador Tarcísio Maia.

Mas no racha em 1982, ficou com os Maias, sem nunca ter perdido a amizade com os Alves. O radicalismo jamais o contaminou.

Veja abaixo uma síntese desse bate-papo:

Manoel de Medeiros Brito aproxima-se de 90 anos, sem nunca ter sido contaminado pelo radicalismo (Foto: Magno César)

Qual o título do livro? Já está escolhido e qual a previsão de data do seu lançamento?

Eu vou completar 90 anos e este livro relata desde a minha infância, a convivência que eu tive com as figuras mais importantes do RN, figuras de expressão nacional, e o serviço que eu pude prestar à minha terra. Desde muito cedo eu convivi com figuras muito importantes da vida política municipal, estadual e nacional. Por isso é que eu faço esse relato e dou ao livro o titulo de “Tempos Marcantes”. Está praticamente concluído. Desejo lançar no dia em que eu completo 90 anos: 6 de Julho deste ano. Vamos ver se dar tempo.

De quantos governos o senhor foi auxiliar?

Eu participei efetivamente de oito governos Estaduais, a começar pelo de Silvio Pedroza (governador do estado do Rio Grande do Norte entre 16 de julho de 1951 e 31 de janeiro de 1956). Fui o primeiro titular da representação Federal na capital da República, que nessa época era no RJ, depois eu fui auxiliar do Governador Aluizio Alves, do Governo Monsenhor Walfredo Gurgel. Também fui secretário-chefe de Gabinete Civil do Governo Lavosier Maia, além de titular da pasta do Interior e Justiça no Governo José Agripino. Posteriormente no novo governo dele (1991-1994), passei pela Secretaria de Segurança.

O que o levou após tantos anos discorrer sobre fatos marcantes da vida administrativa e política do nosso estado, escrevendo um livro?

Como eu participei de muitas gestões de políticas estaduais. Eu tenho muito o que contar. Foram governos empreendedores. O RN saía de um regime ditatorial em 1945 quando elegeu sua primeira Assembleia Constituinte de modo que eu conheci todos os atuantes. Eu tinha 17 anos. Não era nem eleitor mas participava das atividades políticas de modo que foi um período muito importante para historia do Brasil e sobretudo para historia do RN.

O que o senhor guarda em sua memória sobre todo esse período de serviços prestados ao estado, a esses governos?

De todos os governos que participei eu guardo muitas lembranças, porque foram governos operosos e normalmente em condições precárias, com poucos recursos. Dependíamos principalmente da ajuda federal. Tanto Sílvio Pedroza como os que o sucederam. Todos eles eram dependentes da ajuda do governo federal. O único que não dependeu expressivamente desse recurso foi o governador Aluizio Alves, porque foi favorecido com o programa “Aliança para o Progresso” que foi trazido ao país através do presidente norte-americano John Kennedy. Resultou em um grande trabalho que ele executou que foi a criação da Cidade da Esperança (conjunto habitacional em Natal), que foi a primeira e única obra do programa Aliança para o Progresso porque logo depois Kennedy foi assassinado, lamentavelmente,

Qual, na sua opinião, as características mais marcantes do governo e do governante Dinarte Mariz? Deixando os detalhes para o livro que o senhor está concluindo sobre a sua convivência com o ex-governador e politico

Brito: livro em breve (Foto: Web)

Dinarte foi um empreendedor, um empresário que sacrificou sua empresa em favor do RN porque ele era um homem muito bom, de muitos recursos e utilizou quase todos eles no exercício de sua atividade política. Realizou algumas obras que marcaram seu governo como a consolidação da Universidade Federal do RN (UFRN), graças ao apoio da bancada federal e ao desempenho competente do professor Onofre Lopes da Silva.

Qual sua opinião sobre o Governo Robinson Faria?

Eu tenho que ser sincero a dizer que sou amigo pessoal de Robinson Faria (PSD). Eu o apoiei. Ele tem feito um esforço muito grande para dar conta do trabalho mais o RN precisa entender que ele recebeu o Governo do Estado falido.

Quais os caminhos que o governo deveria dar para tentar minorar a situação caótica em que o estado mergulhou, ou não há mais tempo de mandato?

Administrar não tem segredo. Quem tem competência para gerir bem o patrimônio público, na minha opinião quem governa o Estado, município ou a nação tem que ter compreensão e disposição para não gastar mais do que arrecada. A despesa não pode ser maior do que a receita.

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domingo - 25/01/2015 - 13:43h

O Poder de Mando e o Mando do Poder

Por Marcos Pinto

“Entre fortes e fracos, os fortes fazem o que podem e os fracos sofrem o que devem”.

A história, em suas infinitas controvérsias, tem estimulado os perscrutadores dos fatos pretéritos, comumente denominados de pesquisadores/ historiadores a buscarem em documentos oficiais irrefutáveis as facetas escondidas sob particularidades várias. A pesquisa feita com olhar cirúrgico tem proporcionado elucidar fatos e tirá-los do obscurantismo proposital.

Nos meandros do poder há uma proverbial discrição e reserva, com objetivo único de ocultar o libelo, a prova recriminatória de fatos escusos e ilícitos, praticados nos subterrâneos do poder. O celebrado historiador carioca Otávio Tarquínio de Souza fez interessante resgate histórico sobre o Imperador Pedro I, em memorável trabalho intitulado “A vida de D. Pedro I “.

Dentre as descobertas, revela-se um fato emblemático que ele disseca de forma admirável, nos seguintes termos: “Quando Rio Pardo, o antigo Ministro da Guerra, que se mantivera fiel até o último momento, e teve de fugir porque a sua vida corria perigo, chegou a bordo, D. Pedro soltou grandes gargalhadas e caçoou do fugitivo. Paranaguá, antigo ministro da Marinha, tendo que se esconder pelo mesmo motivo, apresentou-se a bordo”.

D. Pedro disse-lhe que dele não se podia encarregar. Respondeu-lhe o outro que, neste caso, só lhe restava tornar a Portugal, onde tinha direito a uma pequena aposentadoria.

Disse-lhe o ex-Imperador: “Espero que não irás a Portugal antes da minha filha estar estabelecida no trono.

“Mas, Senhor, que quer que eu faça? Não tenho fortuna, só tinha meu subsídio”.

– Faça o que quiser, não é da minha conta; porque não roubou como Barbacena? Estaria bem, agora”.

(Episódio ocorrido à bordo do Warspite, navio em que D. Pedro I zarparia para a Europa depois da abdicação, em 1931).

Em nossa amada Província encontramos diversos registros esparsos na tradição oral. Reúnem alguns elementos inéditos que podem ser avocados para ajudar a reconstruir a nossa densa história.

Nesse contexto, sobressaem-se fatos protagonizados pelos ex-governadores Ferreira Chaves (01.01.1914/ 01.01.1920 – segunda gestão), Dinarte Mariz e Aluísio Alves. O primeiro era autoritário, detestava as críticas ao seu governo e perseguia os adversários.

Na segunda gestão, sob pretexto de reformar a magistratura do estado aposentou cinco Juízes de Direito e cinco Desembargadores para nomear seus parentes e amigos, dentre os quais Horácio Barreto e Felipe Guerra, como Desembargadores.

Aluízio e a massa (Foto: Reprodução)

Conta-se que Dinarte Mariz, ao assumir o governo do estado em 1956, fora procurado no Palácio por tradicional e prestigioso líder político da região do Seridó que, sem subterfúgios, solicitou-lhe uma ”acomodação” / emprego de professora para sua filha. Passados seis meses sem que sua reivindicação tivesse sido atendida, eis que o velho líder sertanejo retornou ao palácio do governo, para cobrar o atendimento ao seu pleito.

Estupefato diante esse imbróglio, Dinarte convocou o Secretário de Educação a se fazer presente ao seu gabinete, ocasião em que indagou-lhe sobre o porquê de sua indicada ainda não ter sido convocada para lecionar, tendo recebido a resposta de que a mesma era analfabeta.

Dinarte prontamente determinou:

– Então nomeie ela e em seguida aposente-a!

Três dias após o Diário Oficial do estado trazia a nomeação e a aposentadoria da mesma.

Ainda buscando estabelecer os nexos e as inter-relações dentro do poder, exercido de forma coronelista pela velha raposa política Dinarte Mariz, destaca-se a indicação de um seu apadrinhado político, que submetera-se a concurso para provimento do cargo de Juiz de Direito e não lograra êxito. Ao saber do inusitado, Dinarte convocou o seu Chefe de Gabinete, determinando-lhe que empreendesse diligências em seu nome, para que o seu ”protegido” tivesse o nome publicado no Diário Oficial do Estado como aprovado em primeiro lugar. Dito e feito.

Configurara-se, assim, o poder do mando e mando do poder.

A ostentação e a hipocrisia sempre predominaram nas hostes do poder.

Aluísio Alves, oriundo das alas conservadoras de José Augusto e Juvenal Lamartine, sempre evidenciou em si rasgos de arraigado coronelismo em suas atitudes. Ufanista pela força eleitoral que emprestava-lhe prestígio e poder de mando, sempre predominou com ou sem caráter oficial. A vasta ascendência social massageava-lhe o ego.

Em seu governo (1961-1965), usando de prerrogativas estabelecidas na Constituição estadual, pôs Juízes de Direito em disponibilidade por pura perseguição política. O asqueroso e truculento Golpe Militar de 31 de Março de 1964 encontrou-no no comando do governo do estado. Em poucos dias aderiu ao odiento regime militar.

Mandou buscar em Recife dois renomados torturadores, com cursos em espionagem e contra-espionagem feitos no FBI e CIA, f eitos nos Estados Unidos, o que rendeu-lhes fama e prestígio junto aos militares.

As minudências dessa ignominiosa compostura Aluísio Alves encontram-se muito bem descritas e elencadas no livro intitulado ”1964 – Aconteceu em Abril”, de autoria da professora Mailde Pinto Galvão.

Existe uma farsa sempre hipócrita que nenhuma autocracia resiste: A do ensaio de mascarar a repressão inclemente do inimigo político vencido, sob a aparência da neutralidade do aparelho e das formas jurídicas, previamente submetidos aos desvarios da intolerância”.

Marcos Pinto é advogado e escritor

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sexta-feira - 01/02/2013 - 08:39h
Em Natal

Morre Gustavo Mariz, filho de Dinarte Mariz

Do Blog de Robson Pires

Morreu hoje na Policlínica em Natal o engenheiro Gustavo Mariz aos 73 anos. Ele tinha feito dias atrás uma cirurgia no baço e outra no intestino.

Recebeu alta hospitalar e foi se recuperar em casa. Mas, o problema de saúde se agravou. Submeteu-se a nova cirurgia e desta vez não resistiu. Teve uma infecção generalizada.

Gustavo trabalhou muito tempo no Detran de Natal onde se aposentou. Foi vereador na Capital do Estado. Sua última atividade foi ser diretor do Centro Cultural Adjuto Dias de Caicó no governo Wilma de Faria (PSB) de quem era primo.

Gustavo será sepultado hoje a tarde no Cemitério Morada da Paz. Gustavo residia ultimamente em Caicó.

Nota do Blog Carlos Santos – Ele era filho do senador Dinarte Mariz, que não conseguiu dar sequência ao seu sistema político através dos filhos, da forma vitoriosa com que se destacou.

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domingo - 03/06/2012 - 08:03h

Nem governo nem oposição

Por Vicente Serejo (O Jornal de Hoje)

A falta de nitidez partidária e ideológica nas retóricas tem sido o traço marcante dos partidos no Rio Grande do Norte. As últimas cores das nossas vozes – se é que a voz tem cor – o verde e o vermelho, ficaram como marcas do ciclo protagonizado por Dinarte Mariz e Aluizio Alves.

Depois, mas ainda com a presença dos dois, veio a Paz Pública destruindo o que restava de coerência. O primeiro já lutava para eleger o próprio filho e, o segundo, para voltar ao poder, sob o pretexto de se vingar do seu adversário.

A maldição da criatura contra os seus criadores foi maior do que a história deles dois. A paz dita pública ainda duraria quase dois governos – de Tarcísio e grande parte de Lavoisier Maia – até que outra vez Aluizio estivesse nutrido. Ele e suas empresas, para um rompimento que se daria nas ruas quando o líder de sessenta viu que a ambição oligárquica de Tarcísio não tinha limite.

Impôs o filho, José Agripino, depois de fazê-lo prefeito biônico de Natal, derrotando Aluizio com 107 mil votos de vantagem absoluta.

A rigor, o Rio Grande do Norte já tinha uma ancestralidade recente de acordão quando estourou o golpe militar de 64. Dinarte era um dos líderes civis do movimento e tinha, por isso, toda coerência para assumir a Arena. Mas Aluizio, tentando se abrigar no guarda-chuva do poder inventou a Arena Verde e nela sucumbiria cassado ao lado de irmãos e amigos.

Tudo por não cumprir, naquela hora, seu destino de resistência como outras lideranças nordestinas, revelando-se o conservador que ele nunca deixou de ser. A resistência ideológica no Rio Grande do Norte foi mais intelectual do que política. E mesmo os que fundariam o MDB foram quase todos, bacharéis. Vindos da Faculdade de Direito e herdeiros de sua inegável tradição libertária.

O MDB, ironizado por Aluizio – ‘cabe num Wolksvagem’- então chefe da Arena Verde, abrigou as candidaturas precoces de Henrique, a federal, e Garibaldi, estadual – mantendo o aluizismo até que o líder maior voltasse a existir na redemocratização como ministro de Tancredo Neves.

De tudo, das arenas vermelha, verde e da paz pública, nasceu o cenário que temos até hoje, feito muito mais de escombros salvados do rescaldo das rendições e dos acordos de poder do que da resistência que não empreendemos. Os filhos assumiram o palco e mantiveram o modelo.

O PMDB dividiu-se em dois para eleger Rosalba Ciarlini para o Senado e o Governo, e quase todos foram às ruas ao lado do PT, agradando ao Palácio do Planalto, quando as urnas de Natal puniram, exemplarmente, o acordão espúrio.

Seria muito simplório imaginar que o desgaste das gestões de Micarla de Sousa e Rosalba Ciarlini nada tem a ver com o passado. Não somos partidários nem ideológicos em nada. Nem o PT que mostrou sua falta de pudor ao aceitar o apoio de todos para conquistar uma Natal que já lhe derrotou várias vezes. Perdeu para ele mesmo.

A não ser que se queira acreditar na vitória de Micarla de Sousa, no primeiro turno, como uma prova de sua liderança e do senador José Agripino. Coisa que só os tolos acreditariam.

Vicente Serejo é jornalista e cronista

* Texto originalmente publicado n’O Jornal de Hoje (Natal)

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Categoria(s): Artigo / Opinião
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segunda-feira - 22/08/2011 - 07:27h
Lançamento

Dinarte Mariz está “vivo” em Natal

Nessa quinta-feira (25), no Restaurante La Tavola, Rua Rodrigues Alves, 44, Petrópolis (Natal), lanço o “Só Rindo 2 – A política do bom humor do palanque aos bastidores”.

É meu segundo livro.

Reproduzo situações hilariantes, micos e rompantes inteligentes de personagens do universo político do Rio Grande do Norte.

Dinarte, personagem imortal

Abaixo, veja só um aperitivo do que esse trabalho oferece:

“Casa” de Dinarte Mariz

Governador do Rio Grande do Norte, Dinarte Mariz chega com pompa a Macau. A cidade faz festa para recebê-lo, à inauguração da cadeia pública.

O prefeito Venâncio Zacarias, advindo do movimento sindical salineiro, empresta sua elouquência à recepção da autoridade no evento:

– Governador, a cadeia está inaugurada e o senhor pode se sentir em sua ‘casa’…

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Categoria(s): Comunicado do Blog / Cultura
quarta-feira - 17/08/2011 - 09:17h
A política do bom humor

“Só Rindo 2” tem histórias focalizadas em site nacional

Olha o “Só Rindo 2” aí, geeente! Com forte dose de cabotinismo, reconheço, repasso repercussão no plano nacional do meu segundo livro.

O “Só Rindo 2 – A política do bom humor do palanque aos bastidores” é destaque na coluna “Porandubas”, dessa quarta-feira (17), página eletrônica assinada pelo jornalista, professor de Comunicação Social e consultor político Gaudêncio Torquato.

Ele reproduz histórias inseridas nessa publicação lançada no dia 21 de junho em Mossoró.

Veja AQUI a página com “O passarinho do senador” e “Prócer e liderança”, situações narradas no livro, que envolvem nomes como os ex-senadores Agenor Maria e Dinarte Mariz.

Nota do Blog – Dessa lonjura, tão próxima, meu agradecimento a Gaudêncio.

Depois a gente afina a prosa pessoalmente, meu caro.

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Categoria(s): Comunicação / Cultura
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