domingo - 04/05/2025 - 10:32h

A nossa insignificância

Por Marcelo Alves

Imagem ilustrativa gerada com recursos de inteligência artificial  do Grok para o BCS

Imagem ilustrativa gerada com recursos de inteligência artificial do Grok para o BCS

Carl Sagan (1934-1996) – astrônomo, físico, biólogo, escritor, ativista e outras coisas mais – foi um dos maiores divulgadores científicos do século XX. Autor de muitos livros, para lá de vinte, ganhou um prêmio Pulitzer com “Os Dragões do Éden” (“The Dragons of Eden”, 1977). Seu romance “Contato” (“Contact”, 1985) foi adaptado para o cinema, em 1997, com título homônimo, tendo a bela Jodie Foster (1962-) no papel da protagonista. Cuidando de um tema caro ao autor, o nosso contato com extraterrestres, o filme fez sucesso.

Mas acredito que Sagan é hoje especialmente conhecido, para além das suas contribuições para a ciência, pela série “Cosmos” (“Cosmos: a Personal Voyage”), de 1980, da qual ele é um dos roteiristas e o apresentador. A série deu ensejo a um livro que, confesso, ainda não li.

“Cosmos” segue o modelo das suas primas “Civilização” (“Civilisation”, 1969) e “A escalada do homem” (“The Ascent of Man”, 1973). Treze episódios de pouco menos de uma hora cada. E, como consta da apresentação que possuo, em DVDs, comprada em alguma livraria de Londres, ela “conta a fascinante história de como cerca de quinze bilhões de anos de evolução cósmica transformaram matéria e vida em consciência, de como ciência e civilização cresceram juntos e, ainda, das forças e indivíduos que ajudaram a formatar a ciência moderna”.

Estou agora revendo, encantado, a dita cuja, como havia feito, nos anos 1980, adolescente, com o meu pai. Até sugeri a ele (meu pai) fazer o mesmo. Mas recebi como resposta: “Não, ela está datada”. Não sei de onde ele tirou todo esse conhecimento de astrofísica e da estrutura do DNA para dizer que “Cosmos” está “datada”. Vá lá. Existem mais mistérios entre ele e eu do que ousa perguntar a minha vã valentia. De toda sorte, a minha versão de “Cosmos” é de 2009, restaurada e remasterizada digitalmente, com “science updates” de bônus.

Já consegui assistir a dois episódios. Foi o suficiente para tirar um par de conclusões: a nossa insignificância cósmica e a nossa fragilidade como espécie e como indivíduos. Nesses dois episódios, Sagan, na sua “Espaçonave da Imaginação”, nos mostra um Universo com trilhões de galáxias e viaja dos confins deste (se é que o infinito tem “confins”), explicando as origens das estrelas, dos planetas e de maravilhas mais, passando pelo Grupo Local de galáxias, onde estão a vizinha Andrômeda e a nossa Via Láctea, entrando no Sistema Solar e chegando à querida Terra. Somos um grão de areia na imensidão cósmica.

Ele também discute a criação da vida. Das moléculas da vida, especulando se “nasceram” aqui entre nós, na Terra, ou se vieram de mundos distantes. E a origem bioquímica comum de todos os organismos terrestres nos leva à história da seleção natural e da seleção artificial. Genética, replicação e mutação. Caminhamos, alguns ficando no meio do caminho (como os gigantes dinossauros), e chegamos, por sorte e por diferenças, com a nossa inteligência, aonde estamos. Ainda assim, no calendário cósmico, nós humanos ocupamos apenas uns poucos segundos. Somos também insignificantes no tempo. Origem dos mundos e origem da vida, sabemos tão pouco.

Doutra banda, mesmo as nossas mais valiosas conquistas são perecíveis, a longo prazo ou num piscar de olhos. A série fala da escola e da Biblioteca de Alexandria, a mais badalada da Antiguidade, onde estudaram, nos seus papiros, gênios como Eratóstenes (276-194a.C.), Euclides (circa 300a.C.), Arquimedes (287-212a.C.), Ptolomeu (90-168) e, mais adiante, Hipátia (351/370-415), a primeira filósofa e matemática da história. Mesmo guardiã de tanto saber, a biblioteca foi destruída, talvez incendiada. Tudo perece, fato. Embora eu também tenha visto que a história da famosa biblioteca volta no último capítulo da série. Ansioso por lá chegar, na esperança de um renascimento.

Por fim, a própria vida/morte de Carl Sagan nos dá um alerta. Ele morreu jovem. 62 anos. Uma neoplasia na medula. Uma pneumonia oportunista. Nem toda ciência, dele e da medicina, foi capaz de contornar os desígnios de Deus ou do Cosmos.

Marcelo Alves Dias de Souza é procurador Regional da República, doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL e membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras – ANRL

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Categoria(s): Crônica
terça-feira - 17/05/2016 - 07:50h
Governo do Estado

Mudanças agitam ambiente na Secretaria da Saúde

Diário Oficial do Estado (DOE) faz um rebuliço nos quadros comissionados da Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP).

Gente ainda remanescente dos tempos das gestões Wilma de Faria (então no PSB) e Iberê Ferreira (PSB) tem sido substituída.

Alguns conseguem reenquadramento, mas em postos de menor envergadura hierárquica, graças a uma forcinha política.

A nova secretária titular da Sesap, Eulália de Albuquerque, entrou com fôlego e endosso do governador Robinson Faria (PSD) para montar time do seu interesse.

Por isso tudo, o clima na sede da Sesap é ambivalente: de um lado, euforia por causa das mudanças; do outro, mal-estar com alguns ‘dinossauros’ incomodados com as mudanças.

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Categoria(s): Administração Pública / Saúde
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domingo - 31/08/2014 - 11:19h
Disputa ao Senado

Dinossauros e moçada na campanha de Fátima Bezerra

A deputada federal e candidata ao Senado, Fátima Bezerra (PT), está conseguindo um feito: levar às ruas os cevados “dinossauros” da militância petista e sua juventude.

Coisa rara até bem pouco tempo, que fique claro.

Os primeiros andavam acomodados; a moçada, desestimulada no estado.

E o atual momento da candidata, dentro da campanha, dá ainda maior combustão aos companheiros.

Velhos e novos.

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Categoria(s): Política
sábado - 22/10/2011 - 16:05h
Ouvido ao chão

“Dinossauros” do PMDB estão prontos

Já posso ouvir o barulho das passadas arrastadas dos dinossauros do PMDB potiguar.

Paquidérmicos, eles são a quintessência do atraso.

Com o vácuo no Governo Rosalba Ciarlini (DEM), que não tem quadros próprios e anda sem rumo, esses répteis estão enfatiotados à convocação.

Vão se juntar a outros tantos, que mantêm o estado semi-paralisado. Quase parando.

Sangue de Cristo tem poder!

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Categoria(s): Administração Pública / Política
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