Por François Silvestre
Brumadinho oferece à história lições de patifaria. Em todos os níveis. A lição mais terrível é do sacrifício humano. Vidas relegadas à vala comum do cemitério da ganância. Alguém ousa negar? Desgraça sem trena medidora. Ponto um.
Privatização a preço de cocada de uma estatal, não pública, que sempre serviu a interesses privados encrustados no poder público. Ponto dois.
O atual governo poderia ter escapado da responsabilidade do evento. Ninguém o culparia.
Mas, preferiu fazer a repetição da sacanagem. Aí, para exibir-se convocou Israel, que bajulara mudando a embaixada do Brasil para Jerusalém, cujo governo de lá anda metido em inúmeras denúncias de corrupção.
Em “gratidão”, Israel mandou técnicos e equipamentos caríssimos para prestigiar Bolsonaro, mexendo na lama de Brumadinho.
Sabe no que isso vai dar? Em nada. Aposto o que prevejo.
Essa vinda da ajuda de Israel vai ser a maior piada diplomática dos últimos tempos. E Bolsonaro, que tava fora da lama, mergulhou nela pela demagogia.
Israel vai sair de Brumadinho com sua embaixada enlameada. Ponto três.
Torço para estar errado. Caso esteja, darei a mão à palmatória.
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