quinta-feira - 28/11/2024 - 13:54h
Operação Máfia do Óleo

Desvio de petróleo causa prejuízo de mais de R$ 22 milhões

Arte ilustrativa

Arte ilustrativa

Policiais civis da Delegacia Especializada em Furtos e Roubos (DEFUR) de Mossoró deflagraram a “Operação Máfia do Óleo”, na manhã desta quinta-feira (28). A ação visa combater o esquema de desvio de petróleo e lavagem de dinheiro. A Operação resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Poder Judiciário, e bloqueio de bens dos envolvidos.

De acordo com as investigações, um grupo composto por funcionários de ‘baixa patente’ de concessionária de petróleo e um empresário estavam desviando o material em estado bruto. A empresa não é de origem local, mas com atuação na prospecção de petróleo nos chamados “campos maduros.” Há dedução, inclusive, que o desvio acontece há muito mais tempo e existem vários outros envolvidos.

A investigação poderá ter desdobramentos em várias direções e ramificações.

Foi constatado que eles furtavam o material e o armazenavam de forma ilegal, abastecendo uma carreta com 30 mil litros de óleo que, posteriormente, era revendido por cerca de R$ 2,50 o litro. A cada carregamento, o valor do furto chegava a aproximadamente R$ 75 mil. Ao longo de 14 meses, o grupo movimentou mais de R$ 22 milhões.

Durante a Operação, as equipes policiais realizaram buscas em 10 endereços, sendo sete em Mossoró, um em Assú e dois em Nova Parnamirim. Nos imóveis dos suspeitos, foram apreendidos diversos celulares, notebooks e foi declarada a indisponibilidade de nove veículos, um caminhão quatro imóveis, sendo dois em Natal e dois em Mossoró. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio das contas bancárias e investimentos relacionados aos envolvidos.

Os autores foram indiciados pela suspeita da prática dos crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa, furto qualificado, armazenamento ilegal de petróleo e danos ambientais.

O nome da Operação “Máfia do Óleo” faz alusão ao ato criminoso realizado pelos suspeitos que implicou em um prejuízo milionário à economia de Mossoró. As investigações seguem em andamento para poder responsabilizar os envolvidos no desvio e na ocultação dos recursos ilícitos.

A ação contou ainda com apoio técnico do Laboratório de Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil do RN e operacional da Delegacia Especializada em Furtos e Roubos (DEFUR) de Natal, da 38ª  Delegacia de Polícia (DP) de Mossoró, 39ª DP de Mossoró, 97ª DP de Assú, da Divisão de Polícia Civil do Oeste (DIVIPOE), Delegacia Especializada de Narcóticos (DENARC) Mossoró, da Delegacia Especializada em Falsificações e Defraudações (DEFD) de Mossoró e Delegacia Especializada de Defesa da Propriedade de Veículos e Cargas (DEPROV) de Mossoró.

A Polícia Civil solicita que a população continue enviando informações, de forma anônima, por meio do Disque Denúncia 181.

Compartilhe:
Categoria(s): Segurança Pública/Polícia
sexta-feira - 20/10/2023 - 23:44h
Confronto

Criminoso que participou de execução de pré-candidato é morto

"Júnior Mangueira" foi morto em Campo Grande (Foto: reprodução)

“Júnior Mangueira” foi morto em Campo Grande (Foto: reprodução)

Do Fim da Linha e BCS

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte, por meio da Divisão de Polícia Civil do Oeste (DIVIPOE), deflagrou na manhã desta sexta-feira (20), a “Operação Volantes”, que resultou na morte de Antônio Alcivan Fernandes Júnior, 26, conhecido como ‘Júnior Mangueira‘, de 26 anos.

Ele era suspeito de liderar uma facção criminosa na região do Médio Oeste potiguar. Reagiu à abordagem atirando contra os policiais e acabou morto. Com ele foram encontrados revólver cal. 38, usado na reação contra a equipe, munições, drogas, balança de precisão, apetrechos para o tráfico de drogas, dinheiro e dois aparelhos celulares que serão periciados no transcorrer da investigação.

Júnior Mangueira é investigado por cometer 11 homicídios na região.

Pré-candidato

Entre suas vítimas, são listados um policial e o empresário e pré-candidato a prefeito de Janduís (distante 105,5km de Mossoró e 300 para Natal), Raimundo Gonçalves Lima Neto (PSOL), 35, assassinado a tiros à manhã de 11 de abril de 2020 (veja AQUI). Mais conhecido como “Neto de Nilton,” “Neto Gonçalves” ou “Netinho”, ele pilotava uma moto próximo à propriedade rural que adquirira há pouco tempo – a Fazenda Estrela -, em Campo Grande, quando foi emboscado por Júnior Mangueira e outros dois comparsas.

Nada foi roubado da vítima.

O enredo sobre o assassinato de Neto de Nilton está incompleto, mesmo com a morte de Júnior Mangueira, um dos executores. Familiares, amigos e a sociedade aguardam o detalhamento do caso. Afinal, o crime teve que motivação? Foi sob encomenda e com interesses políticos?

Raimundo Gonçalves de Lima Neto, 35 anos, foi morto em circunstâncias muito misteriosas (Foto: Web)

Raimundo Gonçalves de Lima Neto, 35 anos, foi morto em 2020 (Foto: Arquivo)

Em 20 de julho de 2021 e 17 de setembro de 2021, a Polícia Civil conseguiu prender envolvidos na execução do crime (veja AQUI AQUI) e fez outras prisões.

Acompanhe o Blog Carlos Santos (BCS) pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Threads AQUI, Facebook AQUI e YouTube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Blog
Home | Quem Somos | Regras | Opinião | Especial | Favoritos | Histórico | Fale Conosco
© Copyright 2011 - 2026. Todos os Direitos Reservados.