sábado - 03/05/2014 - 11:48h
Política e história

Veja o resultado das últimas 10 eleições a prefeito de Mossoró

Observe resumo de 42 anos de eleições à Prefeitura mossoroense e conheça alguns fatos e personagens

O Blog do Carlos Santos repete um trabalho que passou a adotar nas últimas campanhas municipais. É um exaustivo levantamento sobre os pleitos municipais mossoroenses, tarefa que na verdade nunca está completa.

O esforço é no sentido de continuarmos ofertando produto diferenciado aos nossos webleitores.

Dix-huit assina ato de posse após eleito em 72; Antônio Rodrigues (antecessor, à sua esquerda) testemunha com primeira-dama Naide Rosado e vice-prefeito eleito Canindé Queiroz o acontecimento (Foto: Reprodução Jornal de Fato)

Eles fidelizam nosso endereço à procura de informações diversas, com predominância de material analítico-opinativo e ainda em face de sermos um espaço dialético, pluralista e democrático. Um fórum de debates.

O levantamento de números das eleições a prefeito de Mossoró, nos últimos 42 anos, é fruto de muita pesquisa e levantamento em arquivo próprio, além de outras fontes, bem como a colaboração de pessoas interessadas no assunto.

Começamos por 1972. Mas ainda vamos voltar mais no tempo, a 1948 (noutra oportunidde), quando tivemos o início do ciclo de disputas municipais, pós-Estado Novo (regime ditatorial de Getúlio Vargas). Agora, não; paciência. Depois, reiteramos.

É impossível se produzir jornalismo político sem cultura política e razoável base científica.

Esse material serve para alimentar o bom debate, além de acrescentar mais dados ao entendimento da disputa à Prefeitura de Mossoró neste ano em que pela primeira vez temos um pleito suplementar, em face da desenfreada corrupção eleitoral do pleito de 2012.

Faça bom proveito e, se for utilizar esses dados em registros públicos ou estudos, por favor cite a fonte. É uma questão de direito e de respeito.

Obrigado.

O “banquete” está servido:

Eleições de 1972 (Fonte: Bruno Barreto):

Dix-huit Rosado (Arena) – 16.194
Lauro Filho (MDB) – 11.995
Brancos – 205
Nulos – 296
Maioria Pró-Dix-huit Rosado –  4.199 votos.

O eleitorado habilitado ao voto era de 28.690.

Eleições de 1976 (Fonte: Bruno Barreto):

João Newton: força de Vingt (Foto: arquivo UERN)

João Newton da Escóssia (Arena 1) – 20.165
Leodécio Néo (MDB 1) – 10.840
Assis Amorim (MDB 2) 6.970
Antônio Rodrigues de Carvalho (Arena 2) – 1.327
Maioria Pró-João Newton sobre os demais – 3.232 votos.

Neste ano, o regime militar em curso produziu o casuísmo da “sublegenda”, permitindo que o mesmo partido pudesse ter mais de um candidato. Vivíamos fase do bipartidarismo (Arena e MDB). A ideia era sufocar a “oposição consentida”, feita pelo MDB, que possuía bem menor representatividade em todo o país, com condições raquíticas de lançar mais de um candidato a prefeito. Em Mossoró, com melhor representatividade oposicionista, o MDB chegou até a apresentar duas candidaturas, mas o cunhado do líder Vingt Rosado (Arena), João Newton da Escóssia, levou a melhor com folga.

Eleições de 1982 (Fonte: Blog CS):

– Dix-huit Rosado (PDS) – 21.510 (41,68%);
– João Batista Xavier (PMDB) – 15.466 (29,97%);
– Canindé Queiroz (PDS) – 4.388 (8,50%);
– Mário Fernandes (PT) – 428 (0,83%);
– Paulo R. Oliveira (PTB) – 48 (0,09%);
– Brancos – 8.145 (15,79%);
– Nulos – 1.621 (3,14%);
– Maioria Pró-Dix-huit – 6.044 (11,71%).

O eleitorado habilitado ao voto era de 67.041, em 275 secções. Compareceram 51.606 (76,98%) eleitores. As abstenções foram de 15.435 (23,02%) votantes.

Neste ano também ocorreram eleições para deputado estadual, federal, uma vaga ao Senado e governo do Estado. Foram as primeiras eleições com a retomada do pluripartidarismo, na reta final do regime militar de 1964. O mandato dos prefeitos/vereadores foi de 6 anos em vez de 4, como temos desde o pleito de 1988.

Com a existência do casuístico instituto da sublegenda, cada partido poderia lançar mais de um candidato a prefeito, foi o que ocorreu em Mossoró. O grupo Rosado, unido, lançou Dix-huit Rosado pelo PDS.

Já o sistema Maia apresentou o jornalista Canindé Queiroz, pelo mesmo partido, para dar suporte à candidatura a governador do engenheiro e ex-prefeito indireto de Natal, José Agripino Maia (PDS). Agripino venceu seu principal adversário, o ex-governador Aluízio Alves (PMDB), com mais de 107 mil votos de maioria.

Eleições de 1988 (Fonte: Blog CS):

– Rosalba Ciarlini (PDT) – 37.307 (49,7%);
– Laíre Rosado (PMDB) – 30.226 (40,2%);
– Chagas Silva (PT) – 2.507 (3,3%);
– Brancos – 3.594 (4.8%);
– Nulos – 1.503 (2%);
– Maioria Pró-Rosalba – 7.081 (9,5%).

O eleitorado habilitado ao voto era de 80.397, em 275 secções. Compareceram 75.217 eleitores. As abstenções foram de 5.180 votantes.

Eleições de 1992 (Fonte: Blog CS):

– Dix-huit Rosado (PDT) – 37.188 (47,79%);
– Luiz Pinto (PFL) – 32.795 (42,15%);
– Luiz Carlos Martins (PT)– 6.557 (8,43%);
– Paulo Linhares (PSB) – 1.273 (1,64%);
– Brancos – 5.669 (6,49%);
– Nulos – 3.913 (4,48%);
– Maioria pró-Dix-huit Rosado – 4.393 (5,64%)

O eleitorado cadastrado à época era de 99.623. Compareceram 87.395, as abstenções chegaram a 11.381 e os votos nominais atingiram 77.813.

Eleições de 1996 (Fonte: Blog CS):

– Rosalba Ciarlini (PFL) – 57.407 (52,64%);
– Sandra Rosado (PMDB) – 26.118 (28,50%);
– Jorge de Castro (PT) – 4.878 (5,32%);
– Valtércio Silveira (PMN) – 3.237 (3,53%);
– Brancos – 1.549 (1,69%);
– Nulos – 3.802 (…);
– Maioria pró-Rosalba Ciarlini de 31.289 (24,14%).

Existiam 114.218 eleitores aptos, mas compareceram 96.991. As abstenções atingiram 17.227 (15.08%), com 91.640 sendo a votação nominal.

Eleições de 2000 (Fonte: Blog CS):

– Rosalba Ciarlini (PFL)– 57.369 (54,86%);
– Fafá Rosado (PMDB) – 42.530 (40,67%);
– Socorro Batista (PT) – 4.447 (4,25%);
– Mário Rosado (PMN) – 228 (0,22%);
– Brancos – 1.757 (1,59%);
– Nulos – 4.395 (3,97%);
– Maioria pró-Rosalba Ciarlini de 14.839 (14,19%).

Existiam 127.894 eleitores aptos, mas compareceram 110.726. As abstenções atingiram 17.168 (13.42%), com 104.574 (94.44%) sendo a votação nominal em 358 urnas.

Num comparativo com as eleições de 1996, esses números guardam uma preciosidade. Rosalba obteve menos votos do que na eleição anterior.

Enquanto em 96 tinham sido 57.407 em eleitorado de 114.218 aptos, em 2000 – contra Fafá, conseguiu 57.369 num contingente de 127.894 aptos. Ou seja, 38 votos a menos, apesar de aumento de 13.676 votantes.

Eleições de 2004 (Fonte: TSE):

Rosalba foi eleita três vezes, a começar de 1988 (Foto: reprodução)

– Fafá Rosado (PFL) – 57.743 (49,06%);
– Larissa Rosado (PMDB) – 34.688 (29,45%);
– Francisco José (PSB) – 21.210 (18,02%);
– Crispiniano Neto (PT) – 4.083 (3,47%);
– Brancos – 2.063 (…);
– Nulos – 5.708 (…);
– Maioria pró-Fafá Rosado de 23.075 (19,61%).

Existiam 143.235 eleitores aptos, mas compareceram 125.475. As abstenções atingiram 17.376 (12%),

Eleições de 2008 (Fonte: UOL/TSE):

– Fafá Rosado (PFL) – 65.329 (53,01%);
– Larissa Rosado (PSB) – 46.149 (37,44%);
– Renato Fernandes (PR) – 11.306 (9,17%);
– Heronildes Bezerra, “Heró”  (PRTB) – 464 (0,38%);
– Brancos – 3.678 (2%);
– Nulos – 7.400 (5%);
– Maioria pró-Fafá Rosado de 19.018 (16%).

Existiam 153.027 eleitores aptos, mas compareceram 134.326. Desse volume, 123.248 foram considerados válidos. As abstenções atingiram 18.701 (12%). Existiam 416 seções eleitorais.

Eleições de 2012 (Fonte: UOL/TSE):

– Cláudia Regina (DEM) – 68.604 (50,90%);
– Larissa Rosado (PSB) – 63.309 (46,97%);
– Josué Moreira – 1.932 (1,43%);
– Raimundo Nonato Sobrinho, “Cinquentinha” (Psol) – 948 – (0,70%);
– Edinaldo Calixto (PRTB) – 0 (0%);
– Brancos – 2.323 (1,61%);
– Nulos – 6.737 (4,68%);
– Maioria pró-Cláudia Regina de 5.295 (3,93%).

Existiam 164.975 eleitores aptos. Desse volume, 134.793 (93,70%) foram considerados válidos, num comparecimento que ocupou 460 secções organizadas pela Justiça Eleitoral.

As abstenções atingiram 21.122 (12,80%).

Compartilhe:
Categoria(s): Política / Reportagem Especial
segunda-feira - 24/03/2014 - 12:24h
Eleições 2014

Rosalba sinaliza com apoio à Fátima Bezerra para Senado

Extirpada do processo eleitoral de 2014, governador trata deputada petista como "nossa senadora"

Foi encarado por muita gente como “ato falho”, ou seja, um pequeno deslize, a forma com que a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) tratou a deputada federal adversária Fátima Bezerra (PT), nessa sexta-feira (21), em evento ocorrido em Natal.

Fátima, com a "Rosa", contra Wilma? Sim, por que não? (Foto Tribuna do Norte em 10 de março de 2012, em que aparece também o então ministro da Educação, Aloízio Mercadante)

No lançamento da  “Rede Simples”, no Sebrae, com a presença do ministro Guilherme Afif Domingos, a governadora utilizou a primeira  pessoa do plural (nossa) para tratar a parlamentar, acrescentando uma “nomeação” popular ao possessivo:

– (…) Quero cumprimentar aqui a mulher, Fátima Bezerra, nossa Senadora.

Ato falho?

De maneira alguma. Manifestação de tendência.

Rosalba vive um inferno astral como administradora e no campo político. Transformou-se num estorvo para a maioria dos caciques, em especial aqueles que a apoiaram na eleição ao Governo do Estado em 2010.

É pouco provável até que seja candidata à reeleição, por força de questão judicial (inelegibilidade). Se insistir, não deve passar na convenção do DEM, que botou como prioridade a eleição e reeleição de seus candidatos à Assembleia Legislativa e Câmara Federal.

Por que, então, esse afago em Fátima Bezerra, sua adversária histórica?

Simples.

Fátima concorrerá ao Senado da República, tendo como principal dificuldade ao projeto, a concorrência da ex-governadora Wilma de Faria (PSB).

A deputada (ou “senadora”, segundo Rosalba) é sua adversária. Wilma, não. Transformou-se em inimiga política, imersa em picuinhas e troca de ofensas veladas ou explícitas.

Ecossistema político

Proclamar Fátima Bezerra, que do ponto de vista ideológico está diametralmente oposta à conduta e pensamento político seu, foi um recado de Rosalba. Recado aos senadores José Agripino (DEM) e Garibaldi Filho (PMDB), à própria Wilma e ao deputado federal e pré-candidato a governador Henrique Alves (PMDB).

Acuada, excluída e extirpada do topo da cadeia alimentar do ecossistema político potiguar, Rosalba pode agir como uma força centrífuga, triturando tudo em sua volta.

Com o resto de capital que lhe resta, sobretudo em seu berço político e cidadela, Mossoró, a “Rosa” tende a apostar num nome que lhe seja “menos ruim”. Fátima Bezerra, é o caso.

Tivemos no passado (1982), a criação dos votos “camarão” e “cinturão”, quando o instituto do “voto-vinculado” obrigava o eleitor a votar em todos os candidatos de um mesmo partido. Era um casuísmo “legal” criado pelo regime militar em seus últimos dias de poder, para manutenção do “voto de cabresto”.

Aluízio e Vingt

Além disso, havia a faculdade da “sublegenda”, outra armação, que permitia que o mesmo partido pudesse ter mais de um candidato a prefeito.

Em Mossoró, rompido com o primo e ex-governador Tarcísio Maia (PDS), o deputado federal e líder do rosadismo (até então um grupo praticamente monolítico),  Vingt Rosado (PDS), pregou que ninguém votasse na cabeça de chapa, deixando-a em branco.

Aluízio e Dix-huit: ajuda mútua

Como não podia votar em Aluízio Alves (PMDB), os seguidores de Vingt anulariam o voto a governador que era imposto por Tarcísio, com a candidatura do filho José Agripino (PDS). Eis o “voto camarão”, cortando a cabeça.

Em troca, Aluízio defendeu o “voto cinturão”: seus eleitores deveriam deixar em branco o voto a prefeito (que ocorria na mesma eleição).

Pelo menos em Mossoró, o protesto deu certo. Aluízio foi o nome a governador mais votado com 21.037 votos (40,76%), com Agripino ficando em segundo lugar com 17.571 (34,05%). No estado, o “bacurau” perdeu por mais de 107 mil votos de maioria.

A prefeito, o irmão de Vingt Rosado, Dix-huit Rosado (PDS), foi eleito pela segunda vez ao cargo com 21.510 votos (41,68%) e o pemedebista que na prática não teve apoio de Aluízio, João Batista Xavier, foi o segundo mais votado, com 15.466 votos (29,97%). Canindé Queiroz, da sublegenda do PDS, lançado para puxar votos para Agripino, teve 4.388 votos (8,50%).

Eleições a prefeito de Mossoró em 1982 (Fonte: Blog Carlos Santos):

– Dix-huit Rosado (PDS) – 21.510 (41,68%);
– João Batista Xavier (PMDB) – 15.466 (29,97%);
– Canindé Queiroz (PDS) – 4.388 (8,50%);
– Mário Fernandes (PT) – 428 (0,83%);
– Paulo R. Oliveira (PTB) – 48 (0,09%);
– Brancos – 8.145 (15,79%);
– Nulos – 1.621 (3,14%);
– Maioria Pró-Dix-huit – 6.044 (11,71%).

O eleitorado habilitado ao voto era de 67.041, em 275 secções. Compareceram 51.606 (76,98%) eleitores. As abstenções foram de 15.435 (23,02%) votantes.

Para as eleições de 2014, o eleitor está livre para misturar, votando em quem bem desejar de cabo a rabo. Não há voto vinculado ou sublegenda.

Vingt serviu "camarão"

O “rosalbista” pode ficar sem uma preferência ao Senado, diante do racha no próprio DEM que termina de afundar Rosalba. Não significa dizer que ela fique sem opção. Fátima pode ser uma forma de vindita de Rosalba, ajudando a não eleger Wilma, de quem já foi aliada no passado nos anos 80 e início dos anos 2000.

Estranho?

Nem um pouco.

Lembre-se: “a política é dinâmica”.

A frase é surrada, mas continua atualíssima na política caprichosa e sinuosa do Rio Grande do Norte, onde o feio é perder. O próprio Vingt Rosado costumava dizer que voto de aliado e de adversário (ou “bandido”) tinha o mesmo valor.

Aluízio Alves e Vingt Rosado tiveram embates homéricos e nem sempre muito leais. Mas em determinado ponto da história no século XX, passaram à composição à margem da lei e, em seguida, formalizada em comunhão numa única sigla, o PMDB, em meados dos anos 80.

Portanto…

Acompanhe os bastidores da política também por nosso TWITTER, clicando AQUI.

 

Compartilhe:
Categoria(s): Reportagem Especial
  • San Valle Rodape GIF
quarta-feira - 05/02/2014 - 10:04h
História

Interinos viveram momentos difíceis na Prefeitura de Mossoró

A presença do prefeito provisório Francisco José Silveira Júnior (PSD) na Prefeitura de Mossoró, é uma gestão que se junta a outras na história da gestão pública municipal, pelo inusitado. Mergulhemos na história, pois.

Duarte: período de agitação

Antes dele, pelo menos mais dois governantes – entre tantos outros – viveram situação incomum, por circunstâncias e acontecimentos diferentes. Doutor Duarte Filho e Sandra Rosado.

Ele, na primeira metade do século passado; ela, no final da segunda metade do mesmo século XX.

Duarte Filho foi prefeito provisório de Mossoró por pouco mais de dois meses, entre 4 de novembro de 1935 e 18 de janeiro de 1936: foram 71 dias na administração municipal.

Foi aboletado no poder de forma interina, num tempo de agitação social e política, como a chamada Intentona Comunista em Natal, ocorrida entre os dias 23 e 27 de novembro de 1935.

O médico Duarte Filho (formado na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro) foi o oitavo prefeito provisório de Mossoró, depois da era da denominada “República Velha” (1889-1930), um período iniciado com a Revolução de 30.

Assumiu a condição de prefeito provisório poucas semanas antes de completar 29 anos (nasceu em 25 de dezembro de 1905). “Não há tempo para trabalho maior” devido tantas agitações, assinalou Câmara Cascudo, no livro “Notas e Documentos para a história de Mossoró”.

Diante das pressões para concorrer à perseguição de “comunistas” e outros “inimigos” do regime, preferiu se esquivar da missão de alcaguete e do exercício de gestor biônico.

Dix-huit

Sandra Rosado (PMDB, hoje no PSB) era vice-prefeita do prefeito Dix-huit Rosado (PDT), seu tio. Foram eleitos em 1992, com mandato até 31 de dezembro de 1996.

Bateram de frente em plena gestão. Da divergência veio novo racha político-partidário-familiar e Sandra foi descartada da administração, a ponto de ele mandar despejá-la de imóvel que abrigava seu gabinete.

Mas com a morte de Dix-huit em pleno exercício de sua terceira administração municipal, em 22 de outubro de 1996, Sandra Rosado assumiu prefeitura no dia seguinte.

Ficou 70 dias como prefeita efetiva de Mossoró.

Acompanhe bastidores políticos também em nosso TWITTER clicando AQUI.

Nesse período, priorizou o pagamento de parte da folha funcional em atraso e o restabelecimento de serviços básicos do município, como limpeza urbana, que sofreram colapso durante os últimos meses da administração de Dix-huit Rosado.

Em sua equipe, apostou em nomes de referência  na sociedade, sem que necessariamente fossem de seu partido ou afinados politicamente. Entre eles, o empresário Noguchi Rosado (seu primo e irmão de Fafá Rosado, que viria a ser prefeita duas vezes da cidade) e o advogado Paulo Linhares.

Àquele ano, Sandra tinha sido candidata a prefeito, mas derrotada por Rosalba Ciarlini (PFL, hoje DEM), que já tivera na prefeitura entre 1989 e 1992.

 

Compartilhe:
Categoria(s): Política
terça-feira - 17/12/2013 - 07:13h
Rosado e Rosado

Uma união mais do que possível em Mossoró

O velho Dix-huit Rosado (prefeito mossoroense por três vezes) dizia: “Os Rosado só brigam no palanque”.

A possibilidade de uma composição entre PMDB e PSB, em iminente eleição suplementar para prefeito e vice no próximo ano, no município, torna mais do que possível a junção de duas bandas dos Rosado que estão arengando desde o início da década passada.

A propósito, os primeiros flertes e promessas já começaram cavilosamente, em forma de “sondagens”.

Nota do Blog – E ainda tem uma minoria babaquara de militantes que leva o tempo a gerar inimizades, promover provocações e achincalhar “o outro lado”, sem perceber o desatino gratuito.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
  • Execom - PMM - Banner - Março de 2026
terça-feira - 22/10/2013 - 22:36h
História

Os 17 anos de morte de Dix-huit Rosado

Nesta data, em 1996, morria em pleno exercício do seu terceiro mandato como prefeito de Mossoró, Dix-huit Rosado. São 17 anos desse registro.

Dix-huit: prefeito três vezes

Ele teve complicações cardíacas, foi socorrido, mas não superou o problema.

Dix-huit já exercerá mandato de deputado estadual constituinte e deputado federal, além de senador da República.

Chegou a ser cotado para ocupar o governo do Rio Grande do Norte, por via indireta, mas não vingou.

Sua última administração municipal terminou de forma melancólica, com atrasos na folha de pessoal, conflito político com o grupo de seu irmão Vingt Rosado e outras dificuldades.

Com sua morte, quem assumiu a prefeitura foi sua sobrinha e vice-prefeita dissidente Sandra Rosado (então no PMDB). Em cerca de 70 dias completou mandato e reordenou parte da máquina administrativa.

Dix-huit faleceu aos 84 anos, deixando Naide Rosado como viúva e seis filhos. Nasceu em Mossoró em 1912.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
terça-feira - 23/04/2013 - 11:49h
Opinião

Enxurradas e nossa parte nas consequências do bom inverno

Tenho ouvido muitas queixas quanto às consequências de chuvas torrenciais em Mossoró. O outro lado da boa nova, o inverno, é um elenco de problemas do centro à periferia e na própria zona rural do município.

Sinceramente, creio que a maior parte dos comentários mistura desconhecimento de causa com miopia.

Enxurrada no final de semana deixou parte do centro submersa (foto extraída do Facebook)

Vamos empinar o princípio da razoabilidade, que é o conhecido e às vezes escasso “bom senso”. Nenhuma cidade do mundo está preparada para receber mais de 200 milímetros de enxurrada pluviométrica, em cerca de 72 horas, com mais de 13 horas contínuas de chuva.

Foi o que ocorreu com Mossoró.

Claro que existem situações que poderiam ter sido evitadas ou atenuadas. São mazelas de ordem cultural, de desleixo com o espaço urbano e falta de planejamento e investimentos no aspecto da prevenção que concorrem para o pior.

A última grande obra feita na cidade que enxergou a Mossoró do Futuro, já tem cerca de 30 anos. Foi a tricotomização do rio Mossoró, feita pelo então prefeito Dix-huit Rosado em seu segundo mandato, anos 80.

Sem ela, essa chuvarada teria feito estrago ainda maior.

Nós, cidadãos, damos uma contribuição enorme pro estrago, jogando lixo nas ruas, desde um papel de picolé a garrafas de água mineral atiradas do interior de carros na via pública.

Testemunhei sexta-feira (19) perto de minha casa, alguns moradores amarrando boca de sacos, com lixo, antes de jogá-los na água ao pé da calçada. São os mesmos que reclamam de entupimentos na rede de esgoto e invasão de suas casas por águas abundantes, em chuvas dessa dimensão.

Historicamente, não nos preparamos para conviver com o comum, que é a seca; imagine com o excepcional, o inverno.

Construções e mais construções, calçamentos e asfaltos, vão sendo gerados pelo homem. Depois é que percebemos a natureza, revoltada, reagindo a essa expansão desordenada.

É efeito colateral do inverno, sem dúvidas, o que testemunhamos. Mas não culpemos os céus ou tão-somente o poder público. Cada um de nós tem parcela de culpa.

Salve São Pedro!

Façamos nossa parte.

Compartilhe:
Categoria(s): Administração Pública / Opinião da Coluna do Herzog
  • San Valle Rodape GIF
domingo - 28/10/2012 - 06:32h

Só Rindo (Folclore Político)

O café de Tomaz Neto

Naide Rosado passava alguns dias em Mossoró, com seu pai, o prefeito mossoroense Dix-huit Rosado.

“Serra Grande”, apelido carinhoso com que ela batizara o longilíneo Dix-huit, recebe o vereador Tomaz Neto em sua casa no bairro Nova Betânia.

– Minha filha, prepare um cafezinho para Tomaz Neto.

Começa o drama de Naide. Atributos culinários não são o seu forte. Porém não podia decepcionar o pai e o convidado.

Com todo esmero e boa vontade, ela resolve se arriscar ao fogão, em vez de pegar alternativas mais fáceis, como um café solúvel.

Encantada com a sua própria “capacidade”, ela serve aos dois interlocutores em xícaras especiais, elementos raro na casa espartana de Serra Grande.

Os dois saboreiam os cafés quentinhos. Entretanto, não emitem um único elogio ou revelam traços faciais de satisfação.

Afoita, como sempre, Naide provoca:

– Tomaz, que tal o seu café?

A resposta só não a fez chorar.

– É… bom para fumar um cigarro!

Dix-huit não se atreve a falar.

Compartilhe:
Categoria(s): Folclore Político
domingo - 14/10/2012 - 06:37h

A ponte entre a ‘magia’ e a filha de “Serra Grande

Carlos Santos, bom dia.

Embora acessar a Internet não seja fácil para mim porque passo o dia correndo atrás de meus netos por conta não só de meu grande amor por eles, mas também pelo trabalho e estudos de minha filha, Paula, mãe deles, quero que saiba como o seu Blog me faz falta!

É uma espécie de viagem que faço a Mossoró.  Acho que “Serra Grande” (apelido carinhoso dado ao pai, prefeito Dix-huit Rosado) conseguiu que eu me apaixonasse pela cidade dona de seu coração. Há uma magia em Mossoró…um encanto…

O seu Blog é a minha ponte!

Aguardo a solução dos problemas na comunicação.

Abraços, amigo.

Naide Rosado.

Nota do Blog – Minha cara Naide Rosado, obrigado por essas palavras.

No beicinho da manhã, quando abro o computador para nova jornada de trabalho num domingo tipicamente mossoroense, com os primeiros raios de sol batendo à janela, suas palavras são um combustível a mais à paixão da escrita diária. Sou um repórter provinciano inteiramente apaixonado pelo ofício de escrever.

Existem alguns problemas técnicos na acessibilidade ao Blog, mas que no curso dos próximos dias serão superados. Sua ponte entre a magia de Mossoró, a Mossoró do “Velho” Dix-huit, e você, será mantida.

Aguarde-me por aí. Entre o final deste ano e comecinho de 2013, esbarro pelo Rio de Janeiro para perambular alguns dias com minhas canelas de talo de coentro. Sobrará tempo para boa prosa e um presente para tornar ainda mais recalcitrante seu afeto por Dix-huit.

Câmbio.

Compartilhe:
Categoria(s): E-mail do Webleitor
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 07/10/2012 - 06:05h
Documento histórico

Trinta anos de eleições à Prefeitura de Mossoró (Republicado)

Veja levantamento que detalha os números e nomes que fazem o enredo pelo poder municipal

No dia 30 de agosto deste ano, às 12h32, esta página publicou uma matéria documental exclusiva, sob o título “Trinta anos de disputa eleitoral à Prefeitura de Mossoró”. A pedidos e para ajudar o nosso webleitor no acompanhamento do pleito de hoje, além de outros comunicadores que trabalham na cobertura eleitoral, eis novamente essa postagem.

Faça bom proveito desse exaustivo trabalho abaixo:

……….

O Blog do Carlos Santos oferta um presente especial aos seus webleitores. Trata-se de um levantamento quanto às últimas sete eleições municipais de Mossoró. Começa no distante ano de 1982, ou seja, há 30 anos.

É o resultado de um trabalho exaustivo. É fruto de muita pesquisa e levantamento em arquivo próprio, além de outras fontes. Em boa parte dessa linha de tempo, o editor do Blog estava contando a história em seu papel de repórter.

Esse material serve para alimentar o bom debate, além de acrescentar mais dados ao entendimento da disputa à Prefeitura de Mossoró neste ano e do poder paroquial, em si.

Não temos dúvidas: é um documento precioso. Que tenha bom aproveitamento por parte de políticos, assessores, jornalistas e interessados no tema em geral.

Só um pedido: se for utilizar esse banco de informações publicamente, não esqueça de citar a fonte. O Blog do Carlos Santos agradece.

Fique à vontade. O “banquete” está servido:

Eleições de 1982 (Fonte: Herzog):

– Dix-huit Rosado (PDS) – 21.510 (41,68%);
– João Batista Xavier (PMDB) – 15.466 (29,97%);
– Canindé Queiroz (PDS) – 4.388 (8,50%);
– Mário Fernandes (PT) – 428 (0,83%);
– Paulo R. Oliveira (PTB) – 48 (0,09%);
– Brancos – 8.145 (15,79%);
– Nulos – 1.621 (3,14%);
– Maioria Pró-Dix-huit – 6.044 (11,71%).

O eleitorado habilitado ao voto era de 67.041, em 275 secções. Compareceram 51.606 (76,98%) eleitores. As abstenções foram de 15.435 (23,02%) votantes.

P.S – Neste ano também ocorreram eleições para deputado estadual, federal, uma vaga ao Senado e governo do Estado. Foram as primeiras eleições com a retomada do pluripartidarismo, na reta final do regime militar de 1964. O mandato dos prefeitos/vereadores foi de 6 anos em vez de 4, como temos desde o pleito de 1988.

P.S – Com a existência do casuístico instituto da sublegenda, cada partido poderia lançar mais de um candidato a prefeito, foi o que ocorreu em Mossoró. O grupo Rosado, unido, lançou Dix-huit Rosado pelo PDS.

Já o sistema Maia apresentou o jornalista Canindé Queiroz, pelo mesmo partido, para dar suporte à candidatura a governador do engenheiro e ex-prefeito indireto de Natal, José Agripino Maia (PDS). Agripino venceu seu principal adversário, o ex-governador Aluízio Alves (PMDB), com mais de 107 mil votos de maioria.

Eleições de 1988 (Fonte: Herzog):

– Rosalba Ciarlini (PDT) – 37.307 (49,7%);
– Laíre Rosado (PMDB) – 30.226 (40,2%);
– Chagas Silva (PT) – 2.507 (3,3%);
– Brancos – 3.594 (4.8%);
– Nulos – 1.503 (2%);
– Maioria Pró-Rosalba – 7.081 (9,5%).

O eleitorado habilitado ao voto era de 80.397, em 275 secções. Compareceram 75.217 eleitores. As abstenções foram de 5.180 votantes.

Rosalba Ciarlini (em agosto de 1988), obteve sua primeira vitória (Arquivo Herzog)

Eleições de 1992 (Fonte: Herzog):

– Dix-huit Rosado (PDT) – 37.188 (47,79%);
– Luiz Pinto (PFL) – 32.795 (42,15%);
– Luiz Carlos Martins (PT)– 6.557 (8,43%);
– Paulo Linhares (PSB) – 1.273 (1,64%);
– Brancos – 5.669 (6,49%);
– Nulos – 3.913 (4,48%);
– Maioria pró-Dix-huit Rosado – 4.393 (5,64%)

O eleitorado cadastrado à época era de 99.623. Compareceram 87.395, as abstenções chegaram a 11.381 e os votos nominais atingiram 77.813.

Eleições de 1996 (Fonte: Herzog):

– Rosalba Ciarlini (PFL) – 57.407 (52,64%);
– Sandra Rosado (PMDB) – 26.118 (28,50%);
– Jorge de Castro (PT) – 4.878 (5,32%);
– Valtércio Silveira (PMN) – 3.237 (3,53%);
– Brancos – 1.549 (1,69%);
– Nulos – 3.802 (…);
– Maioria pró-Rosalba Ciarlini de 31.289 (24,14%).

Existiam 114.218 eleitores aptos, mas compareceram 96.991. As abstenções atingiram 17.227 (15.08%), com 91.640 sendo a votação nominal.

Eleições de 2000 (Fonte: Herzog):

– Rosalba Ciarlini (PFL)– 57.369 (54,86%);
– Fafá Rosado (PMDB) – 42.530 (40,67%);
– Socorro Batista (PT) – 4.447 (4,25%);
– Mário Rosado (PMN) – 228 (0,22%);
– Brancos – 1.757 (1,59%);
– Nulos – 4.395 (3,97%);
– Maioria pró-Rosalba Ciarlini de 14.839 (14,19%).

Existiam 127.894 eleitores aptos, mas compareceram 110.726. As abstenções atingiram 17.168 (13.42%), com 104.574 (94.44%) sendo a votação nominal em 358 urnas.

P.S – Num comparativo com as eleições de 1996, esses números guardam uma preciosidade. Rosalba obteve menos votos do que na eleição anterior.

Enquanto em 96 tinham sido 57.407 em eleitorado de 114.218 aptos, em 2000 – contra Fafá, conseguiu 57.369 num contingente de 127.894 aptos. Ou seja, 38 votos a menos, apesar de aumento de 13.676 votantes.

Eleições de 2004 (Fonte: TSE):

– Fafá Rosado (PFL) – 57.743 (49,06%);
– Larissa Rosado (PMDB) – 34.688 (29,45%);
– Francisco José (PSB) – 21.210 (18,02%);
– Crispiniano Neto (PT) – 4.083 (3,47%);
– Brancos – 2.063 (…);
– Nulos – 5.708 (…);
– Maioria pró-Fafá Rosado de 23.075 (19,61%).

Existiam 143.235 eleitores aptos, mas compareceram 125.475. As abstenções atingiram 17.376 (12%),

Eleições de 2008 (Fonte: UOL/TSE):

– Fafá Rosado (PFL) – 65.329 (53,01%);
– Larissa Rosado (PSB) – 46.149 (37,44%);
– Renato Fernandes (PR) – 11.306 (9,17%);
– Heronildes Bezerra, “Heró”  (PRTB) – 464 (0,38%);
– Brancos – 3.678 (2%);
– Nulos – 7.400 (5%);
– Maioria pró-Fafá Rosado de 19.018 (16%).

Existiam 153.027 eleitores aptos, mas compareceram 134.326. Desse volume, 123.248 foram considerados válidos. As abstenções atingiram 18.701 (12%). Existiam 416 seções eleitorais.

Compartilhe:
Categoria(s): Eleições 2012 / Política
quinta-feira - 30/08/2012 - 12:32h
Documento histórico

Trinta anos de disputa eleitoral à Prefeitura de Mossoró

Veja levantamento que detalha os números e nomes que fazem o enredo pelo poder municipal

O Blog do Carlos Santos oferta um presente especial aos seus webleitores. Trata-se de um levantamento quanto às últimas sete eleições municipais de Mossoró. Começa no distante ano de 1982, ou seja, há 30 anos.

É o resultado de um trabalho exaustivo. É fruto de muita pesquisa e levantamento em arquivo próprio, além de outras fontes. Em boa parte dessa linha de tempo, o editor do Blog estava contando a história em seu papel de repórter.

Esse material serve para alimentar o bom debate, além de acrescentar mais dados ao entendimento da disputa à Prefeitura de Mossoró neste ano e do poder paroquial, em si.

Não temos dúvidas: é um documento precioso. Que tenha bom aproveitamento por parte de políticos, assessores, jornalistas e interessados no tema em geral.

Só um pedido: se for utilizar esse banco de informações publicamente, não esqueça de citar a fonte. O Blog do Carlos Santos agradece.

Fique à vontade. O “banquete” está servido:

Eleições de 1982 (Fonte: Herzog):

– Dix-huit Rosado (PDS) – 21.510 (41,68%);
– João Batista Xavier (PMDB) – 15.466 (29,97%);
– Canindé Queiroz (PDS) – 4.388 (8,50%);
– Mário Fernandes (PT) – 428 (0,83%);
– Paulo R. Oliveira (PTB) – 48 (0,09%);
– Brancos – 8.145 (15,79%);
– Nulos – 1.621 (3,14%);
– Maioria Pró-Dix-huit – 6.044 (11,71%).

O eleitorado habilitado ao voto era de 67.041, em 275 secções. Compareceram 51.606 (76,98%) eleitores. As abstenções foram de 15.435 (23,02%) votantes.

P.S – Neste ano também ocorreram eleições para deputado estadual, federal, uma vaga ao Senado e governo do Estado. Foram as primeiras eleições com a retomada do pluripartidarismo, na reta final do regime militar de 1964. O mandato dos prefeitos/vereadores foi de 6 anos em vez de 4, como temos desde o pleito de 1988.

P.S – Com a existência do casuístico instituto da sublegenda, cada partido poderia lançar mais de um candidato a prefeito, foi o que ocorreu em Mossoró. O grupo Rosado, unido, lançou Dix-huit Rosado pelo PDS.

Já o sistema Maia apresentou o jornalista Canindé Queiroz, pelo mesmo partido, para dar suporte à candidatura a governador do engenheiro e ex-prefeito indireto de Natal, José Agripino Maia (PDS). Agripino venceu seu principal adversário, o ex-governador Aluízio Alves (PMDB), com mais de 107 mil votos de maioria.

Eleições de 1988 (Fonte: Herzog):

– Rosalba Ciarlini (PDT) – 37.307 (49,7%);
– Laíre Rosado (PMDB) – 30.226 (40,2%);
– Chagas Silva (PT) – 2.507 (3,3%);
– Brancos – 3.594 (4.8%);
– Nulos – 1.503 (2%);
– Maioria Pró-Rosalba – 7.081 (9,5%).

O eleitorado habilitado ao voto era de 80.397, em 275 secções. Compareceram 75.217 eleitores. As abstenções foram de 5.180 votantes.

Rosalba Ciarlini (em agosto de 1988), obteve sua primeira vitória (Arquivo Herzog)

Eleições de 1992 (Fonte: Herzog):

– Dix-huit Rosado (PDT) – 37.188 (47,79%);
– Luiz Pinto (PFL) – 32.795 (42,15%);
– Luiz Carlos Martins (PT)– 6.557 (8,43%);
– Paulo Linhares (PSB) – 1.273 (1,64%);
– Brancos – 5.669 (6,49%);
– Nulos – 3.913 (4,48%);
– Maioria pró-Dix-huit Rosado – 4.393 (5,64%)

O eleitorado cadastrado à época era de 99.623. Compareceram 87.395, as abstenções chegaram a 11.381 e os votos nominais atingiram 77.813.

Eleições de 1996 (Fonte: Herzog):

– Rosalba Ciarlini (PFL) – 57.407 (52,64%);
– Sandra Rosado (PMDB) – 26.118 (28,50%);
– Jorge de Castro (PT) – 4.878 (5,32%);
– Valtércio Silveira (PMN) – 3.237 (3,53%);
– Brancos – 1.549 (1,69%);
– Nulos – 3.802 (…);
– Maioria pró-Rosalba Ciarlini de 31.289 (24,14%).

Existiam 114.218 eleitores aptos, mas compareceram 96.991. As abstenções atingiram 17.227 (15.08%), com 91.640 sendo a votação nominal.

Eleições de 2000 (Fonte: Herzog):

– Rosalba Ciarlini (PFL)– 57.369 (54,86%);
– Fafá Rosado (PMDB) – 42.530 (40,67%);
– Socorro Batista (PT) – 4.447 (4,25%);
– Mário Rosado (PMN) – 228 (0,22%);
– Brancos – 1.757 (1,59%);
– Nulos – 4.395 (3,97%);
– Maioria pró-Rosalba Ciarlini de 14.839 (14,19%).

Existiam 127.894 eleitores aptos, mas compareceram 110.726. As abstenções atingiram 17.168 (13.42%), com 104.574 (94.44%) sendo a votação nominal em 358 urnas.

P.S – Num comparativo com as eleições de 1996, esses números guardam uma preciosidade. Rosalba obteve menos votos do que na eleição anterior.

Enquanto em 96 tinham sido 57.407 em eleitorado de 114.218 aptos, em 2000 – contra Fafá, conseguiu 57.369 num contingente de 127.894 aptos. Ou seja, 38 votos a menos, apesar de aumento de 13.676 votantes.

Eleições de 2004 (Fonte: TSE):

– Fafá Rosado (PFL) – 57.743 (49,06%);
– Larissa Rosado (PMDB) – 34.688 (29,45%);
– Francisco José (PSB) – 21.210 (18,02%);
– Crispiniano Neto (PT) – 4.083 (3,47%);
– Brancos – 2.063 (…);
– Nulos – 5.708 (…);
– Maioria pró-Fafá Rosado de 23.075 (19,61%).

Existiam 143.235 eleitores aptos, mas compareceram 125.475. As abstenções atingiram 17.376 (12%),

Eleições de 2008 (Fonte: UOL/TSE):

– Fafá Rosado (PFL) – 65.329 (53,01%);
– Larissa Rosado (PSB) – 46.149 (37,44%);
– Renato Fernandes (PR) – 11.306 (9,17%);
– Heronildes Bezerra, “Heró”  (PRTB) – 464 (0,38%);
– Brancos – 3.678 (2%);
– Nulos – 7.400 (5%);
– Maioria pró-Fafá Rosado de 19.018 (16%).

Existiam 153.027 eleitores aptos, mas compareceram 134.326. Desse volume, 123.248 foram considerados válidos. As abstenções atingiram 18.701 (12%). Existiam 416 seções eleitorais.

Compartilhe:
Categoria(s): Eleições 2012 / Política / Reportagem Especial
  • Execom - PMM - Banner - Março de 2026
domingo - 08/07/2012 - 14:14h
Mossoró 2012

Campanha repete ‘coincidências’ de 1992 noutro contexto

Cláudia Regina tem forças da Prefeitura e Estado, como Luiz Pinto, mas quer um outro final este ano

Quando foi a última vez que alguém teve apoio da estrutura da Prefeitura e do Governo do Estado para ser candidato em campanha a prefeito (a) de Mossoró? Responda em cinco segundos. Dou-lhe mais tempo: vamos a um minuto. Contando…

Pergunte às pessoas mais próximas, consulte seus alfarrábios, puxe pela memória. Nada ainda?

Cláudia (centro), Wellington (à sua direita) para repetir 92 ou outro jeito de caminhar (Carlos Costa)

Foi em 1992. O então vice-prefeito Luiz Pinto (PFL, hoje DEM) tinha o apoio da prefeita Rosalba Ciarlini (PFL-DEM), atual governadora do Estado, e do governador José Agripino (PFL-DEM). Enfrentou como principal adversário o ex-prefeito e ex-senador Dix-huit Rosado. Sua sobrinha Sandra Rosado (PMDB) era a vice.

Resultado: a toda-poderosa chapa foi derrotada. Uma vitória que entrou para a história dos grandes embates paroquiais de Mossoró.

Neste ano de 2012, a vereadora e ex-vice-prefeita de Mossoró Cláudia Regina (DEM) tem essa primazia para disputa da sucessão da prefeita de direito Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”. É a candidata do governismo municipal e do situacionismo estadual, através da governadora Rosalba.

“A besta”

Portanto, 20 anos depois a situação se repete e coloca Cláudia com esse poder de fogo, um diferencial considerável. Outra coincidência: também após 20 anos o grupo de Rosalba e seu marido-líder Carlos Augusto Rosado (DEM) formam uma chapa majoritária sem os sobrenomes Rosado e Ciarlini.

Cláudia tem como vice o advogado Wellington Filho (PMDB), nome sem histórico de militância no próprio partido, filho da ex-vereadora Gilvanda Peixoto (DEM). Em 1992, Luiz ficou na cabeça de chapa e o vice era o professor universitário e ex-candidato a prefeito pelo PMDB em 1982, João Batista Xavier (PCB).

A besta não vai voltar!

A frase, acrescida de um sorriso sarcástico, era lugar-comum do então deputado estadual Carlos Augusto Rosado (PFL) em 1992. Fazia alusão ao tio, ex-prefeito Dix-huit Rosado, que apoiara Rosalba na eleição municipal de 1988, mas que logo foi descartado por ele após a vitória.

Com mais de 74% em aprovação administrativa, governo que apostava num conceito de gestão baseada em obras de visibilidade e promoção personalista, Rosalba estava também empavonada. Era a prefeita de direito, o marido o gestor de fato. Governavam a quatro mãos. Podiam tudo. Até eleger o anódino Luiz Pinto. Para complementar, ainda somavam o reforço do governo de José Agripino, líder estadual de seu grupo, com gestão de desempenho razoável.

Quem poderia derrotar essa força descomunal? Dix-huit. Com o reforço do esquema do ex-deputado federal Vingt Rosado, seu irmão com quem ficara rompido desde a eleição de 1988, o ex-prefeito fez uma campanha que nos últimos 20 dias atropelou o favorito, destroçando os adversários. “Chame o velho” bordão usado por seu marketing, deu o tom do seu perfil de gestor experiente e virou brado de vitória no dia 3 de outubro de 1992.

RESULTADO DAS ELEIÇÕES DE 1992:

– Dix-huit Rosado – 37.188 (47.79%);
– Luiz Pinto – 32.795 (42.15%);
– Luiz Carlos Martins (PT)– 6.557 (8.43%);
– Paulo Linhares (PSB) – 1.273 (1.64%);
– Brancos – 5.669 (6.49%);
– Nulos – 3.913 (4.48%);
– Maioria pró-Dix-huit Rosado – 4.393 (5.64%)

O eleitorado cadastrado à época era de 99.623. Compareceram 87.395, as abstenções chegaram a 11.381 e os votos nominais atingiram 77.813.

Na campanha deste ano, Cláudia – que não é Rosado/Ciarlini – vai enfrentar uma legítima herdeira da oligarquia Rosado. Baterá de frente com a deputada estadual e filha da deputada federal Sandra Rosado (hoje no PSB), Larissa Rosado (PSB). Mesmo tendo atrás de si as máquinas do Estado e da Prefeitura, Cláudia convive com outra conjuntura. Existem consideráveis diferenças num comparativo com 1992.

De antemão, ela chega à condição de candidata muito mais por um processo de exclusão do que de opção. Não era a favorita de Carlos e Rosalba, que queriam a vice-prefeita Ruth Ciarlini (DEM) – irmã da  governadora – em seu lugar.

Padrinhos

Também não era dos mimos do subgrupo incrustado no “rosalbismo”, liderado pelo chefe de Gabinete e prefeito de fato de Mossoró, agitador cultural Gustavo Rosado (PV). Ele trabalhou durante cerca de um ano e meio a postulação de seu lugar-tenente e ao mesmo tempo espécie de guru, professor Chico Carlos (PV), secretário da Cidadania. Não vingou. Em todas as pesquisas o índice de aceitação nunca passou de 1%.

João e Luiz: sem ânimo

Mesmo assim, Cláudia é candidata porque se fez candidata, por não desistir e pavimentar o próprio caminho, obrigando grupo e subgrupo governista a fazê-la candidata. Legitimou a candidatura de hoje com seu esforço sobre-humano e tenacidade. E num comparativo com Luiz Pinto, é insofismável que sua capacidade política é infinitamente superior. Proativa, articulada, a candidata não é tão dependente dos padrinhos como foram Luiz e seu vice João. Tem prumo, rumo e ânimo.

Importante asseverar, que a Mossoró de 2012 tem outro contexto e atmosfera político-social. A própria Rosalba que à época era prefeita incensada, na atualidade é soterrada por enorme desgaste como governadora, que parece respingar em seu prestígio em Mossoró. Afeta Cláudia. A gestão de Fafá nunca chegou ao nível de aprovação obtida por Rosalba na prefeitura, os 74% que deram combustão à candidatura de Luiz Pinto.

Pode ser assinalado ainda, que os instrumentos de fiscalização da sociedade civil e de organismos de Estado, do Ministério Público Eleitoral (MPE) à Justiça Eleitoral, estão bem mais atuantes e eficazes, no freio aos excessos com a coisa pública.

O que acontecerá em outubro deste ano, nas eleições municipais mossoroenses? O Blog não tem bola de cristal. As urnas dirão se 1992 vai se repetir ou se teremos outro final. A caminhada começou.

Compartilhe:
Categoria(s): Eleições 2012 / Reportagem Especial
sábado - 12/05/2012 - 22:10h
Prefeito

Dix-huit Rosado ‘chega’ aos 100 anos com exposição

Dix-huit: 14 anos como prefeito

A Prefeitura de Mossoró promove agora à noite a “Solenidade de Abertura da Exposição Celebrativa ao Centenário de Nascimento do Ex-Prefeito Jerônimo Dix-huit Rosado Maia”. Ele nasceu em Mossoró no dia 21 de maio de 1912.

O evento tem a presença da governadora e ex-adversária Rosalba Ciarlini (DEM), além de outros políticos dos mais diversos matizes, no Memorial da Resistência, Centro da cidade.

Deputado estadual constituinte, deputado federal (dois mandatos), senador da República (um mandato), Dix-huit foi o político que governou Mossoró por mais tempo. Foram quase 14 anos em três mandatos. Foi eleito pela primeira vez à prefeitura em 1972, depois em 1982 (com mandato de seis anos) e por último em 1992, quando faleceu no exercício do cargo no dia 22 de outubro de 1996.

Assumiu em seu lugar, no dia seguinte, a sobrinha e vice-prefeita dissidente Sandra Rosado (Hoje deputada federal pelo PSB, mas à época no PMDB).

Depois de Dix-huit, quem mais administrou Mossoró foi Rosalba Ciarlini (DEM), hoje governadora do Estado, casada com o sobrinho e ex-deputado estadual (quatro mandatos) Carlos Augusto de Souza Rosado (DEM). Ela foi eleita em 1988, 1996 e reeleita em 2000 (graças ao instituto da reeleição, uma faculdade até poucos meses inexistente na legislação brasileira). Foram 12 anos na gestão municipal.

Antes dela, coube ao padre Luís Ferreira da Cunha Mota, o “Padre Mota”, o 3º maior período de administração como prefeito do município. Ele ficou por quase nove anos e três meses. Assumiu interinamente no dia 18 de janeiro de 1936, com a renúncia inesperada do prefeito Duarte Filho.

Foi eleito em março do ano seguinte, mas com o golpe político de Getúlio Vargas, implantando a ditadura do chamado “Estado Novo”, foi destituído. Mas logo em seguida foi nomeado pelo interventor estadual Rafael Fernandes, ficando até 3 de abril de 1945 – quando renunciou ao cargo.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
terça-feira - 08/05/2012 - 04:08h
"Novidade"

DEM, 20 anos depois, tem chapa sem Rosado-Ciarlini

Campanha deste ano em Mossoró parece igual àquelas que passaram, mas terá sensíveis diferenças. A chapa do DEM, por exemplo, sem um Rosado ou Ciarlini.

A última vez que isso ocorreu foi em 1992. São 20 anos. Àquela época, a chapa foi encabeçada pelo empresário e vice-prefeito Luiz Pinto e o professor João Batista Xavier como seu companheiro.

A dupla perdeu para oposição Rosado ao quadrado: Dix-huit  Rosado a prefeito e sua sobrinha Sandra Rosado como vice.

Aguardemos para o resultado desse 2012 com Cláudia Regina (DEM) e Wellington Filho (PMDB).

Aguardemos.

Nota do Blog – Bom deixarmos claro que esse “avanço” do DEM não é uma questão de estratégia, mas resultado da força das circunstâncias e conjuntura.

A prioridade do casal Carlos Augusto Rosado (DEM)-Rosalba Ciarlini (DEM) era botar a vice-prefeita Ruth Ciarlini (DEM) como candidata. Porém, como a ala comandada pelo prefeito de fato de Mososró, Gustavo Rosado (PV), acabou vetando a renúncia da prefeita de direito Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”, para viabilizar legalmente a postulação de Ruth, o grupo teve que recuar.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
sexta-feira - 04/05/2012 - 10:57h
Governo Rosalba

A hora da ‘Dupla sertaneja’ Carlos Augusto & Augusto Carlos

O zunzunzum na capital do estado aponta para um novo ciclo de mudanças no secretariado da governadora Rosalba Ciarlini. Seria um “choque de gestão”, outro, a começar por novos nomes no governo.

A maior novidade seria o desembarque do ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM), tido como governador de fato, num cargo de verdade, posto no organograma do Estado.

Ele entraria no lugar do professor José Anselmo de Carvalho, conhecido como “Cabo Anselmo”, na chefia de Gabinete Civil, espaço praticamente contíguo à sala da governadora.

Para a pasta da Justiça e Cidadania iria Carlos Augusto Viveiros, ex-deputado federal que integrou equipe inicial da prefeita natalense Micarla de Sousa (PV). É homem da estrita confiança do senador José Agripino (DEM).

Enfim, vamos aguardar se aparece essa ‘dupla sertaneja’… Carlos Augusto & Augusto Carlos. O governo precisa que ela entre em ação e não desafine na orquestra da “Rosa”.

Nota do Blog – Desde o final do seu quarto e último mandato eletivo em 1994, que Carlos Augusto oficialmente não ocupa qualquer cargo público, de origem eletiva ou comissionada.

Mas tem experiência como “auxiliar”. Foi denominado de “supersecretário” de Serviços Urbanos na segunda gestão do tio Dix-huit Rosado (1973-1976) em Mossoró, o que lhe ajudou a ser catapultado para a Assembleia Legislativa.

A última aparição como político, em vias de mandato, foi em 2002, portanto há quase 10 anos, quando foi candidato a vice-governador de Fernando Bezerra (PTB), mas perdendo feio. Ficaram em terceiro lugar, atrás de Fernando Freire (PMDB)-Laíre Rosado (PMDB)  e da vitoriosa chapa Wilma de Faria (PSB)-Antônio Jácome (PSB)..

Compartilhe:
Categoria(s): Política
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
segunda-feira - 19/12/2011 - 17:49h
Hoje

Um amigo que se vai – Valtércio Anunciato da Silveira

Hoje pela manhã, em trânsito, meu celular acumulou uma série de ligações não completadas. Depois, a notícia: morreu o engenheiro Valtércio Anunciato da Silveira, 54, ex-candidato a prefeito de Mossoró em 1996.

Perdi um amigo. Inteligente, loquaz, inteiro. Divergente, convergente.

Valtércio sofreu problema cardíaco no sítio Quixaba, Governador Dix-sept Rosado, onde vivia de forma reclusa há alguns anos. O fato teria acontecido por volta de 9h.

Foi socorrido, mas não houve como reanimá-lo.

Seu corpo está sendo velado na Capela de São Vicente, Centro de Mossoró.

Às 8h dessa terça-feira (20), será sepultado no Cemitério São Sebastião – Centro de Mossoró.

Valtércio foi secretário de Obras do prefeito Dix-huit Rosado e candidato, com seu apoio, à Prefeitura de Mossoró. À ocasião, teve votação modestíssima, com Rosalba Ciarlini elegendo-se pela segunda vez a prefeito.

Compartilhe:
Categoria(s): Gerais / Política
sexta-feira - 16/12/2011 - 11:29h
Sonho 2012

Claque vende “atributos” para Larissa ter apoio da “Rosa”

Rosalba e Larissa, no exercício da "meia oposição" (Ivanízio Ramos)

Claque virtual da deputada estadual Larissa Rosado (PSB) espalha, na Web, seus “atributos” para ser o nome da “Rosa” a prefeito de Mossoró. Ou seja, entrega o futuro da pré-candidata aos outros. Terceiriza hipotética vitória nas urnas.

Por essas e por outras que em Mossoró não há oposição. Mistura-se faz-de-conta com aspiração delirante e tudo segue no mesmo 6 e meia dúzia. A ordem dos fatores não altera o produto.

O grupo de Larissa não faz oposição à Rosalba Ciarlini (DEM), mesmo que superficial. Só rosna contra a patota de Fafá & Manos, a prefeita de direito Fátima Rosado (DEM). Na campanha será assim? Pode ser, é possível. Quem sabe?

Em 1988, Laíre Rosado, pai de Larissa, passou meses esperando apoio do prefeito Dix-huit. Quando abriu olhos, perdeu pleito municipal para a estreante Rosalba, que recebeu reforço na reta final justamente de Dix-huit, o prefeito.

O grupo de Larissa cai na mesma conversa mole, no cerca-lourenço, no me engana-que-eu-gosto. Espera por Rosalba. Quando acordar, bye bye!

Como diz uma célebre assertiva filosófica: “a história se repete”.

Mossoró só tem um lado e meia oposição. “Alternativo”? Só táxi e vans de outras plagas que circulam em suas ruas e avenidas diariamente no leva-e-traz de gente.

Compartilhe:
Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog / Política
  • San Valle Rodape GIF
domingo - 23/10/2011 - 19:12h
Alma Rosado

História mostra que vice, autônomo, não tem vida mansa

Vice com autonomia, que procura projeção própria – capaz de eclipsar o titular – não agrada à alma Rosado. Nem o próprio sangue escapa de sua fúria.

Prefeito de Mossoró pela terceira vez (1992-1996), Dix-huit Rosado despejou sua sobrinha e vice, Sandra Rosado (então no PMDB), pela via judicial.

Botou-a na rua, com todos os picuás.

Rachados politicamente, os dois passaram a ter entrechoques crescentes.

Dix-huit resolveu tirá-la até do gabinete que ocupava, prosaicamente chamado de “Vice-prefeitura”.

Portanto, não é para o vice-governador Robinson Faria (PSD) ficar assim tão amuado. Ele não está só, não é o primeiro e não será o último.

É da alma Rosado.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
domingo - 25/09/2011 - 10:06h

Só Rindo (Folclore Político)

O caixão de Mário

Candidato novamente à Câmara Federal, em 1998, o herdeiro político do ex-prefeito mossoroense Dix-huit Rosado, industrial Mário Rosado, enfrenta uma campanha difícil. Pela primeira vez está sem a retaguarda do pai.

Como em toda corrida pelo voto, não faltam os pedintes profissionais, mestres da mendicância.

Mário, pão-duro empedernido, não cai na tentação de empalmar a mão.

– Doutor Mário, minha mãe morreu – suspira um circunstante diante do candidato, com olhos decaídos, boca em forma de bico, manifestando em trejeitos o seu sofrimento.

Na tentativa de despistar o inoportuno eleitor, Mário usa velho lugar-comum à ocasião: “Amigo, meus pêsames!”

O pedinte insiste. Não dá trégua ao candidato. Vai pro ataque decisivo, lhe pedindo dinheiro para pagar o caixão.

– Passe daqui a um mês. Vou ver o que posso fazer – reage Mário Rosado.

Aí o pedinde apela: “Então, doutor, arranje aí R$ 1,00 para comprar de sal!”

Estático, o candidato é obrigado a lhe indagar: “Sal pra quê?”

A resposta de humor negro vem a seguir:

– Vou salgar a velha pra ver se o corpo aguenta até lá!

 

Compartilhe:
Categoria(s): Folclore Político
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 18/09/2011 - 09:30h

Só Rindo (Folclore Político)

Vingt não para

O deputado federal Vingt Rosado é o principal orador de uma campanha que tem o irmão Dix-huit Rosado como candidato a prefeito pela segunda vez. Mas não faltam “lideranças” desejando capitalizar prestígio ao lado do líder.

A cada comício é uma inundação de oradores.

Para disciplinar os discursos, tenta-se estabelecer um tempo mínimo de fala para cada um.

Vingt prolonga-se em mais um pronunciamento. Mas quem é doido de se meter a questioná-lo? Quem se atreve a lembrá-lo do excesso ao microfone?

Entretanto, o neto mirrado de um empresário que que está no palanque, insistentemente passa a puxá-lo pela perna da calça. Uma, duas, três vezes… Vingt enfeza-se, mas continua falando.

O menino não lhe dá trégua. Segue no entretenimento particular.

Aí o deputado cisca com a perna molestada e ruge, em pleno discurso:

– Eu não paro, não! Tão (sic) mandando eu parar, mas eu não paro!

Compartilhe:
Categoria(s): Folclore Político
terça-feira - 13/09/2011 - 16:46h
João Batista Xavier

Ex-candidato a prefeito e a vice vai se filiar ao PT

Ex-candidato a prefeito de Mossoró em 1982 e ex-candidato a vice-prefeito em 1992, o professor João Batista Xavier vai se filiar ao PT.

Será no dia 29 próximo, às 17h, em evento marcado para a Associação Atlética Banco do Brasil (AABB).

À ocasião, a principal estrela desse evento partidário, será o reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), professor Josivan Barbosa.

Nota do Blog – João Batista Xavier disputou a Prefeitura de Mossoró em 1982, pelo MDB, numa conjuntura político-legal bem atípica, num tempo em que era mais fácil saber quem era quem.

Mesmo assim, alguns acontecimentos tornaram a disputa bastante confusa.

Candidato do aluizismo, praticamente foi “cristianizado” pelo candidato a governador, Aluízio Alves (MDB), que precisava do apoio indireto do deputado federal Vingt Rosado (Arena) para se eleger.

Vingt pregou o “voto camarão”, ou seja, para que seus eleitores não votassem no candidato a governador José Agripino (Arena), que não apoiava. Cortassem a cabeça da chapa, como se faz a um crustáceo dessa espécie, o camarão.

A legislação não permitia votar em candidatos de partidos diferentes. Daí a “troca” de favores entre Aluízio e Vingt. Aluízio não apoiava como devia João Batista e Vingt pedia para cortar a cabeça da chapa, por não poder votar em Aluízio.

Esse casuísmo ajudou Agripino – mesmo assim – a ser eleito governador com mais de 107 mil votos de maioria sobre Aluízio e o irmão de Vingt, Dix-huit Rosado, ganhar de João Batista Xavier a prefeito.

Dix-huit obteve 21.510 votos (41,68%), contra 15.466 (29,97%) de João Batista Xavier. Maioria de 6.044 votos.

Aluízio venceu Agripino em Mossoró com 21.037 votos (40,76%), contra 17.571 (34,05%) do adversário. Maioria de 3.466.

Em 1992, João (no PCB) fez parte da chapa à prefeitura com o empresário Luiz Pinto (PFL), então vice-prefeito, apoiado pela prefeita na época, Rosalba Ciarlini (também PFL, hoje DEM).

Perderam para Dix-huit Rosado (eleito pela terceira vez) e sua sobrinha, a hoje deputada federal Sandra Rosado (à ocasião no PMDB, hoje PSB).

 

Compartilhe:
Categoria(s): Política
  • Execom - PMM - Banner - Março de 2026
sexta-feira - 12/08/2011 - 11:08h
Em Mossoró

PCdoB anuncia chegada de ex-candidato a vice-prefeito

O artista plástico Rogério Dias irá se filiar ao PCdoB. O compromisso de filiação aconteceu na noite da quinta-feira passada (11 de agosto), durante uma reunião com representantes do partido, realizada na casa do próprio artista.

Rogério Dias possui uma histórica política no cenário local. Fundador do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) em Mossoró, ele foi candidato a vice-prefeito nas eleições de 1982, em chapa encabeçada pelo professor João Batista Xavier.

Perderam a eleição para a chapa Dix-huit Rosado-Sílvio Mendes.

Anos depois, junto com o advogado Paulo Linhares, ele fundou o Partido Socialista Brasileiro (PSB) em Mossoró. Mas a exemplo do que ocorreu no PMDB, se sentiu isolado e afastou-se da militância política.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
sábado - 30/07/2011 - 09:36h
Filosofia política

O poder e a “bunda”, segundo Dix-huit Rosado

Longevo e experiente político mossoroense que morreu quando vivenciava o terceiro mandato como prefeito de sua cidade, Dix-huit Rosado costumava fazer digressões sobre o poder.

– Quando alguém bota a ‘bunda’ na cadeira, a coisa muda – repetia ele a privilegiados interlocutores, salientando o que é a fascinação do mando.

Para bom entendedor, fica o recado.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
Home | Quem Somos | Regras | Opinião | Especial | Favoritos | Histórico | Fale Conosco
© Copyright 2011 - 2026. Todos os Direitos Reservados.