terça-feira - 10/03/2026 - 18:20h
PCC e CV

EUA preparam ‘‘xeque-mate’’ contra facções brasileiras

Mauro Vieira e Marco Rubio: o que é e o que não é organização terrorista (Foto: Embaixada dos EUA)

Mauro Vieira e Marco Rubio: o que é e o que não é organização terrorista (Foto: Embaixada dos EUA)

The News para o BCS

A regras do jogo podem mudar… Fontes apontam que o governo Donald Trump está finalizando os trâmites para classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO).

O que muda na prática? A medida tira as facções da gaveta de “crime comum” e as coloca no radar das medidas contraterrorismo.

Isso dá aos EUA o poder legal de congelar ativos, bloquear contas bancárias e impedir qualquer transação financeira desses grupos em solo americano. A expectativa é que tudo esteja oficializado em até 14 dias.

A reação em Brasília não foi muito positiva…

O chanceler Mauro Vieira já ligou para Rubio tentando explicar que as facções buscam lucro, não ideologia política — o que, em tese, as afastaria do conceito de “terrorismo”.Para o Itamaraty, a questão é um efeito dominó. Se o PCC e o CV forem considerados terroristas, os EUA ganham uma “chave mestra” jurídica que permite até o uso de inteligência militar e operações unilaterais na região, sem precisar pedir licença.

Quem é contra aponta que isso abriria brecha para um imperialismo, ou seja, intervenção dos EUA em um espaço de soberania brasileira.

Quem é a favor diz que uma ajuda norte-americana pode ajudar a reverter uma guerra quase perdida do Estado contra o crime organizado.

Fazendo um rápido paralelo para ficar ainda mais claro, em janeiro, o uso de uma estratégia bem similar culminou na captura de Nicolás Maduro, na Venezuela.

Zoom out: O anúncio deve acontecer em meio às negociações para a ida de Lula a Washington. A classificação pode transformar uma visita diplomática em uma saia justa de proporções continentais.

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Categoria(s): Política
terça-feira - 03/03/2026 - 10:02h
EUA

Ataque militar é tratado com raciocínio infantil

Trump faz o óbvio dos interesses dos EUA, mas muitos infantilizam e repetem raciocínio infantil (Foto: Arquivo)

Trump faz o óbvio dos interesses dos EUA, mas muitos infantilizam e repetem raciocínio infantil (Foto: Arquivo)

Chega a ser infantil o raciocínio que muitos espalham, em redes sociais, sobre o ataque dos EUA ao Irã, suplementado por Israel.

Há quem acredite que o presidente norte-americano Donald Trump lidera essa ofensiva por princípios democráticos, senso de justiça e defesa dos direitos humanos.

Bem pertinho, ali mesmo na região do Oriente Médio, os EUA têm aliados com a mesma sanha despótica e hábito opressor que bem definem o Irã. Mas, o tratamento é outro inversamente proporcional.

Interesses econômicos e geopolíticos pautam mais essa frente militar.

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  • Repet
quarta-feira - 07/01/2026 - 07:44h
Lógica do jogo

O novo poder em que uns mandam e outros apenas obedecem

Trump manda e Delcy obedec. Simples assim (Fotomontagem da AFP)

Trump vai dando as cartas e Delcy obedece, num misto de poder. Simples assim (Fotomontagem da AFP)

Do The News para o BCS

Delcy Rodríguez? Donald Trump? Marco Rubio? Quatro dias após a operação que capturou o ditador Nicolás Maduro, ainda não se sabe ao certo quem dita as regras na Venezuela.

Por um lado, você pode responder Delcy Rodríguez. Empossada como presidente interina, a então vice de Maduro e apoiadora do chavismo tenta caminhar numa corda bamba.

Por outro, você poderia dizer Trump. Até porque ele respondeu um simples e direto “Eu”, quando perguntado sobre quem governa o país.

Mas a resposta que parece mais próxima da realidade é… Um mix dos dois. O presidente americano declarou que não haverá eleições na Venezuela nos próximos 30 dias, mantendo indiretamente Delcy no poder.Pode parecer contraintuitivo, uma vez que, em público, ela fala em independência e critica a ação americana. Porém, nos bastidores, a presidente interina mantém canais abertos com Washington e até já sinalizou “cooperação”.

Paz pública e petróleo na mão

Eleições imediatas, assim como entregar o poder à oposição, poderia causar revolta das forças militares, que são alinhadas ao regime de Maduro.

Trump parece querer evitar um caos civil para que as petroleiras americanas consigam retomar suas atividades na Venezuela sem sofrerem pressão.

Bottom-line: Ele estima que, só para “consertar” a infraestrutura do setor, elas devem demorar 18 meses. Na noite de ontem, o presidente americano publicou em suas redes afirmando que a Venezuela concordou em entregar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo “de alta qualidade” aos EUA.

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Categoria(s): Política
sábado - 03/01/2026 - 06:50h
Internacional

Trump anuncia ataque à Venezuela e captura de Maduro

Maduro é ditador venezuelano e Trump mostra força do imperialismo (Foto: Jesus Vargas e Aaron SchwartzCNPBloombergGetty Images)

Maduro é ditador e Trump mostra força do imperialismo (Foto: Jesus Vargas e Aaron Schwartz/CNP/Bloomberg/Getty Images)

Do G1 e CNN

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que forças americanas realizaram um ataque de grande escala contra a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro. A declaração foi feita em uma rede social.

“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea.”

De acordo com Trump, a ação foi conduzida em conjunto com as forças de segurança americanas. O presidente não informou para onde Maduro e a mulher foram levados.

Trump afirmou ainda que mais detalhes sobre a operação serão apresentados durante uma coletiva de imprensa marcada para as 13h, horário de Brasília.

Uma série de explosões atingiu Caracas, capital da Venezuela, na madrugada deste sábado. Segundo a Associated Press, ao menos sete explosões foram ouvidas em Caracas em um intervalo de cerca de 30 minutos.

Moradores de diferentes bairros relataram tremores, barulho de aeronaves e correria nas ruas. Parte da cidade ficou sem energia elétrica, principalmente nas proximidades da base aérea de La Carlota, no sul da capital.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram colunas de fumaça saindo de instalações militares e aeronaves sobrevoando Caracas em baixa altitude.

Venezuela acusa os EUA

Logo após as explosões, o governo da Venezuela publicou um comunicado afirmando que o país estava sob ataque. Segundo a nota, o presidente Nicolás Maduro convocou forças sociais e políticas a ativar planos de mobilização.

“O presidente Nicolás Maduro assinou e ordenou a implementação do decreto que declara o estado de Comoção Exterior em todo o território nacional, para proteger os direitos da população, o pleno funcionamento das instituições republicanas e passar de imediato à luta armada”, diz o texto.

“O país deve se ativar para derrotar esta agressão imperialista.”

O governo venezuelano afirmou ainda que o objetivo da operação americana seria tomar recursos estratégicos do país, principalmente petróleo e minerais. No comunicado, Caracas disse que os EUA tentam impor uma “guerra colonial” e forçar uma “mudança de regime”.

Por fim, a Venezuela declarou que se reserva ao direito de exercer legítima defesa e convocou governos da América Latina e do Caribe a se mobilizarem em solidariedade ao país.

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quinta-feira - 20/11/2025 - 21:50h
Economia e política

EUA retiram tarifa de 40% de café, frutas e outros produtos do Brasil

Arte ilustrativa gerada com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Arte ilustrativa gerada com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Do g1

Os EUA anunciaram nesta quinta-feira (20) a retirada da tarifa de 40% de alguns produtos brasileiros. A decisão foi publicada pela Casa Branca (veja a íntegra do documento).

A medida beneficia carne bovina, café, açaí, cacau diversos outros produtos. São mais de 200 itens que foram acrescentados à lista anterior de exceções do tarifaço imposto ao Brasil.

A retirada da tarifa vale para produtos que chegaram aos Estados Unidos a partir de 13 de novembro.

A data coincide com a reunião entre o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, quando o tema foi discutido.

Na semana passada, o governo Trump já havia reduzido as tarifas de importação de cerca de 200 produtos alimentícios, para vários países. No caso do Brasil, a alíquota havia caído de 50% para 40%.

Diferentemente da ordem executiva da semana passada, que era global, a decisão de hoje se aplica somente ao Brasil.

Na ordem desta quinta, Trump cita a conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no início de outubro, e afirma que a retirada das tarifas é resultado das negociações entre os dois governos.

“Em 6 de outubro de 2025, participei de uma conversa telefônica com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, durante a qual concordamos em iniciar negociações para abordar as preocupações identificadas no Decreto Executivo 14323. Essas negociações estão em andamento”, diz Trump no documento.

“Também recebi informações e recomendações adicionais de diversos funcionários […] em sua opinião, certas importações agrícolas do Brasil não deveriam mais estar sujeitas à alíquota adicional […] porque, entre outras considerações relevantes, houve progresso inicial nas negociações com o Governo do Brasil“, acrescenta o presidente.

O governo do Brasil comemorou a retirada da tarifa. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que está “muito feliz porque o presidente Trump começou a reduzir a taxação de alguns produtos brasileiros”. “Essas coisas vão acontecer à medida que a gente conversa”, afirmou.

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Categoria(s): Economia / Política
terça-feira - 28/10/2025 - 09:02h
Política e economia

Mercados disparam com encontro Lula-Trump e eleição argentina

Lula, Trump e Milei agradaram o mercado (Fotos: Arif Kartono-AFP, Franck Robichon Anadolu-AFP, Luis Robayo-AFP)

Lula, Trump e Milei agradaram o mercado (Fotos: Arif Kartono/AFP, Franck Robichon Anadolu/AFP e Luis Robayo/AFP)

Do Canal Meio e outras fontes

O dia seguinte ao encontro dos presidentes Lula e Donald Trump na Malásia e à surpreendente vitória de Javier Milei nas eleições legislativas impactou diretamente — e de forma bastante positiva — os mercados das duas maiores economias da América do Sul. Tanto no Brasil quanto na Argentina, as bolsas quebraram recordes históricos, deram sinais de otimismo e reduziram os temores de crises futuras, ao menos no curtíssimo prazo. No Brasil, o Ibovespa subiu 0,55% e por pouco não cruzou a inédita barreira dos 147 mil pontos.

Embalado pela possibilidade de uma redução nas tarifas aos produtos brasileiros, o dólar também recuou 0,42% e fechou o dia cotado a R$ 5,37.

Mas foi na Argentina que os mercados tiveram os maiores impactos, com a improvável vitória do partido de Milei nas eleições legislativas. Por lá, a Bolsa de Buenos Aires subiu incríveis 31% — e em dólares —, a maior alta diária em mais de 30 anos. Tanto o risco-país quanto o dólar também recuaram. (InfoMoney e Clarín)

Apesar das reações otimistas sobre o domingo, nada de concreto entre Lula e Trump foi acertado. Trump voltou a elogiar Lula, deu parabéns ao presidente brasileiro, mas evitou se comprometer com qualquer acordo econômico com o país. “Tivemos uma reunião muito boa, vamos ver o que acontece. Não sei se alguma coisa vai acontecer, mas veremos. Eles gostariam de fazer um acordo. Vamos ver, agora mesmo eles estão pagando, acho que 50% de tarifa”, disse Trump. Lula, por sua vez, afirmou estar otimista com os acordos vindouros e que as negociações finais se darão entre ele e o presidente americano. (g1)

Esperança

Para o Brasil, no entanto, os avanços foram significativos no sentido de que um cronograma foi estabelecido para discutir os empecilhos tarifários após meses de impasse. Segundo o chanceler Mauro Vieira, Trump se comprometeu a instruir sua equipe econômica a iniciar as tratativas “nas próximas semanas”, em busca de um acordo que possa revisar as tarifas impostas às exportações brasileiras.

“Esse será o primeiro passo do processo negociador — o encontro com os três membros da delegação americana. Vamos definir um cronograma e os setores sobre os quais vamos conversar para que possamos avançar”, explicou Vieira. O Brasil pretende solicitar formalmente a suspensão temporária das tarifas enquanto as negociações estiverem em curso. Ainda não há, contudo, previsão de quando ou se essa medida será implementada. (CNN Brasil)

Milei surpreende

Na Argentina, o partido de Milei conseguiu uma vitória expressiva, inclusive na província de Buenos Aires, tradicional reduto peronista, e agora avança na tentativa de conquistar a maioria no Legislativo. Ele descartou qualquer aliança com Axel Kicillof, governador de Buenos Aires e liderança em ascensão do kirchnerismo/peronismo, afirmando que ele “abraça ideias comunistas”, mas fez acenos a outros governadores de províncias e partidos de centro e centro-direita.

Os 40% de votos obtidos pelo partido de Milei garantem, por exemplo, que o Congresso não conseguirá derrubar vetos, mas o presidente precisará da maioria para implementar suas ambiciosas e polêmicas reformas trabalhista e tributária. (Valor)

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segunda-feira - 27/10/2025 - 07:34h
Política

Lula encontra Trump e prevê ‘acordo rápido’; veja repercussão

Trump e Lula se encontraram nesse domingo (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Trump e Lula se encontraram nesse domingo (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Do Canal Meio e outras fontes

“Se depender do Trump e de mim, vai ter acordo.” Foi assim que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva resumiu nesta madrugada a jornalistas o encontro de cerca de 50 minutos que teve na véspera com o colega americano para discutir a maior crise em mais de 200 anos de relações bilaterais. Os dois se reuniram em Kuala Lumpur, na Malásia, onde participaram de uma conferência. Classificando a conversa como “surpreendentemente boa”, o presidente brasileiro reconheceu o direito dos EUA de imporem tarifas comerciais, mas disse que, em relação ao Brasil, a medida foi tomada com base em informações erradas.

Nas próximas semanas, representantes dos dois governos vão se reunir para tentar um acordo comercial. Lula disse ainda que os dois conversaram sobre a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe e que explicou a Trump que o processo “foi muito sério, com provas bem contundentes” e que Bolsonaro “faz parte do passado da política brasileira”. (g1)

Como nos primeiros encontros entre os dois, o tom foi amistoso, leve e cordial. Trump demonstrou ter conhecimento sobre a história de Lula e fez comentários sobre o tempo em que o presidente brasileiro ficou preso, além do fato de Lula ter sido presidente do Brasil por outras duas vezes. Mas Lula parece não ter conseguido alcançar um objetivo importante: convencer Trump a participar da COP30, que ocorre em novembro, em Belém. (CNN Brasil)

Donald Trump usou as redes sociais para comentar suas impressões sobre a reunião com Lula. De acordo com ele, Brasil e EUA estão muito próximos de “fechar acordos muito bons”. A declaração foi divulgada pela Casa Branca em sua conta oficial na rede X e veio acompanhada de uma foto de Lula e Trump apertando as mãos. “É uma grande honra estar com o presidente do Brasil”, diz a legenda da postagem. Perguntado por jornalistas após o encontro sobre Bolsonaro, Trump disse que sempre gostou do ex-presidente. “Me sinto muito mal pelo que aconteceu com ele”, afirmou. (Globo)

Repercussão

Como era de se esperar, o encontro repercutiu ao longo do domingo no mundo político brasileiro. Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), elogiaram a iniciativa. “Quando líderes escolhem conversar, a História agradece”, escreveu o deputado, enquanto Alcolumbre classificou a reunião como “muito positiva”. O governo comemorou, com a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), dizendo ter sido “um gol” de Lula.

Já os bolsonaristas se apegaram à menção ao ex-presidente na conversa. “Lula encontra Trump e, na mesa, um assunto que claramente incomoda o ex-presidiário: BOLSONARO”, publicou o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está desde fevereiro nos EUA. (Estadão)

Andreia Sadi: “No entorno de Bolsonaro, a foto de Lula e Trump é vista como derrota; já o Planalto trata Eduardo como cabo eleitoral. A avaliação, em ambos os lados, é de que imagem consolida interpretação de que petista ocupou o espaço de interlocução com o norte-americano”. (g1)

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sexta-feira - 17/10/2025 - 07:28h
Em novembro

Representantes de Lula e Trump preparam reunião dos dois líderes

Chanceler brasileiro Mauro Vieira e o secretário de Estado americano, Marco Rubio, em conversa nos EUA (Foto: Ministério das Relações Exteriores)

Chanceler brasileiro Mauro Vieira e o secretário de Estado americano, Marco Rubio, em conversa nos EUA (Foto: Ministério das Relações Exteriores)

Do Canal Meio e outras fontes

O tão esperado encontro entre o chanceler brasileiro Mauro Vieira e o secretário de Estado americano, Marco Rubio, acabou tratando mais das preparações para o encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump do que de discussões práticas acerca do tarifaço imposto pelos EUA ao Brasil. Desde que Trump decidiu sancionar o país, esta foi a primeira reunião entre representantes de alto escalão dos dois governos. De acordo com Mauro Vieira, o encontro durou mais de uma hora e, na maior parte do tempo, os dois estiveram acompanhados de assessores técnicos. Rubio e Vieira, no entanto, ficaram sozinhos por cerca de 20 minutos. O chanceler brasileiro afirmou que as conversas foram “produtivas” e disse que Lula e Trump devem se encontrar pessoalmente em novembro. (Metrópoles)

 

Havia uma grande expectativa por parte da comitiva brasileira sobre como seria o tratamento dispensado ao chanceler Mauro Vieira por Marco Rubio, um dos assessores de Trump com fortes ligações com o movimento Maga, base de apoio do presidente americano. Ao longo dos últimos meses Rubio tem sido especialmente vocal nas críticas ao governo brasileiro e aos rumos do julgamento que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro a mais de 27 anos de prisão.

O encontro entre os dois foi “extremamente cordial”, segundo relatos de assessores que participaram da reunião. Temas práticos sobre negociações a respeito do tarifaço acabaram ficando fora da pauta, mas houve o acordo de que técnicos dos dois países vão analisar as questões para levar à mesa de negociações. (g1)

Em nota conjunta, as duas partes concordaram em organizar uma reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump “na 1ª oportunidade possível” (Poder 360)

Um dos temas que entrarão na pauta de negociações entre Brasil e Estados Unidos são as chamadas terras raras, um conjunto de 17 minerais fundamentais para o processo de transição energética. No Ministério de Minas e Energia, técnicos já preparam estudos para municiar o presidente Lula durante as negociações que devem ocorrer daqui para frente. Nesta quinta-feira, Lula participou da primeira reunião do Conselho Nacional de Política Mineral, comandado pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. (CNN Brasil)

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segunda-feira - 29/09/2025 - 07:32h
Relações internacionais

Apesar dos acenos, governo dos EUA volta a atacar o Brasil

Howard Lutnick e Donald Trump: relações precisam de "consertos"(Foto Mandel Ngan/AFP)

Howard Lutnick e Donald Trump: relações precisam de “consertos”(Foto Mandel Ngan/AFP)

Do Canal Meio e outras fontes

Os últimos dias foram marcados por incertezas sobre se, de fato, o presidente americano Donald Trump e o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva irão se encontrar ou ao menos conversar numa tentativa de distender as tensões que têm marcado a relação entre os dois países nos últimos meses. Ainda sem data, formato ou temas definidos, a reaproximação entre Lula e Trump hoje parece mais distante do que há uma semana, quando os dois se encontraram por intensos 39 segundos, de acordo com o presidente americano, nos bastidores da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Diplomatas brasileiros defendem que, antes de um encontro formal, Lula e Trump conversem por telefone ou videoconferência, numa tentativa de minimizar os riscos de que algo não saia como o esperado devido ao temperamento intempestivo do presidente americano. Neste domingo, mais uma vez, funcionários do alto escalão do governo americano deram provas de que a relação entre Washington e Brasília parece longe de estar pacificada. Howard Lutnick, o secretário de Comércio dos Estados Unidos, disse que as relações com o Brasil precisam de “um conserto”. O secretário ainda colocou o Brasil — junto com Índia e Suíça — em uma lista de países que prejudicam os Estados Unidos. (g1)

O presidente
 brasileiro não fez muito caso das declarações do secretário de Comércio americano. Usou o domingo ensolarado para fazer uma caminhada em homenagem aos 95 anos do Ministério da Educação (MEC) e aproveitou para mais uma vez levantar sua bandeira da hora: a soberania brasileira. “Essa é a caminhada da soberania educacional do Brasil”, disse o presidente, que demonstrou boa forma ao fazer o percurso de 3 km em 31 minutos, alternando pequenos trotes com caminhada. (CNN Brasil)

Enquanto segue em atrito com o Brasil, o governo americano tenta estreitar os laços com a Argentina de Javier Milei e usar o país para frear o avanço chinês na América do Sul. O afastamento da superpotência asiática seria uma das condicionantes impostas por Washington para liberar uma nova linha de empréstimo de US$ 20 bilhões a fim de resgatar a Argentina de mais uma crise cambial que ameaça quebrar o país. A Casa Rosada negou que haja condicionantes para o empréstimo, mas interlocutores próximos a Milei confirmaram que equipes técnicas dos dois países vão se reunir para definir as formas de implementação da ajuda. (Globo)

Para ler com calma. O primeiro ano de governo Trump tem sido marcado também pela maneira agressiva com que tem usado o peso militar e econômico dos Estados Unidos para redefinir a relação com a América Latina, numa ofensiva sem paralelo desde a Guerra Fria. O movimento mistura tarifas, sanções e ataques aéreos contra adversários, enquanto aliados recebem pacotes de ajuda e promessas de cooperação. A estratégia, apelidada por analistas de “Doutrina Donroe”, ecoa a lógica do antigo “quintal americano”, agora moldada pelos objetivos centrais de Trump: frear a imigração, conter o tráfico de drogas e enfrentar a crescente influência chinesa na região.

Presidentes afinados com o discurso trumpista, como Milei e Nayib Bukele, de El Salvador, foram recebidos com entusiasmo e fecharam acordos rápidos. Já líderes como Lula, Nicolás Maduro, na Venezuela, e Gustavo Petro, na Colômbia, enfrentam ataques duros e crescente isolamento diplomático. (Wall Street Journal)

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domingo - 31/08/2025 - 09:02h

Patriotismo reacionário não é nacionalismo

Por Christian Lynch

Foto ilustrativa de Nelson Almeida da AFP

Foto ilustrativa de Nelson Almeida da AFP

Na longa duração, nota-se uma tendência irreversível à integração pela mundialização e à democratização das relações entre países e no interior de cada um — formas políticas cada vez mais livres e igualitárias. À ordem de impérios e colônias sucederam os Estados-nação; às autocracias, as democracias liberais. O processo, porém, não é linear. Alterna fases de expansão — globalização, animada por ideologias cosmopolitas e idealistas — e de retração — desglobalização, guiada por ideologias particularistas e “realistas”. Renascimento, Iluminismo, Belle Époque e pós-Guerra Fria foram fases de expansão; Contrarreforma, Restauração e o “curto século 20” (1914-1989), de retração.

Nos últimos dez anos consolidou-se novo ciclo de desglobalização, conduzido por setores outrora dominantes que se julgam prejudicados pelo nivelamento anterior. No plano internacional, querem conter novas potências; no doméstico, frear grupos historicamente subalternizados. É nesse cenário que florescem ideologias nacionalistas nos EUA e na Europa, potências que se percebem em declínio. A extrema direita recorre a revisionismos históricos para reabilitar hierarquias étnicas, culturais e religiosas — a chamada “guerra cultural”.

Esses movimentos, contudo, variam conforme o contexto. Nos EUA, fala-se em “nacionalismo cristão”: projeto de restauração da glória nacional, que legitima governos de exceção e políticas imperialistas agressivas, sustentado na mística do Destino Manifesto. Parte da ideia de que a decadência decorreu do abandono da matriz europeia, cristã e empresarial que, no século 19, fez do país uma superpotência, substituída no pós-guerra por políticas cosmopolitas voltadas a negros, mulheres e hispânicos. A solução seria restaurar antigas hierarquias.

Esse nacionalismo integra a chamada Internacional Facho-Reacionária, que articula governos e militantes autoritários — de Netanyahu e Orbán a Milei e Bolsonaro. Ao mesmo tempo, a violência do imperialismo norte-americano desperta resistências que também se expressam em nacionalismos.

No Brasil, dizer que o lulismo arrebatou a bandeira nacionalista da extrema direita é erro. O patriotismo bolsonarista nunca foi nacionalista e, até onde eu saiba, nunca reivindicou esta condição, nem esta palavra. Disseram-se sempre “patriotas”, e com razão.

Nacionalismo quer dizer valorização da nação como expressão de uma entidade nacional singular por suas características culturais. Mas ele se apresenta de forma diversa nos países cêntricos e nos países periféricos. Nestes últimos, o nacionalismo não se apresenta na forma de uma mística de superioridade cultural, nem como tradução no exterior de uma política imperialista. Ao contrário, nacionalismo se apresenta tradicionalmente como uma reação voltada para garantir a sobrevivência da nacionalidade num contexto de agressão do imperialismo estrangeiro.

Nada melhor do que recorrer aqui àquele que pode ser considerado o pai do nacionalismo brasileiro, Alberto Torres. O patriotismo era definido por ele em 1914 como o sentimento de solidariedade entre os brasileiros, o elo afetivo que ligava as pessoas numa história comum. O nacionalismo era o passo seguinte: transformar esse sentimento em programa de ação, disciplinando a sociedade, fortalecendo as instituições, protegendo a economia e conservando as riquezas naturais. Em Torres, portanto, patriotismo e nacionalismo não se opõem — complementam-se. O primeiro é sentimento; o segundo, doutrina prática. O sentimento patriótico leva ao nacionalismo, movimento político que põe a nação acima de tudo. É neste sentido que falam os nacionalistas brasileiros, quando se referem inclusive ao que querem dizer por patriotismo.

Pergunta-se : é possível falar em nacionalismo cristão?

Em regra, não. Trata-se de um oxímoro, ou seja, uma junção de palavras cujos significados são contraditórios. Um nacionalismo cristão seria aquele que consagraria o cristianismo como a característica suprema da cultura nacional, devendo seus mandamentos prevalecer na tomada de toda e qualquer decisão política. A política fica assim sujeita à sanção última de autoridades religiosas e não daquelas representativas da particularidade da nação. E o cristianismo é, por definição, universalista, porque foi Deus que criou o universo e incumbiu depois sua igreja, centralizada no Vaticano e tendo o papa como seu representante supremo, de preservar a integridade da ordem por Ele criada. É por isso que em regra não se pode falar de nacionalismo cristão, porque o cristianismo é universalista e o nacionalismo, por óbvio, não.

Há, porém, duas exceções possíveis. A primeira é a Itália, que pode falar em nacionalismo cristão, ao menos de matriz católica, porque o Vaticano fica dentro do seu território, em Roma. Da mesma forma, pode-se falar de nacionalismo cristão nos Estados Unidos, potência cuja matriz religiosa é originariamente protestante. Suas autoridades eclesiásticas supremas estão dentro do país, e os católicos que o seguem não reconhecem a autoridade papal desde que a Igreja deixou de ser reacionária na década de 1960. Principal potência mundial, a autoridade religiosa última dos reacionários norte-americanos está hoje reunida naquela de seu atual chefe de Estado: Donald Trump. Trump é o chefe da Internacional Reacionária, que faz hoje as vezes de uma igreja ou congregação universal, da qual figura como papa. Não à toa, por ocasião da eleição do papa Leão XIV, Trump se fez apresentar em suas redes sociais paramentado como sumo pontífice em seu lugar.

O presidente dos Estados Unidos, para os reacionários, é ao mesmo tempo autoridade religiosa máxima do mundo. Por isso mesmo, no resto do mundo, não se pode falar em nacionalismo cristão. Os reacionários brasileiros não podem ser “nacionalistas”, porque colocam a religião e, por extensão, a autoridade da igreja acima da nação e das autoridades seculares que representam.

E a autoridade suprema da igreja, como centro decisório último da política legítima, está fora do território nacional, assentado na Casa Branca. Como universalistas, porém, os reacionários podem ser “patriotas”, exigindo como pressuposto de patriotismo, porém, que seu amor ao Brasil decorra primariamente de seu pertencimento ao cristianismo.

Não por acaso, um dos mais célebres doutrinários reacionários do século 20 brasileiro, Gustavo Corção, foi um crítico virulento do nacionalismo, tal como entendido por Alberto Torres. O patriotismo exigia que a pátria fosse cristã, e cristãos os cidadãos da pátria. O nacionalista era um vicioso, que não amava a pátria real, mas uma invenção abstrata do que a pátria deveria ser. Idolatrava uma pátria futura e se fechava à justiça universal de Cristo, cujo supremo guardião era o papa assentado no Vaticano. O patriotismo, ao contrário, era uma virtude moral, prolongamento do amor e reverência à autoridade do pai de família e de fidelidade ao passado, baseado em uma ordem supostamente natural representada pela família, pela paróquia, pelas instituições corporativas municipais. Dispensável acrescentar que Corção foi um dos maiores entusiastas do golpe militar de 1964.

Daí por que o patriotismo bolsonarista, orientado por um universalismo periférico reacionário, não é nacionalista, mas universalista de tipo entreguista, não tendo qualquer escrúpulo em recorrer à intervenção estrangeira para garantir que o Brasil seja governado de acordo com os princípios divinos do nacionalismo cristão… dos norte-americanos. Assim como, para os reacionários do passado, não era demérito nenhum que o Brasil fosse uma província de Roma, com o papa dando as ordens na nossa política interna, para os reacionários de hoje, também não é nenhum demérito ser satélite ou província dos EUA, como são o Panamá ou Porto Rico.

É desse barro que é feito o tal patriotismo da extrema direita brasileira.

Christian Lynch é cientista político, editor da revista Insight Inteligência e professor do IESP-UERJ

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Categoria(s): Artigo / Opinião
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terça-feira - 19/08/2025 - 07:14h
Exportação

Grandes grupos salineiros seguem angustiados com taxação dos EUA

Setor salineiro está asfixiado (Foto: Anderson Barbosa)

Setor salineiro perdeu competitividade nos EUA e o problema é seriíssimo (Foto: Anderson Barbosa/Arquivo)

Pelo menos cinco grandes grupos salineiros do RN estão maquinando saídas para a restrição imposta pelo tarifaço de 50% dos Estados Unidos a produtos brasileiros. Problema é seriíssimo.

Os EUA respondem por 47% de todos os negócios que a indústria salineira tem com o exterior, sendo o maior importador de sal do mercado com participação de 27% dos embarques.

Estados Unidos consomem cerca de 16 milhões de toneladas de sal importado e têm um consumo total de aproximadamente 50 milhões de toneladas anuais. O mercado brasileiro responde por ano com cerca de 7 milhões de toneladas.

Um exemplo desse problema é a logística pelo Terminal Salineiro de Areia Branca, o Porto Ilha-Intersal. Um volume de 58% do sal embarcado tem destinação ao exterior, com 27% dele exportados para os norte-americanos.

O impasse político, com arroubos de lado a lado, compromete uma cadeia produtiva com cerca de 4 mil empregos diretos somente no RN, estado que responde por 98% do sal brasileiro. Sem competividade, essa commodity (produto primário) perde espaço para Chile, Egito, Namíbia e México no ‘gosto’ do governo do presidente Donald Trump, que os taxa com tarifas bem inferiores à imposta ao Brasil.

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segunda-feira - 11/08/2025 - 09:26h
Crise sem fim

Governo Trump ataca Moraes e julgamento de Bolsonaro pode ir a 2026

Christopher Laudau, vice-secretário do departamento de Estado dos Estados Unidos (Foto: Reprodução do X)

Christopher Landau, vice-secretário do departamento de Estado dos Estados Unidos (Foto: Reprodução do X)

Do Canal Meio e outras fontes

O governo americano voltou a atacar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Desta vez, o autor da postagem original — republicada em português pela conta da embaixada americana no X — foi o vice-secretário do Departamento de Estado dos EUA, Christopher Landau.

De acordo com ele, Alexandre de Moraes “destruiu a histórica relação de proximidade entre o Brasil e os Estados Unidos”. O texto ainda afirma que Moraes concentra “poderes ditatoriais” no Brasil. O Itamaraty reagiu com uma nota, afirmando que viu na postagem “um ataque frontal à soberania” brasileira. (BBC Brasil)

Julgamento pode se prolongar

Elio Gaspari: “São fortes os sinais de que o ministro Luiz Fux vá pedir vistas no julgamento da trama golpista. É improvável que o julgamento de Bolsonaro termine em setembro e é possível que ele entre pelos primeiros meses de 2026”. (Folha)

Eduardo Bolsonaro

Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, deve se encontrar na quarta-feira com representantes da Casa Branca, em Washington, segundo seus aliados. Em seu grupo, cresce a percepção de que Gilmar Mendes, decano do STF, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, serão as próximas autoridades sancionadas pelos Estados Unidos. (Globo)

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quarta-feira - 30/07/2025 - 12:24h
Tarifaço

EUA sinalizam isenção, mas governo Lula é inseguro quanto a diálogo

Produtos têm no elenco de exportações do Brasil, mas nada sinaliza abertura (Foto: Rafael Martins/AFP)

Produtos têm no elenco de exportações do Brasil, mas nada sinaliza abertura (Foto: Rafael Martins/AFP)

Do Canal Meio e outras fontes

A 72 horas da entrada em vigor do tarifaço americano de 50% contra os produtos brasileiros vendidos para os Estados Unidos, finalmente veio uma notícia oficial de Washington que animou os exportadores brasileiros. Em entrevista à rede americana CNBC, o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, afirmou que os produtos alimentícios que não são produzidos internamente no país podem ser isentos de tarifas de importação. Entre eles estariam alimentos estratégicos para os exportadores brasileiros, como café, frutas tropicais, sucos — como o de laranja — e óleo de palma. Lutnick, no entanto, não citou se o Brasil poderia se beneficiar dessa decisão. (Folha)

Seguem as tentativas do governo brasileiro de abrir um canal de diálogo com a Casa Branca. De acordo com interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), há disposição de Brasília para realizar uma ligação direta com o presidente americano. Segundo diplomatas, Trump, no entanto, parece não se mostrar aberto a uma conversa com Lula.

Governo teme vexame

temor do Itamaraty é que o presidente americano trate o presidente brasileiro da mesma forma como tratou o ucraniano Volodymyr Zelensky ou o sul-africano Cyril Ramaphosa. A avaliação dos diplomatas é de que um contato direto só pode ser feito após um acerto prévio entre Brasília e Washington. (g1)

O líder do governo no Senado, Jacques Wagner (PT-BA), que está em Washington, considerou inviável o telefonema entre Lula e Trump antes da entrada em vigor das tarifas. “Não vamos resolver isso até o dia 1º. É sexta-feira. O encontro de dois presidentes da República não se prepara da noite para o dia”, disse ele. (Estadão)

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, descartou ontem a possibilidade de o Brasil retaliar os produtos americanos importados pelo país nas mesmas condições impostas por Donald Trump. De acordo com o ministro, devolver o tarifaço na mesma moeda não está no cardápio de opções do governo para responder ao imbróglio tarifário.

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terça-feira - 29/07/2025 - 07:26h
Entrevista

Eduardo Bolsonaro diz que trabalha para frear diálogo entre Brasil e EUA

Eduardo foi entrevistado pelo SBT (Foto: Reprodução de vídeo)

Eduardo foi entrevistado pelo SBT (Foto: Reprodução de vídeo)

Do Canal Meio e outras fontes

A quatro dias da entrada em vigor do tarifaço de 50% imposto pelo presidente Donald Trump aos produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, o país enfrenta mais um entrave às negociações com Washington. Em entrevista ao SBT, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que está trabalhando para o fracasso da comissão de senadores brasileiros que está nos EUA para auxiliar o governo a abrir um canal de negociação com a Casa Branca.

“Eu trabalho para que eles não encontrem diálogo”, disse, insistindo que qualquer revisão nas tarifas tem de passar pela exigência de fim do processo contra Jair Bolsonaro por tentativa de golpe. “Se o Brasil der um primeiro passo para mostrar que está disposto a resolver essa situação, o Trump abre uma mesa de negociação”, afirmou.

Os parlamentares ainda não conseguiram se reunir com nenhuma autoridade americana, mas realizaram encontros com empresários de diferentes setores com interesses no Brasil e reconhecem que a situação é cada vez mais complicada, tanto pelo prazo exíguo quanto pelo fato de o país estar cada vez mais isolado. (Estadão)

Apesar da ação dos Bolsonaro, governo, empresários e parlamentares fazem os últimos esforços para tentar, ao menos, abrir um canal de negociação com os americanos. O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo brasileiro está dialogando pelos canais oficiais e também de maneira reservada com as autoridades americanas. Nos Estados Unidos, o chanceler Mauro Vieira tem buscado reforçar a mensagem, junto ao Departamento de Estado americano, de que o Brasil está aberto ao diálogo.

Lula refreia a própria língua

Enquanto isso, no Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se mostrou menos belicoso e disse esperar que Donald Trump reflita sobre a importância do Brasil. Lula declarou estar disposto a se sentar à mesa de negociação com Trump. (Globo)

Um dos caminhos que o governo busca é excluir do tarifaço produtos agrícolas e as aeronaves da Embraer. O Brasil é hoje o maior exportador de suco de laranja e café para os EUA. (Folha)

Na Escócia, onde se reuniu com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, Donald Trump afirmou que a tarifa base para os países que não fizeram acordos comerciais com os Estados Unidos ficará entre 15% e 20%. O Brasil não foi citado pelo presidente americano, o que aumenta as incertezas sobre qual alíquota será aplicada aos produtos brasileiros a partir de 1º de agosto. (InfoMoney)

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segunda-feira - 28/07/2025 - 07:44h
Jogo duro

Trump fecha acordo com a União Europeia; tarifaço segue para o Brasil

Eduardo Bolsonaro quer acordo com anistia para o pai e se revolta contra governadores aliados
Ursula von der Leyen e Donald Trump: entendimento ou mal menor (Foto: Brendan Smialowski/AFP)

Ursula von der Leyen e Donald Trump: entendimento ou mal menor (Foto: Brendan Smialowski/AFP)

Do Canal Meio e outras fontes

Os Estados Unidos e a União Europeia anunciaram neste domingo (27) um acordo comercial preliminar que impõe tarifa-base de 15% sobre a maioria dos produtos do bloco, em linha com o modelo já adotado por Donald Trump em negociações com Japão, Indonésia e Vietnã. O pacto foi fechado após reunião entre o presidente americano e Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, na Escócia, e inclui compromissos da UE de comprar US$ 750 bilhões em energia dos EUA, investir mais US$ 600 bilhões no país e adquirir grandes volumes de equipamentos militares americanos.

Trump comemorou o acerto como “o maior de todos os tempos”, enquanto a Europa vê o acordo como um mal menor diante da ameaça anterior de tarifas de até 30%. (Globo)

O Brasil, no entanto, segue fora dessa rodada de acordos. Também no domingo Trump garantiu que não vai adiar o início do tarifaço aos parceiros comerciais a partir de 1º de agosto, nesta sexta-feira. A informação já tinha sido dada pelo secretário de Comércio americano. Em entrevista à Fox News, Howard Lutnick disse que o presidente está disposto a negociar, mesmo depois do prazo. (UOL)

Faltando tão pouco para a entrada em vigor de tarifas americanas de até 50% sobre produtos brasileiros, o governo Lula ainda não conseguiu avançar nas negociações com Washington. Chanceler Mauro Vieira está em Nova York para um evento da ONU, mas não há sinais de que vá ser recebido pelo governo americano. Sem diálogo formal aberto, a equipe econômica prepara um plano emergencial para mitigar os impactos sobre setores mais vulneráveis, como frutas, pescados e pequenas empresas exportadoras. (Folha)

Segundo José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior (AEB), o Brasil tem pouco tempo e margem de manobra para evitar o impacto das medidas anunciadas por Trump. Para o especialista, os EUA não demonstram interesse em negociar no curto prazo, e o Brasil corre risco de prejuízos significativos.

Castro também considera que o governo brasileiro acabou dando algumas declarações “que não ajudaram muito”. “O fato de essas operações terem se tornado pessoais fez com que o Brasil, neste momento, não tenha condições de propor um acordo que seja aceito por Trump”, avalia. (Globo)

Eduardo Bolsonaro quer salvar o pai

Enquanto isso… Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticou os governadores Tarcísio de Freitas (SP) e Ratinho Júnior (PR) por tratarem das negociações contra o tarifaço imposto pelos EUA sem mencionarem a anistia aos, segundo ele, “presos políticos” ou a carta de Trump que cita Jair Bolsonaro. Em um post no X, o deputado federal acusou Tarcísio de enganar a população e “jogar para a plateia”, ao falar da tarifa de 50% sem abordar a crise institucional.

Também rebateu declaração de Ratinho Júnior, que afirmou que Bolsonaro “não é mais importante que a relação comercial” entre Brasil e EUA. Acrescentou que ignorar o apoio de Trump ao ex-presidente só prolonga o problema. (UOL)

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segunda-feira - 21/07/2025 - 08:26h
Direto dos EUA

Filho de Bolsonaro ameaça Alexandre de Moraes e à Polícia Federal

Do Canal Meio e outras fontes

Eduardo Bolsonaro quer Alexandre de Moraes fora do STF (Foto: G1/Arquivo)

Eduardo Bolsonaro quer Alexandre de Moraes fora do STF (Foto: G1/Arquivo)

Duas semanas depois de dizer que sacrificaria seu mandato de deputado federal para permanecer nos Estados Unidos fazendo lobby para que o governo americano sancione autoridades brasileiras em troca da anistia de seu pai, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou atrás. Em uma live nesse domingo (20), o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro declarou que não pretende renunciar ao mandato. “Eu não vou fazer nenhum tipo de renúncia. Se eu quiser, consigo levar meu mandato, pelo menos, até os próximos três meses”, afirmou. Eduardo pediu licença do mandato em março, quando chegou aos Estados Unidos.

Nesse domingo, o prazo para reassumir a vaga na Câmara dos Deputados expirou e, a partir de agora, as faltas às sessões passam a ser contabilizadas. De acordo com o regimento da Casa, ele pode faltar até um terço das sessões sem apresentar justificativa. Pelos cálculos da família Bolsonaro, Eduardo ainda pode se ausentar de 44 sessões antes de perder o mandato. (UOL)

Eduardo Bolsonaro também fez ameaças ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Segundo ele, seu principal objetivo é retirar o jurista do Supremo Tribunal Federal. “Toda hora a gente tem que expor o nível de várzea que é Moraes com a caneta do STF. O ideal seria ele fora do STF. Trabalharei para isso também, tá, Moraes?”, afirmou o deputado, que acusa de forma recorrente o ministro de agir politicamente para impedir que seu pai concorra às eleições de 2026. (Metrópoles)

Na mesma live, Eduardo Bolsonaro ameaçou integrantes da Polícia Federal que estariam investigando a ele e a outros integrantes de sua família em processos do Supremo Tribunal Federal. “Cachorrinho da Polícia Federal que tá me assistindo, deixa eu saber não. Se eu ficar sabendo quem é você… ah, eu vou me mexer aqui”, disse o filho do ex-presidente Bolsonaro.

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou que as falas do deputado federal licenciado são uma tentativa de intimidação aos policiais federais. “Nenhum investigado intimidará a Polícia Federal”, disse Rodrigues. De acordo com ele, a PF tomará medidas legais contra Eduardo, que é escrivão da Polícia Federal em São Paulo. (g1)

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quinta-feira - 17/07/2025 - 07:46h
É guerra!

Brasil contesta tarifaço de Trump e prepara defesa do Pix

Arte ilustrativa de Cris Faga-NurPhoto via AFP

Arte ilustrativa de Cris Faga-NurPhoto via AFP

Do Canal Meio e outras fontes

Um dia após enviar uma dura carta aos Estados Unidos em resposta ao tarifaço imposto pelo presidente americano Donald Trump, autoridades brasileiras agora preparam uma estratégia de defesa para o sistema de pagamentos Pix, novo alvo de Washington. A ideia do governo é reiterar que o Pix é uma operação consolidada no país e que não será modificada por interferência externa. O Pix é um dos alvos da investigação comercial anunciada pelos Estados Unidos na terça-feira.

Segundo os americanos, o sistema de pagamentos brasileiro poderia ser enquadrado como uma prática desleal em relação a outros métodos de cobrança eletrônica. A resposta às acusações contra o Pix deve seguir o mesmo tom da carta enviada na noite de terça-feira ao secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, e ao representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer. Assinada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e pelo chanceler Mauro Vieira, a nota afirma que o Brasil “manifesta sua indignação” com o tarifaço de Trump. (Folha)

O Pix se tornou alvo do governo americano justamente por seu sucesso. Lançado em 2020, o modelo de pagamentos rapidamente se popularizou no Brasil. Só no ano passado, movimentou R$ 26,4 trilhões em transferências no país. Sem cobrar tarifas, o sistema afetou a receita de bancos, operadoras de cartões de crédito e modelos de pagamento digital como Google Pay e Apple Pay.

No relatório preliminar do Escritório do Representante de Comércio dos EUA, o Pix aparece como uma ameaça desleal aos negócios de empresas americanas. Neste ano, um modelo similar de pagamentos da Indonésia também entrou na mira dos americanos. (Globo)

A investigação lista uma série de “atos, políticas e práticas” do governo brasileiro que poderiam onerar ou restringir o comércio dos EUA. Entre elas estão barreiras não tarifárias, desmatamento na Amazônia e concessões de subsídios a diferentes setores da economia. Os americanos chegam a citar a Rua 25 de Março, em São Paulo, como exemplo de que o Brasil não respeita o direito à propriedade intelectual. (Estadão)

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quarta-feira - 16/07/2025 - 19:48h
Ameaça

Taxação norte-americana compromete cadeia produtiva salineira do RN

Porto Ilha-Intersal em Areia Branca faz 27% dos seus embarques totais para os Estados Unidos
RN tem produção estelar no país que agora está sob interrogação (Foto: Arquivo)

RN tem produção estelar no país que agora está sob interrogação (Foto: Arquivo)

O Sindicato da Indústria da Extração do Sal do Estado do Rio Grande do Norte (SIESAL-RN) afirma que a taxação de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre a importação de produtos brasileiros “vai excluir o sal nacional do mapa de negócios com as empresas americanas.” Conclusão foi posta pelo sindicato em nota técnica emitida nessa segunda-feira (14). O estado é responsável por produzir 98% do sal brasileiro e deve, portanto, sofrer grandes consequências com a medida.

O tarifaço coloca em risco, portanto, 4 mil empregos diretos instalados em municípios do Semiárido Potiguar, além de postos de trabalho nas cadeias subjacentes, como venda, distribuição, frete rodoviário e frete marítimo. A perda dessa fonte de receita inviabiliza também a operação da concessão portuária do Terminal Salineiro Intersal, o Porto Ilha, que movimenta exclusivamente sal, aponta a nota. “O sal é estratégico e a derrocada da indústria salineira jogará o Brasil na dependência da importação”, afirma o documento.

O presidente do Siesal-RN, Airton Torres, destaca ainda que os EUA respondem por 47% de todos os negócios que a indústria salineira tem com o exterior, segundo dados dos últimos seis anos levantados pelo sindicato. “Os Estados Unidos são, notadamente, o maior importador de sal do mercado atingível pelo produto sal brasileiro, com participação de 27% dos embarques”, informa.

Torres aponta que os Estados Unidos consomem cerca de 16 milhões de toneladas de sal importado e têm um consumo total de aproximadamente 50 milhões de toneladas anuais, valor expressivamente superior ao consumo interno. “A título de informação, o mercado brasileiro consome por ano cerca de 7 milhões de toneladas.”

A nota destaca também que 58% do sal embarcado pelo Terminal Salineiro de Areia Branca, o Porto Ilha-Intersal, se destina ao exterior, e que 27% dos embarques totais são exportados para os Estados Unidos, gerando uma média de vendas de 530 mil toneladas de sal por ano.

Impactos na competitividade 

O sindicato aponta que a desvantagem competitiva do produto brasileiro se acentua à medida que todos os competidores estrangeiros, como Chile, Egito, Namíbia e México, são taxados pelo governo americano com tarifas inferiores.

Sobre a busca por possíveis novos mercados, o presidente Airton Torres afirma, em nota, que a possibilidade de exportar para outros destinos, como o mercado asiático, torna-se inviável devido aos altos custos logísticos. Outros mercados, como o europeu, que possui produção própria e importa seu déficit do Norte da África e do Oriente Médio, também são considerados fechados para a produção potiguar.

“Trata-se, pois, de produto com vendas regionalizadas e não globais, como é o caso de outras commodities. Logo, não há alternativas que possam receber o volume de sal brasileiro que deixará de ser enviado aos Estados Unidos”, afirma Torres.

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quarta-feira - 16/07/2025 - 07:34h
Política

Trump faz mais pressão contra o Brasil na defesa de Bolsonaro e família

Trump justifica a guerra comercial contra o Brasil? "Porque eu posso" (Foto: Andrew Caballero-Reynolds/AFP)

Trump justifica a guerra comercial contra o Brasil? “Porque eu posso” (Foto: Andrew Caballero-Reynolds/AFP)

Do Canal Meio e outras fontes

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abriu na noite dessa terça-feira (15) uma nova frente de conflito com o Brasil ao determinar uma investigação por “práticas comerciais desleais” que pode levar à adoção de novas sanções contra o país. No anúncio das investigações, o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, citou genericamente “ataques do Brasil contra empresas americanas de mídia social”, sem apresentar detalhes ou evidências dessas práticas.

Na semana passada, ao anunciar a imposição de tarifas de 50% sobre todos os produtos brasileiros, Trump publicou uma carta criticando o processo no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado e a regulamentação pelo tribunal das redes sociais, muitas das quais apoiaram ativamente a campanha presidencial do republicano.

Mais cedo, perguntado por que abriu uma guerra comercial com o Brasil, Trump foi lacônico: “Porque eu posso. Ninguém mais seria capaz”. E voltou a defender Bolsonaro e seus familiares. “Acredito que há uma caça às bruxas, e isso não deveria estar acontecendo”, disse. (g1)

Enquanto isso, o governo brasileiro vai tentar reabrir os canais de negociação com os Estados Unidos apostando em uma pauta prioritariamente econômica e evitando entrar no debate sobre uma anistia a Bolsonaro. Na primeira rodada de encontros com representantes da indústria e do agronegócio, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo quer resolver a questão antes do dia 1º de agosto.

Os empresários pediram que o governo tentasse adiar a entrada em vigor da sobretaxa, alegando que o prazo é exíguo para negociações. Os empresários também pediram que o governo brasileiro busque uma saída sem retaliar os produtos americanos. (UOL)

O Itamaraty
 vai enviar uma carta a Trump, reforçando o teor da resposta dada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na semana passada. Nela, o Brasil vai reafirmar que há uma separação de poderes no país. A missiva, que será assinada por Alckmin e pelo chanceler brasileiro, Mauro Vieira, também vai reforçar o argumento de que não há justificativa econômica para as sobretaxas. (Estadão)

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segunda-feira - 14/07/2025 - 07:30h
Política nacional

Tarifaço reaproxima governo do Centrão e embaralha o bolsonarismo

Arte ilustrativa gerada com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Arte ilustrativa gerada com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Do Canal Meio e outras fontes

A taxação de 50% sobre todos os produtos brasileiros anunciada por Donald Trump na última quarta-feira buscando, segundo o próprio Trump, encerrar os processos contra Jair Bolsonaro, está provocando um rearranjo nas forças políticas por aqui. O Palácio do Planalto e o Centrão, que vinham se estranhando havia meses e entrando em guerra aberta por conta do aumento do IOF, ensaiam uma reaproximação com base no discurso de defesa da soberania nacional — e dos interesses de setores empresariais prejudicados pelo tarifaço.

Alguns nomes do Centrão, porém, alegam que o alinhamento é pontual. Além disso, a Câmara tem nesta semana votações que podem reabrir o conflito com o Executivo: no plenário, a revisão do licenciamento ambiental; nas comissões, a PEC da segurança pública e a isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil. (Globo)

Fora de Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca uma aproximação com outro setor que lhe é normalmente avesso: o empresariado. Ele se reuniu com ministros na noite deste domingo e anunciou a criação de um comitê para tratar da reação às tarifas, previstas para entrarem em vigor no próximo dia 1º. Além disso, pretende se reunir pessoalmente com líderes empresariais para discutir estratégias de defesa da produção brasileira e, de quebra, reforçar a imagem de que Bolsonaro é o responsável pelo tarifaço.

Nas redes, o governo e a esquerda intensificaram a campanha com foco na soberania, vendo a tensão com os EUA como uma oportunidade para acertar a comunicação e melhorar a imagem do presidente. (Folha)

Já na direita o cenário é de conflito e tentativa de reacomodação. Visto como potencial candidato conservador ao Planalto em 2026, já que Bolsonaro está inelegível, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), teve um fim de semana de idas e vindas. Inicialmente, ele culpou o governo federal pela elevação das tarifas e chegou a almoçar com Bolsonaro em Brasília, mas mudou o tom e, durante evento com empresários, disse que era necessário “unir esforços” e defendeu a atuação diplomática do Planalto. (g1)

A mudança de rumo tem explicação. Prejudicados pelas tarifas, empresários paulistas que vinham apoiando as pretensões presidenciais do governador começaram a questionar sua independência em relação ao bolsonarismo. (Folha)

A virada expôs ainda mais o racha com o clã Bolsonaro. Na sexta-feira, após Tarcísio se encontrar com o encarregado de negócios da embaixada dos EUA, Gabriel Escobar, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), condenou qualquer tentativa de negociação que não inclua a anistia aos golpistas de 8 de janeiro. O parlamentar, que está nos EUA desde fevereiro fazendo lobby contra o processo a que o pai responde no STF, classificou qualquer acordo nessa linha como “caracu”, uma expressão pouco educada para um resultado em que só uma parte sai ganhando.

Na mesma linha, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que as tarifas são “um empurrãozinho” para a anistia e que o Brasil não tem “poder de barganha” para enfrentar os EUA. (UOL)

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sexta-feira - 11/07/2025 - 06:50h
Crise

Tarifaço com viés político de Trump tem desdobramentos no Brasil

Bolsonaro e Trump já tiveram encontros administrativos e políticos (Foto: Alan Santos/arquivo)

Bolsonaro e Trump tratam questões político-pessoais como questões de Estado e de economia (Foto: Alan Santos/arquivo)

Do Canal Meio e outras fontes

No dia seguinte ao tarifaço de 50% anunciado por Donald Trump, o clima no governo brasileiro foi de cautela, reafirmação pública da defesa da soberania nacional e nenhuma decisão concreta sobre como o Brasil pretende retaliar os Estados Unidos se, de fato, a sobretaxa aos produtos brasileiros entrar em vigor no dia 1º de agosto, como anunciou o presidente americano. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu que não tomará nenhuma decisão até que as novas tarifas passem oficialmente a vigorar. A ideia é usar os próximos 20 dias para voltar à mesa de negociações e, se não houver acordo, encontrar uma maneira menos danosa para a economia brasileira para responder ao que o Planalto vê como uma agressão unilateral, de caráter político e desprovida de qualquer razão econômica.

Lula disse que pretende criar um comitê com empresários brasileiros para analisar as melhores saídas para a crise. Além de simplesmente taxar os produtos americanos, o governo estuda a possibilidade de recorrer à Organização Mundial do Comércio e quebrar patentes de medicamentos. O presidente, no entanto, disse que se não houver acordo o Brasil vai aplicar tarifas de 50% aos produtos americanos. (Valor)

Internamente, o Planalto reforçou o discurso de que a culpa pelo tarifaço americano é da família Bolsonaro, que estaria usando sua relação com Trump para pressionar o Judiciário brasileiro a conceder anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro, réu no processo que investiga a trama golpista de 2022. Ontem, o presidente Lula disse que Bolsonaro deveria assumir a responsabilidade pelas medidas adotadas pelo governo americano.

Em entrevista à TV Record, Lula afirmou que a ação foi incentivada pelo deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). “Foi o filho dele [Eduardo Bolsonaro] que foi lá fazer a cabeça do Trump”, disse o presidente. (Globo)

Após semanas de embates com o Planalto, o Congresso deu sinais de que, ao menos desta vez, está em consonância com o governo. Ontem, os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), divulgaram uma nota conjunta afirmando que o Congresso vai agir com “equilíbrio e firmeza” para defender os interesses nacionais. Os chefes do Legislativo defenderam que o Brasil deve responder “com diálogo nos campos diplomático e comercial”. De acordo com a nota conjunta, Motta e Alcolumbre afirmaram que a nova lei de Reciprocidade Econômica tem “mecanismos que dão condições ao nosso país, ao nosso povo, de proteger a nossa soberania”. (Estadão)

Nas redes, a estratégia do Planalto de responsabilizar os Bolsonaros ganhou adesão maior do que se esperava. De acordo com o cientista político Pedro Barciela, no dia seguinte ao anúncio das novas tarifas, entre 62% e 78% das postagens nas principais redes sociais exigiam reciprocidade, criticavam o “crime de lesa-pátria” e evocavam o nacionalismo como elemento em disputa contra o governo Donald Trump e seus apoiadores no Brasil. Segundo ele, a mobilização bolsonarista, que afirma que Lula foi o responsável pela ofensiva americana, teve pouco engajamento no país. (ICL Notícias)

Steve Bannon
, um dos principais ideólogos do movimento MAGA (Make America Great Again), afirmou à jornalista brasileira Marina Sanches, do UOL, que Trump retiraria as tarifas contra os produtos brasileiros se o STF encerrar os processos contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. “Derrubem o caso, derrubamos as tarifas”, disse ele, um dos aliados mais próximos de Trump. (UOL)

Depois do silêncio inicial, o ex-presidente Jair Bolsonaro resolveu se manifestar. Por meio de uma nota, Bolsonaro disse que admira o governo de Donald Trump e que espera que os poderes da República resgatem a normalidade institucional. “Essa caça às bruxas — termo usado pelo próprio presidente Trump — não é apenas contra mim. É contra milhões de brasileiros que lutam por liberdade e se recusam a viver sob a sombra do autoritarismo”, afirmou o ex-presidente. (Metrópoles)

Nota do BCS – O clã Bolsonaro, que tanto se apresenta como “patriota”, é desmascarado de forma flagrante. Coloca suas necessidades acima da soberania nacional, dos interesses econômicos do país e da interdependência dos poderes. Os efeitos danosos desse intervencionismo de Trump e dos EUA vão respingar no próprio Jair Bolsonaro e seus aliados, fomentadores e cúmplices dessa aberração.

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sexta-feira - 06/06/2025 - 08:34h
Nos 'Steites'

Barraco virtual marca rompimento entre Trump e Musk

Elon Musk x Trump: os próximos rounds prometem (Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS)

Elon Musk x Trump: os próximos rounds prometem (Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS)

Do Canal Meio e outras fontes

E tudo acabou em barraco. Difícil encontrar palavra mais adequada para descrever as trocas de impropérios públicos entre o homem mais rico do mundo, Elon Musk, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ao longo de todo o dia de ontem, em uma sucessão de posts em suas respectivas redes sociais – o X e o Truth Social – Trump e Musk acusaram-se de tudo um pouco, de interesse em dinheiro público a envolvimento em escândalos sexuais, em uma das rupturas políticas mais ruidosas da década. O relacionamento íntimo entre os dois ruiu em tempo real, diante de milhões de pessoas. (CNN)

Desde que saiu do governo há uma semana, Elon Musk vinha aumentando o tom de suas críticas ao presidente americano. Nos últimos dias, o alvo de Musk foi o projeto de lei proposto por Trump e aprovado pela Câmara dos Deputados americana, que prevê generosos cortes de impostos, especialmente para os mais ricos, e uma ampliação considerável dos gastos públicos, o que deve elevar o déficit público dos EUA em US$ 2,4 trilhões em uma década. (Guardian)

Depois de vários dias sob ataque, Trump reagiu afirmando que Musk conhecia em detalhes o projeto de lei e que estava chateado porque ele previa a redução dos incentivos a carros elétricos. Musk voltou à carga, afirmando que Trump só havia sido eleito por sua causa, que estava envolvido no escândalo sexual ligado a Jeffrey Epstein e, ao final, defendeu o impeachment do presidente americano. (Politico)

Steve Bannon, um dos críticos mais vocais de Musk no governo Trump, disse ter sugerido ao presidente que investigue o status migratório do bilionário, nascido na África do Sul. Bannon disse que Musk deveria ser deportado dos Estados Unidos imediatamente. (New York Times)

Nota do BCS – Gente fina é outra coisa. E quando os personagens têm ego inflado, como ambos, a baixaria é ainda mais estelar.

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Categoria(s): Gerais / Política
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