quinta-feira - 01/09/2016 - 11:41h
Impeachment fatiado

PMDB quer beneficiar Cunha com decisão que ajudou Dilma

Do Congresso em Foco

decisão do Senado de cassar o mandato da presidente Dilma Rousseff (PT), mas manter seus direitos políticos, terá consequências no julgamento do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), cujo mandato pode ser interrompido na Câmara por quebra de decoro parlamentar, em votação marcada para 12 de setembro.

Anunciada na sessão final do impeachment, a interpretação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, de fatiar a decisão em duas, para votação separadamente – uma, cassar o mandato de Dilma; a outra, suspender seus direitos políticos – também será utilizada pelos aliados de Cunha para tentar livrar o parlamentar da perda dos direitos políticos por oito anos após sua cassação.

O líder do PMDB no Senado, Eunício de Oliveira (CE), nega que a orientação do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a favor da manutenção dos direitos políticos de Dilma faça parte de um acordo com outras legendas para livrar Cunha de ficar sem poder participar de eleições ou ocupar cargos públicos depois de cassado (veja depoimento no vídeo acima).

Mas vários parlamentares de diversos partidos consultados pelo Congresso em Foco são unânimes ao garantir que a mesma interpretação será requerida pelos aliados de Cunha na Câmara.

A orientação de Renan no plenário em defesa da tese, reflete a costura política do PMDB com outras legendas para evitar que Cunha passe oito anos sem poder ocupar nem concorrer a cargos públicos.

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A solução definida pelos senadores nesta quarta-feira (31) atende aos apelos do PT, que implorou ao plenário pela manutenção dos direitos de Dilma. Os petistas, em troca, não fariam carga para que Cunha, além de cassado, perca seus direitos políticos.

Mesmo considerada uma nova variedade de jabuticaba jurídica no ordenamento legal do país, a decisão do Senado poderá ajudar a acalmar Cunha.

No passado recente eles eram assim, mas "união" pode ser reaquecida nos subterrâneos após impeachment fatiado (Foto: arquivo)

Em vários momentos desde que começou a ser julgado por quebra de decoro no Conselho de Ética da Câmara, Cunha ameaçou delatar seus antigos aliados, inclusive o presidente Michel Temer.

“Esta solução pode nos ajudar a acalmar Eduardo e evitar problemas maiores para o governo Temer”, disse um aliado do governo e amigo do deputado fluminense.

Dilma e Cunha poderão ser candidatos em 2018

A interpretação comum entre senadores e deputados de todos os partidos é que, com a decisão do Senado de manter os direitos políticos de Dilma, ela poderá ser nomeada para qualquer cargo público e até disputar eleições, inclusive para a própria Presidência da República. O mesmo ocorreria com Eduardo Cunha.

Ele seria cassado ainda neste ano e voltaria a concorrer, em 2018, a qualquer um dos cargos em disputa – de deputado estadual ao Palácio do Planalto.

Veja matéria completa AQUI.

Nota do Blog Carlos Santos – Desde o instante que houve essa cambalhota jurídico-política ontem que tenho batido nessa tecla de consórcio marginal entre os dois bandos.

Os interesses deles atropelam Constituição e até supostos ódios.

Quadrilheiros, com algumas exceções, de altíssima periculosidade de lado a lado.

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Categoria(s): Política
quarta-feira - 31/08/2016 - 17:56h
Tutti buona gente

“Misericórdia” para Dilma abre precedente para ajudar Cunha

Com 61 votos a favor do impeachment e 20 contra, Dilma Rousseff (PT) – veja postagem mais abaixo ou AQUI – foi afastada definitivamente do poder.

Sai uma quadrilha, assume outra.

Bora, Brasil.

Se essa nova quadrilha – que já participara da pilhagem petista – roubar um pouco menos, estarei satisfeito.

Enquanto isso, bom ampliar a Papuda.

No dia 29 de dezembro de 1992, Collor renunciava antes do impeachment. Hoje, novo impeachment. A República sobreviverá. Tenho certeza.

Como não poderia deixar de ser, as patifarias não param nesse enredo.

Cunha: PT ajuda com precedente (Foto: André Dusek/Estadão)

Com placar de 42 x 36, o Senado decidiu que Dilma não perde direitos políticos. Sofre impeachment, mas extraordinariamente mantém seus direitos políticos intactos.

“Misericórdia” que abre precedente que deve ajudar Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que se transformou no seu calo.

“Cunhão” deve estar esporrando de alegria com todo esse circo pastelão.

Para salvar um naco de vida política para Dilma, o PT aceitou “o mesmo” para Eduardo Cunha. Para conseguir pelo menos um arrumadinho para Dilma, na saída, o PT desceu mais um degrau no pântano em que patinha há tempos.

Eduardo Cunha agradece a parceria renovada. Beijinho no ombro.

O político do Rio de Janeiro é realmente um ás do submundo político.

É difícil agora se entender a arrumação, como ela foi fechada nos subterrâneos de Brasília.

O PT pode arrefecer oposição a Temer em troca desse “agrado” à Dilma? Pode ser! Quem sabe?

Talvez faça parte do acordão que abre cancela para beneficiar Eduardo Cunha e outros patifes. Ou seja, na saída do poder, o petismo ainda deixa a sala suja.

Essa cambalhota dentro do julgamento do impeachment deve ser objeto de questionamento no Supremo Tribunal Federal (STF), como deduzíamos logo que ocorreu hoje, postando notas em nosso Twitter (AQUI).

Só outro acordão entre quadrilheiros a manterá. Ou então podem escangalhar a Constituição de vez.

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quinta-feira - 14/07/2016 - 00:35h
Hoje

Rodrigo Maia é eleito para Presidência da Câmara Federal

Numa disputa decidida em 2º turno,  Rodrigo Maia (DEM-RJ) foi eleito presidente da Câmara para ocupar um mandato-tampão de seis meses, até 31 de janeiro de 2017. Maia teve 285 votos, contra 170 de Rogério Rosso (PSD-DF).

Rodrigo Maia fala após tomar posse como presidente da Câmara (Foto: Reprodução/TV Câmara)

Houve ainda 5 votos em branco entre os 460 deputados presentes.

Nesse período, a Câmara vinha sendo comandada pelo vice-presidente Waldir Maranhão (PP-MA).

Após a divulgação do resultado, parte dos deputados puxou um coro de “Fora, Cunha”.

Primeiro turno

Maia tentou angariar votos com o argumento de que seria o contraponto ao candidato preferido pelo centrão, Rogério Rosso, apontado como próximo a Cunha. Rosso tem rejeitado o rótulo e diz manter apenas uma relação “respeitosa” com Cunha.

No primeiro turno, Maia teve 120 votos, contra 106 de Rosso. O terceiro colocado foi o ex-ministro Marcelo Castro (PMDB-PI), com 70 votos.

Ao discursar pela segunda vez, Rodrigo Maia deu um tom emocional à sua fala. Ele lembrou que, quando era adolescente, acompanhava as discussões da Assembleia Constituinte, nos anos 1980.

Genoíno

Maia citou como exemplo de deputados constituintes, incluindo até o petista José Genoíno, condenado no processo de mensalão, os tucanos José Serra e Mário Covas, o peemedebista Ulysses Guimarães, e seu pai Cesar Maia. O PT é adversário histórico do DEM, partido de Maia.

“Só de chegar aqui para mim já é uma grande vitória. Nós vamos governar essa Casa juntos. Nós vamos devolver a soberania ao plenário”, afirmou Maia. “Vamos trabalhar para acabar com o império dos líderes. Os líderes são fundamentais, mas não podem ser os únicos a terem a palavra”.

Saiba mais detalhes AQUI.

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sexta-feira - 08/07/2016 - 22:54h
Brasília

Impasse inédito marca eleição de Câmara Federal

Do Congresso em Foco

Maranhão: conturbado (Foto: Câmara dos Deputados)

Mais de 20 pretendentes, vários deles dentro do mesmo partido – como José Carlos Aleluia (BA) e Rodrigo Maia (RJ), ambos do DEM; ou Heráclito Fortes (PI) e Júlio Delgado (MG), do PSB. Articulações que colocam às vezes do mesmo lado tradicionais adversários. E um impasse que envolve até mesmo a data da realização da eleição. É nesse clima que a Câmara dos Deputados discute a sucessão de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que renunciou ontem ao cargo.

Duas decisões conflitantes de instâncias diferentes da Câmara deixaram a Casa sem direção nesta sexta-feira (8). O presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), anulou a decisão do colégio de líderes que antecipou a eleição do sucessor de Eduardo Cunha, que renunciou ao posto nesta quinta-feira (7).

O colegiado de representantes das bancadas tinha sido convocado pelo coordenador do maior bloco partidário, Jovair Arantes (PTB-GO), mas sem a presença ou o conhecimento de Maranhão. Em retaliação, o presidente interino demitiu da função o secretário-geral da mesa, Sylvio Avelino, homem de confiança de Cunha e assessor da reunião informal de líderes.

Troca de data

A temperatura da crise aumentou no final da manhã quando terceiro secretário da mesa Diretora, Beto Mansur (PRB-SP), defendeu a troca na data alegando que o colégio de líderes é soberano e pode atropelar decisões do presidente da Casa. A convocação da eleição extraordinária é prerrogativa do presidente da Câmara que fica obrigado a marcar o dia em até cinco sessões do plenário a partir da oficialização da renúncia. A antecipação da votação foi decidida sem que Maranhão ficasse sabendo e mostra o clima de desmando na Casa.

A crise é tão profunda que mais de 20 deputados se lançaram candidatos ao mandato tampão de seis meses na presidência da Câmara. Todas as bancadas indicaram nomes, algumas com mais de um.

O PT, legenda da presidente afastada Dilma Rousseff e centro da crise política que envolve o impeachment, não vai lançar candidato. Os petistas querem identificar o mais eficiente anti Cunha para apoiar. O PCdoB formalizou uma preferência há pouco impensável, e apoia um nome do Democratas. Os comunistas simpatizam com Rodrigo Maia (DEM-RJ) e até admitem apoiar nomes do PPS e PSDB.

Palácio do Planalto

A disputa que antes os deputados diziam não ter interesse, se transformou no mais novo púlpito político. A nova vitrine televisionada que para uns pode ser a glória e mais votos em 2018 ou uma boa ajuda nas eleições municipais para emplacar vereadores e prefeitos, cabos eleitorais dos parlamentares federais.

O Palácio do Planalto está envolvido na sucessão, apesar dos desmentidos dos parlamentares de base de apoio ao governo do presidente interino Michel Temer. O PMDB não lançou nomes. Foi informado de que seria cargo demais para a legenda na atual situação de crise.

A gestão Cunha será fácil de bater. O discurso da moralidade é sempre mais conveniente. Mas em outra votação muito importante e com claque eletrônica, como a da admissibilidade do impeachment da presidente Dilma, esta vitrine toda virou tragédia eleitoral.

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quinta-feira - 07/07/2016 - 14:18h
Brasília

Eduardo Cunha renuncia à Presidência da Câmara Federal

Do portal UOL

O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) anunciou nesta quinta-feira (7) a decisão de renunciar à presidência da Câmara, cargo do qual ele estava afastado desde maio, por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que o suspendeu do exercício do mandato. Ele não renunciou ao mandato.

Cunha leu, com a voz embargada e lágrimas nos olhos, uma carta de renúncia no Salão Nobre da Câmara. Ele estava acompanhado dos deputados Carlos Marun (PMDB-MS) e João Carlos Bacelar (PR-BA).

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“Resolvi ceder aos apelos generalizados dos meus apoiadores. É público e notório que a Casa [Câmara] está acéfala, fruto de uma interinidade bizarra que não condiz com o que país espera de um novo tempo após o afastamento da presidente da República. Somente minha renúncia poderá pôr fim a esta instabilidade sem prazo. A Câmara não suportará esperar indefinidamente”, disse o deputado.

Saiba mais detalhes AQUI.

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terça-feira - 05/07/2016 - 12:24h
Folha de São Paulo

Cunha orientou repasse de propina a Henrique, diz PGR

A Procuradoria-Geral da República (PGR) diz que detectou pagamentos da empreiteira Carioca Engenharia na conta secreta na Suíça atribuída ao ex-ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB). A notícia é dada hoje pelo jornal Folha de São Paulo.

Eduardo Cunha e Henrique: ligação, segundo PGR (Foto: Eduardo Coelho/O Globo)

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, diz que os repasses da Carioca a Henrique Alves foram feitos sob orientação do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), assinala o periódico paulistano.

“O dinheiro, de acordo com a Procuradoria, era oriundo de propina cobrada da empresa em troca da liberação de recursos do fundo de investimentos do FGTS para obras do Porto Maravilha, no Rio.”

Vazamento seletivo

Os valores totalizariam pelo menos 300 mil dólares, em mais de uma transferência.

O advogado do ex-ministro, Marcelo Leal, foi ouvido pela Folha de São Paulo. Segundo ele, Henrique “nega veementemente ter recebido qualquer recurso indevido como vantagem pessoal em contas no Brasil ou Exterior.

Também “repudia o vazamento seletivo de informações em desrespeito à legislação e às garantias constitucionais”.

Veja matéria completa AQUI.

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terça-feira - 21/06/2016 - 03:48h
Devagar!

Não se iluda com as próximas eleições

Leio e ouço manifestações preconizando uma panaceia com as eleições de outubro deste ano, no Brasil.

Exagero, gente.

Precipitado se imaginar que as urnas vão parir grande mudança. Não se iluda. Algo será alterado na medida do que o povo é e o sistema permite.

Só!

Sem reforma política, o expurgo de parte do que há de pior vem pela via da judicialização mesmo. Mas serão substituídos por outros, piores ou menos ruins um pouco.

Anote.

Se a economia estivesse bem, pleno emprego, povo não estaria nem aí para Dilma Rousseff (PT), Lula (PT), Aécio Neves (PSDB), Eduardo Cunha (PMDB), Michel Temer (PMDB) etc. Corrupção não incomoda tanto.

Se não melhorarmos como indivíduos e civilização, não teremos uma política melhor. Uma é consequência de outra. Isso leva tempo. Séculos até.

Vivemos numa sociedade em que muitos se sentem “invadidos” com simples “bom dia”, mas acham normal tomar vaga de dois carros num estacionamento.

Num lance do seu time de futebol, de clara irregularidade de gol, há apoio. Se é para beneficiar o adversário, é “roubo”.

Somos o que somos.

Se constatarem que foram desviados R$ 300 bilhões da Petrobras, mas não tivermos desemprego, trocarmos de carro e viajarmos às “oropas”, tudo bem…

Anote: teremos mudanças possíveis, não necessárias, nas próximas eleições.

Muitos nomes novos, velhos hábitos, ambiente de sempre: corrupto.

Reforço: tem gente que se incomoda com um “bom dia”, “com licença”, “obrigado”, mas acha normal faltar remédio e UTI digna aos outros.

Com o que temos aí, lá em cima e cá embaixo, tudo pode mudar para continuar do mesmo jeito. Uma reengenharia compreensível e previsível.

Só.

Grande diferencial no próximo pleito é que a grana estará curta. Muitos “líderes” de araque vão ter que provar sua liderança com pouco ‘tutu’.

Vou indo: dizer ‘bom dia, obrigado, com licença’, tentar estacionar apenas numa vaga no estacionamento e ser visto como otário por tudo isso.

Fui!!

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domingo - 19/06/2016 - 11:58h
Bastidores

Os choros do ex-ministro Henrique Alves

Texto da Coluna do Moreno foi publicado nesse sábado (18), mas Henrique rebate seu conteúdo (Foto: reprodução)

Na Coluna do Moreno, assinada por Jorge Bastos Moreno, em O Globo desse sábado (18), ele escreve (veja reprodução nesta postagem) sobre bastidores de situação vivida pelo ex-ministro Henrique Alves (PMDB), em face do cerco à sua vida, denunciado pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal 9STF).

Segundo Janot, Henrique teria conta em banco suíço (veja AQUI).

O ex-ministro reagiu outra vez. Em endereço próprio nas redes sociais, ele desmente o colunista:

– Ao contrário da nota publicada pelo @RadiodoMoreno (endereço no Twitter0, mantenho-me sereno, racional e republicano diante das acusações inverídicas contra mim.

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sábado - 18/06/2016 - 20:25h
Mais escândalo

Janot denuncia Henrique ao STF por suposta conta na Suíça

Do portal G1 e O Estado de São Paulo

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou ao Supremo Tribunal Federal o ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) por crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas em razão de conta atribuída a ele na Suíça.

Alves pediu demissão do cargo na última quinta (16), um dia depois da divulgação de que havia sido citado por recebimento de propina na delação do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.

Henrique Alves saiu há poucos dias do Ministério do Turismo e não tem foro privilegiado (Foto: Dida Sampaio)

Em nota oficial divulgada na noite de sexta (17), após informações de que ele teria deixado o cargo em razão da existência de contas no exterior, Henrique Alves negou ligação com recursos e disse que não foi citado para prestar esclarecimentos, mas que está a disposição da Justiça (leia a íntegra da nota ao final desta reportagem).

Em reportagem publicada neste sábado (18), o jornal “O Estado de S.Paulo” informou que a Suíça localizou conta de Alves e que os valores foram bloqueados naquele país. A TV Globo apurou que os dados foram recebidos pelas autoridades brasileiras e originaram a denúncia.

Extradição

A investigação, iniciada na Suíça e transferida para o Brasil, identificou uma conta ligada a Alves com saldo de 800 mil francos suíços – cerca de R$ 2,8 milhões.

A transferência da investigação foi realizada para autoridades brasileiras nos mesmos moldes como ocorreu com o presidente afastado da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDb-, após a Suíça identificar contas ligadas ao deputado, à mulher dele e uma das filhas.

Como Henrique Alves não pode ser extraditado para a Suíça para responder a processo porque é brasileiro nato, a transferência do caso para o Brasil assegura a continuidade da investigação.

Ele já era alvo de dois pedidos de abertura de inquérito no Supremo. Um deles pede a inclusão do nome dele no principal inquérito da Lava Jato, o que apura se existiu uma organização criminosa para fraudar a Petrobras.

Nota de esclarecimento de Henrique Alves

Não recebi citação de nenhum novo processo. Tão logo tome conhecimento do seu conteúdo, certamente darei a resposta necessária diante dos fatos a serem esclarecidos. Documentos apresentados pela senhora Mônica Azambuja em processo anterior foram considerados ilegais.

Mantenho-me sereno, racional e republicano diante do vazamento seletivo ilegalmente publicizado. Acredito na imprensa livre e nas instituições judiciárias da nossa democracia. e nas instituições judiciárias da nossa democracia.

O outro pedido é baseado em mensagens apreendidas no celular do ex-presidente da OAS José Adelmário Pinheiro, o Léo Pinheiro, nas quais o empreiteiro trata com Eduardo Cunha de doações a Henrique Alves – a suspeita é de que Alves tenha recebido dinheiro desviado da estatal em forma de doação oficial para campanha.

A denúncia feita pela Procuradoria Geral da República teria ocorrido em um procedimento já instaurado, que apurava outros fatos, que não a existência das contas na Suíça. No entanto, os elementos que chegaram foram suficientes para embasar uma acusação formal contra o ex-ministro pos crimes tributários e lavagem.

Como Henrique Alves deixou o governo e perdeu o foro privilegiado, terá que ser analisado agora se o caso continuará no Supremo ou se será enviado à primeira instância.

‘Revista Veja’

Reportagem publicada na noite desta sexta (17) no site da “Revista Veja” mostrou ainda que Henrique Eduardo Alves é alvo de uma ação de improbidade administrativa que tramita há cerca de dez anos na Justiça Federal de Brasília. Trata-se de uma conta diferente da que foi localizada pelas autoridades suíças.

No processo que corre em uma das varas cíveis do Distrito Federal, a ex-mulher de Alves – Mônica Azambuja – apresentou documentos e extratos bancários que detalham gastos fora do país entre 1996 e 2004. Os valores não teriam sido declarados à Receita Federal. Ela apresentou o número de uma conta no Banco Union Bancaire Privée, batizada com as letras H e M, iniciais de Henrique e Mônica.

A TV Globo confirmou a existência do processo, onde há inclusive detalhes sobre gastos em hotéis de luxo na Europa. O juiz responsável ainda terá que decidir se essa ação terá ou não prosseguimento.

MPF pede bloqueio de bens de outro auxiliar do Governo Temer

O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça Federal o bloqueio dos bens do ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB), e a devolução de R$ 300 mil em uma ação de improbidade administrativa na qual o peemedebista é acusado de ter mantido uma funcionária “fantasma” em seu gabinete na época em que era deputado federal.

A informação foi publicada na edição desta semana da revista Veja e confirmada pelo G1.

Saiba mais detalhes AQUI.

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terça-feira - 14/06/2016 - 18:05h
Hoje

Conselho de Ética aprova parecer para cassar Eduardo Cunha

O Conselho de Ética aprovou nesta quarta-feira (14), por 11 a 9, parecer do deputado Marcos Rogério (DEM-RO) pela cassação do mandato do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

A decisão ocorre uma semana após ser divulgada notícia de que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prisão de Cunha.

O peemedebista é acusado, no processo por quebra de decoro parlamentar, de manter contas secretas no exterior e de ter mentido sobre a existência delas em depoimento à CPI da Petrobrasno ano passado.

Ele nega e afirma ser o beneficiário de fundos geridos por trustes (entidades jurídicas formadas para administrar bens e recursos).

Saiba mais AQUI.

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quinta-feira - 09/06/2016 - 11:04h
Tutti buona gente!

PT e PMDB se juntam e evitam apoio à saída de Cunha

Por Andreza Matais e Marcelo de Moraes (da Coluna do Estadão)

Um dos maiores críticos públicos de Eduardo Cunha, o PT não assinou pedido de urgência para tramitação do projeto do deputado Roberto Freire que decreta vaga a presidência da Câmara, permitindo novas eleições.

PMDB também não.

Nota do Blog Carlos Santos – Já disse e repito, tenho escrito e falado há muitos anos:

Tutti buona gente!

São quadrilheiros em guerra, mas que vez por outra se associam à sobrevivência da classe.

Cara de um, focinho do outro.

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segunda-feira - 06/06/2016 - 09:50h
Procuradoria-Geral da República

Henrique Alves recebeu recursos do petrolão, diz Janot

Político potiguar teria sido abastecido com recursos à sua campanha ao Governo do Estado em 2014

Do Folha de São Paulo

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB), do Turismo, atuou para obter recursos desviados da Petrobras em troca de favores para a empreiteira OAS.

Parte do dinheiro do esquema desbaratado pela Operação Lava Jato teria abastecido a campanha de Alves ao governo do Rio Grande do Norte em 2014, quando ele acabou derrotado.

Henrique Alves é ministro do Turismo pela segunda vez (Foto: Antônio Cícero da Folhapress)

A negociação envolveria o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro.

As afirmações da Procuradoria constam do pedido de abertura de inquérito para investigar os três, enviado no fim de abril ao Supremo, mas até hoje mantido em sigilo.

No despacho obtido pela Folha, Janot aponta que Cunha e Alves atuaram para beneficiar empreiteiras no Congresso, recebendo doações em contrapartida.

A investigação tem como base mensagens apreendidas no celular de Pinheiro.

Conversas indiscretas

Henrique Alves para Léo Pinheiro (22 de junho de 2013):

– Charles (não identificado) poderia me procurar segunda cedo em casa? Lá marcaria com presidente do TC, irmão do Garibaldi. Discutiríamos problema. Se ele puder, 8h30! OK

Henrique Alves para Léo Pinheiro (14 de julho de 2013):

– Segunda em Brasília vou pra cima do TCU. Darei notícias.

Segundo a Procuradoria, o ministro diz que procurará o então presidente do Tribunal de Contas do RN, Paulo Roberto Chaves Alves, irmão do senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), para resolver demandas da OAS.

Eduardo Cunha para Léo Pinheiro (10 de outubro de 2014):

– Vê Henrique segundo turno.

– Vou ver.

Eduardo Cunha para Léo Pinheiro (13 de outubro de 2014):

– Amigo, a eleição é semana que vem preciso que veja urgente… (sic)

Eduardo Cunha para Léo Pinheiro (15 de outubro de 2014):

– Henrique, amigo?

– Está muito complicado (Léo Pinheiro).

– Mas amigo, tem de encontrar uma solução se não todo esforço será em vão (Eduardo Cunha).

Henrique Alves para Léo Pinheiro (16 de outubro de 2014):

– Amigo, como Cunha falou, na expectativa aqui. Abs e obrigado.

Eduardo Cunha para Léo Pinheiro (17 de outubro de 2014):

– Amigo, qual a saída para Henrique (Eduardo Cunha)?

– Infelizmente não tenho (Léo Pinheiro).

Eduardo Cunha para Léo Pinheiro (21 de outubro de 2014):

– Deixa falar. Tive com Júnior. Pedi a ele para doar por você ao Henrique. Acho que ele fará algo. Tudo bem (Eduardo Cunha)?

– Preciso que dê um reforço ao Júnior ao menos 1 dele da. Sua contra precisava de emergência (Eduardo Cunha).

Eduardo Cunha para Léo Pinheiro (23 de outubro de 2014):

O.K. Bom tocando com Júnior aqui na pressão ele vai resolver e se entende com você (sic).

Segundo a Procuradoria, “Júnior é Benedicto Barbosa Silva Júnior, ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura.

“Verificou-se não apenas a participação de Henrique Eduardo Alves nesses favores, como também o recebimento de parcela das vantagens indevidas, também disfaçadas de ‘doações oficiais'”.

Eduardo: cobranças a Léo (Foto: Alex Ferreira)

Entre 10 e 23 de outubro de 2014, houve ao menos oito pedidos de recursos para Alves, feitos por Cunha a Pinheiro. Também há cobranças diretas do atual ministro ao empreiteiro.

Alves, segundo a PGR, prometeu ao comando da OAS atuar junto ao Tribunal de Contas da União e ao Tribunal de Contas do RN, onde a empreiteira tinha pendências.

As mensagens também citam diversos encontros dos empreiteiros com Alves.

Na prestação de contas da campanha de Alves, há o registro do recebimento de R$ 650 mil da OAS.

Além disso, outros R$ 4 milhões doados p ela Odebrecht, são considerados suspeitos por Janot, porque as doações teriam sido feitas a pedido de Cunha para um posterior acerto da empresa com a OAS.

Veja matéria completa clicando AQUI.

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segunda-feira - 23/05/2016 - 09:59h
Só bandidos

Papuda neles!!

Continuo acreditando piamente em Delcídio do Amaral (senador cassado, ex-líder do Governo Dilma Rousseff no Senado).

Testemunhamos guerra entre quadrilhas em Brasília, récua de patifes lutando pelo butim.

Há anos escrevo isso e a história vai me dando razão a cada dia.

Quadrilhas e facções de Aécio, Lula, Temer, Cunha, Renan etc. não têm qualquer espírito público e lutam por seus interesses.

Papuda neles.

Se o Carandiru ainda existisse, essa gente não ia ser aceita pelos colegas do Pavilhão 9, tamanha a periculosidade deles, súcia nojenta.

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sábado - 21/05/2016 - 18:43h
Impeachment

Cunha admite “golpe” e diz que cumpriu o seu “papel”

O programa “Mariana Godoy Entrevista” na Rede TV, à noite dessa sexta-feira (20), teve sob sabatina o presidente afastado da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Um bate-papo muito interessante sobre bastidores políticos, presidente afastada Dilma Rousseff (PT), conselho de ética, “golpe”, dinheiro no exterior etc.

"Foi um golpe de sorte tirar Dilma e o PT do Poder", afirmou Cunha (Foto: Blog do Carlos Santos)

Denominado de “Malvado Favorito” por um segmento da sociedade, que sataniza o PT e Dilma, Eduardo Cunha admitiu que existiu “golpe”. Mas tem outro olhar sobre os acontecimentos envolvendo a presidente afastada.

Segundo ele afirmou, “foi um golpe de sorte tirar a Dilma e o PT do poder”.

Quanta maldade!

Frio, raciocínio rápido, impassível, ele se divertiu com o apelido de “Malvado Favorito”. Soltou um leve sorriso.

Disse que “não há razão para eu ser preso”. Sereno, com cenho sem revelar qualquer tensão, disse estar tranquilo e à espera da decisão quanto ao seu futuro.

Dinheiro na Suíça? Ele garante que não possui nada em seu nome ou de parentes.

Empinando um nítido conhecimento regimental da Baixa Câmara e do Congresso como um todo, fluência verbal e inabalável diante das perguntas mais constrangedoras, Eduardo Cunha asseverou que é “evangélico” e acredita na “Justiça”.

“Sensação que cumpri meu papel”. Eduardo Cunha pensa assim sobre abertura do processo de impeachment contra a presidente.

Lembrou que foram mais de 50 pedidos em um ano e ele chegou a rejeitar 40. Entretanto ficou inevitável o acatamento da proposição.

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quarta-feira - 11/05/2016 - 12:54h
Política e arte

Realismo fantástico na política brasileira

Nos últimos dias e semanas tivemos de quase tudo na política brasileira. Ficamos do tamanho que somos, sem ufanismos.

Tivemos apologia à tortura, deputado cuspidor, mulher bela, recatada e do lar; rabuda de ministro posando como primeira-dama, professora mijando e cagando em foto, Cunhão e Maranhão como ídolos de coxinhas e petralhas, além de anulação e “desanulaçao” de processo de impeachment.

E hoje? E amanhã?

O realismo fantástico da política do Brasil transforma “Sucupira” – cidade imaginária de Dias Gomes, autor teatral, – em distante exagero.

A realidade não imita a arte.

Vai muito além!

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quarta-feira - 11/05/2016 - 12:48h
Brasil real

Esse jogo não pode ser um a um

Noticiário da política nacional a cada dia fica mais bizarro.

Tivemos o “contra-golpe” do “golpe” com personagens saídos do humorístico Chaves”. Kk!!

Pelo o que entendi, Eduardo Cunha-PMDB foi operador do golpe dos “coxinhas” e Waldir Maranhão-PP o golpista dos “petralhas”.

Esse jogo não pode ser 1 a 1.

Vem mais.

A curta estada de Maranhão na Presidência da Câmara Federal, aprontando, mostra que é inesgotável a produção de patifes e patifarias por lá.

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domingo - 10/04/2016 - 09:04h
Brasilia em chamas

Votação do impeachment eleva tensão no Congresso

Do Congresso em Foco (Por Fábio Góis)

Depois de cinco anos e três meses de mandato, a presidente Dilma Rousseff terá nesta semana uma prova de fogo definitiva no Congresso – e que, na pior das hipóteses para ela, pode resultar na interrupção de seu segundo mandato nos próximos meses. O teste fatal tem data marcada: na próxima sexta-feira (15), caso seja obedecido o cronograma da Comissão do Impeachment, deputados votarão em plenário o parecer do relator Jovair Arantes (PTB-GO) pela admissibilidade do processo de deposição presidencial – que, como este site mostrou na última sexta-feira (8), pode sofrer ofensiva judicial do Palácio do Planalto, que ameaça recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para derrubar o texto.

Antes da votação em plenário, a comissão volta a se reunir nesta segunda-feira (11), às 10h, para finalizar a lista remanescente de inscritos para debates. Em seguida, às 17h, começar a votação do relatório no colegiado. Para essa fase estão previstas mais cinco horas para apresentação de defesas e orientações por parte de líderes de bancada – o resultado dessa deliberação deve ser lido já na sessão plenária de terça-feira (12).

No dia seguinte, a matéria será publicada no Diário Oficial e, a partir daí, abre-se prazo de 48 horas até que o processo seja incluído na Ordem do Dia da Casa para ser discutido pelo conjunto dos 513 deputados. Caso esses prazos sejam respeitados, o impeachment vai a voto na próxima sexta-feira.

Com a polêmica instalada e a votação a ser proferida pelos deputados verbalmente, um a um, é possível que os procedimentos regimentais da sessão deliberativa a façam avancar pelo fim de semana, culminando em um domingo de manifestações na Esplanada dos Ministérios – que será dividida em dois grupos no gramado em frente ao Congresso, com direito a esquema especialde segurança anunciado pelo Governo do Distrito Federal. Desde as 18h de sexta-feira (8), acampamentos, bonecos infláveis e outros tipos de instalação já foram proibidos pelo GDF até o dia da votação.

Artilharia pesada

Em meio à artilharia pesada da oposição, que tenta mobilizar as ruas para a votação do impeachment, o governo aposta no varejo para angariar apoio – a ordem no Planalto agora é retirar, aos poucos, o espaço que o PMDB ainda ocupa em seis ministérios e em demais redutos da administração pública (centenas de cargos de segundo e terceiro escalão), mesmo depois de ter resolvido sair da base aliada.

A preocupação do governo procede, pois terá de conseguir substituir a sustentação que tinha com o principal aliado e seus quase cem de parlamentares – 18 senadores, que só votarão caso a Câmara aprove o pedido de impeachment em plenário, e 77 deputados, dos quais 67 aptos a votar.

No alvo do governo estão partidos como o Partido Progressista (PP), que tem mais de 30 parlamentares investigados na Operação Lava Jato, o Partido da República (PR), o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e até legendas periféricas como o Partido Trabalhista Nacional (PTN).

Como este site mostrou na última quarta-feira (6), para tentar obter o apoio dos 48 deputados do PP – que está divido sobre o impeachment, mas tem orientação de cúpula para apoiar Dilma –, o governo ofereceu ao partido a indicação do próximo ministro da Saúde e a manutenção de um representante da legenda no Ministério da Integração Nacional. Segundo fontes do governo, o Planalto vai substituir o ministro da Saúde, deputado Marcelo Castro (PI), que é da ala governista do PMDB, por um representante do PP. Castro vai reassumir o mandato na Câmara e votará contra o impeachment.

Bastidores

Enquanto governistas apostam na alegada falta de fundamentação jurídica do relatório de Jovair – na esteira da enfática defesa feita na Comissão do Impeachment pelo advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo –, até o ex-presidente Lula tem se movimentado nos bastidores de Brasília. Durante a semana que se encerra neste domingo (10), o cacique petista se reuniu com diversos políticos na capital federal para convencê-los a combater o avanço do impeachment.

Por outro lado, nomes como o ex-presidente do PTB Roberto Jefferson, o “homem-bomba” do mensalão, trabalham abertamente junto a parlamentares indecisos, com o objetivo de fazê-los votar contra Dilma. Como este site também mostrou no transcorrer da semana, o ex-deputado fluminense esteve em Brasília na última quarta-feira (6) para executar a missão. Valendo-se da influência que ainda exerce entre os correligionários, ele convocou a bancada petebista para uma reunião, na liderança do partido na Câmara, com o objetivo de dar um arrocho na metade dos deputados que ainda está indecisa sobre a votação do impeachment.

Em meio às negociações de lado a lado, o governo mantém sempre em mente uma matemática relativamente simples: evitar que a oposição consiga os 342 votos necessários para aprovar o impeachment (dois terços da Câmara) – para tanto, interessa aos governistas que alguns deputados simplesmente se ausentem da votação, o que diminui as chances de quórum para votação. Com 172 votos contra o impeachment, Dilma se livra da deposição e o processo é enviado ao arquivo.

Fla x Flu

Em tempo: um dos patrocinadores do processo de impeachment contra Dilma, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tem alimentado a possibilidade de que os procedimentos de votação do impeachment se desdobrem pelo próximo fim de semana, a fim de estimular as manifestações populares nos arredores do Congresso e, assim, provocar uma atmosfera de pressão sobre os parlamentares.

Obviamente, deputados governistas são contra a estratégia, e até alguns membros da oposição – ex-líder do DEM e um dos principais articuladores do movimento pró-impeachment no Congresso, o deputado Mendonça Filho (PE) desaconselha a votação em um domingo, por exemplo, para que o processo não tenha clima de “final de campeonato”.

Os planos de Cunha e da maioria dos oposicionistas não levaram em conta os limites da própria capital federal. Mesmo com espaço dividido para acomodar grupos populares a favor e contra o impeachment (do lado direito e esquerdo, respectivamente, de quem olha para o Congresso), com estrutura e contingente policial planejados para coibir confrontos, há a preocupação de autoridades do Distrito Federal com a possibilidade de violência durantes as manifestações. Nesse sentido, o governador do DF, Rodrigo Rollemberg, reuniu-se com Cunha, na última quarta-feira (6), para pedir que o processo seja concluído ainda durante a semana, a fim de garantir uma melhor organização do policiamento.

“Há uma preocupação da área de segurança em função do grande contingente de pessoas que deverão vir a Brasília”, ponderou o governador, que também pediu ao presidente da Câmara o calendário de votações para programar as operações da segurança pública, por precaução.

O policiamento nos arredores do Congresso será executado em força tarefa das polícias legislativas da Câmara e do Senado, com apoio de batalhões sob comando da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (PM, Polícia Civil etc) e da Força de Segurança Nacional. São esperados 300 mil manifestantes, 150 mil para cada grupo (contra e a favor do impeachment).

Saiba mais sobre impeachment e crise política clicando AQUI.

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Categoria(s): Política
sexta-feira - 08/04/2016 - 05:56h
Eduardo Cunha

A chicana sem fim do presidente da “Baixa Câmara”

Em que parlamento do mundo democrático, um presidente da Baixa Câmara (sem trocadilho) ainda estaria no cargo, com a ficha de Eduardo Cunha (PMDB)?

Desde maio do ano passado que ele promove uma chicana sem precedentes na história congressual brasileira, se mantendo num dos mais altos cargos da República.

Brinca, ridiculariza a Constituição, faz troça com tudo e todos.

Um acinte!

Do Supremo Tribunal Federal (STF), guardião constitucional, não surge uma decisão para por fim a essa molecagem.

Francamente!

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quinta-feira - 07/04/2016 - 19:38h
O outro lado

“Mapa da Democracia” luta contra “golpe” na Internet

No outro extremo dos que lutam pró-impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), utilizando modernas ferramentas digitais, há aqueles que defendem a manutenção do seu mandato e a continuidade do Governo.

Por isso, também é possível se encontrar na Internet página com mobilização nesse sentido.

Site conclama luta pelo mandato de Dilma (Foto: reprodução)

“Independente do que vá acontecer na Comissão do Impeachment, a votação irá para a plenária da câmara, onde precisaremos de 172 votos para barrar este golpe!”- diz texto do site Mapa da Democracia.

Eduardo Cunha

“Deputados já se manifestaram contra o impeachment. Agora precisamos convencer pelo menos 45 dos que estão indecisos, para obtermos a vitória”, acrescenta a mesma página.

“Impeachment só pode ser aplicado em caso de comprovação de crime de responsabilidade e Dilma não é sequer acusada de um. A Câmara, presidida pelo réu Eduardo Cunha, conduz um processo de impeachment ilegal”, assinala o mesmo site.

Conheça-o clicando AQUI.

O site dos que trabalham pelo impeachment está AQUI, conforme postagem deste Blog.

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Categoria(s): Política
segunda-feira - 04/04/2016 - 20:18h
A Baixa Câmara

De um batedor de carteira a um ladravaz

Vendo o contorcionismo do presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para se manter no cargo e com o mandato, lembro do ex-presidente Severino Cavalcanti que cobrava “toco” de 10 mil/mês de um empresário que arrendou restaurante na sede desse poder.

Severino: 'Só" 10 mil/mês (Foto: Web)

Renunciou para não ser cassado por esse ‘pequeno’ deslize.

Foi mostrada em rede nacional uma cópia ampliada do cheque compensado, utilizado para pagar-lhe o mensalinho. Em 21 de setembro de 2005, o pernambucano Severino Cavalcanti renunciou a seu mandato de deputado federal em decorrência das denúncias.

Sebastião Buani, que administrava o restaurante da Câmara, acusou Severino de cobrar-lhe a mensalidade de 10 mil reais sob a ameaça de fechar o restaurante dele.

Hoje, Cunha aparece a todo momento enroscado em milhões e milhões no Brasil, Suíça e o escambau.

Mas continua lá, presidente da chamada Baixa Câmara.

Resiste a todo cerco à sua cassação.

Diante dele, Severino é realmente um batedor de carteiras.

Cunha, um ladravaz sem limites.

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  • Repet
quarta-feira - 16/03/2016 - 23:52h
Poder sem pudor

Resenha de um dia incomum e impactante na política

Veja vários ângulos de um momento conturbado do país, como informações, análises e opiniões do Blog

Abaixo, um pouco da nossa visão desse dia conturbado para a política brasileira. Uma resenha com análises e opiniões em postagens sintetizadas:

Presidente de direito

Aguardar em que lugar do Planalto a “presidente” Dilma vai ser colocada. Além da farsa da “Pátria Educadora”, a farsa de ser presidente apenas de direito, a partir de agora. Triste.

República Criminosa

Vivemos na República Federativa Criminosa do Brasil. Biografias transformadas em prontuários. Um país perplexo diante de tanto cinismo.

Dilma e Lula estão no olho de um tufão raro na política brasileira e que amiúda mais ainda o Governo (Foto: Web)

Populismo e charlatanismo

Não teremos golpe ou banho de sangue. Como também não deve haver endosso à tanta desfaçatez. Chega de charlatanismo e populismo políticos.

Cunha, Renan, Aécio e Cia

Bom lembrarmos: na Câmara Federal, segue alojado Eduardo Cunha. No Senado, o invertebrado Renan Calheiros. A oposição tem Aécio Neves e Cia.

Protesto

Em Natal e vários pontos do Brasil temos manifestação de rua nesta noite. Protesto com combustão disparada por gravações divulgadas, sobre o submundo do poder.

“Cadeia”

Na era da Net, a contra-informação pode e deve ser usada pelo Governo. Só não vale nominá-la de ‘Cadeia da legalidade”. Não soa bem. Assusta.

Impeachment e golpe

Impeachment não é golpe. É dispositivo constitucional. Pode ser golpe, se for sem base legal. Mas Dilma já foi destituída pelo próprio PT.

PMDB cairá fora

Dia de hoje era a senha que faltava para o PMDB tomar uma posição. O prazo de 30 dias, que tinha estabelecido para esse fim, não será usado integralmente.

Covardia

Com acervo social de seus governos, Lula não deveria aceitar blindagem do Ministério. Sua mulher e filhos não a possuem. Postura covarde.

Em Brasília, protesto alcançou outros partidos (Foto: G1)

Sujeito abjeto

De todos os diálogos que vieram à tona, o mais degradante é de Lula com Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro (PMDB). Não por Lula, mas por Paes. Enojante. Sujeito abjeto.

‘Trunfo’ sem pudor

Eduardo Paes é ‘trunfo’ de segmentos do PMDB para a disputa presidencial. A gravação dele com Lula revela esnobismo e arrogância sem pudor.

Linguagem de submundo

Vi como normal boa parte do diálogo Dilma/Lula. Em outros, desdém à República, aos poderes, ultraje ao povo. Linguagem chula, própria do submundo. Por menos, Delcídio do Amaral acabou preso.

Trapaças e política

As trapaças de Eduardo Cunha (PMDB) para ficar no poder e Câmara Federal são canalhices. O artifício do Ministério para Lula, não. É política. Ah, tá!

Nomeação às pressas

É visível que nomeação de Lula foi feita às pressas. O Planalto correu para formalizá-la até com publicação; pressentiu que ele seria preso.

Grampo e divulgação

No alto do meu profundo e incomensurável desconhecimento do Direito, não posso afirmar que tenha ocorrido ilegalidade no grampo e na divulgação de diálogos entre a presidente Dilma e o ex-presidente Lula. Mas é impossível não comentar o conteúdo das falas e identificarmos a gravidade de boa parcela do que foi apresentado publicamente.

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Categoria(s): Política / Reportagem Especial
quarta-feira - 16/03/2016 - 22:12h
Decidido

Supremo mantém rito do impeachment

Por maioria dos votos, o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou nesta quarta-feira (16) os embargos de declaração apresentados pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e manteve o rito do impeachment definido em dezembro do ano passado.

Desta forma, quando os deputados voltarem a analisar o tema amanha (17), a formação da comissão especial será com voto aberto e com chapa única.

Além disso, também permanece a possibilidade de uma comissão especial do Senado derrubar a decisão da Câmara pelo início do processo contra a presidente Dilma Rousseff.

Os ministros Edson Fachin, Teori Zavascki, Rosa Weber, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, acompanharam o relator, Luís Roberto Barroso, para rejeitar os embargos da Câmara.

Veja matéria completa AQUI.

 

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Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público
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