quarta-feira - 21/09/2022 - 07:10h
Eleição proporcional

Sem nominata forte, nomes bem citados podem não vingar

bxblue-fila-nacional-do-inssSó para lembrar: eleições a deputado federal e deputado estadual são proporcionais.

Aparecer bem em pesquisas (que tem grande margem de erro) é sempre muito bom, mas é preciso que outros candidatos da mesma nominata pontuem para alcance do quociente eleitoral ou mesmo o patamar da chamada “sobra” (partido precisa somar pelo menos 80% do total do quociente eleitoral para poder eleger um deputado).

Sozinho ninguém chega a lugar nenhum.

Ser eleito apenas com seus votos, sem a soma dos demais da nominata, é dificílimo.

Fique atento.

Leia tambémPesquisa proporcional, a complexa fórmula à eleição de um deputado;

Leia tambémQuem vai se eleger “sozinho” a deputado estadual?

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Categoria(s): Eleições 2022 / Política
sábado - 12/03/2022 - 08:44h
Eleições proporcionais

Nominata e quociente eleitoral, dúvidas e temores em 2022

As eleições proporcionais deste ano serão uma das mais complexas e difíceis em décadas, no Rio Grande do Norte. Novidades como o fim das coligações e possibilidade de formação de federações partidárias, montagem de nominatas, janela partidária perto de se fechar e política de alianças confusa tornam o cenário muito delicado.candidatura avulsa, candidato, política, eleição, quociente eleitoral, disputa proporcional,Até mesmo políticos com mandatos e com grande potencial de votos estão ressabiados. Um passo em falso e tudo estará antecipadamente perdido.

Também não faltam dúvidas e as estimativas são sempre à base do achismo, quanto ao quociente eleitoral no pleito de outubro. Em 2018, por exemplo, foi de 202.353 votos à Câmara dos Deputados.

Simplificadamente pode ser dito que à época, para a eleição de pelo menos um deputado, cada partido ou coligação (dispositivo existente no pleito) precisou obter cumulativamente esse montante de votos. O menos votado, entre os eleitos, foi Fábio Faria (PSD): 70.350 votos.

Ninguém é uma ilha

Em relação à Assembleia Legislativa, o quociente eleitoral foi de 69.476. O deputado estadual eleito com menor número de votos foi Sandro Pimentel (PSOL), com 19.158 votos. Mas, mesmo assim, ele acabou cassado devido erro procedimental na prestação de contas. Assumiu o suplente Jacó Jácome (PSD).

Para 2022, as dificuldades só aumentam na luta por oito vagas para deputado federal e 24 para deputado estadual. É pouco provável que alguém se eleja ou se reeleja sozinho, algo raríssimo no RN em disputas a casas legislativas. Por isso, a importância da boa escolha partidária é ponto de partida para a vitória.

Sem um nominata forte, as chances caem violentamente. E é tolo ou pura esperteza o discurso do “eu me elegi” sozinho quando tratamos de eleições proporcionais. Sem o acumulado de votos dos demais candidatos do partido/federação, é dificílimo arrotar essa bravata.

Ainda sobre 2018, que fique claro: nenhum deputado federal alcançou sozinho 202.353 votos (o mais votado foi Benes Leocádio, do PTC, hoje no Podemos, com 125.841). Em relação à Assembleia Legislativa, quem foi campeão de votos àquela disputa totalizou 58.221. Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB).

Ninguém é uma ilha na corrida legislativa. Não existe candidatura avulsa amparada pela legislação em vigor, algo que chegou a existir por curto período republicando na primeira metade do século passado. O chamado “monopólio da representação” pelos partidos perdura desde 1945.

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Categoria(s): Política
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domingo - 17/06/2018 - 06:28h

A importância do parlamento

Por Odemirton Filho

No Brasil os candidatos são eleitos por duas formas. Através do sistema majoritário, no qual se elege aquele que tenha mais votos e pelo sistema proporcional, observando-se o quociente eleitoral e o quociente partidário para que se possa conhecer os eleitos.

Teoricamente são representantes do povo, seja no Poder Executivo, Presidente, Governadores e Prefeitos, ou no Poder Legislativo, no caso dos Senadores, Deputados Federais, Deputados Estaduais e Vereadores.

Observa-se, todavia, que a sociedade estar a discutir, como maior relevo, em qual candidato à Presidência da República ou ao Governo do Estado deverá votar nas eleições de outubro próximo.

No mais das vezes, estamos a esquecer que são os parlamentares que propõem as leis, na sua atividade típica de legislar.

Ter-se um Parlamento que inspire confiança e represente, de forma efetiva, os anseios da sociedade, é fundamental para a consolidação do Estado Democrático de Direito e para alcançar os fins sociais.

Parlar, parlar, isto é, falar, discutir, propor leis e, sobretudo, fiscalizar o Poder Executivo são as atribuições do Parlamento.

No âmbito Federal, o Congresso Nacional, composto pela Câmara dos Deputados e Senado da República exercem esse mister. Aquela representando o povo, este, representando os Estados.

Nos Estados-membros, como sabemos, são as Assembleias Legislativas, através dos deputados estaduais, que exercem esse papel legislador e fiscalizador.

Entretanto, o que estamos presenciando é uma discussão ferrenha em defesa dos pré-candidatos à Presidência da República e aos Governos estaduais.

Não se vê, por outro lado, uma maior atenção por parte da sociedade em discutir em qual candidato a Senador, Deputado Federal e Deputado Estadual irá votar.

Enquanto isso, Senadores e Deputados que, há muito, fazem parte das Casas Legislativas, estão a pavimentar as suas reeleições.

Acredito que precisamos renovar, “dar um gás”, colocar no Parlamento Nacional e Estadual novos nomes e novas ideias.

Claro que temos nos Parlamentos nomes que, pelo trabalho que desenvolvem, devem retornar às suas Casas Legislativas.

Contudo, uma parte já não representa, a contento, os anseios da coletividade, seja porque faz da política uma profissão, seja porque esteja envolvida em atos de corrupção.

É de se lembrar que o Presidente da República ou os Governadores dos Estados pouco podem fazer se o Legislativo não estiver em harmonia com o Executivo.

Harmonia, diga-se, não é subserviência ou fisiologismos.

Portanto, em outubro teremos, mais uma vez, a oportunidade de renovar o Congresso Nacional e as Assembleia Legislativas.

Continuaremos a eleger os mesmos?

Odemirton Filho é professor e oficial de justiça

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Categoria(s): Artigo
sexta-feira - 07/09/2012 - 13:58h
Para entender

Nuances de uma pesquisa à Câmara Municipal

Há uma série de dúvidas quanto a qualquer pesquisa a vereador. Cada vez que uma sondagem é publicada, as queixas, críticas e arroubos são praticamente os mesmo. Sempre os mesmos.

A maior parte do murmúrio advém do desconhecimento. Mas claro que existe uma parcela, minoritária, que aposta na leviandade por pura má-fé. O importante é conturbar e não esclarecer.

Muita gente afirma com peito estufado, descrença em pesquisa, com base numa estupidez: “Não acredito em pesquisa porque nunca fui entrevistado!” Eu também nunca fui. Pesquisa é um instrumento científico de aferição de vontade popular num determinado espaço de aglomeração humana.

Muita gente confunde pesquisa com “censo”.

Censo é um levantamento social realizado pelo Governo Federal a cada dez anos, com o intuito de identificar uma série de informações necessárias à gestão da coisa pública. No censo, cada habitação – de luxo ou casebre – é visitado e em tese todos os habitantes ou seus representantes em cada endereço são entrevistados.

Pesquisa a vereador, bom que repitamos pela milésima vez: tem enorme margem de erro, porque são enormes as variáveis para infuenciar na eleição.

A disputa a vereador é com base em critério proporcional e não majoritário. É uma disputa muito mais difícil do que um embate a prefeito, porque depende não apenas do seu desempenho próprio, mas da performance de outros candidatos de sua coligação/partido.

É raro alguém ser eleito apenas com seus próprios votos. Normalmente a soma à vitória é feita com votos pessoais e aqueles dados a outros companheiros de partido/coligação e o voto de legenda.

Uma pesquisa, é bom que salientemos, não identifica essas minudências. Ela aponta os nomes mais citados, ou seja, uma aferição majoritária. Alguém que apareça com índice pequeno pode ser eleito e outro candidato com desempenho melhor nos números, não.

O atual vereador mossoroense Manoel Bezerra de Maria (DEM) teve mais de 3.217 votos nas eleições de 2008 e não foi eleito. Em todas as pesquisas apareceu nas primeiras colocações. Já Maria das Malhas (PSL, hoje no DEM) conseguiu esse feito obtendo bem menos, ou seja, 1.956 votos.

Àquele pleito, oito dos 13 eleitos tiveram menos votos do que Manoel Bezerra e assim mesmo ele ficou fora. Só assumiu a cadeira em 2010, com a morte da vereadora Niná Rebouças (DEM), que alcançou 3.938 votos.

O mapeamento quanto à área em que o candidato é citado, levando-se em conta a densidade de votos, ajuda a estimar seu potencial à disputa. Entretanto é algo vago e inconsistente.

Majoritária

É sempre bom aparecer em uma série de pesquisas, pois revela que seu nome está no imaginário popular. Isso é fato, porque na pesquisa “Espontânea” o entrevistado cita naturalmente em quem pretende votar, sem acesso a qualquer lista de candidaturas.

A pesquisa segue um modelo de “estratificação social”, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), assentados em critérios de renda, nível de escolaridade, localização e idade. Em cima dessas informações é que se forma o conjunto de ouvidos, totalizando as informações coletadas.

Não deve ser ignorado ainda, que muitas vezes são citados nomes que sequer são candidatos. Xuxa, Pelé, Ayrton Senna etc. podem surgir e o entrevistador faz a anotação.

Seria praticamente impossível se fazer uma pesquisa “Majoritária” a vereador, devido ao grande volume de candidaturas e a complexidade para se coletar essas informações e tabular material. A sondagem teria custo elevadíssimo, além de perder em agilidade.

Este ano, Mossoró tem mais de 280 candidatos a vereador. Imagine só cada entrevistador andando com uma lista bíblica à mão, mostrando a relação dos candidatos, para cada entrevistado escolher o seu…

É isso.

Espero ter contribuído para melhor compreensão do que seja uma pesquisa para cargo proporcional (vereador, o caso do pleito deste ano no país).

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Categoria(s): Eleições 2012
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quinta-feira - 05/07/2012 - 11:06h
Análise

Quem tem chances na proporcional

Por Bruno Barreto (O Mossoroense)

Esta semana a coluna analisou o potencial das coligações proporcionais para as eleições deste ano, mas a partir de uma solicitação de comentário para o Observador Político do blogueiro “Tio Colorau”, a coluna faz uma projeção acerca dos nomes. Não fizemos no programa por conta de restrições da lei eleitoral que não alcançam os jornais.

De antemão afirmo que a análise é com base do potencial eleitoral dos candidatos a vereador e na estrutura financeira de cada um. Vamos começar pela oposição.

Na coligação PSB, PT, PTB, PDT e PPL vejo com mais chances: Ricardo de Dodoca (PTB), Lairinho Rosado (PSB), Vingt-un Neto (PSB), Pedro Eugênio (PTB), Tomaz Neto (PDT) e Luís Carlos (PT). Quem pode surpreender: Gérson Nóbrega (PTB), “Fuxiquinho” (PTB), Gilson Cardoso (PSB), Gilberto Diógenes (PT) e o empresário Lucélio Filho (PTB).

Na coligação PT do B, PC do B e PRP não há favoritismo para a vaga que deve ser conquistada. Difícil citar um nome. Na coligação PSD, PPS, PP, PHS, PTC e PRB aposto em Francisco José Junior, Jório Nogueira, “Tia Cícera” e Wellington Barreto. Os três primeiros do PSD e o último do PPS. Não vejo outro nome capaz de surpreender.

Governismo

Na chapa governista vejo a coligação DEM, PR, PMN bastante congestionada, mas acredito nas reeleições de Manoel Bezerra (DEM) e Genivan Vale (PR). As outras duas vagas devem ser ocupadas por “Dão Dantas” e Arlene Souza, ambos do DEM.

Os vereadores Flávio Tácito (DEM) e Maria das Malhas (DEM) devem ampliar as votações, mas correm por fora.

No PMDB/PSC Alex Moacir (PMDB) e vereador Zé Peixeiro (PMDB)  devem ser eleitos. A terceira vaga deve ser disputada por ex-vereadores Izabel Montenegro, Aluízio Feitosa, Benjamim Machado, “Cheque” e vereador Daniel Gomes, todos do PMDB.

No PV/PSL o ex-secretário Francisco Carlos (PV) e o jornalista Carlos Scarlack (PV) devem ser os eleitos, mas não se deve descartar Alex do Frango e Cícero Ramalho.

No PTN/PSDB, Narcízio Silva (PTN), Adriano Gesso (PTN), Tássio Mardoni (PSDB) e Gilvan Carlos (PSDB) disputam duas vagas. Vale lembrar que outros nomes podem surgir tendo em vista que o PTN é o espólio do antigo PSL que sempre elegeu vereadores com baixas votações. Portanto: nomes menos conhecidos podem aparecer.

No entanto, dificilmente os 21 vereadores que tomarão posse em 1° de janeiro serão diferentes dos nomes citados. Tudo dependerá do desempenho do candidato na disputa eleitoral e como ele vai administrar os recursos da campanha. Repito: esta análise não é definitiva nem nomeação de seu ninguém. O (e)leitor pode discordar. O espaço está aberto.

Nota do Blog do Carlos Santos – Meu caro Bruno, muito bacana sua contribuição à discussão sadia e ao debate construtivo na campanha deste ano em Mossoró. Valeu, garoto! Isso é jornalismo político dos bons.

A grosso modo, até porque não mergulhei mais amiúde nesse campo de estudo proporcional, concordo contigo. Mas assinalo pelo menos de saída, um nítido esquecimento seu: o vereador  Claudionor dos Santos (PMDB) deve se reeleger, assim penso no momento.

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Categoria(s): Eleições 2012
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