quinta-feira - 15/09/2016 - 17:30h
Sucessão Municipal III

Nova tentativa a prefeito leva Josué a dificuldades maiores

O professor do Instituto Federal do Rn (IFRN), Josué Moreira (PSDC), tenta pela terceira vez consecutiva ser prefeito de Mossoró. Sua cruzada é quixotesca, tamanha as dificuldades à sua frente hoje, como foram em 2012 e 2014.

Dessa feita, pelo menos conseguiu articular com muita dificuldade e êxito, uma aliança até bem pouco tempo improvável, com o PSOL, que lhe deu como vice a odontóloga Karliana Fernandes.

Josué vai para a terceira tentativa e, dessa vez, com uma coligação com o PSOL (Foto: Facebook)

Nas duas outras ocasiões, Moreira marchou sozinho. Agora, não obstante a composição com o PSOL e uma chapa proporcional com 27 candidatos a vereador, seus problemas não são menores. Parece que se alargaram.

Nas campanhas de 2012 e 2014 (pleito suplementar), Josué Moreira chegou a ocupar espaço em rádio e TV como os demais concorrentes. Dessa feita, abdicou, por ter escassos 19 segundos e por absoluta falta de meios à própria produção microscópica.

Então, como ele pode se apresentar ao eleitor mossoroense como candidato, desfiar suas propostas, criticar adversários ou denunciar eventuais situações, sem esse privilegiado espaço?

Nome cotado a vice

A candidatura de Josué e Karliana, na Coligação Mossoró é do Povo, sofre de natural desnutrição com escassa possibilidade de se robustecer dentro da própria campanha, que é também pequena, com 45 dias.

No período de pré-campanha, Josué ainda chegou a abrir entendimento e diálogo com o movimento Mossoró Melhor, que acabou viabilizando a candidatura a prefeito do empresário Tião Couto (PSDB). Ele era um nome cotado para vice, mas logo saiu serpenteando à cata de vida própria e mesmo projeto de antes.

Teve habilidade para costurar associação com o PSOL do ex-candidato a prefeito Raimundo Nonato Sobirnho, o “Cinquentinha”, a ponto de fechar essa aliança, mesmo com combate de minoria dissidente desse partido.

Apesar de formar nominata até superior a partidos maiores e de forças tradicionais, Josué e seus novos aliados não criaram meios elementares para que a chapa pudesse ser vista e lembrada. Sua campanha desaparece em meio à concorrência e visibilidade das outras, caminhando para um resultado inferior às outras.

O que tem pela frente até o dia 2 é a oportunidade escassa de aparecer em debates e em entrevistas a emissoras de rádio e televisão, além de espaços (até aqui pouco aproveitado) na Internet.

Votação e eleições

Josué Moreira teve 1.932 (1,43%) votos em 2012, como um ilustre desconhecido. Menos de dois anos depois, estava mais uma vez entre candidatos a prefeito, quando obteve 3.025 (3,88%) votos no pleito suplementar.

Foi o terceiro mais votado em 2012 e o quarto colocado em 2014.

O que esperar de 2016?

É pouco provável que consiga surpreender favoritos e projetar-se no capital bem maior de votos. Há a chance de tentar puxar votação para eleger pelo menos um vereador.

É possível, mas não é muito provável que ocorra.

Vamos acompanhar.

Veja AQUI análise sobre campanha de Gutemberg Dias do PCdoB.

Veja AQUI análise sobre campanha de Francisco José Júnior do PSD, o “Francisco”.

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quinta-feira - 15/09/2016 - 10:12h
Cenário Político

Programa vai ouvir todos os candidatos a prefeito

O programa Cenário Político da TCM (TV Cabo Mossoró) promoverá uma rodada de entrevista com os candidatos a prefeito de Mossoró na próxima semana. As entrevistas acontecerão de 19 a 23 de setembro.

Todos os candidatos vão responder a perguntas sobre as mesmas temáticas e terão até 3 minutos para cada resposta. Todos os candidatos já confirmaram presença.

A ordem dos entrevistados foi definida em sorteio realizado ontem durante o programa:

Dia 19: Tião Couto (PSDB);
Dia 20: Rosalba Ciarlini (PP);
Dia 21: Francisco (PSD);
Dia 22: Josué Moreira (PSDC);
Dia 23: Gutemberg Dias (PCdoB).

Apresentado por Carol Ribeiro e Marcello Benévolo, o Cenário Político vai ao ar às 18h40, ao vivo, no TCM 10, e pode ser acompanhado também pelo aplicativo TCM Play e Portal TCM.

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quarta-feira - 14/09/2016 - 19:18h
Eleições 2016

Dois debates estão confirmados para a disputa mossoroense

Na reta final da campanha eleitoral mossoroense teremos dois debates transmitidos pela TV.

InterTV Cabugi e TV Cabo Mossoró (TCM) confirmam esses programas especiais.

No dia 25 (um domingo) por volta de 23h, será o debate da InterTV, após o programa “Fantástico”.

Já o da TCM ocorrerá na terça-feira (27), a partir das 20h40.

Os cinco candidatos a prefeito confirmaram participação.

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segunda-feira - 12/09/2016 - 22:44h
Ibope

Carlos Eduardo confirma larga dianteira para reeleição

Do portal G1RN

Pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira (12) aponta os seguintes percentuais de intenção de voto na corrida para a Prefeitura de Natal:

– Carlos Eduardo (PDT) – 53%
– Kelps Lima (SD) – 8%
– Márcia Maia (PSDB) – 7%
– Fernando Mineiro (PT) – 5%
– Robério Paulino (PSOL) – 4%
– Freitas Júnior (Rede) – 1%
– Rosália Fernandes (PSTU) – 0%
– Branco/Nulo – 17%
– Não sabe/Não responderam – 5%

O Ibope ouviu 602 eleitores entre os dias 8 e 11 de setembro. A margem de erro é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de quatro pontos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) sob o número 06747/2016.

No levantamento anterior, realizado pelo instituto, entre os dias 19 e 22 de agosto, Carlos Eduardo tinha 40%, seguido por Fernando Mineiro, Kelps, Márcia Maia e Robério Paulino, com 7%, cada. Freitas Júnior e Rosália Fernandes tinham 1%, cada. Brancos e nulos eram 25% e indecisos somavam 5%.

A pesquisa foi encomendada pela Inter TV Cabugi.

Rejeição

O Ibope também perguntou em qual candidato o eleitor não votaria de jeito nenhum.

– Fernando Mineiro (PT) – 36%
– Márcia Maia (PSDB) – 35%
– Kelps Lima (SD) – 28%
– Rosália Fernandes (PSTU) – 22%
– Freitas Júnior (Rede) – 19%
– Carlos Eduardo (PDT) – 18%
– Robério Paulino (PSOL) – 18%
– Poderia votar em todos (resposta espontânea) – 3%
– Não sabem ou preferem não opinar – 13%

Avaliação da administração Carlos Eduardo

Na mesma pesquisa, os eleitores também responderam sobre a avaliação da administração do prefeito Carlos Eduardo. Veja os números:

– Ótima/boa – 43%
– Regular – 45%
– Ruim/péssima – 11%
– Não sabe/não respondeu – 1%

O Ibope ouviu 602 eleitores entre os dias 8 e 11 de setembro. A margem de erro é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos.

O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de quatro pontos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) sob o número 06747/2016.

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segunda-feira - 12/09/2016 - 10:41h
Sucessão Municipal I

Francisco e o estigma do político gelatinoso e sem credibilidade

Candidato enfrenta dificuldades que ele mesmo causou para si inflando o ego e fugindo da realidade

Francisco José Lima Silveira Júnior (PSD), o Francisco José Júnior, Silveira, agora político-eleitoralmente trabalhado por seu marketing como “Francisco”, tenta a reeleição à Prefeitura de Mossoró depois de revelar muita destreza política e ser bafejado pela sorte, digamos.

Francisco é persuasivo, articulado e boa parte do que diz em seus programas eleitorais, sobre gestão e adversários, é verossímil. Mas por que ele não decola? Vamos tentar explicar.

O prefeito-candidato mergulhou num abismo delirante. As redes sociais da Internet formam um mundo à parte ou espécie de brinquedinho infantil adotado por ele, mas que se volta contra si como um monstro a devorá-lo. É desse mundo virtual que vem boa parte dos seus infortúnios recentes, que desmancham de vez suas utopias eleitorais (veja AQUI, AQUI e AQUI episódio recente que envolve até a primeira-dama do Estado, Juliane Faria).

"Francisco", em plena madrugada, faz filmagem de si na periferia da cidade, para se expor no seu mundo virtual (Foto: Web)

Sua candidatura à reeleição parece mostrar que os ventos sopram noutra direção e várias conspirações do destino que o favoreceram num passado, recente, parecem ter chegado ao fim.

Mas o caso não é exatamente de sorte ou azar. Não estamos lidando com um trevo de quatro pétalas ou a falta dele.

Na mitologia Celta (veja AQUI), os Druidas, filósofos e conselheiros da sociedade dessa etnia da Europa na antiguidade, acreditavam que o trevo de quatro folhas simbolizava a boa fortuna e quem o possuísse passaria a ter a sorte dos deuses e os poderes da floresta.

Sob essa ótica mitológica, pode ser assinalado que o grande capital obtido nos últimos tempos por Francisco não é eleitoral ou de imagem pessoal. Como ele mesmo atesta em suas declarações de bens desde as eleições de 2012 até este ano (veja AQUI), os últimos anos foram de bençãos nos negócios. Tudo indica que encontrou um trevo de quatro pétalas. Ô!!

Egolatria e megalomania

Na política, o candidato à reeleição pela Coligação Liderados pelo Povo caminha para desastre iminente e previsível há vários e vários meses. Na floresta que tem diante de si, na caça ao voto, é presa fácil de adversários que não precisaram se movimentar muito para alijá-lo da disputa.

Francisco, Francisco José Júnior, Silveira, Francisco José Lima Silveira Júnior é vítima de si mesmo (veja AQUI). De uma vaidade doentia, que podemos tratar por nomes complexos como “egolatria” e “megalomania”. Contrastam com o que o seu marketing tenta fervorosamente adesivar ao seu perfil, a partir do prenome papal de “Francisco”.

O prefeito eleito com estrondosa votação no pleito suplementar de 4 de maio de 2014, após cassação e afastamento da prefeita eleita Cláudia Regina (DEM), foi sendo paulatinamente engolido pelo próprio ego. Não entendeu a mensagem das urnas àquele ano, que este Blog decifrou (veja AQUI).

A missão do novo prefeito é muito maior do que talvez ele mesmo imagine. Será divisor de águas ou apenas nuvem passageira“, alertava nossa matéria no dia 6 de maio de 2014, dois dias após a eleição de Francisco José Júnior a prefeito de Mossoró em pleito suplementar.

Turbinado e anabolizado

Ele ficou turbinado e anabolizado com o triunfo. Passou a colecionar mais vitórias diretas e indiretas, mirando projetos mais ousados, levitando como se fosse um ser celestial. Seria a reencarnação do prefeito Rodolfo Fernandes (falecido em 1927), que comandou resistência à invasão do bando de Lampião em Mossoró. Pelo menos assim chegou a disseminar sua mulher, a primeira-dama Amélia Ciarlini.

Logo após as eleições que fizeram do então vice-governador dissidente Robinson Faria (PSD) o governador eleito do RN, em 2014, Francisco José Júnior passou a repetir como um mantra, que seria candidato ao Senado em 2018 e, depois, nome ‘natural’ para suceder Robinson no Governo do Estado.

Chegou a ponto de pleitear (sem sucesso) uma sala na Governadoria, para poder “despachar” politicamente num mesmo patamar do governador Robinson.

Nesse ínterim, começava a conviver com o espectro de uma reprovação pessoal e administrativa sem precedentes em Mossoró. Seria uma marolinha. Virou tsunami.

Mesmo tendo juntado 14 partidos e 182 candidatos a vereador, Francisco está em queda livre a 20 dias das eleições. Deverá experimentar votação humilhante e debandada em massa dos candidatos a vereador (veja AQUI).

Palavra gelatinosa e volátil

Estigmatizado como uma pessoa sem compromisso e de palavra gelatinosa e volátil, o prefeito repete uma retórica defensiva com surrados clichês – quase todos fora da realidade. Os adversários não se conformariam com o sucesso de um “Francisco” e estariam o atacando feroz e levianamente, resume o candidato.

Menos, menos.

Ele não é vítima da mídia, como repete, por exemplo. A imprensa em sua grande maioria foi paga para incensá-lo, mesmo que não costume receber em dia pelo serviço e não consiga o milagre de escudar e esconder tantas aberrações políticas e administrativas.

A oposição, dispersa e sem liderança alguma, fez o básico do básico na Câmara Municipal. Nada articulado e com força como ele prega. Mais barulho do que algo eficiente.

A última gota da credibilidade perdida (Foto: reprodução)

Praticamente ninguém cresceu nesse vácuo do seu desgaste, como a ex-deputada Larissa Rosado (PSB) que atrofiou politicamente a ponto de se abrigar no rosalbismo, histórico grupo adversário. Inviabilizou-se à sucessão deste ano após quatro tentativas de chegar à Prefeitura.

A ex-prefeita Rosalba Ciarlini (PP) tira maior proveito desse quadro, pois cristalizou uma liderança em boa parte graças ao próprio ocaso dele e sem fazer oposição ao seu governo. Francisco, paradoxalmente, é seu principal cabo-eleitoral.

Em seu slogan, Francisco José Júnior garante que vai até o final: “Sempre resistir. Recuar Jamais” (sic). Desistindo ou não, já está fora do páreo como asseveramos (veja AQUI).

Boa parte dos seus eleitores deve migrar para um voto útil em contraponto à Rosalba.

Se sustentar fidelidade à bravata do slogan, ele dará o último suspiro naquilo que já perdeu há tempos: a credibilidade. Mas não se salvará do por vir.

O inferno não são os outros.

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domingo - 11/09/2016 - 11:00h

A Velha, o Mar e a Política

Por Dodora Silva Maia

Depois de cinco décadas acreditando na política que transforma
Comprei quatro redes novas e vou me balançar com o pé na parede
Sinto tédio da velha política de sempre
Dos olhares e abraços que não eram meus.
Da esperança desconfiada da jovenzinha candidata.
A Velha continua sentindo pena
Da crença resistente nas velhas promessas
E fica com os olhos arregalados
Sabendo que as mesmas promessas voltarão um dia
E encherão os olhos e o coração de uma leva de teimosos.
A Velha tem chorado muito com saudade, mas viu uma passeata por acaso e chorou de novo.
Os políticos de plantão deveriam filmar as suas passeatas
E no dia seguinte procurar saber quem era aquele eleitor estropiado
Da camisa surrada e suada insistindo com seu olhar de esperança
Puro contraste com as engomadas blusas de seda das damas invulgares.
E os dedinhos levantados?
Ninguém adotou o mindinho e nem seu vizinho
Já mexeram com o maior de todos, o fura bolo e o mata piolho
E ainda faltaram dedinhos e o jeito foi partir para a outra mão, até dos outros.
E o voto secreto? “Custodi secreto ou portare segreto”.
Tornou-se tão insecreto quanto o olhar indisfarçável do eleitor escabreado.
“Ô promessa desgraçada, ô promessa sem jeito”, como diria Chicó no Auto da Compadecida.
Mas a Velha fica olhando emocionada a firmeza das criancinhas que acreditam nas cores, nos amores e até nos abraços e beijos dos políticos suados que lutam pelo voto.
A Velha já viu políticos bons sendo obrigados a relegar sentimentos
E acredita numa geração que se forma para mudar esse mundo
Nem que seja pela fé num Deus que jamais será infiel
E como diria o Poeta: “Pode-se cortar todas as flores, mas não se pode impedir a primavera.”
E Setembro chegou.

Dodora Silva Maia é escritora apodiense

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domingo - 11/09/2016 - 10:55h

No Brasil, vale a pena mesmo cometer crimes?

Por José Herval Sampaio Júnior

Essa pergunta tem que ser feita a todo momento, pois não é mais possível que continuemos com tanta impunidade, principalmente entre os que detém o poder econômico e o político. E ao indagarmos em público, criaremos o necessário constrangimento republicano, ao tempo em que colocamos todas as autoridades em desafio de demonstrarem que estão fazendo a sua parte.

Sem nos referirmos a nenhum caso concreto, mas ao mesmo tempo preocupado com as últimas notícias de possível interferência na maior operação contra a corrupção em nosso país, principalmente enfraquecendo as autoridades constitucionais que devem ser rigorosas no cumprimento da lei em relação aos poderosos de outrora, deparamo-nos com outras autoridades fazendo as velhas investidas para barrar as indispensáveis investigações.

Ora, já avançamos muito em relação ao passado, em que diversos escândalos não davam em nada, propiciando aos infratores, até mesmo um prêmio por seus crimes. Essa fase deve ficar no passado e de lá não sair nunca mais. É hora de avançarmos ainda mais no combate ao crime que tantas vítimas faz de uma vez só. A corrupção mata de forma semelhante aos atentados terroristas que tanto nos assustam.

Tá na hora do povo brasileiro se indignar contra os corruptos da mesma forma que fazemos contra esses terroristas. Qual a diferença entre eles, se o número de pessoas mortas muitas vezes se equiparam, ou até mesmo passam?

Não dá mais para aguentar essa forma de gerir o dinheiro público pensando em si e nos seus apadrinhados, no que cunho chamar de estrutura de poder pelo poder, a qual tem origem na corrupção eleitoral que tanto luto para pelo menos diminuí-la e em que pese também o avanço, ainda se denota ser o modo de agir, regra geral, de nossos políticos.

Até quando, meu Deus, vamos aguentar isso calados? Será que já não passaram do limite?

Oportuno, mais uma vez, transcrevermos uma pequena fala de nosso parceiro de luta contra a corrupção, Affonso Ghizzo, sobre a velha tática de governar sem qualquer cerimônia na hora de cometer as infrações:

“A MESMA MANEIRA DE GOVERNAR O BRASIL: Característica marcante e partilhada nos últimos governos, a aceitação da impunidade dos delitos e atos de corrupção contam com o apoio de boa parte da academia jurídica e da mídia nacional. A impunidade, intimamente relacionada com a prática política adotada, provem da omissão e da cumplicidade de muitos políticos e empresários. As relações íntimas, os interesses comuns e as “razões de Estado” são circunstâncias determinantes para o aceite da transgressão das regras, convertendo-se em estímulo à reprodução contínua e crescente dos mais variados delitos. Como diria Eduardo Galeano, o crime compensa quando praticado em grande escala. A impunidade recompensa o delito, induz à sua repetição e faz sua propaganda: estimula o delinquente e torna contagioso seu exemplo”.

Sou juiz e jurista, e me orgulho de tais atributos, contudo hoje penso diuturnamente em minha obrigação cívica de combate à corrupção na esperança de que nossos filhos e netos não sofram o que hoje passamos, onde falta tudo em termos de serviço público e sobra cara de pau para cometimento dos crimes e porque será?

Dentre outros fatores, que não nos cabe nesse momento ponderar, temos a certeza que a impunidade é um dos que mais contribuem para o aumento na incidência dos crimes de corrupção, pois os que praticam buscam justamente envolver as autoridades para que o devido processo legal não seja instaurado e quando não conseguem, buscam outros métodos para anular o processo, ficando o mérito do crime em segundo plano.

Não estou aqui a defender que não se obedeça ao devido processo legal no combate a tais crimes e falo com propriedade de quem tem um livro sobre a temática //jurisvox.unipam.edu.br/documents/48188/50622/sampaio.pdf (síntese de nosso livro) , porém entendo que a análise substancial deve preponderar sobre a forma em casos de corrupção, de modo que o equilíbrio seja o norte de atuação das autoridades, sendo desarazoável que o criminoso, muitas vezes em potencial seja absolvido, quando existem provas mais do que cabais do cometimento das infrações.

Sempre sou criticado por essa posição em consentâneo com a realidade, como se eu não colocasse o Direito em primeiro lugar e mesmo respeitando essas vozes, entendo que o que mais faço é colocar o Direito em primeiro lugar, o Direito de ver a lei cumprida em sua inteireza, de modo que os bandidos de “colarinho branco desse pais” sejam todos presos e não voltando a ocupar cargos públicos como se nada tivessem feitos.

Aqui o que mais vemos são corruptos voltando a ocupar cargos públicos, sem a maior cerimônia e o fazem com o aval, muitas vezes, da Justiça. Sou também da Justiça, mas sinceramente não consigo entender o porquê que isso acontece. Uma das únicas leis vinda do povo nesse país, a da ficha limpa, temos tanta dificuldade em vê-la aplicada.

Um projeto que deveria ser de interesse nacional, os das dez medidas contra a corrupção, sofre críticas de todos os lados. Porque os críticos não tentam aperfeiçoá-lo? Ou os que criticam são a favor da corrupção? Estão vendo a incoerência!

Só não ver quem não quer e como eu quero vê, justamente para combater, clamo por esses escritos e outros gestos para que as pessoas de bem desse país se insurjam contra os que querem barrar a evolução da operação lava-jato e penso, sinceramente, que devemos continuar confiando em nossa Polícia, Ministério Público e Justiça, pois estas mesmo com alguns deslizes e isso é natural, já nos comprovaram que a maioria de seus membros são sérios e não compactuam com a bandidagem.

Terminamos esse pequeno texto com uma indagação final, a quem interessa enfraquecer essas carreiras, em especial os Juízes, que ao final são os que punem os corruptos?

Pense bem na sua resposta e acaso entendam aonde queremos chegar, o troco por essa perseguição, a quem quer continuar combatendo esses ladrões, já pode começar a acontecer nas eleições que se avizinham. E eles continuam a agirem do mesmo modo, porque não acreditam nesse nosso troco. Vamos mudar tudo isso e mostrar a eles que a impunidade é passado e que quem vive de passado é museu!

José Herval Sampaio Júnior é juiz de Direito, escritor forense e palestrante

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quinta-feira - 08/09/2016 - 22:10h
Descida do São Manoel

Frente Mossoró Tem Jeito ganha direito de ocupar avenida

Resolvido. Finalmente resolvido. Caberá à Frente Mossoró Tem Jeito, formada por PCdoB e PT o direito de ocupar a Avenida Presidente Dutra no próximo sábado (10), à noite, em movimentação política.

A tradicional “Descida do Alto de São Manoel” só teve definição hoje, através da Comissão de Segurança das Eleições 2016 em Mossoró.

A Frente Mossoró Tem Jeito pleiteava essa prerrogativa, contestando anúncio e decisão da Coligação Força do Povo (da candidata a prefeito Rosalba Ciarlini-PP e da vice Nayara Gadelha-PP) em realizar programação nesse trecho urbano nessa mesma data.

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quinta-feira - 08/09/2016 - 13:09h
Vereador

Decisão sobre Betinho Rosado deverá sair ainda hoje

Deverá sair ainda hoje o pronunciamento da Justiça Eleitoral em Mossoró, sobre pedido de impugnação da candidatura a vereador do ex-deputado federal Betinho Rosado (PP), da Coligação Força do Povo.

Pedidos de impugnação foram protocolizados no último dia 22 de agosto.

Sua passagem pela Secretaria de Estado da Educação, com contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE-RN), sustentam pedido contra sua candidatura a vereador. É lembrado que em face desses problemas, ele sequer chegou a ser candidato à reeleição à Câmara Federal em 2014, “por irregularidade insanável”.

As coligações Liderados pelo Povo (Do candidato a prefeito “Francisco”, Francisco José Júnior-PSD) e União Por Uma Mossoró Melhor) apresentaram as impugnações.

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quinta-feira - 08/09/2016 - 12:28h
27 de Setembro

TV Cabo Mossoró realizará debate entre candidatos

A TV Cabo Mossoró (TCM), Canal 10, realizará debate entre os cinco candidatos a prefeito de Mossoró no próximo dia 27. Um confronto a cinco dias das eleições.

Será exibido logo após o horário do Guia Eleitoral, às 20h40.

O mediador será o jornalista Moisés Albuquerque.

O programa ainda está sendo montado, mas deverá ter suas regras e outros detalhes divulgados nos próximos dias.

Terá quadro blocos para o debate em si, além da própria abertura e considerações finais dos cinco candidatos.

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quinta-feira - 08/09/2016 - 11:24h
Política

Bastidores tensos explicam ruptura de ‘Francisco’ e Robinson

Entenda o porquê do rompimento entre aliados que veio à tona com bate-boca entre primeiras-damas

Passado o estresse inicial com choros, bate-bocas virtuais, vídeos e mais vídeos, silêncio ensurdecedor e certos chiliques típicos de uma novela mexicana, já é possível se fazer uma avaliação menos extremada do episódio que envolveu as primeiras-damas Amélia Ciarlini (Mossoró) e Juliane Faria (Estado). O caso é essencialmente político, embora se fale tanto em amizade.

A raiz dessa crise não está na disputa eleitoral em si. Remonta a um tempo e a certos acontecimentos que fogem à observação da maioria da população.

O incidente desencadeado por Amélia Ciarlini (Veja AQUI), mulher do prefeito “Francisco”, o Francisco José Júnior (PSD), foi o estopim à ruptura de uma relação política que só fez se desgastar  nos últimos meses. Gestão pública e aspirações eleitorais estão misturadas nesse enredo.

Robinson, com o prefeito, fez sua primeira visita à cidade dia 6 de janeiro de 2015, mas alargou distância (Foto: Ivanízio Ramos)

Ao apoiar (Veja AQUI) sua mulher, o prefeito concorreu mais ainda para o desenlace político e pessoal. O governador adotou a equidistância pessoal, sem se preocupar em oficial e pessoalmente promover qualquer réplica ou versão. Escalou outras pessoas.

Há vários meses que na Governadoria a postulação à reeleição de Francisco José Júnior (PSD) não motivava Robinson. Com pesquisas e mais pesquisas à mão e observando os rumos da gestão municipal, a avaliação fria sobre 2016 em Mossoró apontava a candidatura do prefeito como natimorta. “Caso  perdido”, diga-se, ouviu o Blog há cerca de quatro meses, de um auxiliar direto do governador.

Apoio

A questão é que o próprio Francisco José Júnior nunca ouviu diretamente de Robinson uma palavra nesse sentido. Em sua última passagem por Mossoró este ano, o governadora até deu entrevistas assegurando que não teria outro candidato a prefeito no município.

Em entrevista à imprensa de Natal (programa “Repórter 98”, dia 26 de julho deste ano), Robinson foi claro: “Tenho uma história política de gestos e coerência. Aqueles que estiveram comigo tenham certeza que receberão meu apoio. Em Mossoró estamos com Francisco José Júnior.” E ficou por isso mesmo até aqui. No verbo.

SOBRARAM sinais de que Robinson não o apoiaria num projeto sem qualquer perspectiva de dar certo. Na própria convenção municipal que consagrou o prefeito como candidato à reeleição, dia 4 de agosto, o governador não apareceu. Representou-o o filho e deputado federal Fábio Faria  (PSD).

Antes disso, na maior festa popular da cidade que o prefeito investiu todas suas fichas para granjear algum apoio popular, o “Mossoró Cidade Junina”, o governador não deu as caras. Nem enviou representante ao longo de quase 30 dias do evento.

O simples contato telefônico do prefeito com secretários e outros representantes do alto escalão do governo, também passou a gradualmente ficar difícil. Amélia, em seu desabafo, tido por Juliane Faria como pura “encenação” (veja AQUI), relatou isso. O governador não estaria atendendo suas ligações.

De lado a lado existem queixas e mais sinalizadores do fim dessa relação política entre o prefeito e o governador.

Rosalbismo no Governo

Entre interlocutores próximos, o governador aponta que Francisco priorizou uma agenda política expansionista e personalista, em desfavor da priorização de pauta administrativa, levando a Prefeitura ao caos. Com erário em frangalhos, o Estado não poderia lhe oferecer maior socorro.

O isolamento do prefeito foi ficando evidente demais. No dia 24 de maio último, o Diário Oficial do Estado (DOE) publicou exoneração (Veja AQUI) de Rina Márcia (sogra do prefeito) da 12ª Diretoria Regional de Educação (DIRED), com sede em Mossoró. Sua saída deveria ocorrer bem antes, segundo era discutido há dias no Governo.

Rina Márcia, a sogra: para fora, para dentro (Foto: arquivo)

Francisco José Júnior esperneou e forçou Governo a renomeá-la no dia seguinte (Veja AQUI). Foi justificado ao prefeito, que ocorrera “um engano”. Não é verdade. Houve decisão deliberada de tirá-la desse órgão, só que o prefeito preferiu acreditar na versão, em vez de romper com o governismo, que esperava essa decisão para fazer descarrego do problema e ter outros olhos sobre a própria sucessão municipal de Mossoró.

Uma aposta na candidatura da ex-governadora Rosalba Ciarlini (PP), até apontando seu vice, foi murmurada nos intramuros da Governadoria. Entretanto esse raciocínio não avançou, apesar do Governo do Estado ter reforçado ‘afinação’ com o rosalbismo, ao nomear a professora Isaura Amélia (cunhada de Rosalba) para a Fundação José Augusto (FJA) no dia 5 do mesmo mês de maio.

Cobranças

O vácuo na relação ocorre, sobretudo porque o prefeito fez cobranças indiretas e até mesmo públicas de apoio administrativo, sem eco na Governadoria.

Em peça de propaganda sobre segurança pública que foi divulgada pela Prefeitura, o texto chegava a assinalar crítica subliminar ao Governo do Estado, atestando investimento da municipalidade, mesmo “sem apoio”.

Na Câmara Municipal, sua bancada regularmente cobrava compromissos do governador com Mossoró e com a Prefeitura. Saúde e Segurança são as maiores carências, sem qualquer respaldo do Governo.

O prefeito tem razão na cobrança. A Prefeitura de Mossoró investiu e investe pesadas somas na Saúde e Segurança, sem contrapartida do Governo do Estado. Não por acaso, são os pontos de maior crítica da população aos serviços públicos.

Ele assume o desgaste institucional, que se reflete na sua imagem político-eleitoral como candidato à reeleição.

Dívida de gratidão

Na tentativa de escudar o próprio Governo do Estado e governador, Francisco José Júnior absorveu a maior parte da reprovação popular. Prova disso, é que nas pesquisas publicadas este ano, a repulsa popular a ele foi maior do que a Robinson.

Henrique x Robinson: vitória acachapante (Foto: montagem)

Esse sacrifício, entretanto, continuou e continua sem atenuante. Na prática, o parceiro administrativo não existe e o político também não.

Bem diferente do que aconteceu nas eleições de 2014 ao Governo do Estado, quando o então prefeito recém-eleito em disputa suplementar, assumiu para si as rédeas da campanha em Mossoró, contribuindo para vitória acachapante de Robinson sobre Henrique Alves (PMDB). Ele empalmou 52.886 (57,82%) dos votos válidos, contra 29.494 (32,25%) de Henrique. Maioria de 23.392 votos.

O próprio governador eleito chegou a afirmar, em repetidas ocasiões, que não teria vencido sem apoio decisivo de “Silveira” (o prefeito) e de Mossoró, contraindo uma dívida de gratidão. Sem resgatar o débito com o aliado e com a cidade, Robinson aproveitou esse caso para começar a esquadrinhar novo plano político pós-eleições municipais.

Robinson e Jório

A reunião que teve com o presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Jório Nogueira (PSD), na última terça-feira (6), publicada em primeira mão por este Blog (Veja AQUI), revela essa costura. O encontro sequer foi divulgado pelas assessorias dos dois políticos. Nem desmentido.

Contudo o novo desenho político que o governismo estadual rabisca, começou bem antes. O fosso que foi-se alargando entre o governador e o prefeito é inversamente proporcional às costuras para uma nova acomodação política.

Depois das eleições de 2 de outubro, até o pleito estadual de 2018, serão dois anos para costuras políticas e reordenamento de forças, além de política de alianças sob outro cenário em Mossoró, onde ele tem pousado pouco. Só uma vez este ano, no dia 10 de março (veja AQUI), enfrentando vaias. Em 2015, um pouco mais (Veja AQUI o porquê).

Importante que fique claro: o vencedor (a) nas eleições daqui a 24 dias (2 de outubro) não será, necessariamente, adversário (a) de Robinson.

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quarta-feira - 07/09/2016 - 11:30h
Política e ódio

Quantos amigos você perdeu por causa da campanha passada?

Quem hoje está ferozmente envolvido na campanha eleitoral de Mossoró, da mesma forma que esteve em 2012, se deu conta do que ficou para trás?

Como pessoas maduras, outras tantas consideradas inteligentes, muitas resolvidas, conseguem repetir os mesmos erros?

Deram-se conta do cenário político daquela época tão próxima e o que temos hoje?

Pararam para fazer um inventário das amizades perdidas, das brigas estéreis e das ofensas proferidas e recebidas?

Será que por alguns segundos resolveram identificar onde estão os principais personagens daquele embate extremado, que gerou até cassação e afastamento de uma prefeita eleita?

Vou ajudá-lo.

Em 2012, a então deputada estadual Larissa Rosado (PSB) era candidata oposicionista. Perdeu nas urnas.

Em 2012, sua mãe e então deputada federal Sandra Rosado apostou todas as suas fichas na eleição da filha.

Em 2012, a então governadora Rosalba Ciarlini (DEM, hoje no PP), apoiou a então vereadora Cláudia Regina (DEM) a prefeito, ao lado da prefeita Fafá Rosado (DEM, hoje no PMDB). Numa reunião em Natal, bateu à mesa e proclamou: “Eu não vou entregar a Prefeitura à Sandra!”

Em 2012, o hoje prefeito e candidato à reeleição Francisco José Júnior (PSD), o “Francisco”, foi reeleito vereador no palanque de Larissa. Mas seu tio Galba Silveira já foi candidato a vice de Fafá Rosado em 2000 e seu pai e então deputado estadual Francisco José foi candidato a vice de Sandra Rosado em 1996.

Onde estão esses personagens hoje e seus asseclas que vomitam ódio e julgam a tudo e a todos, conforme suas motivações de hoje?

Vou ajudá-lo.

Sandra é candidata a vereador. Ela e a filha estão no palanque da arqui-adversária Rosalba, garantindo que a “Rosa” é o melhor nome a prefeito de Mossoró”.

Rosalba, que durante quase 30 anos duelou com a prima Sandra e seu grupo, concorre pela quarta vez à Prefeitura. Nas três vezes anteriores venceu o marido de Sandra  (Laíre Rosado), a própria Sandra e Fafá Rosado.

Fafá Rosado, que já foi apoiada pela prima Sandra Rosado a prefeito em 2000 (sendo derrotada por Rosalba), teve duas eleições a prefeito com endosso de Rosalba (2004 e 2008), mas agora apoia o empresário Tião Couto (PSDB) à Prefeitura. É adversária de Rosalba, só para esclarecer.

Já Cláudia Regina, que foi vice-prefeita eleita de Fafá Rosado, com apoio de Rosalba em 2004, além de prefeita eleita em 2012 no mesmo grupo, agora reforça palanque de Tião. É adversária de Rosalba, para ser mais claro.

Quanto a Francisco José, o Francisco, tenta a reeleição em faixa própria, depois de ele e seu pai Francisco José terem sido força-auxiliar das duas bandas Rosado.

Enfim, depois desse breve relato para clarear a memória dessa infantaria que espalha rancores, principalmente via Internet, eu pergunto:

– Quantos amigos você perdeu por causa da campanha passada?

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quarta-feira - 07/09/2016 - 08:12h
Sucessão municipal

Justiça aprova registro de chapa Alan e Hortência em Apodi

O bioquímico Alan Silveira (PMDB) e a vereadora Hortência Regalado (PSDB) tiveram o registro de candidatura a prefeito e vice de Apodi aprovado pela Justiça Eleitoral.

Alan e vice: deferimento (Foto: cedida)

O julgamento aconteceu no último dia 02 de setembro pelo juiz Márcio Silva Maia, mas o resultado favorável só foi publicado nesta terça-feira (06).

A Coligação Renovação e Esperança, também denominada de “Hortelã”, é composta por dez partidos e faz parte do bloco de oposição ao atual prefeito Flaviano Monteiro (PCdoB), que concorre à reeleição.

Além de Alan e Flaviano, concorrem à Prefeitura o ex-prefeito José Pinheiro (SD) e o odontólogo Paulo Viana (PSOL).

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terça-feira - 06/09/2016 - 18:23h
Aguarde

Mossoró terá sua primeira pesquisa eleitoral nesta campanha

Aguarde.

Vem aí a primeira pesquisa oficialmente registrada, para publicação, dentro da atual campanha municipal de Mossoró.

Ufa!

Finalmente, hein?

Bem diferente da disputa de 2012,  por exemplo, quando tivemos cerca de 18 pesquisas oficialmente registradas e divulgadas.

Aguardemos, pois.

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terça-feira - 06/09/2016 - 08:12h
Sucessão agora

Rosalba tem 26 dias para fazer valer dianteira; Tião, surpreender

O que é possível observarmos na sucessão mossoroense 2016, nesse momento?

Vamos lá!

Rosalba Ciarlini (PP) tem ainda boa dianteira.

Tião Couto (PSDB) está com fôlego novo com viés de alta.

“Francisco” (Francisco José Júnior-PSD) está em queda livre irreversível.

Rosalba tem 26 dias para confirmar favoritismo que trouxe à campanha.

Tião tem esse mesmo tempo para tentar uma virada extremamente difícil.

Francisco nem uma coisa nem outra.

Como assinalamos ontem, está fora do páreo (veja AQUI). Virou figurante barulhento e caricato.

Josué Moreira (PSDC) e Gutemberg Dias (PCdoB) marcam posição com muita inferioridade em relação aos de maior força eletiva e estrutura.

Momento delicadíssimo.

Olho na pista!

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segunda-feira - 05/09/2016 - 15:30h
Cenário Político

Candidatos a vice-prefeito começam a ser entrevistados hoje

O Cenário Político da TCM (TV Cabo Mossoró) inicia hoje (segunda-feira, 05), a rodada de entrevistas com os candidatos a vice-prefeito de Mossoró.

“A rodada surge de um pedido dos telespectadores, que fomentou discussão sobre o papel dos vice-prefeitos e o desconhecimento da população sobre os nomes apresentados”, disse Carol Ribeiro, jornalista e apresentadora do Cenário Político.

A ordem das entrevistas foi definida por sorteio realizado na ultima quarta-feira, 31, ao vivo, no próprio Cenário Político:

05/09 (segunda-feira): Micael Melo (PTN) – candidato a vice de Francisco José Junior.

06/09 (terça-feira): Rayane Andrade (PT) – candidata a vice de Gutemberg Dias.

07/09 (quarta-feira): Karliane Fernandes (PSOL) – candidata a vice de Josué Moreira.

08/09 (quinta-feira): Jorge do Rosário (PR) – candidato a vice de Tião Couto.

09/09 (sexta-feira): Nayara Gadêlha (PP) – candidata a vice de Rosalba Ciarlini.

Todos os candidatos responderão a temas específicos estabelecidos previamente pela produção do programa, e terão os mesmos tempos, cronometrados, para as respostas.

Apresentado por Carol Ribeiro e Marcello Benévolo, o programa Cenário Político vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 18h40, no TCM 10, portaltcm.com.br e aplicativo TCM Play.

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
segunda-feira - 05/09/2016 - 13:03h
Sucessão mossoroense

Francisco está fora do páreo; disputa é entre Rosalba e Tião

A partir de agora, a campanha municipal de Mossoró ganha nova dinâmica.

A sua leitura e releitura devem ser nos filigranas, nas minudências.

Francisco José Júnior (PSD), o “Francisco”, da Coligação Liderados pelo Povo, está fora do páreo.

Rosalba e Tião polarizam campanha num rally de 27 dias no pleito local (Foto: montagem)

Na verdade, se consuma com os recentes acontecimentos do final e início de semana, o que estava escrito há tempos.

A polarização deverá se intensificar entre Rosalba Ciarlini (PP) da Coligação Força do Povo e Tião Couto da Coligação Todos por uma Mossoró Melhor.

São 27 dias pela frente.

Um “rally” eleitoral que pode ficar emocionante e excelente para narrarmos desta página.

Anote, por favor.

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sábado - 03/09/2016 - 19:34h
Hoje

Robinson prioriza aliados e ignora ‘dramalhão’ à la Mossoró

A princípio, o governador Robinson Faria (PSD) não vai se pronunciar sobre o ‘vídeo-carta’ da primeira-dama mossoroense Amélia Ciarlini (PSD), tratando-o por ingrato e anunciando rompimento político com ele (veja AQUI).

Amélia, "Francisco", Robinson e ex-deputado Francisco José na posse do governador (Foto: arquivo)

A prioridade do governador para este sábado (3) é marcar presença em campanhas de alguns correligionários.

No roteiro, Caiçara do rio dos Ventos, Tangará, Passa e Fica, Santo Antonio, Montanhas e Canguaretama. Mossoró,  não.

O dramalhão em que se transformou sua relação política com o prefeito e candidato à reeleição em Mossoró, “Francisco”, – o Francisco José Júnior (PSD), e sua mulher Amélia, ficou para depois.

Pelo que apurou o Blog – Robinson deve aguardar que o próprio Francisco confirme ou reprove, publicamente, Amélia.

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sexta-feira - 02/09/2016 - 08:58h
Candidatos a prefeito

Sebrae ouvirá propostas para empreendedorismo e negócios

Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) vai realizar o que denomina de “Encontro com os candidatos a prefeito de Mossoró”, no próximo dia 6 (terça-feira).

Será às 9 horas na sede regional Oeste em Mossoró dessa instituição.

O Sebrae provoca os cinco candidatos a prefeito para ouvir propostas relacionadas “aos pequenos negócios e ao empreendedorismo no município de Mossoró.”

Cada um deles receberá o “Guia do Candidato Empreendedor e Agenda de Compromissos com os Pequenos Negócios para Geração de Emprego e Renda”.

Devem participar do evento os seguintes candidatos:

– Francisco José Júnior (PSD), “Francisco”;

– Josué Moreira (PSDC);

– Tião Couto (PSDB);

– Rosalba Ciarlini (PP);

– Gutemberg Dias (PCdoB).

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quinta-feira - 01/09/2016 - 15:43h
Assu

“Pesquisa” vira polêmica em sucessão municipal

Campanha municipal em Assu chega a estágio que vai além da “simples” disputa pelo voto. A chapa governista à Prefeitura, encabeçada por Patrício Júnior (PSD), denuncia que o adversário Gustavo Soares (PR) usou pesquisa falsa para divulgação na cidade.

“Mais uma vez o grupo oposicionista da cidade de Assu se vale de artifícios maliciosos para tentar, de forma irresponsável e desrespeitosa, levar vantagem na corrida eleitoral para a prefeitura”, acusa o governismo em nota à imprensa.

Nesta quinta-feira (01), o Instituto Certus RN emitiu nota afirmando que não produziu qualquer pesquisa eleitoral para o município, contestando o que foi pulverizado em Assu.

Segundo a nota, ocorrera “divulgação indevida e fraudulenta” de pesquisa no município de Assu atribuída à Certus. A empresa “não registrou na Justiça Eleitoral nenhuma pesquisa realizada no município para a eleição de 2016” e “qualquer resultado de pesquisa em Assu publicada e atribuída à Certus até o presente momento é fraude”.

Nota do Blog Carlos Santos – Muita “pesquisa paraguaia” espalhada em redes sociais, como Facebook e WhatsApp pode criar complicações para quem postar e espalhar, não apenas em Assu, mas noutros municípios.

Fique atento.

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segunda-feira - 29/08/2016 - 13:28h
Marketing e eleições

Prefeito ‘larga’ o pai para ser apenas “Francisco” em campanha

A cor-padrão está mantida: é o amarelo. Mas o candidato à reeleição à Prefeitura de Mossoró, prefeito Francisco José Júnior (PSD), repaginou o próprio nome político para se apresentar ao eleitor na atual campanha.

O objetivo do marketing é ainda difícil de se identificar com segurança, mas se for para simplificar, tudo bem. Ficou simples mesmo utilizar apenas o prenome do candidato. Se será eficaz, o tempo dirá.

Francisco José Júnior é agora simplesmente “Francisco”. Em todo material de campanha para tentar amealhar votos, ele aparece de um jeito que não foi durante toda vida pública e no próprio mandato em andamento, desconectado da origem biológica e política.

Peça de propaganda mostra identidade visual de um 'novo' político, agora simplesmente "Francisco" (Foto: reprodução)

Em campanhas para vereador, o hoje prefeito Francisco José Júnior chegou a usar o slogan “Em nome do pai” para justificar o voto em seu nome a partir do largo conceito social conquistado por Francisco José, o pai (ex-vereador e ex-deputado estadual).

A forte associação que marcou toda sua vida política de mais de 16 anos, ligando-o ao nome civil paternal, desapareceu na corrida eleitoral deste ano por força do marketing. É como se nunca tivesse existido.

“Papa Francisco”

Nas peças de propaganda agora, Francisco (ex-Francisco José Júnior) aparece com punho cerrado e braço direito erguido, numa outra identidade visual para tentar chegar à reeleição.

O marketing tem suas razões (ou deve ter) para tentar esse ajuste que o separa do seu maior capital-imagem até então: “o enfermeiro do povo”, o ex-deputado, o “irmãozinho” Francisco José. Esses epítetos se incorporaram ao ex-parlamentar estadual e o ajudaram a transferir votos ao filho Francisco (ou Francisco José Júnior), em quatro campanhas a vereador e a prefeito em 2014.

Francisco é um nome “papal”, digamos. “Papa Francisco”, prefeito Francisco. Se a ideia é ligar um ao outro subliminarmente, a junção cria um ecumenismo político-eleitoral religioso raro na tentativa de cabalar votos em 2 de outubro, haja vista que o seu vice, Micael Melo (PTN), é evangélico.

Já o slogan da campanha é extraído de trecho da música-tema do espetáculo teatral “Chuva de Bala no País de Mossoró”, do compositor Nissan Guanais – como o Blog já postou (veja AQUI). Remete-o à figura destemida do prefeito Rodolfo Fernandes, líder da resistência da cidade ao bando de Lampião em 1927:

Sempre resistir; recuar, jamais!

Nos primeiros programas de rádio e televisão, nas ruas e redes sociais, Francisco (ou Francisco José Júnior) é apresentado como “vítima” da elite política local materializada nos tentáculos da família Rosado.

Vencer a todos é uma tarefa que não caberia a Francisco José Júnior ou “Silveira”, como ele é conhecido desde a infância por familiares e amigos, mas a Francisco. Com uma pitadinha de Rodolfo Fernandes, claro.

Francisco José, o pai, fica apenas como cabo eleitoral terreno.

Veja matéria sobre identidade visual da campanha de Rosalba Ciarlini (PP) – clicando AQUI.

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Categoria(s): Eleições 2016 / Política
segunda-feira - 29/08/2016 - 08:42h
Mossoró

Candidatos a vereador sofrem sem propaganda em campanha

Faltando pouco mais de 30 dias para as eleições, muitos candidatos a vereador em Mossoró ainda estão nas ruas sem sequer um pacote de “santinho” para distribuir.

Dinheiro está escasso em certos endereços.

Em outros, não,

Abunda.

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