quinta-feira - 09/08/2018 - 23:52h
História

Em 2014, chapa derrotada teve eleição de 18 deputados

Henrique teve 18 eleitos; Robinson venceu (Foto: Arquivo)

Em 2014, as chapas em torno do candidato ao Governo pela “Coligação União Pela Mudança 2”, deputado federal Henrique Alves (PMDB), elegeram a maioria dos deputados estaduais do RN. Foram 18 dos 24.

Ao todo, nas três coligações proporcionais à Assembleia Legislativa, a União pela Mudança elegeu 17 deputados, além de mais um que o apoiou ainda no primeiro turno, na “Coligação Sem Mudança Não Há Esperança”. Assim, totalizou 18 deputados.

O adversário principal de Henrique Alves e governador eleito pela “Coligação Liderados pelo Povo”, Robinson Faria (PSD), teve a eleição de seis nomes que o seguiram.

Veja abaixo:

Em Coligação “União pela Mudança 2”

Ricardo Motta (PROS) – 80.249 votos
Hermano Morais (PMDB) – 60.813 votos
Kelps Lima (Solidariedade) – 59.619 votos
Gustavo Carvalho (PROS) – 57.757 votos
Ezequiel Ferreira (PMDB) – 54.438 votos
Getúlio Rego (DEM) – 52.118 votos
Nelter Queiroz (PMDB) – 51.773 votos
Tomba Farias (PSB) – 48.980 votos
Gustavo Fernandes (PMDB) – 42.975 votos
George Soares (PR) – 38.637 votos
Agnelo Alves (PDT) – 37.768 votos
Albert Dickson (PROS) – 37.461 votos
Márcia Maia (PSB) – 36.997 votos
Raimundo Fernandes (PROS) – 35.333 votos
Jose Adécio (DEM) – 34.879 votos
Alvaro Dias (PMDB) – 34.638 votos

Coligação “Liderados pelo Povo 3”

Galeno (PSD) – 63.286 votos
José Dias (PSD) – 37.844 votos
Dison Lisboa (PSD) – 26.618 votos

Coligação “Liderados pelo Povo 4”

Fernando Mineiro (PT) – 42.088 votos
Cristiane Dantas (PC do B) – 38.955 votos
Carlos Augusto Maia (PT do B) – 20.140 votos

Coligação “União pela Mudança 3”

Jacó Jácome (PMN) – 28.620 votos

Coligação “Sem Mudança não há esperança 2”

Manoel Cunha Neto, o “Souza” (PHS) – 20.440 votos.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
quarta-feira - 04/10/2017 - 10:34h
Política e história

Disputa à Assembleia Legislativa gera grande expectativa

Mossoró já elegeu 4 deputados estaduais em 1974 e espera 2018 com cenário confuso para novo feito

Mossoró já chegou a determinar a eleição de quatro deputados estaduais num único ano. Foi em 1974, há 43 anos. Um feito raro. Poderá ser repetir no próximo ano, mas é precipitado se fazer um vaticínio nesse sentido.

João Newton: 1974 (Foto: arquivo)

O excelente resultado contrasta com o fenômeno de 2014: nenhum candidato nativo do município chegou ao êxito nas urnas.

Em 2014, os deputados mossoroenses que tentaram a reeleição, Larissa Rosado (PSB) e Leonardo Nogueira (DEM), fracassaram.  Nenhum novato local vingou.

Quem se sobressaiu, com votos determinantes de Mossoró à eleição-surpresa, foi o ex-prefeito areia-branquense Manoel Cunha Neto (PHS), “Souza”, que tem laços familiares, profissionais e estudantis com a cidade. Cerca de 18% dos seus votos foram do eleitorado local.

Em 1974, foram eleitos João Newton da Escóssia (Arena) e Alcimar Torquato (Arena), com apoio do deputado federal Vingt Rosado (Arena). O primeiro, cunhado do parlamentar; o segundo, natural de Luís Gomes, mas que há mais de uma década atuava na medicina local.

Eleitos de 1974 a 2014  tendo Mossoró como base

1974 – João Newton da Escóssia, Alcimar Torquato, Assis Amorim e Luís Sobrinho;

1978 – Carlos Augusto Rosado

1982 – Jota Belmont e Carlos Augusto Rosado

1986 – Laíre Rosado e Carlos Augusto Rosado

1990 – Carlos Augusto, Antônio Capistrano e Frederico Rosado

1994 – Frederico Rosado e Francisco José (pai)

1998 – Frederico Rosado, Sandra Rosado e Ruth Ciarlini

2002 – Larissa Rosado, Francisco José (pai) e Ruth Ciarlini

2006 – Larissa Rosado e Leonardo Nogueira

2010 – Larissa Rosado e Leonardo Nogueira

2014 – Nenhum

“De quebra”, ainda teve a reeleição do médico Dalton Cunha (Arena). Era mossoroense da gema, mas tinha como base principal de votos o município de Apodi e adjacências.

Luís Sobrinho (MDB) e Assis Amorim (MDB), apoiados pelo ex-governador cassado Aluízio Alves (MDB), também foram eleitos no mesmo ano a partir de Mossoró.

Frederico: 1990 (Foto: Arquivo)

Um dado interessante dessa lista de eleitos: nenhum era da família Rosado. Depois de 1974, em todas as eleições essa oligarquia elegeu membros seus à Assembleia Legislativa, à exceção de 2014.

Derrocada

Em 2018, com um cenário político extremamente confuso, Mossoró pode ter uma profusão de candidaturas à Assembleia Legislativa. Há possibilidade de repetir 1974 ou ficar num meio-termo.

Porém é pouco provável que se veja uma reedição de 2014. Três candidaturas do clã Rosado a deputado estadual, desgaste político da então governadora Rosalba Ciarlini (PP), a prefeitura nas mãos de um adversário dos Rosados (prefeito Francisco José Júnior) e escassez de recursos para financiamento de campanhas, foram alguns dos fatores que desenharam a derrocada à época.

Alguém pode sobrar

Mesmo assim, a conjuntura que se forma para o próximo ano poderá gerar surpresas, principalmente porque após se reunificar parcialmente, o clã Rosado tentará eleger quadros familiares num contexto completamente diferente do passado recente e tempos mais remotos.

O “maior eleitor” mossoroense, a Prefeitura Municipal de Mossoró, historicamente não tem elegido mais do que um deputado estadual por pleito. Preliminarmente, não há qualquer pré-candidatura Rosado se formando na oposição, mas pode surgir a figura da ex-prefeita Fafá Rosado (ainda no PMDB).

No governismo, as primas Larissa Rosado e Lorena Rosado (PP) – filha da prefeita Rosalba e secretária do Desenvolvimento Social do município, tendem a ser candidatas no mesmo palanque. Alguém pode sobrar.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política / Reportagem Especial
Home | Quem Somos | Regras | Opinião | Especial | Favoritos | Histórico | Fale Conosco
© Copyright 2011 - 2026. Todos os Direitos Reservados.