sexta-feira - 17/06/2022 - 22:48h
Rogério Marinho

“Baixinho” tira proveito de ‘bullying político’ provocado por Lula

O marketing do pré-candidato a senador, ex-ministro Rogério Marinho (PL), transformou ataque pejorativo atirado contra ele pelo presidenciável Lula (PT), ontem em Natal (veja AQUI), numa peça de propaganda positiva.

De um limão, Marinho tenta fazer uma limonada.

Rogério já usa em suas peças de divulgação o escárnio proferido por Lula: do limão, uma limonada (Reprodução do Canal BCS)

Rogério já usa em suas peças de divulgação o escárnio proferido por Lula: do limão, uma limonada (Reprodução do Canal BCS)

Em discurso no pátio da Arena das Dunas na quinta-feira (16), Lula ironizou a própria existência do ex-ministro, sua origem potiguar e o tratou por “baixinho” e “desgraçado”.

Ele agora é o “Baixinho”. Assume e assume-se satisfatoriamente, com sorriso de orelha a orelha.

O apelido depreciativo deverá se tornar um símbolo à própria campanha, para criar rápida empatia popular.

Nas redes sociais e já nas ruas, a propaganda corre solta.

É o “Mito e o Baixinho”, ou seja, Jair Bolsonaro e Rogério Marinho.

Desdém faz bem

Vale lembrar que em 2008, fazendo campanha para Fátima Bezerra à Prefeitura do Natal, Lula soltou impropérios em discursos, na direção da adversária Micarla de Sousa (PV). Foi um combustível aditivado para a ‘baixinha’ arrancar de vez à vitória, como vítima.

Na história da política, em todos os tempos, a conversão do menosprezo em peça de propaganda favorável, não é algo raro. No RN, por exemplo, os casos mais emblemáticos são os de Aluízio Alves e Geraldo Melo, que protagonizaram em 1960 e 1986 duas vitórias históricas.

Aluízio foi ridicularizado como “Cigano Feiticeiro” e seu eleitor como “gentinha”, pela campanha do adversário Dinarte Mariz. Venceu.

Geraldo foi humilhado como “Tamborete” pelo marketing de João Faustino, seu principal contendor, em face da baixa estatura. Fez da humilhação com peça do mobiliário sertanejo no maior símbolo de seu triunfo.

Enfim, não é incomum o bullying político se voltar contra quem o arremessa.

Acompanhe o Canal BCS (Blog Carlos Santos) pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e YouTube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Eleições 2022 / Política
terça-feira - 16/07/2019 - 11:08h
Futuro do pretérito

Sucessão testará peso de Carlos Eduardo como apoiador

Ex-prefeito já demonstrou força político-eleitoral pessoal, mas transferir votos é mais complexo

O ex-prefeito natalense (quatro vezes) Carlos Eduardo Alves (PDT) não poderá participar diretamente do pleito sucessório deste ano, em Natal, por injunção legal: estaria caracterizado o terceiro mandato consecutivo, o que a legislação veda.

Entretanto é certo que ele terá participação na campanha, até pela representatividade que seu nome tem no cenário político da capital, realçado mais ainda com as eleições do ano passado. Carlos foi candidato a governador (sem êxito), vencendo os dois turnos em Natal.

Carlos deu demonstração de força ano passado, na capital, mas transferir votos é desafio maior (Foto: arquivo)

Quem Carlos Eduardo apoiará e que peso pode ter seu apoio à campanha municipal?

A princípio, há um hiato entre ele e o seu ex-vice-prefeito e sucessor Álvaro Dias (MDB). Esse distanciamento pode se alargar ou ser tamponado, o que só os próximos meses dirão com segurança.

Em 2018, Carlos Eduardo venceu em Natal o primeiro turno ao governo estadual com 70.478 votos de maioria sobre Fátima Bezerra (PT). Teve 47,65 % dos votos válidos, contra 29,05% da petista.

No segundo turno, o a diferença foi mais esticada, chegando a 90.064 votos de dianteira. Alcançou 60,76% dos votos válidos dos natalenses, enquanto Fátima somou 39,24%.

Transferência de votos

Ninguém tem dúvidas, mesmo os mais ferrenhos adversários do ex-prefeito, que ele é individualmente o maior eleitor da capital na atualidade. Candidato, ostentaria novamente o favoritismo, deduz-se.

A força eleitoral de Carlos em favor próprio já está provada em Natal, mesmo na derrota ao governo estadual, em 2018. Transferir votos é algo bem mais delicado e sujeito a uma série de fatores.

Tê-lo como reforço é expectativa de maior capitalização de votos, sobretudo se houver sinergia entre apoiado e apoiador, o que a princípio existe – mesmo com as rusgas pós-campanha estadual – entre Carlos Eduardo e o prefeito Álvaro Dias.

Para Álvaro Dias, é muito mais prudente tê-lo ao lado e no seu palanque, do que na companhia de algum adversário competitivo. Mesmo assim, o ex-prefeito não é-lhe garantia de vitória. “Ajudaria” – cabe o futuro do pretérito.

História

Natal aqui e ali se rebela contra conchavos e alianças de ocasião, ou nomes em desacordo com seu pensamento majoritário. Em 2008, por exemplo, a deputada estadual Micarla de Sousa (PV) ganhou eleições à prefeitura logo em primeiro turno, dia 5 de outubro, com 50,84% dos votos – equivalente a 193.195 votos.

Obteve uma maioria de 53.249 votos sobre a então deputada federal Fátima Bezerra, que empalmou 139.946 votos (36,82%), apoiada pela então governadora Wilma de Faria (PSB), o prefeito Carlos Eduardo e o presidente Lula da Silva (PT). No mesmo palanque, ainda estavam o senador Garibaldi Alves (PMDB) e o deputado federal Henrique Alves (PMDB).

Natal preferiu Micarla; não teve jeito.

Em 2020 veremos a nova escolha.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo  TwitteAQUIInstagram AQUIFacebook AQUIYoutube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
Home | Quem Somos | Regras | Opinião | Especial | Favoritos | Histórico | Fale Conosco
© Copyright 2011 - 2026. Todos os Direitos Reservados.