quinta-feira - 20/11/2025 - 23:48h
Vai encarar?

Emendas tornam candidatos à reeleição quase imbatíveis

Matéria deve ir a plenário na quarta-feira (Arte ilustrativa)

Existem quatro modalidades de emendas que tratam de bilhões transferidos anualmente (Arte ilustrativa)

Desbancar os atuais oito deputados federais e dois senadores não será tarefa fácil para concorrentes em 2026, no RN. A disputa é absolutamente desleal em termos de poderio econômico e outros meios.

Para o ano de 2025, por exemplo, cada deputado tem direito a recursos cumulativos que passam de R$ 37 milhões apenas em emendas parlamentares individuais.

Em relação aos senadores, cada um dispõe de até R$ 68,3 milhões em emendas este ano.

Essas emendas são de natureza impositiva, e cada deputado-senador é obrigado a aplicar metade da sua parcela em iniciativas voltadas à saúde.

Nenhum parlamentar é levado a apresentar sequer um projeto de lei em todo seu mandato, mas tem uma bolada milionária para fazer política 24 horas por dia em todo o tempo de atuação na Câmara dos Deputados ou Senado, como se fosse executivo. Com uma vantagem a mais: sem o ônus de ser executivo.

Neste ano, os 513 deputados federais e os 81 senadores podem utilizar R$ 24,6 bilhões em emendas parlamentares individuais.

Além dessa rubrica, ainda existem outras três modalidades de emendas: as de bancadas, as de comissões temáticas e aquelas sob o comando do relator do projeto de orçamento a cada ano. Elas todas somam mais de R$ 50,4 bilhões nas mãos dos parlamentares para

Vai encarar?

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
domingo - 16/03/2025 - 04:28h
Distrato

Governo vai tentar outra vez concluir obras do Tarcísio Maia

HRTM convive com uma crise sem fim, comprometendo vidas humanas (Foto: Arquivo)

HRTM teve recursos garantidos há quase cinco anos e obras não estão concluídas (Foto: Arquivo)

A imprensa está convidada para uma coletiva com os secretários de Infraestrutura Gustavo Coelho, e de Saúde, Alexandre Motta, marcada para as 10h30, de segunda-feira (17), na sede da Segunda Regional de Saúde, em Mossoró. Nota oficial do Governo do RN antecipa que será anunciado oficialmente o distrato com a empresa responsável pela obra do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM).

Também haverá convocação da segunda colocada no processo licitatório para dar continuidade à obra no hospital inaugurado há quase 39 anos.

“A decisão tem como objetivo garantir a retomada das obras e assegurar que a população tenha melhores condições de acesso a um hospital com infraestrutura adequada o mais rápido possível”, justifica o governo estadual.

Histórico

A empresa descartada é a Marbella Residence Incorporadora e Construção Ltda. Os trabalhos foram iniciados em setembro de 2023, com recursos orçados em R$ 10.306.962,00. Desse montante, 6,4 milhões foram destinados por emendas parlamentares do senador Styvenson Valentim, ainda em 2019, primeiro ano do primeiro governo da governadora Fátima, além de outras emendas de bancada e Orçamento Geral do Estado (OGE). Ou seja, quase cinco anos depois, na segunda gestão da mesma governante, ainda não existe absolutamente nada concluído.

O próprio Ministério Público do RN (MPRN) no início de 2024 (veja AQUI) identificou que os serviços estavam quase parando, com empresa tento pouquíssima mão de obra na execução. O próprio governo admitiu: veja AQUI.

Em outubro de 2024, o mesmo MPRN constatou que a obra estava paralisada devido atrasos ou “falta de repasses financeiros” à empresa responsável.

Em janeiro de 2025, houve a rescisão contratual da executora dos serviços. Recomendações foram feitas à celeridade e cobrança de um posicionamento definitivo do governo. Até aqui, sem solução.

O que deveria estar pronto

1 – Reforma do setor de urgência e emergência – Valor R$ 4.053.350,00

2 – Reforma da Pediatria e Necrotério – Valor R$ 958.800,00

3 – Reforma do Centro Cirúrgico, Centro de Material Esterilizado e Lavanderia – Valor R$ 1.635.000,00

4 – Ampliação do setor da Nutrição e Dietética – R$ 3.036.000,00

Total: 10.306.962,00.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Administração Pública / Saúde
  • Execom - PMM - Banner - Março de 2026
sábado - 06/11/2021 - 08:28h
Orçamento 2022

Bancada federal vai se reunir para discutir prioridades de emendas

emendas parlamentares - arteA Bancada Federal do Rio Grande do Norte, coordenada pelo deputado Benes Leocádio (Republicanos), se reúne nesta segunda-feira (8) para discutir prioridades e receber sugestões para a destinação de emendas ao Orçamento 2022 (LOA 2022). A reunião acontece no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN), às 8 horas.

“Mais uma vez, vamos compartilhar esse momento de definição de emendas ao orçamento com as entidades e instituições de nosso Estado. A intenção é estreitar o diálogo sobre a vinculação das emendas parlamentares a programas e obras prioritárias do RN”, disse o deputado Benes.

Além dos deputados federais e senadores foram convidados para a reunião, representantes ligados ao Governo do RN e a Prefeitura de Natal, à Federação dos Municípios do RN (FEMURN), Instituto Federal do RN (IFRN), Universidade Federal do RN (UFRN), Universidade Estadual do RN (UERN), Universidade  Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN), Polícia Civil do RN, Polícia Rodoviária Federal, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), Superintendência da Funasa no RN, Superintendência Regional do Dnit, Hospitais Filantrópicos do RN, Igreja Católica, entre outras instituições.

Acompanhe o Canal BCS (Blog Carlos Santos) pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e Youtube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Administração Pública / Política
domingo - 18/07/2021 - 11:10h

O perigo de emendas que servem apenas para propaganda

Por Josivan Barbosa

A Emenda de Bancada do Deputado Beto Rosado (PP) para a duplicação da BR 304 está totalmente fora do contexto. Como seria liberada uma Emenda de Bancada para um projeto que ainda não existe? E se o projeto executivo (projeto de engenharia) ainda não foi elaborado, como seria usado esse recurso no OGU 2022? Assim, se essa Emenda de Bancada for concretizada no parecer do relator do OGU 2022, será mais um daqueles recursos que poderiam ser usados para uma obra real de utilidade direta para a população.

Dessa forma, ela passa a ser uma “Emenda de Bancada Branca”. Ou seja, uma Emenda de Bancada que vai servir apenas para publicidade do nome do deputado.

Muito mais útil seria o deputado continuar com o esforço de liberação de recursos de Emenda de Bancada para obras de infraestrutura do município de Mossoró ou de municípios da Costa Branca.

Duplicação é sonho de décadas que se arrasta desde 2014 num pequeno trecho na Grande Natal (Foto ilustrativa)

Duplicação é sonho de décadas que se arrasta desde 2014 num pequeno trecho na Grande Natal (Foto ilustrativa)

Emenda de Bancada para a Costa Branca

Mais uma discussão em Brasília sobre as Emendas de Bancada para o OGU 2022 e novamente a ponte do Porto Franco (ligação Grossos – Areia Branca) não atrai a atenção dos parlamentares e dos senadores. Assim, a nossa Costa Branca continua branca de projetos e isolada do restante do Estado do RN e fora da conexão com o fluxo de turistas que chega ao vizinho Ceará.

A Costa Branca ficou de fora dos recursos do empréstimo do Banco Mundial sem uma explicação convincente no então Governo de Robinson Faria (PSD). Agora, a cada ano, está ficando fora da atenção dos nossos homens públicos de Brasília. E assim, vamos convivendo com um Rio Grande do Norte que não consegue pensar num grande projeto de infraestrutura turística para além de Pipa (Tibau do Sul).

Estrada e fake news

Acompanhamos durante a semana na imprensa local que uma outra Emenda de Bancada anunciada pelo deputado Beto Rosado se destina à Estrada do Cajueiro (BR 437 que liga a BR 405 no distrito de Jucuri à BR 116 na comunidade de Cajueiro em Tabuleiro do Norte – CE).

A construção dessa estrada já está se tornando uma fake news. A cada ano alimenta-se na população das comunidades rurais de Jucuri, Veneza, Boa Sorte e Baixa Branca, além dos inúmeros assentamentos que estão no entorno da estrada, a expectativa de início da obra. Já houve até uma situação recente em que ocorreu a licitação, contratação da empresa, mas a obra não foi iniciada.

Agora mais uma vez, parte da imprensa de Mossoró anuncia e comemora a possibilidade de liberação de recursos de Emenda de Bancada coordenada pelo deputado Beto Rosado. É esperar para saber se não estamos diante de mais uma expectativa que será negativada e deixar aquela população isolada por mais alguns anos.

Emenda de Bancada para o cinturão das águas

Outra Emenda de Bancada que precisa ser esclarecida para a população pelo deputado Beto Rosado é a que destina recursos para uma obra que está sendo denominada de cinturão das águas, copiando o cinturão das águas que foi construído a partir do Complexo Castanhão para a região da grande Fortaleza. A reportagem que trata do assunto na imprensa local, argumenta que as obras do cinturão das águas irão beneficiar a população com áreas irrigadas do Alto Oeste até a região do Mato Grande. De novo uma situação que se assemelha à BR 304. Assim, esperamos que a ideia do cinturão das águas seja tecnicamente explicada para a população para que não tenhamos mais uma Emenda de Bancada Branca.

Campos maduros

Há muitas opiniões e muitas informações desencontradas sobre a real situação da exploração do petróleo no tocante ao que o mercado denomina de poços maduros no país e, mais especificamente, na região polarizada por Mossoró. Este é um assunto, que pelo dinamismo da geração de emprego e renda, interessa muito aos empresários e à população em geral da nossa região.

Boas perspectivas para os campos maduros (Foto ilustrativa)

Boas perspectivas para os campos maduros (Foto ilustrativa)

O segmento de campos maduros e marginais de petróleo e gás no Brasil observa um aumento na produção após as primeiras vendas de ativos da Petrobras, mas segue na expectativa de aceleração nos investimentos para um crescimento ainda maior nos próximos anos, depois da conclusão dos desinvestimentos maiores da estatal.

Após anos de baixa extração em campos terrestres e de águas rasas, a decisão da Petrobras de vender esses ativos para focar em áreas de águas profundas tem ajudado na mudança do cenário para campos menores. Alterações regulatórias nos últimos anos também favoreceram a entrada de petroleiras pequenas e médias nessas áreas.

Campos maduros em números

A produção em concessões não operadas pela Petrobras em bacias maduras – de maior conhecimento geológico – saltou de 4,8 mil barris de óleo equivalentes ao dia (boe/dia) em abril de 2018 para 19,1 mil boe/dia em abril deste ano. Como comparação, a produção total nacional ficou em 3,8 milhões de barris diários.

A expectativa, hoje, está em torno do fim do processo de venda, pela Petrobras, dos polos Bahia Terrestre, Alagoas e Potiguar. Os pacotes incluem ativos que, juntos, têm uma produção média de cerca de 40 mil barris de petróleo por dia (barris/dia), além de 1,6 milhões de metros cúbicos por dia (m3/dia) de gás natural. Isso indica que os maiores recursos em investimentos ainda estão por vir, pois serão para esses ativos cuja venda ainda está em andamento, mas ainda não foi finalizada. Principalmente no caso dos campos terrestres, serão investimentos grandes, considerando essas regiões onde a Petrobras teve uma produção estável ou até em declínio por muito tempo.

A importância dos campos maduros

Embora representem uma parcela pequena da produção nacional, campos maduros e marginais são importantes principalmente pela geração de empregos locais e pela possibilidade de uma extração a baixo custo, interessante para empresas menores. Um fator que ajudou a aumentar o interesse por esses ativos no Brasil foi o programa de Revitalização da Atividade de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres (REATE), conduzido pela ANP e pelo Ministério de Minas e Energia (MME). Agora, a indústria vive a expectativa de aprimoramentos também para os campos em águas rasas, por meio do Programa de Revitalização e Incentivo à Produção de Campos Marítimos (PROMAR).

Campos marginais

Um dos principais pleitos da indústria é a própria caracterização de campos marginais, que não é clara. Hoje, são considerados campos maduros aqueles que estão com a produção em declínio e produziram além do esperado.

O conceito de campo marginal está ligado a critérios econômicos e, inclui aqueles que não são centrais no portfólio das companhias. A definição, no entanto, não condiz mais com o surgimento de empresas especializadas no aumento do fator de recuperação e extensão da vida útil desses campos.

Apagão da educação condena o futuro

No Rio Grande do Norte e em Mossoró não se fala em avanço da educação nestes tempos de pandemia. Vivemos um verdadeiro apagão. Por aqui, ninguém fala em desenvolver ações capazes de recuperar a aprendizagem perdida devido à pandemia. O caos na educação está instalado, mas, nós não percebemos o crime que estamos cometendo com nossos jovens. Chegamos ao fim do primeiro semestre letivo de 2021 com problemas similares aos do início do ano passado. Avançamos muito pouco, ou quase nada.

Ensino remoto tem resultados sofríveis (Foto ilustrativa)

Ensino remoto tem resultados sofríveis (Foto ilustrativa)

Como um longo período de suspensão das aulas presenciais e depois de mais de um ano de pandemia, ainda temos milhares de estudantes sem acesso à internet e a equipamentos adequados para acompanhar as aulas remotas; ensino remoto de baixa qualidade, quando existente; e um engajamento insuficiente nas atividades educacionais. A situação é ruim para todos os estudantes, mas pior ainda entre os mais vulneráveis.

Para que seja possível elaborar alternativas eficientes de mitigação dos impactos negativos da covid-19 na educação, é fundamental os gestores da educação pública tomem decisões com base em evidências. Mas, infelizmente, a população não exige e não reivindica que a educação seja tratada como prioridade.

Aqui por essas bandas do RN pouco se fala sobre as perdas de aprendizagem durante a pandemia. Os estudantes e os professores simulam que aprendem e ensinam, respectivamente. Apenas para se ter uma ideia, podemos analisar os dados de um estudo feito pelo INSPER, conceituada instituição. Os resultados são alarmantes: os alunos que cursaram a 2ª série do Ensino Médio em 2020 iniciaram a 3ª série neste ano com uma proficiência em Língua Portuguesa e Matemática de 9 a 10 pontos na escala Saeb abaixo do esperado em situações normais.

Além disso, caso o ensino remoto seja mantido ao longo de todo o ano letivo de 2021, com a mesma qualidade e engajamento de 2020, as perdas podem alcançar níveis ainda mais elevados: 16 e 20 pontos em Língua Portuguesa e Matemática, respectivamente. Ou seja, essa é a perda de aprendizagem que o aluno que concluirá o Ensino Médio neste ano pode vir a ter, como reflexo da pandemia, se não houver nenhuma ação que promova avanços em relação ao ano passado.

Diante dessa situação, o nosso RN e a nossa Mossoró precisam desenvolver políticas públicas que intensifiquem as ações para a recuperação e aceleração do aprendizado, além de combater a evasão escolar, porque a maior perda é a das trajetórias interrompidas. Na atual situação da educação, a escola acaba perdendo ainda mais espaço para as outras áreas da vida desses jovens.

Bolsa de estudo

Uma saída é a construção de uma estratégia conjunta entre as áreas da Saúde, da Educação e da Assistência Social, que possa apoiar esses jovens na retomada da aprendizagem e no processo de migração para o Ensino Superior e para o mercado de trabalho.

Com a crise econômica, há uma pressão muito maior da família para que ele deixe os estudos para trabalhar. Uma ação possível para resolver essa questão seria a criação de uma bolsa estudantil, competitiva com o mercado de trabalho, para que ele continue na escola.

Abacate – uma alternativa para a nossa região

Temos apresentado neste espaço projetos alternativos para diversificar a produção de frutas no Polo de Agricultura Irrigada RN – CE, região compreendida numa faixa de cerca de 400 km indo de Touros a Limoeiro do Norte.

Nesse sentido, a  Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) publicou um importante documento nesta semana onde aponta que o abacate será a fruta tropical mais comercializada em 2030.

O documento aponta para a perspectiva de uma produção mundial em torno de 12 milhões de toneladas em 2030, com 3,9 milhões sendo exportadas, o que representaria uma estimativa de U$ 8,3 bilhões.

A produção de abacate até o momento tem se concentrado num pequeno número de países e regiões, sendo que os 10 países mais produtores de abacate concentram 80% da produção. A FAO projeta que em 2030, 74% da produção de abacate se concentre na América Latina e no Caribe, em função das condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento da cultura.

O México, principal produtor e exportador mundial, tem a perspectiva de crescer cerca de 5,2% ao ano e concentrar 63% das exportações mundiais de abacate.

O estudo prevê ainda que Estados Unidos e Europa, serão os principais mercados, com 40 e 31% das importações mundiais. As importações, também, estão crescendo em países como China e do Oriente Médio. 

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Ufersa

Compartilhe:
Categoria(s): Artigo / Economia
  • San Valle Rodape GIF
domingo - 01/09/2019 - 10:38h

O diferencial das emendas de bancada para o RN

Por Josivan Barbosa

As instituições públicas do Rio Grande do Norte, principalmente as instituições federais de ensino superior (IFRN, UFRN, UFERSA e UERN) e a Prefeitura de Mossoró, precisam de uma forte articulação para colocar no OGU 2020 emendas de bancada.

A partir do próximo ano cada emenda aprovada terá a certeza de ser empenhada e chegar aos cofres da instituição.

Natália, Girão, Beto, Benes, Fábio, João, Rafael e Walter têm papel decisivo (Fotomontagem BB)

Isto será possível porque a emenda constitucional 100/2019 obrigou a execução das emendas das bancadas estaduais ao Orçamento do próximo ano, até o valor de 0,8% da receita corrente líquida da União. Esta despesa não constava do Orçamento deste ano, que prevê a execução obrigatória apenas das emendas parlamentares individuais.

No caso da nossa Ufersa, vale a pena lembrar que os recursos de Emenda de Bancada foram fundamentais para a construção da Ufersa de Angicos e a Ufersa de Pau dos Ferros.

Emenda de Bancada II

Iniciamos a gestão da nossa instituição em 2004 com um orçamento de capital (recursos financeiros para aquisição de equipamentos e para obras de infraestrutura) da ordem de R$ 150 mil por ano e pactuamos com o MEC para 2013 um orçamento de capital de R$ 48 milhões e a partir de 2005 conseguimos abrir no MEC a rubrica para Emenda de Bancada que a partir da LOA de 2012 aproximou-se de R$ 10 milhões, o que elevou o orçamento de capital da nossa IFES para R$ 58 milhões.

Na primeira década de 2000 a antiga ESAM tinha aprovado e empenhado apenas uma emenda de bancada individual do deputado Betinho Rosado no valor de 80 mil reais.

Emenda de Bancada III

O orçamento discricionário (que pode ser alocado para as instituições citadas acima mediante negociação com apoio dos parlamentares) do Governo Federal para 2020 será muito reduzido, o que aumenta a importância das emendas de bancada.

Para conseguir elaborar o Orçamento de 2020 dentro do teto de gastos, criado pela emenda constitucional 95/2016, o governo está sendo obrigado a cortar ainda mais as chamadas despesas discricionárias (que são os investimentos da União e o custeio da máquina administrativa).

A expectativa dos técnicos é que o nível dos investimentos da União em 2020 seja o mais baixo da história e que os gastos de custeio fiquem em um patamar próximo ao shutdown, ou seja, do nível que prejudica a oferta de bens e serviços oferecidos à população e que dificulta o funcionamento da máquina pública.

Despesas discricionárias

Em 2018, as despesas discricionárias ficaram em R$ 128 bilhões. Do total, R$ 27,3 bilhões foram investimento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), R$ 4,7 bilhões foram usados para capitalizar empresas estatais, e R$ 98,6 bilhões, com o custeio e outros investimentos.

Para 2019, o Orçamento previa R$ 129,4 bilhões para as despesas discricionárias. Por falta de recursos, este montante sofreu um contingenciamento ao longo deste ano de R$ 34 bilhões e foi reduzido para R$ 95,4 bilhões, sendo R$ 10,2 bilhões para capitalização de estatais, R$ 15 bilhões para o PAC e R$ 70 bilhões para o custeio administrativo e demais investimentos. A despesa com a capitalização de empresas estatais está fora do teto.

A proposta que está sendo discutida no governo prevê que as despesas discricionárias em 2020 ficarão abaixo de R$ 120 bilhões.

IMD

A importância de uma emenda de bancada para o desenvolvimento institucional pode ser exemplificada com o que aconteceu em Natal na Universidade Federal do RN (UFRN), no projeto do Instituto Metrópole Digital, que foi objeto de uma emenda coordenada pelo ex-deputado Rogério Marinho, PSDB.

O Instituto Metrópole Digital está instalado num edifício moderno e todo equipado com instrumentação de última geração o que permitiu que passasse a funcionar como um Parque Tecnológico de TI e já abriga ou abrigou diversas empresas, sendo que uma delas já gera emprego para 150 profissionais.

Estas empresas estão instaladas em Natal, mas desenvolvem serviços de TI para todo o país.

Se a UFRN quisesse instalar o IMD com recursos diretos do MEC, era provável que precisasse de do mínimo 10 anos. Com os recursos de Emenda de Bancada, o IMD foi construído e colocado para funcionar em menos de três anos.

RN tem jeito

Mais um bom exemplo de que a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do nosso RN (SEDEC) não precisa inventar a roda. Basta seguir o que está dando certo nas outras unidades da federação, a exemplo do nosso vizinho Ceará.

A Diageo, maior fabricante global de destilados e dona de marcas como o uísque Johnnie Walker, a vodca Smirnoff e a cachaça Ypióca vai investir mais de R$ 100 milhões no Ceará. Os recursos serão aplicados na criação de um novo complexo industrial em Itaitinga, na região metropolitana de Fortaleza.

O complexo reunirá a fábrica e o escritório da marca Ypióca e um centro de distribuição, que movimentará o equivalente à metade dos produtos vendidos no país.

A expectativa da Diageo é inaugurar o complexo no segundo semestre de 2020. A unidade tem área três vezes maior que a atual unidade industrial de Ypióca, em Fortaleza.

Hoje, as operações da Diageo no Ceará empregam em torno de 400 pessoas. No pico da obra, serão gerados 350 empregos temporários.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)

Compartilhe:
Categoria(s): Artigo
Home | Quem Somos | Regras | Opinião | Especial | Favoritos | Histórico | Fale Conosco
© Copyright 2011 - 2026. Todos os Direitos Reservados.