quarta-feira - 03/02/2016 - 18:55h
Inverno

Janeiro chuvoso garante melhoria em reservatórios do RN

O mês de janeiro foi o mais chuvoso dos últimos cinco anos, segundo levantamento da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn). E o resultado é que quase metade dos reservatórios potiguares recebeu recarga de água. Só a barragem Armando Ribeiro Gonçalves, responsável pelo abastecimento de 34 cidades, recebeu 3,5 milhões de metros cúbicos (m³) e subiu 10 cm de lâmina.

Dos 47 reservatórios monitorados pelo Instituto de Gestão de Águas do RN (Igarn), 21 receberam recargas que variam de 1% a 20% de suas capacidades. O açude Beldroega em Paraú, que iria entrar no volume morto já no próximo mês, teve um aumento no volume de água em 20% (1,6 milhão de m³). Diante do aumento, mesmo que as chuvas cessem, o reservatório ainda terá água até o mês de setembro.

Pequenos reservatórios transbordaram. Em Jucurutu, os açudes das comunidades de Riachão e Boi Selado atingiram seu volume máximo e já estão desaguando em direção à Armando Ribeiro, que está atualmente com 20,40% de sua capacidade (489,5 milhões de m³). O mesmo acontece com o acúmulo de água na obra da barragem de Oiticica, hoje com 3 milhões de m³, que está atingindo um braço do Rio Piranhas e contribuindo para a cheia do maior reservatório do estado.

Alguns reservatórios que entrariam em volume morto até junho deste ano, só chegarão a volume morto em dezembro. Isto significa que receberam recarga para durar mais 6 meses.

Acumulado

No acumulado de 2016, onde mais choveu no estado foram Apodi e Olho D’água dos Borges. Nas duas cidades o índice pluviométrico superou a marca dos 300 mm, atingindo respectivamente 304mm e 318mm. Em seguida, Portalegre (268 mm), Riacho da Cruz (238mm) e Caraúbas (236mm). Em São Rafael, onde já foram registrados 234 mm de chuva neste ano, chegou a cair granizo no ultimo final de semana.

“O sistema meteorológico responsável por estas chuvas é o Vórtice Ciclônico de Ar Superior, que deve continuar nos próximos dias provocando chuva no litoral, mas principalmente no interior”, explicou o meteorologista da Emparn, Gilmar Bristot. No período de Carnaval, entretanto, o volume maior de chuvas deve acontecer na faixa litorânea do estado.

Os valores acumulados entre 3 e 10 de janeiro, segundo a precisão da Emparn, devem atingir cerca de  30mm no Agreste e Litoral Sul, 40mm na Região de Mossoró e acima de 60mm nas regiões Central, Seridó, Alto Oeste, Litoral Nordeste e Grande Natal.

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Categoria(s): Gerais
terça-feira - 19/01/2016 - 23:34h
Inverno

Mudança de ‘El Niño’ tem alteração que favorece chuvas

A Gerência de Meteorologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN) divulgou o resultado parcial da análise e previsão climática para a região semiárida do estado no período que vai de fevereiro até abril de 2016. O comportamento das últimas semanas mostra que o fenômeno El Niño – fator que tem dominado as previsões climáticas nos últimos meses e reduzido a ocorrência de chuvas no Nordeste – está diminuindo de intensidade.

As informações estão sendo levantadas durante o XVIII Workshop Internacional de Avaliação Climática para o Semiárido Nordestino, que acontece até esta quarta-feira (20), em Fortaleza.

Esse é o primeiro prognóstico para o período chuvoso de 2016 divulgado pela EMPARN e poderá sofrer alterações conforme o comportamento das variáveis oceânicas/atmosféricas que são avaliadas na previsão. A previsão para os próximos meses mostra a tendência de enfraquecimento do El Niño, devendo estar com anomalia em torno de 1,5ºC entre março e abril de 2016, e em condição neutra a partir de junho de 2016. Essa tendência de resfriamento do Oceano Pacífico pode significar que as consequências provocadas pelo fenômeno poderão ser menores, aumentando a possibilidade de ocorrência de chuvas na Região Norte do Nordeste, desde que as demais variáveis apresentem um comportamento favorável.

Correlação

Além do El Niño, os parâmetros climáticos que influenciam diretamente na ocorrência de chuvas na região norte do Nordeste são ligados aos oceanos Pacífico e Atlântico. Variáveis como a temperatura superficial, vento e pressão atmosférica sobre os oceanos tem forte correlação com as chuvas que ocorrem durante os meses de fevereiro a maio sobre a região norte do nordeste e o seu monitoramento possibilita a elaboração de prognósticos mais confiáveis em relação a ocorrência de chuvas, tanto na questão da distribuição temporal como espacial.

A situação atual do oceano Atlântico ainda é indefinida, mesmo tendo apresentado um leve aquecimento no setor sul e um leve resfriamento no setor norte. Para que chova com maior intensidade, é necessário que durante os meses de fevereiro a maio de 2016 as águas do Atlântico Sul estejam mais quentes do que as águas do Atlântico Norte.

Assim, diante de um quadro onde persiste o Fenômeno El Niño no Oceano Pacífico e um Oceano Atlântico indefinido, a tendência é que o início do período chuvoso (fevereiro e março de 2016) seja com chuvas abaixo do normal, devendo melhorar durante o mês de abril devido ao enfraquecimento do El Niño. Lembrando que os meses mais chuvosos no Rio Grande do Norte são os meses de março e abril.

Sobre o El Ninõ

Esse fenômeno, presente durante o período chuvoso no Nordeste, dificulta a ocorrência de chuvas, pois impede o deslocamento da Zona de Convergência Intertropical para regiões próximas do Nordeste Brasileiro. Lembrando que a Zona de Convergência Intertropical é o principal sistema meteorológico causador de chuvas na região Nordeste do Brasil durante o período de fevereiro a maio.

Chuvas de janeiro

As chuvas que tem ocorrido durante as últimas semanas sobre praticamente todo o Estado foram ocasionadas por um Sistema Meteorológico (Vórtice Ciclônico de Ar Superior), que ocorre normalmente durante os meses de dezembro, janeiro e fevereiro, não tendo nenhuma relação com as chuvas da Zona de Convergência Intertropical que atuam entre os meses de Fevereiro a Maio.

Com informações da Assecom do Governo do Estado.

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Categoria(s): Política
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