domingo - 31/08/2025 - 08:24h

Tocando em frente

Por Odemirton Filho

Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Nesses tempos de intolerância, nos quais não se escuta o que o outro tem a dizer, e todos são donos da razão, procuro me blindar da toxicidade das redes sociais. Não sei você, mas eu tento manter a calma para enfrentar as batalhas da vida. Que são muitas.

Na verdade, não sei como alguém consegue viver permanentemente em guerra; não sei como o coração suporta, a alma aguenta. Sendo assim, ante as dificuldades impostas pela, procuro respirar fundo, pedindo sabedoria a Deus para superar as adversidades.

Certamente não é uma tarefa fácil. No entanto, é preciso tecer em nossas vidas um caminho que possa ser percorrido com discernimento e paz. A escolha certa depende, sobremaneira, de um matutar sereno ou, quem sabe, de uma oração singela que ilumine as nossas decisões.

Cada um tem os seus desafios, uns mais, outros, menos. Contudo, para vencê-los, é preciso diminuir o ritmo do dia a dia, procurando arejar a cabeça. Decisões atabalhoadas, irrefletidas, levam-nos a atitudes inconsequentes, às vezes, sem volta.

Por exemplo: qual a vantagem de continuar um debate quando o interlocutor entende que suas convicções são imutáveis? Ora, se ele tem sempre razão, torna-se infrutífero qualquer diálogo. Assim, não há argumento, por mais verossímil que seja, que faça o intransigente mudar de opinião.

Por isso, em certas ocasiões, é preciso ensarilhar as armas, saber a hora de recuar. Para vencer uma guerra é fundamental ter estratégia, ou seja, é preciso refletir para, somente depois, avançar.

Enfim, “penso que cumprir a vida seja simplesmente compreender a marcha e ir tocando em frente”. Buscando paz.

Odemirton Filho é colaborador do Blog Carlos Santos

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Categoria(s): Crônica
terça-feira - 30/10/2012 - 09:53h
Armistício

Vale lembrar que a campanha 2012 terminou

Um elenco de pessoas ainda não percebeu que a campanha eleitoral em Mossoró chegou ao fim. Faz quase um mês.

Chega de picuinhas, lengalenga, mágoas, ódios, ressentimentos, troca de ofensas e provocações bobas.

Querendo ou não, uma parte da cidade precisará conviver com a realidade das urnas. Tem que admitir perdas, para se habilitar a merecer ganhos.

E, quem votou ou foi votado vitoriosamente, não pode ser parte de uma cidade dividida que olha os demais de cima para baixo – ridicularizando-os.

Fora desse contexto de análise e comportamento, Mossoró estará submetida a uma primitiva divisão entre vencidos e vencedores, captores e presas.

Se não é possível para muita gente ensarilhar armas, que pelo menos celebre um armistício.

Será muito bom para Mossoró de todas as cores.

 

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Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog
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