quarta-feira - 01/10/2025 - 06:46h
Mossoró

Auto da Liberdade emociona e envolve multidão na Estação das Artes

Público lotou e se envolveu emocionalmente com o espetáculo (Foto: Lucas Bulcão)

Público lotou e se envolveu emocionalmente com o espetáculo (Foto: Lucas Bulcão)

No palco, ao ar livre, montado na Estação das Artes Elizeu Ventania, estreou na noite de sábado (27), o Auto da Liberdade 2025. Neste ano o espetáculo produzido pela Prefeitura de Mossoró, através da Secretaria Municipal de Cultura, trouxe uma nova roupagem que inclui dados históricos nos quatro atos que contam a história de Mossoró, cidade que conquistou o título de “Terra da Liberdade”, além do uso físico da própria estação como cenário.

O espetáculo ocorreu ainda nas noites de domingo (28) e segunda-feira (29).

Outra grande novidade no espetáculo Auto da Liberdade foi a inclusão no elenco de Pessoas com Deficiências (PcDs), garantindo que além de ter o elenco todo composto por artistas locais, as PcDs também têm espaço para mostrar seus talentos.

Casa cheia, público envolvido, brilharam os atores locais e toda uma retaguarda que cuidou de coreografia, figurino, trilha sonora, iluminação e estudo histórico, com direção de Plínio Sá.

História, heroísmo, coragem e pioneirismo

Plínio Sá dirigiu o Auto da Liberdade nas três noites, com várias novidades (Foto: Lucas Bulcão)

Plínio Sá dirigiu o Auto da Liberdade nas três noites, com várias novidades (Foto: Lucas Bulcão)

O Auto da Liberdade de novo contou “O Motim das Mulheres”, encenação de parte importante da história do município que destaca a personalidade forte e marcante de Ana Floriano, mulher à frente do seu tempo, que liderou um grupo de mulheres determinadas a impedir que seus filhos e maridos fossem alistados para a guerra.

O segundo ato do espetáculo conta a história de bravura e resistência do povo de Mossoró à invasão do bando do cangaceiro Lampião. Nesta versão, o ato começa com o episódio da invasão contado pelas mulheres cangaceiras, lideradas por “Maria Bonita”. Outra parte da história que atraiu o olhar atento do público.

No terceiro ato, a história incomum de Celina Guimarães, primeira mulher na América do Sul a conquistar o direito de votar, que arrancou a emoção das pessoas presentes à Estação das Artes.

E para fechar a primeira noite do espetáculo, o último ato conta a história de libertação dos escravos. Ato que trouxe o maior número de novos detalhes à história. Vários trechos, até então, desconhecidos do público, foram acrescentados ao ato que dá nome ao espetáculo da festa da liberdade em Mossoró.

Quem não viu o espetáculo, aproveite. Clique na caixa de vídeo abaixo e desfrute desse momento especial.

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Figurino, interpretação, trilha sonora, iluminação, coreografia e texto se fundiram harmoniosamente (Foto: Lucas Bulcão)

Figurino, interpretação, trilha sonora, iluminação, coreografia e texto se fundiram harmoniosamente (Foto: Lucas Bulcão)

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Categoria(s): Cultura
sábado - 13/09/2025 - 09:12h
Mossoró

Auto da Liberdade 2025 é preparado com conteúdo histórico especial

Espetáculo no fim do mês  promete novidades e exaltação da história da cidade (Foto: Wilson Moreno)

Espetáculo no fim do mês promete novidades e exaltação da história da cidade (Foto: Wilson Moreno)

A Prefeitura de Mossoró, através da Secretaria Municipal de Cultura, intensificou os preparativos para o tradicional Auto da Liberdade, espetáculo ao ar livre que traduz e rememora os principais atos históricos envolvendo o município. As apresentações do espetáculo estão marcadas para os dias 27, 28 e 29 deste mês, na Estação das Artes Elizeu Ventania.

Com direção do cineasta e artista Plínio Sá, o espetáculo promete uma nova proposta a ser apresentada ao público.

“Uma das grandes novidades desta edição é que o prédio da Estação das Artes será o nosso cenário. Essa escolha valoriza um importante equipamento público e, ao mesmo tempo, integra o próprio espaço ao enredo do Auto da Liberdade. Mossoró, este ano, se torna um personagem vivo que viaja no tempo através da estação de trem, conduzindo o público por marcos que moldaram nossa história. Mais do que uma nova encenação, o Auto da Liberdade 2025 é um convite à memória, à representatividade e à celebração da nossa cultura”, detalha o diretor.

A valorização dos artistas mossoroenses formados dentro da Escola de Artes também é um dos destaques do ano. Pela primeira vez, os novos prodígios da cultura mossoroense poderão vivenciar o espetáculo, traduzindo o aprendizado em resultados no palco da cidade.

Compõem a equipe de coordenação do espetáculo os artistas Luiza Gurgel e Madson Ney como assistentes de direção e Carol Oliveira assinará a coreografia, todos também conquistando a primeira oportunidade nestas funções.

Toda a direção também se preocupou em realizar um projeto de pesquisa para a leitura ainda mais fidedigna dos fatos das épocas que serão encenadas.

“Contamos com uma consultoria histórica, uma equipe formada pela professora Aryana Costa, e os egressos João Paulo de Souza e Pedro Henrique da Silva Pereira que compõem o projeto de pesquisa chamado Procurando Rafael. DHI/PROEX/UERN e esse importante trabalho de pesquisa histórica para o espetáculo nos trouxe novos personagens reais, relatos inéditos e acontecimentos significativos que enriquecem o ato da libertação,” conta Plínio Sá.

Nota do Blog – Espetáculo em boas mãos. No aguardo por apresentação estupenda.

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quinta-feira - 09/06/2022 - 13:18h
Espetáculo

“Chuva de Bala no País de Mossoró” estreia nesta quinta-feira

No adro da Capela de São Vicente, palco do confronto de resistentes locais contra o bando de Lampião, em 1927, a história será novamente contada. O espetáculo “Chuva de Bala no País de Mossoró” vai ser encenado.

Foto de Wilson Moreno mostra ensaio para espetáculo em nova temporada

Foto de Wilson Moreno mostra ensaio para espetáculo em nova temporada

A apresentação estreia nesta quinta-feira (9), às 21h.

Na 25ª edição do “Mossoró Cidade Junina”, o espetáculo completa 20 anos. A invasão do bando de Lampião à cidade de Mossoró fará 95 anos na próxima segunda-feira (13). A data marcante de 13 de junho de 1927, será contada nos dias 9, 10, 11, 12, 16, 17, 18, 19, 23 e 24 de junho, continuamente às 21h, no adro da Capela de São Vicente, bairro Centro.

Iniciativa da Prefeitura de Mossoró, neste ano o elenco terá a presença de 20 novos atores locais selecionados para o espetáculo, em meio a outros mais experientes.

Inspiração

A encenação que mostra o dia em que o bando de Lampião foi expulso da cidade terá direção de Diana Fontes. A diretora do “Chuva de Bala no País de Mossoró” enfatiza as novidades do espetáculo.

“Este ano minha inspiração foi em cima de recomeçar, retomar, reconstruir. Uma reconstrução depois de uma pandemia, depois de dois anos isolados, a volta do ‘Chuva de Bala…” contando a história de uma maneira mais celebrativa, mais humanizada”, adiantou.

“Estamos prontos. A direção com muita responsabilidade, elenco muito preparado. Temos 70 artistas profissionais em cena, quem vier acompanhar nossa estreia vai se emocionar, se encantar”, disse Thiago Bento, diretor de gestão cultural.

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quarta-feira - 18/05/2022 - 07:18h
Teatro

“Circuito Sinapse Darwin” terá duas apresentações em Mossoró

Circuito passa por Mossoró e ainda tem Zona Norte de Natal e Parnamirim como novos endereços (Foto: Brunno Martins)

Circuito passa por Mossoró e ainda tem Zona Norte de Natal e Parnamirim como novos endereços (Foto: Brunno Martins)

O grupo Casa de Zoé dará sequência na próxima sexta-feira (20), em Mossoró, ao “Circuito Sinapse Darwin.” O espetáculo terá duas sessões, às 17h30 e às 20h, no Ginásio Carecão do Colégio Diocesano Santa Luzia (CDSL).

A primeira apresentação é exclusiva pro alunado do CDSL e o seguinte estará aberto ao público em geral. Acesso gratuito, bom lembrar.

A peça é inspirada no naturalista Charles Robert Darwin.

Tem direção geral de César Ferrario e direção de arte de João Marcelino.

Antes, o Casa de Zoé já se apresentou em Caicó e Assu.

Depois de Mossoró, vai estar na Zona Norte de Natal, estacionamento do núcleo da Universidade do Estado do RN (UERN), às 19h, dia 27.

Em seguida, com duas apresentações em Parnamirim, às 17h30 e 20h, na área externa do Cine-Teatro Parnamirim.

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sexta-feira - 15/10/2021 - 06:22h
Cultura

Ópera “O Empresário” estreia nesta sexta-feira no Lauro Monte Filho

A ópera “O Empresário” estreia a partir das 20h desta sexta-feira (15), no Teatro Lauro Monte Filho. O projeto pioneiro da Companhia Lyricus ficará em cartaz até domingo (17). Essa é a primeira ópera montada em Mossoró, um espetáculo que representa música erudita, o teatro, a dança, a literatura. “O Empresário” é uma livre adaptação em português da ópera em 1 ato “Der Schauspieldirektor”, de W. Amadeus Mozart.ópera “O Empresário” - Companhia Lyricus - Mossoró

O espetáculo será apresentado no sábado (16) e no domingo (17), às 20h. Os ingressos estão sendo vendidos a preço popular no valor de R$ 20 e podem ser adquiridos na Escola de Artes de Mossoró, até sexta-feira, das 8h às 17h. Os ingressos também serão comercializados a partir das 15h de sexta, sábado e domingo, na bilheteria do Teatro Lauro Monte Filho.

Esse espetáculo operístico foi aprovado no projeto “Erudito Pelo Não Dito”, e está sendo realizado com recursos do edital do chamamento público nº 005/2020 da Lei Aldir Blanc da Secretaria Municipal da Cultura, da Prefeitura Municipal de Mossoró, do Ministério do Turismo e Governo Federal.

A Companhia Lyricus surgiu em 2017, a partir das professoras Claudia Max e Tatyana Xavier, como estratégia de fomentar o canto lírico na cidade de Mossoró. O grupo vem desenvolvendo um trabalho tanto a vertente do canto erudito quanto a vertente da MPB e de grandes clássicos da música universal de todos os tempos.

A partir desse trabalho pioneiro e de excelência, a Companhia Lyricus vem se destacando no cenário artístico-musical da cidade, já tendo realizado várias apresentações, shows, musicais, produzindo grandes espetáculos, tais como Grandes Clássicos Infantis in Concert, Passione, Cantos della terra e Árias e Canções.

Ficha Técnica:

Músicos instrumentistas Quarteto de Cordas Mozartianos: Keyvison Danilo (primeiro violino), Isaac Rufino (segundo violino), Lucas Almeida (viola), Jonathan Rodrigues (violoncelo);
Pianista convidado: Heber Jamin;
Direção artística, produção-geral e versão em português das músicas: Claudia Max;
Direção musical e arranjo para orquestra de câmara: Kleiton D’Araújo;
Direção cênica e livre adaptação do texto: Leo Wagner;
Produção executiva: Manu Aires;
Preparação vocal: Tatyana Xavier;
Cenografia: Damásio Costa;
Figurinos: Marcos Leonardo;
Maquiagem: Joriana e Manu P.;
Iluminação: Alex Peteka;
Design das artes: Felipe Nobre.

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Categoria(s): Cultura
domingo - 17/06/2018 - 23:20h
MCJ

“Chuva de Bala” e transmissão ao vivo são cancelados

Em virtude da chuva e da previsão de novas precipitações para a noite deste domingo (17 de junho), a organização do espetáculo Chuva de Bala no País de Mossoró cancelou a apresentação de hoje.

A intenção foi preservar principalmente a segurança dos atores, equipe técnica e do público em geral.

Em decorrência disto, A TV Cabo Mossoró (TCM) cancelou a transmissão ao vivo do espetáculo, marcada para este domingo. Outra data será definida para essa programação que faz parte do Mossoró Cidade Junina (MCJ) 2018.

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domingo - 21/06/2009 - 08:49h

Rodolfo Fernandes, o verdadeiro herói de Mossoró

Por Gutemberg Dias

O espetáculo “Chuva de Balas no País de Mossoró” que vem sendo exibido no Mossoró Cidade Junina e conta a saga da invasão de Virgulino Ferreira da Silva, o cangaceiro Lampião, me fez analisar que o verdadeiro herói de Mossoró se chama Coronel Rodolfo Fernandes.

Na época da invasão ou assalto do bando de Lampião a Mossoró o Coronel Rodolfo Fernandes era o prefeito. Na ocasião ele conseguiu arregimentar e, sobretudo, motivar uma grande quantidade de cidadãos e montar a defesa da cidade.

Sob seu comando, esse grupo ficou à espera do bando e na seqüência da luta conseguiu expulsar os invasores, tendo a principal batalha ocorrida na área circunvizinha à Capela de São Vicente e da casa do prefeito, hoje Palácio da Resistência.

Desde 2002, tenho o privilégio de assistir à peça, só que, nos anos anteriores, sempre me identificava mais com a figura do cangaceiro, que representava os oprimidos. Esse ano, no entanto, fiquei mais impressionado com a força e o poder de aglutinação do Coronel Rodolfo Fernandes e, de como a história contada exalta a figura do então prefeito.

Chamou-me a atenção, à luz de uma análise mais crítica, que a história contada e apresentada ao povo no resto do ano não é a mesma do espetáculo. Vocês podem me perguntar por que não, se essa é a grande história de Mossoró?

Veja bem, durante o interregno do espetáculo somos bombardeados com a figura do anti-herói, ou seja, quem é o dono da história não é o Coronel Rodolfo Fernandes, mas o cangaceiro Lampião.

Será que isso tem algum significado?

Será que querem encobrir, de alguma forma a figura do “Coroné”, como diziam à época?

Que grupo tem interesse no processo de ofuscamento da imagem da principal figura da resistência?

São perguntas que precisam de respostas. Visitando o memorial da resistência, observo que, na realidade, a resistência ficou em segundo plano, haja vista que as grandes estrelas são Lampião, Maria Bonita, que nem participou da invasão, e seu bando.

Os verdadeiros heróis da resistência e, principalmente, o grande mentor, o Fernandes valente que enfrentou até Lampião, foram relegados a um canto, para não dizer “cantinho”.

Os nossos heróis aparecem em fotos que, comparadas às do bando de Lampião, mais parecem 3 x 4. Levantei a questão com minha esposa e começamos a assinalar as homenagens feitas aos heróis e, principalmente, ao Coronel Rodolfo Fernandes.

Esse foi homenageado dando nome aos dois centros de poder político do município, a sede da prefeitura que se chama Palácio Rodolfo Fernandes, mas naturalmente e comumente chamado Palácio da Resistência e ao prédio que abriga a Câmara Municipal de Mossoró, que poucos sabem que homenageia o prefeito.

Não ficamos satisfeitos com as poucas homenagens e começamos a fazer um comparativo com uma figura que não tem tanto heroísmo para com o município, o senhor Jerônimo Rosado, que dá nome a rua, escola, praça, adutora, e outras obras mais, sem falar de sua prole. Ou seja, o verdadeiro herói da resistência, Coronel Rodolfo Fernandes, que deveria ser o grande homenageado foi proposital e deliberadamente ofuscado por seu opositor político, o quase sem expressão, à época, Jerônimo Rosado.

Se alguém quiser entender mais o porquê desse processo de ofuscamento pode buscar informação sobre a historia da invasão de Mossoró no endereço: (AQUI) ou conversar com aqueles que realmente são os verdadeiros estudiosos do cangaço.

Por fim, espero que os verdadeiros heróis da resistência sejam agraciados um dia com as homenagens devidas pelo povo de Mossoró e que os seus representantes, que com certeza não serão os que hoje dominam o cenário político da cidade, possam resgatar a verdadeira história da resistência ao bando de Lampião e aos mandantes da invasão.

Gutemberg Dias, geógrafo e Presidente do PCdoB em Mossoró.

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Categoria(s): Artigo
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